Sweet Blood
9 Capítulo 9 - Worries and Parties.
Notas iniciais
Capítulo 9 — Worries and Parties.
Isabella.
Ir para a casa de Bonnie, Jeremy e Damon foi de certa forma bom, acho que agora eu podia ao menos considerá-los meus amigos.
Entretanto, eu não sabia ao certo em que ponto do dia, eu tinha bebido demais e logo cuspia meus problemas para eles.
Se eu não estivesse errada, estávamos sentados no sofá, Damon devia estar bebendo o sétimo copo de Whisky, Bonnie e Jeremy estavam sóbrios e eu, bem, eu tinha perdido a conta no décimo.
Um conselho: Nunca, mas nunca mesmo, deixe Bonnie Bennett, Jeremy Gilbert e Damon Salvatore lhe convencerem a jogar verdade ou consequência, principalmente quando a única consequência disponível é: Tomar um copo de bebida.
Como nós chegamos a isso? Bem, em certa parte do dia, após conversarmos um pouco, Bonnie e Jeremy disseram que estavam entediados e então, depois de Damon provocar Jeremy sobre o que ele e Bonnie poderiam fazer sozinhos no quarto e deixar-nos em paz, o Gilbert teve a brilhante ideia de devolver na mesma moeda e sem um pingo de arrependimentos sugeriu que deveríamos brincar de verdade ou consequência e que a consequência deveria ser com bebidas, pois o estoque de Damon estava cheio demais.
Lógico que o Salvatore protestou, mas em vão, por que Bonnie animou-se rapidamente com a ideia e sumiu em alguns segundos, voltando logo após com duas garrafas de whisky em mãos.
Depois disso, Damon relaxou um pouco.
Acho que já estávamos para lá de bêbados, quando Damon pediu verdade e eu perguntei para ele como é que era a vida dele em Mystic Falls.
Pude ver que mesmo não estando cem por cento em seu estado mental normal, ele pestanejou.
Depois, me explicou sua história toda, sobre ter se apaixonado pela mesma mulher que o irmão duas vezes e eu senti um pingo de dejavú.
Enfim, depois disso as coisas foram ficando mais agitadas, Bonnie cansada de beber, declarou que queria algo novo e foi Jeremy quem realizou seu desejo ao fazer a garota dançar qualquer coisa em cima da mesa de jantar.
Uma mesa de vidro, uma adolescente e bebidas não podia terminar em nada melhor do que catástrofe.
Bonnie caiu da mesa de centro e logo Jeremy pegou-a no colo.
A brincadeira encerrou-se e um Gilbert meio bêbado subiu preocupado escada a cima com sua namorada machucada no colo.
Porém, levados pelo clima... divertido que ainda havia conseguido permanecer no ar mesmo depois da queda de Bonnie, Damon e eu continuamos a conversar enquanto bebíamos e foi ai que eu comecei a falar.
Falei tudo, todos os problemas que eu vinha tendo com Edward foram saindo um por um pela minha boca, sem arrependimentos.
Obviamente eu tive ao menos a inteligência de não dizer que ele era um vampiro... eu acho.
O ponto interessante era que eu me sentia bem mais leve, tendo os compartilhado com alguém.
Continuei a conversa, até que fiquei com sono e até onde me lembro, dormi ali mesmo.
No fim, agora aqui estou eu, morrendo de dor de cabeça, usando um baby doll que conclui facilmente ser de Bonnie, deitada numa cama de lençois vermelhos claros em um quarto cujo qual a única coisa que eu podia definir é que não era meu, mas era bem bonito.
A decoração era moderna e me chamava bastante atenção. Tinha uma escrivaninha com alguns livros, um computador e um porta canetas, pude perceber que um pouco mais afastada da cama, havia uma janela e ela estava aberta, fazendo com que a cortina branca voasse levemente por causa da brisa.
Tanto do lado esquerdo quanto do lado direito da escrivaninha havia uma estante e estas estavam cheias de livros, os quais eu tive uma vontade desesperada de ler, sou louca por livros, quanto a isso não posso fazer nada.
As paredes eram de um marrom meio vinho e o chão, pelo que eu pude ver, era de madeira.
Estava tão ocupada em admirar o quarto que nem percebi quando alguém adentrou o local.
Era Damon, perfeitamente vestido em uma blusa branca com uma jaqueta de couro por cima, jeans e eu não pude ver o que ele calçava.
