Sweet

1 One-shot


Notas iniciais
Espero que gostem :D

– Daniel, sabe se tem sorvete?

– Se você que é a dona da casa não sabe, imagina eu.

– Engraçadinho.

Hoje eu estava com muita vontade, ou melhor, necessidade de comer doce. Sério, durante o intervalo do colégio eu praticamente voei em cima do chocolate que a Bia estava lanchando. A forcei a me dar quase metade da barra de chocolate, mas mesmo assim continuei com a tal “fome de doce”.

Meu pai me conta que quando eu era pequena, tinha uns inícios de ataques de hipoglicemia e começava a correr atrás de todo mundo pedindo jujuba. É pai, parece que os ataques voltaram. Revirei a cozinha toda, mas não encontrei nem sequer um mísero biscoito.

– Pedrinho, seu guloso! – Acabei pensando em voz alta.

– Tá tudo bem Julie? – Perguntou um certo fantasma teimoso apoiado na entrada da cozinha, com cara de estranhamento.

– Não, to tendo um ataque de hipoglicemia.

– E isso é normal? – Ele perguntou meio preocupado.

– De acordo com meu pai sim. – Abri a vasilha onde guardavam açúcar, peguei uma colher, coloquei o máximo de açúcar que eu consegui em um copinho e comecei a comer o açúcar puro. Daniel me olhava com uma cara de incredulidade.

– Que foi?

– Você tá comendo açúcar!

– E daí? – Neste ponto eu comecei a rir da situação.

– Isso é loucura! – Ele foi até a mesa e se sentou em uma cadeira, de frente pra mim que agora estava apoiada na pia.

– Situações desesperadoras exigem medidas desesperadas.

– Frase interessante – Disse o fantasma me encarando com o mesmo olhar que usara na noite confusa em que quase havíamos nos beijado na praça. Olhei para seus olhos e depois baixei a cabeça corando e voltando a comer aquilo que no instante me parecia um manjar dos deuses.

Houve um grande momento de silêncio no qual eu só dei atenção ao copinho em minhas mãos.

– Droga. – Falei ao perceber que o conteúdo do copo acabara e minha necessidade de açúcar ainda não tinha passado.

Levantei os olhos, percebendo que o fantasma ainda me observava com o mesmo olhar de antes.

– Que foi? Perdeu alguma coisa aqui? – Falei grosseiramente.

– Na verdade eu nem sequer cheguei a ter o que estou procurando. Mas estou disposto a tomar medidas desesperadas para ganhá-la. – Ele disse levantando e se aproximando, sem parecer se importar com a grosseria.

Meu coração disparou na hora, mas já estava tão acostumada a sentir isso quando ele estava por perto que nem dei importância.

– Daniel... – Agora ele estava perigosamente próximo e alternava o olhar entre meus olhos e minha boca.

– Sim. – Disse, fixando seus olhos castanhos nos meus.

– É que... – Julie, não se esqueça de que você tem namorado...

– É que...? – Ele disse baixinho. Julie, lembre do Nicolas...

– É que... – Lembre do seu namorado, lembre do seu namorado... Desde quando os olhos dele são tão profundos... No que eu tava pensando mesmo? Ah sim, Nicolas...

Então ele se aproximou tanto que nossas testa, e logo após, narizes se tocaram... Lembre do Nic... Quer saber? Vá se danar consciência cretina, depois eu me acerto contigo.

Eu mesma acabei com o espaço entre nós, com um selinho, que logo se transformou em um beijo calmo. Os lábios dele eram macios e gelados, o que causou um choque térmico que só melhorou o beijo. Uma coisa engraçada é que eles também eram extremamente...

– Dani, porque você nunca me disse que seus lábios eram tão doces?


Notas finais
Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!