Sweet Angel... Sweet Day
3 Capítulo 3
Minha cabeça doía, estava fraca. Vi pessoas ao meu redor.
- Quem... são.. vocês?..- perguntei pausadamente, sentia uma dor insuportável, tentando me levantar.
- Querida não levante você precisa descansar.
Estava muito cansada pra falar, mas estava confusa e queria fazer milhões de perguntas.
- É parece que ela está bem, e que ocorreu tudo bem- disse um homem, que não pude ver quem era porque uma forte luz branca o ofuscava.
- Como assim? Onde eu estou? Quem é você? Quem são eles?- apontando para as pessoas que estavam ao meu lado.
- Você sabe quem você é?- o homem voltou a falar.
Parei por alguns instantes, enquanto o homem examinava meus olhos, não conseguia lembrar o meu nome.
- Seu nome é Yumi, eu me chamo Ruki, esta é a sua mãe Nagisa e este é o seu pai Ryuno, você está no hospital. Você estava com um tumor no cérebro, e fez uma cirurgia... E logo após você entrou em coma induzido por 4 semanas.
- Que dia é hoje?
- 15 de fevereiro.
- Quando eu vou poder ir pra casa?
- Hoje se você quiser.
- Então eu quero!
Ao chegar em casa, as pessoas que se diziam meus pais, me contaram sobre a minha vida, e os meus amigos.
Cinco meses se passaram.
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- Bom dia mãe- não estava nem um pouco animada, conheci os meus pais, mas estava faltando algo.
- Filha vai comprar pão?
- Tá, pode ser.
Peguei o dinheiro e sai. Tinha duas pessoas sentadas em baixo de uma arvore me aproximei deles e me apresentei.
- Oi, meu nome é Yumi. Qual é o nome de vocês?
Eles se olharam como se fossem perguntar se eu era doida ou algo parecido, mas não fizeram.
- Meu nome é Aoi.
- E o meu é Shizuma
Lembrei que os meus pais haviam falado algo sobre os dois. Conversamos por um bom tempo, perguntei há quanto tempo os conhecia, como era a nossa amizade, o que eles sabiam sobre mim, e coisas do tipo. No meio da conversa, vi uma menina com a pele branca que nem a neve, o cabelo castanho claro quase ruivo... Por que tinha a sensação que a conhecia de algum canto? Será que nos conhecíamos?
- Shizuma-senpai, Aoi-kun eu conheço aquela menina?- perguntei sem tirar os olhos dela, enquanto ela me fitava.
- Não.. — eles se olharam como se soubessem algo, mas não quisessem falar.
Minha mãe havia me chamado, tive que entrar, e por sinal sem o pão. Durante a noite toda pensei naquela menina. Milhares de perguntas, todas elas sem resposta.
Uma semana se passou e eu ainda queria saber sobre aquela menina. Sai para dar uma volta e ela estava chegando na casa da Shizuma-senpai, eu a abordei.
- Oi.
- Oi — ela respondeu toda desconfiada.
- Qual é o seu nome?
- Yumi...
- Olha, o mesmo que o meu – respondi rindo.
- Eu te conheço?
- Não- hesitou.
- Tem certeza?- Insisti.
- Sim, você é a amiga da minha prima.
- Ahhh. – respondi me afastando.
Não acreditei muito no que ela disse, mas quem era eu pra discordar em um momento como aquele?
Voltei para casa e comecei a arrumá-la, mas especificamente o meu quarto que tinha insetos, bactérias, e fungos ainda desconhecidos pela ciência (Vou virar cientista e vou descobrir tanta espécie nova que vou ganhar 3 prêmios Nobel :3)*.
Na minha gaveta encontrei um caderno com um desenho meu na capa, fui ver o que havia nele. A cada página do caderno meus olhos se enchiam mais de lágrimas, algo que nunca havia imaginado, porém que fazia sentido. Páginas e páginas de historias, lembranças que eu gostaria de relembrar, sobre os meus amigos, minha família, e... sobre Ela! Trechos que diziam:
“ Esta é a menina da qual nunca poderei esquecer, a menina pela qual me apaixonei, a menina que amei [...] a menina que perdi por causa de uma mentira [...] “
“Bela, perfeita e encantadora
És a rosa mais perfeita dentre todas
Ah! Por ser teu meu amor
Traz consigo a imensidade de um verso
Recitada por uma inocente apaixonada
Inspirada pela alogia
Zelo para que você
Continue sempre a mostrar teu sorriso
A quem nem feições lembram venturas.
Mil dias na esperança de apenas um só
Poder gritar ao mundo:
Oh! Nada se compara contigo!
Saiba que sem ti... não sou nada”
Em cada página havia fotos dela e nossas. Mas porque ela disse que não nos conhecíamos? Será que fui tão idiota assim? Essa era mais uma dentre milhões de perguntas e respostas perdidas.
Estava disposta a descobrir o porquê daquela situação.
Passava o dia todo com o caderno dentro da bolsa, esperando cruzar com ela pelo caminho. Até que um dia aconteceu. . Aborde-a na rua, segurando-a pelo braço:
- Você tem certeza de que não nos conhecemos?- insistindo na pergunta.
- Tenho por quê?- respondeu.
- Então porque tenho a sensação que te conheço? O que é isso que eu sinto por você? E o que é isso?- perguntei tirando o livro da bolsa.
Ela hesitou em ler, pelo visto Ela estava odiando aquilo. Insisti fazendo um gesto para que Ela olhasse. Após se apoiar em uma parede, Ela começou a ler. Enquanto Ela lia, lembrava da historia, lembrava do que estava sentindo naquele momento, e estava com medo do que ela iria falar. E se aquilo realmente fosse apenas uma historia? Apenas um fruto da minha imaginação? Poderia até ser, mas o que explicaria tudo o que sentia por Ela?
Ao terminar de ler, Ela me olhava com a expressão que dizia “porque você está fazendo isso comigo? Será que não dava pra você simplesmente esquecer assim como você fez com todo o resto?”.
- E então ainda não nos conhecemos?- era a última vez que insistia.
Quando Ela começou a explicar o que estava acontecendo e o que havia acontecido, eu ouço uma musica ao fundo:
“Bom dia,
Olha as flores que eu trouxe pra você, amor
São pra comemorar aquele dia
Que passei a viver do teu lado
Eu me lembro, entre nós não havia quase nada.
E agora é só você que me faz cantar
É só você que me faz cantar
Havia
Mil motivos pra eu não estar naquele show
Mas o nosso destino foi escrito sob o som de uma banda qualquer
Eu me lembro, em setembro
Conheci minha mulher...
E agora é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar”
Era o toque que eu usava para acordar.
Ao abrir os olhos percebi que estava na minha cama, num movimento rápido levantei e comecei a procurar pelo caderno, não achei. Entrei em desespero, chorei muito, até perceber que me lembrava de tudo e que não havia passado de apenas um SONHO! Por um momento agradeci por saber aquilo, mas ainda não mudava o fato que eu não poderia Vê-la.
“Ela dormiu, embora seu destino fosse muito estranho, ela vivia.
Ela morreu quando soube que não tinha mais o seu anjo.
Coisas que tornavam o passado assustadoramente presente.
Mas que ainda o tornava “real” ...”
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