– Pedi para Bonnie um quarto maior, mas acabei gostando desse daqui. – ele começou, vendo que eu tinha me distraído com o quarto. – A decoração é boa, mas se um dia tiver a oportunidade, garanto que vai gostar mais do meu quarto em Mystic Falls. – riu malicioso, ato esse que eu ignorei. – Antes que me pergunte, você caiu dormindo e eu te trouxe aqui para cima, evitando que levantasse mais animada do que estava e tivesse a brilhante ideia de copiar a idiotice de Bonnie. – debochou e eu revirei os olhos.
– Estou morrendo de dor de cabeça. – reclamei.
– Os remédios e o copo d’água estão ai do lado, na mesinha a esquerda. Acho que não está tão mal a ponto de não saber diferenciar esquerda de direita, certo? – sorriu torto.
Bufei e o ignorei, levando minha mão até a mesa.
Tomei os remédios, bebi o copo d’água, deitei-me na cama novamente e senti meu celular vibrar em baixo de mim.
Sentei-me sem paciência alguma e desbloqueei a tela.
Eram quase 23:00, até pensaria no fato de Charlie querer me matar, mas lembrei-me de Jeremy avisando-me que havia conversado com Charlie sobre tudo.
Olhei melhor o celular e vi que havia uma mensagem, era de Alice.
“Precisamos conversar, é urgente. –Alice”.
Eu suspirei.
Falaria com eles, não hoje, mas falaria, até por que, Alice tinha planejado meu aniversário e eu, por mais chateada que estivesse, não iria decepcioná-la.
Aliás, nem teria condições de falar com eles no estado em que eu me encontrava, morrendo de dor de cabeça e sem conseguir fazer praticamente nada.
Joguei-me na cama de novo e fechei os olhos.
Escutei o barulho da porta e achei que fosse Bonnie, abri os olhos e qual não foi minha surpresa ao ver Damon, só de toalha?
Encarei-o por alguns segundos e engoli em seco, ele não tinha o físico exagerado, era definido e eu me xinguei quando minha mente divagou sobre qual seria a sensação de passar as mãos lentamente sobre seu abdômen. Então, como se não desse para ficar pior, eu não tive como evitar acompanhar uma pequena gotícula de água que correu de seu peitoral até o interior da toalha. Foi quando ouvi uma leve risada vinda do Salvatore que desviei meus olhos de seu corpo e voltei a encará-lo.
– Por mais que sei que você gostaria, eu não vou dar um show. Só vim pegar uma roupa – sorriu torto, enquanto andava em direção ao armário.
Bufei e tentei apagar a imagem há pouco vista por mim da minha cabeça, mas parece que quanto mais eu me esforçava, mais a minha imaginação ficava um pouco ousada e então eu decidi falar algo, antes que eu começasse a divagar sobre coisas cujas quais eu espero que Edward nunca descubra. Aliás, ele não pode, não consegue ler minha mente.
Preciso lembrar de agradecer para quem quer que seja sobre esse detalhe.
– Eu nunca tinha ficado assim antes! Que horas mais ou menos eu apaguei? – decidi perguntar, depois de respirar fundo.
– Antes das sete. — ele disse, virando-se de costas, procurando algo dentro do armário.
– Okay, vamos combinar uma coisa? — perguntei.
– Diga. – Encorajou-me, virando-se para mim, enquanto segurava uma blusa e uma calça jeans nas mãos.
– Se eu não acordar sozinha, me acorde apenas amanhã de manhã, antes da escola.
– Feito — dito isso, ele piscou para mim.
Logo depois, Damon fechou o armário e passou porta a fora.
Senti o celular vibrar em baixo de mim novamente, duas vezes seguidas.
A vontade de tacá-lo contra a parede invadiu meu interior, mas eu me segurei e apenas cliquei no ícone amarelo e branco de mensagens.
"Cadê você? -Jacob".
"Estou ficando preocupado, Alice não consegue te ver, você não dá notícias. Está com Jacob? Por favor, mande notícias — Edward".
Bufei, eu só queria paz.
Joguei o celular do outro lado da cama e voltei a fechar os olhos, desta vez caí dormindo...
Edward.
A preocupação começava a me assolar, Alice não conseguia ver o futuro de Isabella, ela não dava um sinal de vida, e não tinha passado a noite em casa.
Aonde ela poderia estar?
Será que ela foi ver Jacob? Bem capaz, ele deve ter seguido meu conselho e ido conversar com ela.
Decidi mandá-la uma mensagem.
"Estou ficando preocupado, Alice não consegue te ver, você não dá notícias. Está com Jacob? Por favor, mande notícias — Edward".
