Sweet Angel
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu dormia tranquila enquanto a chuva caia calmamente lá fora.
meus sonhos eram minha válvula de escape. Um artificio da mente para fugir da minha louca e corrida realidade.
Estava tudo como sempre, até que ele apareceu.
Um rapaz de pele branca como cera, cabelos pretos e cacheados dos olhos verdes como esmeralda. Ele sempre aparecia, é era sempre nessa hora que começava o terror.
O céu escurecia, as flores murchavam e o sol sumia. O perfume de rosas que dominava o ar era substituido por um cheiro forte de enxofre e sangue.
O lugar todo cheirava a morte. E em parte ela mesma aparecia para me levar com ela. Mas ele não deixava.
Era todo o dia a mesma coisa. Ele aparecia, tudo mudava, amorte chegava e tudo se desfazia em fumaça agridoce.
Mas dessa vez não foi assim. A figura maligna ecapuzada veio ao meu encontro. A foice suja de sangue brilhava para mim. Ele estava parado, vendo tudo de longe.
– Ajude — me, por favor! Isso irá me matar!
– Não posso!Lute! Lute Sophi!
A morte continuou caminhando em minha direção. Ela desferiu um gorlpe na altura da minha cabeça. Abaixei bem a tempo de sentir o vento roçar meus cabelos pretos e escorridos.
Acordei gritando e assustada. meu pequeno quarto parecia enorme agora. cada pequeno cantinho escuro me lembrava aquela figura horrivel. Olhei para minha direita e ele estava parado ali.
– Você...você não me ajudou! Queria me deixar morrer?!
– Não seria má ideia, porém, não posso fazer com que isso aconteça!
Ele era louco. Pulei da minha cama com a bochechas fervendo de raiva.
– Você e louco! Não me diz seu nome, me faz parecer louca na frente dos meus amigos e ainda quer me matar? Você deve me odiar muito mesmo!
– Pelo contrário, Sophi. Eu te amo mais do que qualquer outro vai amar. Eu te protejo como ninguém jamais te protejeu; e vou ser seu anjo para sempre!
Olhei incredula para ele. Os olhos dele brilhavam mais do que o normal. Eu sentia que algo aconteceria, mas ignorei.
– Você é realmente louco! Vamos! Me diga seu nome!
– Não me peça isso, Sophi. Eu te peço!
– Me diga!
– Não me force!
– Fale!
– Peça — me três vezes, que eu responderei. Me chamo Azazel!
Eu gelei quando ouvi seu nome. Como toda criança de família católica, conhecia aquele anjo, aquele nome.
– Não pode ser! Você foi mandado para o inferno!Não pode ser anjo- da — guarda!
– Anjo — da- guarda, não. Anjo da morte.
De repente todo barulho em volta sumiu. Minhas vistas escureceram. A última coisa que vi e ouvi foi aquela imagem negra encapuzada, com sua foice em meu pescoço, com Azazel falando ao meu ouvido:
– Eu te amarei para sempre, meu Anjo!
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