Swan Lake

3 Sangue da Terra


Notas iniciais
​Preparem os corações (e os casacos, porque hoje vai esquentar e esfriar ao mesmo tempo)! Bem-vindos ao Capítulo 3! 🤠✨ ​No capítulo de hoje, a nossa Bella vai descobrir que a Swan Lake vai muito além dos estábulos e da poeira. Ela vai fazer um tour super chique pela vinícola da fazenda e, de quebra, fazer novas alianças (e descobrir algumas fofocas locais que vão deixar vocês chocados!). ​Mas não pensem que o dia dela vai ser só tomar vinho caro e gravar stories estéticos, não! O pessoal dessa fazenda não dá trégua, e um certo veterinário marrento vai mostrar que sabe jogar muito bem quando o assunto é provocar a nossa influenciadora favorita. ​Peguem sua taça de vinho ou sua água bem gelada e aproveitem o capítulo! Não esqueçam de interagir bastante, nossa meta rumo ao Top 3 do Evento: Entre Campos e Corações continua a todo vapor! 🏆🔥 ​Boa leitura! ❤️

Capítulo 3: Sangue da Terra

O vento do Texas tinha um gosto diferente da brisa litorânea e úmida de Jacksonville. Conforme o Silver Star engatava um galope firme e ritmado pelas pastagens abertas da Swan Lake, senti uma sensação de liberdade que nenhuma avenida pavimentada ou estúdio de fotos jamais conseguiu me proporcionar. O chapéu creme de veludo mantinha-se firme na minha cabeça, e a barra do meu blazer camelo esvoaçava contra os flancos do cavalo negro. De longe, avistei o gado de corte espalhado pelas planícies sem fim sob o sol da manhã. Era uma imensidão imponente, e pela primeira vez comecei a compreender o orgulho silencioso que brilhava nos olhos de Charlie ao falar daquelas terras.

Segurei as rédeas com suavidade, guiando o Silver em uma transição suave para o trote conforme nos aproximávamos das colinas cobertas pelas fileiras perfeitamente alinhadas dos vinhedos. Foi ali, na entrada da propriedade vinícola, que avistei Jasper Hale. O braço direito do meu pai estava de pé ao lado de uma picape utilitária, segurando uma prancheta com sua postura impecável, elegante e o olhar analítico de sempre.

Ao me ver dominar o cavalo teimoso com tanta facilidade, uma das sobrancelhas de Jasper se ergueu, sutilmente impressionado. Ele tirou o chapéu de palha fina em um cumprimento cortês.

— Bom dia, Senhorita Bella. Vejo que o Silver Star resolveu se lembrar de como ser um cavalheiro hoje — Jasper disse, seu sotaque texano saindo de forma pausada, polida e extremamente educada.

— Bom dia, Jasper! — respondi, desmontando do cavalo com uma graça que me fez sorrir de canto. — Pelo visto, o Silver tem mais memória afetiva do que certos veterinários desta fazenda. Eu estava justamente querendo conhecer a vinícola. Meu pai me disse que você faz milagres com essas uvas.

Jasper sorriu de lado, um gesto contido que suavizou seus traços focados.

— O chefe é generoso, mas a terra faz a maior parte do trabalho. Se a senhorita tiver um tempo, será um prazer mostrar como funciona o nosso coração aqui na Swan Lake.

— Eu tenho todo o tempo do mundo — respondi, e o meu instinto de criadora de conteúdo despertou no mesmo segundo. Peguei o celular no bolso. — E, por favor, me chame só de Bella. Só preciso de um aviso: vou documentar tudo. Meus seguidores no Instagram não vão acreditar na estrutura que vocês têm aqui.

Jasper assentiu com serenidade, e começamos o tour. A partir daquele momento, o que eu imaginava ser apenas uma "plantação do interior" revelou-se um complexo de altíssima sofisticação, combinando a tradição rústica com tecnologia de ponta. Jasper me guiou primeiro pelas videiras, explicando a colheita manual minuciosa e o ponto exato de maturação das uvas Cabernet sob o sol texano. Registrei em vídeo o contraste vibrante dos cachos roxos e profundos contra as folhas verdes brilhantes, usando os filtros de luz natural mais nítidos do aplicativo.

Em seguida, entramos no complexo de fabricação. O ambiente exalava um aroma doce e encorpado de fermentação. Gravei os imensos tanques de aço inoxidável reluzente e as prensas modernas pneumáticas que extraíam o néctar sem machucar as sementes. Dali, Jasper me conduziu por uma escadaria de pedra que descia para a cave subterrânea climatizada.

O cenário era de tirar o fôlego: centenas de barris de carvalho francês empilhados sob arcos de tijolos rústicos e uma iluminação intimista, quente e perfeitamente projetada. Por fim, passamos pela linha automatizada de engarrafamento, rotulagem e caixas prontas com o selo dourado da Swan Lake destinadas à distribuição nacional e internacional. Cada take que eu gravava parecia saído direto de um editorial da Vogue. Era um negócio de luxo, gerido com maestria.

— Isso aqui é simplesmente impecável, Jasper — comentei, genuinamente impressionada, enquanto caminhávamos de volta para o centro da cave de envelhecimento. — O nível de sofisticação é absurdo. Jacksonville parece tão artificial perto da vida real que vocês criam aqui.

Jasper parou ao lado de um barril de carvalho selecionado, pegando um extrator de vidro longo e duas taças de cristal que reluziam sob a luz fraca.

— O vinho é como as pessoas, Bella — ele disse, servindo um fio do líquido rubi profundo e denso em uma das taças e me entregando. — Ele precisa do tempo certo no escuro para perder a acidez e mostrar sua melhor versão. Algumas safras sofrem mais com as tempestades, mas são as que entregam o sabor mais encorpado no final.