Esperei alguns minutos sentados no sofá da sala, esperando que ela respondesse a minha mensagem. Mas nada aconteceu.
– Oque houve, Edward? – Emmett apareceu.
– Briguei com Isabella e agora ela não dá sinal de vida. – respondi.
– Brigaram? Por que? Vocês sempre se deram tão bem! – ele disse, admirado.
– Digamos que eu cometi um ... erro, e por mais que ela tenha todo o direito de ficar com raiva, eu estou ficando preocupado.
– Por que? – perguntou-me, se sentando ao meu lado.
– Por que Alice não consegue ver seu futuro e Charlie não atende as ligações.
– Charlie deve estar na casa de Billy, lembro-me de Bella falando que quando ele vai pra lá, passa o dia todo fora, então, uma vez que ele está por lá, já pensou na hipótese de ela estar com Jacob? – perguntou-me.
– Mandei uma mensagem para ela perguntando isso há mais ou menos meia hora. – bufei.
– Nenhum sinal de vida? – Alice disse, descendo as escadas.
Balancei a cabeça negativamente.
– O jeito vai ser procurá-la ou esperar até amanhã. Sabe que ela pode estar nos evitando. – A baixinha terminou de descer as escadas e sentou-se ao meu lado.
– Vou andando até a fronteira, ela pode estar lá. – falei, ignorando a última parte do que ela havia dito.
A baixinha bufou, mas assentiu.
– Okay, vou com você – afirmou.
– Alice. – ralhei.
– Nada de “Alice” – ela imitou meu tom de voz. – Eu tenho tanto direito quanto você, anda, preciso me desculpar também.
Bufei e revirei os olhos, sabendo que não adiantaria discutir com ela.
Saímos de casa e andamos em silêncio.
Passamos pela mesma floresta duas vezes, considerando a hipótese de ela ter se assustado com Jacob e corrido para cá, andamos cada centímetro que podíamos até o limite, fizemos de tudo, até desistirmos.
Então, decidimos voltar para casa.
Mesmo que estivéssemos voltando e passando pelo mesmo caminho uma terceira, quarta ou até quinta vez, olhávamos atentamente, considerando a hipótese de Bella ter decidido vir para a nossa casa, porém eu ouvi um barulho de passos e galhos se quebrnado.
Ia comentar com Alice, quando algo me jogou contra uma árvore.
Só quando consegui abrir os olhos e me recuperar do baque, percebi que era um lobo.
Ele pulou em cima de mim até que eu consegui arremessá-lo para o outro lado.
Levantei e percebi ser Jacob.
“Vocês estão com Isabella? Anda, diga Cullen!” A mente dele berrava enquanto ele rosnava.
Alice se pôs em posição de defesa.
“Diga algo antes que nós pulemos em cima de vocês dois. Ande, oque fizeram com Bella? A transformaram? Sabem que se a transformaram, não demoraria um segundo até eu transmitir a mensagem aos outros e a casa de vocês ser cercada.”
– Não a transformamos, Jacob. Nem teria como! Isabella não está conosco. – expliquei.
Alice me olhou e eu assenti, como se dissesse que estava tudo bem. Mas não estava.
“Como eu vou saber que não está mentindo?”
– Do mesmo modo que não sei se Isabella está com os lobos e você está fazendo tudo isso á toa, para tirar a culpa de cima dos seus ombros. – o acusei devolta.
“Não seja infantil, Cullen, se eu estivesse com Isabella não estaria perdendo meu tempo aqui...”
– Do mesmo modo que nós não estaríamos há quase duas horas olhando cada parte daqui para achá-la.
Jacob me olhou, virou-se e acenou para os outros da matilha que haviam começado a nos cercar saírem de lá, ele foi junto e voltou um tempo depois como humano.
– Me dê uma prova de que não está mentindo. – ele pediu.
– Te convido a entrar na nossa área e vasculhar, Bella não está conosco. – Alice se pronunciou. – Viemos atrás dela, assim como vocês.
– Bem, viagem perdida para ambos então, parece que ela está em outro lugar ... – Jacob bufou.
– Espera, Bella não tinha aquele jantar? – Alice perguntou.
– Foi ontem. – balbuciei rapidamente.
– Ah! – exclamou.
– Oque? – Jacob dizia, meio confuso.
– Nada cachorro. – respondi. – Só acho que deveríamos fazer uma trégua até acharmos Bella.
– Até acharmos Isabella. – ele estendeu a mão para mim e eu a apertei.
– Por onde começarmos? – Alice questionou, nervosa e ansiosa ao mesmo tempo.
– Vamos esperar até amanhã, se ela não aparecer na escola, começamos oficialmente as buscas. – expliquei.
Ele assentiu.
– Até amanhã, então. — e sumiu.
Alice suspirou.
– Tomara que ela apareça. – pensou em voz alta.
– Tomara ... – repeti e então eu Alice fomos para casa.
Isabella.
Dia seguinte.
Acordei escutando vozes vindo do andar de baixo.
Levantei silenciosamente da cama e fui até a sala, encontrei Bonnie e Jeremy vendo TV, enquanto Damon ia em direção a mesa de drinks.
– Bella! – Bonnie sorriu.
– Bom dia. – sorri de volta.
– Boa tarde. – Damon me corrigiu.
Encarei-o confusa.
– Ahn? ... Que horas são? – questionei.
– 12:30 – Damon respondeu rapidamente, olhando o relógio no pulso.
– Eu pedi para me acordar cedo! – exclamei.
Damon deu de ombros.
Apertei os olhos enquanto o encarava com raiva. Não podia ter perdido o horário! Devem estar todos preocupados comigo, acho até que se bobear, até a polícia internacional já foi acionada para ir atrás de mim a pedido dos Cullen –e até de Jacob, vai se saber.
– Bem, vou subir, Caroline ficou de me ligar. – Bonnie disse e subiu. Jeremy a acompanhou.
Fui para a cozinha e coloquei um copo d’água para mim, com o intuito de me acalmar e assim que me virei, Damon apareceu atrás. Levei um susto, deixei o copo cair e encarei-o no fundo dos olhos, sem saber se o xingava ou se pedia desculpas.
Seus olhos pareciam ler cada partícula do meu corpo e isso me ... fascinava. Ele tombou a cabeça levemente pra esquerda e me avaliou, chegou perto do meu ouvido e se pronunciou.
– Você estava mais sexy do que imagina enquanto estava dormindo, então eu decidi não te acordar – dito isso, ele se afastou do meu ouvido levemente e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
Eu sentia leves arrepios pelo corpo, mas decidi ficar quieta.
Assim que sua mão se afastou do meu rosto, sem algum motivo aparente, eu decidi ficar com raiva.
– Ora seu! – exclamei. – Tem noção do susto que me deu, Eu deixei o copo cair! – berrei.
Ele me encarou e começou a rir, rir como se aquilo fosse... costumeiro.
Revirei os olhos, nada na minha vida esses dias fazia mais sentido mesmo.
– Obrigada por ajudar. – resmunguei, enquanto ajoelhava para pegar os cacos de vidro.
– Por nada – ele girou os calcanhares e saiu de lá.
Bufei.
Peguei a vassoura, a pá e comecei a limpar por ali, a sorte é que eu não tinha me cortado.
Assim que terminei de arrumar tudo, me sentei no sofá, Damon desceu as escadas logo depois.
– Vamos sair. – avisou-me.
Olhei-o interrogatoriamente.
– Como? Repete, por favor. – falei.
– Vamos sair, você precisa pegar umas roupas se vai ficar aqui. – sorriu torto.
– Ficar aqui? – franzi a testa, confusa.
Damon revirou os olhos.
– Lembra do jantar que Bonnie lhe disse? Então, vamos passar na sua casa, você pega algumas roupas e voltamos para cá, calma, eu não vou te sequestrar, te cortar em pedacinhos e comer – sorriu irônico.
Bufei.
– Okay – respondi. – Agora?
– Não sei. – ele disse, enquanto ria irônico. – Se você quiser sair na rua com um baby doll, se me permite dizer, menor do que o que acho que está habituada a usar com desenhos de corações, eu vou ser a última pessoa a me incomodar. – terminou a frase com o tom de voz malicioso e um sorriso torto no rosto.
Fechei as mãos em punhos, sentindo as unhas quase furarem a pele, enquanto me segurava para não bater no Salvatore.
– Vou me trocar e já volto. – bufei e levantei-me do sofá.
Subi e depois de tomar um banho rápido, vesti a mesma roupa que usara ontem, a blusa de manga cumprida branca, calça jeans, all-star e casaco. Desci as escadas o mais rápido possível, tomando cuidado para não cair e fui até Damon, que estava parado em frente a porta.
Abriu-a para mim, sorri cínica e passei por ele, fui até seu carro e sentei-me no banco de carona, esperei-o entrar e fomos rumo a minha casa.
(...)
Assim que Damon estacionou do outro lado da rua, pude ver o volvo de Edward estacionado em frente a casa.
Bati a mão na testa instantaneamente.
– Oque foi? – perguntou-me.
– ... Nada. – falei. – Espere aqui, talvez eu demore um pouco, mas com certeza eu volto.
– Okay. – respondeu relaxado, enquanto se deitava no banco e colocava as mãos atrás da cabeça.
Saí do carro e atravessei a rua.
Destranquei a porta e encontrei Jacob, Edward, Alice e Charlie sentados em uma mesa.
– Boa tarde! – Exclamei alegre, passando pela porta.
– Boa tarde, Bells. – Charlie sorriu. – Está tudo bem?
– Está sim. – sorri de volta.
– Como estão Bonnie e Jeremy? – perguntou-me.
– Estão bem... Ahn, pai, só vim pegar umas roupas, Jeremy deve ter falado com o senhor, certo? – perguntei.
– Claro, falou sim, pode ir Bells. – Ele assentiu.
– Bella! — Edward chamou-me e então eu lembrei de sua presença. — Precisamos conversar!
– Agora não dá. — falei e subi as escadas.
Arrumei uma mochila com algumas roupas, tentei não demorar. Na verdade sabia que não iria demorar, eu tinha poucas roupas. Pensar nisso me deu vontade de fazer compras, será que Bonnie me levaria?
Com esse pensamento, fechei a mala e desci rapidamente.
– Vou indo. – falei – Até amanhã, Charlie.
– Até, Bells. — Despediu-se. — Mande um "Olá" para Bonnie e Jeremy.
– Pode deixar. — Respondi.
– E divirta-se. – Desejou-me.
Pisquei para Charlie e o abracei.
– Vamos com você até a porta, Bella. – Jacob falou.
Dei de ombros.
Passei pela porta, Damon me esperava na frente do carro, apoiado descontraidamente na porta do mesmo e sorriu torto quando me viu saindo de casa, sendo acompanhada por Alice, Edward e Jacob.
Ele queria complicar as coisas para mim, certo? Se eu pedi para que me esperasse no carro tinha meus motivos e o principal era o fato de eu ter um namorado super ciumento e um melhor amigo tão ciumento quanto na mesma casa, atrás de mim.
– Bella, eu, Edward e Alice viemos para cá logo depois da escola, quase colocando a polícia atrás de você e quando chegamos aqui, seu pai simplesmente nos diz que você foi dormir na casa de uns amigos! Quer nos explicar por que não avisou? E a consideração, aonde fica? – Jacob exaltou-se assim que chegamos a varanda e eu tive a leve impressão de vê-lo tremer.
Deixei a cabeça cair de lado e foi inevitável pensar que estava copiando a atitude de Damon hoje de manhã.
Passei a língua pelos lábios e deixei um sorriso irônico brotar neles de repente.
– Por que diabos eu deveria lhe dizer aonde estava, Black? Não é você que não queria saber de mim há, deixe-me ver, menos de um dia atrás? E quanto a Alice e Edward, eles sabem o por que de eu não ter falado com eles, acredito que não seja necessário que eu diga, ou vocês preferem me forçar a falar? – terminei satisfeita por ter dito tudo aquilo o que achei necessário e suspirei, atravessando a rua logo depois, em direção ao carro de Damon.
Dei a volta até o banco de carona e entrei, logo depois o Salvatore repetiu o ato e ligou o carro, rumo a casa de Bonnie.
Pude notar um leve sorriso ameaçando aparecer no canto de seus lábios.
– Oque foi? – perguntei o olhando levemente impaciente.
– Não sei, diga-me você.– ele sorriu irônico e me encarou.
Revirei os olhos.
– Nada, Damon. Não houve nada. – justifiquei de qualquer maneira e voltei a focar os olhos na estrada.
– Se não fosse nada, não teria feito aquele discurso que, eu sou obrigado a admitir, gostei. – riu e também voltou os olhos para frente.
Um leve sentimento estranho me corroeu e de alguma forma fiquei feliz por ele ter gostado do eu que havia dito...
Bem, eu também tinha gostado, e muito, no final das contas.
– Tem uma garrafa de whisky ai? – perguntei, rindo fraco, atraindo a atenção dele, fazendo com que olhasse para mim com a sobrancelha esquerda arqueada. – A história é longa.
Ele riu e voltou a dirigir...
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