Girei o líquido na taça, sentindo o aroma rico de frutas vermelhas e madeira antes de dar um gole. O sabor era espetacular, complexo e sofisticado. Olhei para ele com admiração, sentindo uma barreira invisível se quebrar entre nós. Uma cumplicidade leve e uma amizade genuína estavam nascendo ali. Jasper, sempre tão sério e focado no trabalho, parecia relaxar diante da minha curiosidade autêntica.

— Uma descrição poética — brinquei, dando mais um gole. — Acho que conheço um certo veterinário da família Cullen que foi esquecido demais no escuro daquela baia e acabou virando vinagre puro. O mau humor daquele homem deveria ser engarrafado e estudado.

Jasper soltou uma risada curta, mas os seus olhos brilharam com uma diversão rara. Ele se inclinou levemente contra o barril, adotando um tom confidente.

— Você está falando do Edward? — Jasper perguntou, a voz mansa carregada de humor seco. — Ah, não ligue para ele. O Edward é como um vinho de safra difícil que foi trancado no fundo da adega antes da hora. Ele gasta toda a paciência e doçura dele com os cavalos e os bezerros. Com os humanos, bem... ele precisa de uns bons anos de maturação para deixar de ser azedo.

Não aguentei. A comparação cirúrgica e o jeito sério com que Jasper fez a piada me pegaram totalmente de surpresa. Soltei uma gargalhada alta, limpa e genuína, que ecoou pelas paredes de pedra da cave. Eu ri tanto que precisei apoiar a mão livre no ombro de Jasper para não derramar o vinho da taça, contagiada pela ironia dele.

— O que está acontecendo aqui que eu não fui convidada?! — uma voz estridente e teatralmente indignada ecoou do topo da escadaria de pedra.

Olhei para trás rapidamente e vi Alice Cullen descendo os degraus em passos rápidos e saltitantes. Ela estava com as mãos na cintura, os cabelos curtinhos espetados balançando e um biquinho dramático perfeitamente esculpido nos lábios. Ela nos mediu com os olhos semicerrados, fingindo um ciúme escandaloso ao ver a minha mão apoiada no ombro do braço direito do meu pai.

— Alice! — exclamei, recuperando o fôlego da risada.

— Pode ir tirando as mãos de grife do meu território, Bella Swan! — Alice disparou, marchando até nós e se colocando dramaticamente entre mim e Jasper, agarrando o braço dele e colando o corpo ao dele com uma possessividade fofa e óbvia. Ela olhou para ele com os olhos brilhando. — Eu subo por cinco minutos para ajudar a Sue com os arranjos da quermesse e, quando volto, encontro o meu namorado rindo e cochichando nos cantos escuros da adega com a nova moradora? Eu exijo explicações!

Meu queixo caiu de leve, e eu olhei de Alice para Jasper, juntando as peças do quebra-cabeça na minha mente. Namorado. Então o homem de confiança do meu pai e a fofoqueira oficial da cidade formavam um casal. Olhei para a postura protetora e o sorriso completamente derretido que Jasper direcionou para ela no mesmo instante em que ela o abraçou, e achei a cena a coisa mais linda do mundo.

— Seu namorado? — perguntei, abrindo um sorriso radiante de surpresa. — Ah, meu Deus, agora tudo faz sentido! Jasper, você merece um prêmio de santidade por aguentar essa energia elétrica vinte e quatro horas por dia.

— Ei! Eu sou uma namorada perfeita e adorável! — Alice protestou, rindo e desfazendo a pose de ciúmes, abraçando o meu braço logo em seguida com sua espontaneidade de sempre. — Mas falando sério, o Jazz é o meu calcanhar de Aquiles. E você, mocinha, já está proibida de rir das piadas secas dele sem mim. O que vocês estavam aprontando?

Jasper apenas balançou a cabeça, o olhar cheio de afeto pela namorada, enquanto eu olhava para os dois, sentindo que a Swan Lake estava expandindo o meu mundo de formas que Jacksonville jamais seria capaz de prever.

Jasper soltou um risinho abafado, apertando de leve a cintura de Alice antes de olhar para a namorada com aquele seu jeito calmo e profundamente apaixonado.

— Nós estávamos apenas tentando decifrar o mistério do mau humor crônico do seu irmão, Alice — Jasper explicou, a voz mansa ecoando pela cave. — A Bella sugeriu que o Edward foi esquecido demais no escuro da adega e acabou virando vinagre puro. Eu apenas concordei com a tese científica dela.

Alice soltou uma de suas gargalhadas ruidosas e teatrais, batendo palminhas de entusiasmo.

— Ah, isso é genial! E perfeitamente preciso! O Edward é o próprio vinagre de alta qualidade: azedo, mas todo mundo respeita — ela brincou, piscando para mim.

Antes que eu pudesse responder, o som de passos pesados e uma conversa alta vinda da escadaria de pedra interrompeu o nosso momento na adega. Emmett Cullen surgiu no campo de visão, parecendo ainda maior sob o teto baixo da cave, trazendo consigo sua energia caótica de sempre. Logo atrás dele, com os braços cruzados e a sua expressão tipicamente fechada e defensiva, vinha Leah Clearwater.

— Sabia que encontraríamos os três mosqueteiros escondidos no estoque de álcool do chefe! — Emmett trovejou, fazendo eco nas paredes de pedra e exibindo aquele seu sorriso de galã de rodeio. — Vamos parando com a degustação VIP porque o dia está quente demais e a programação mudou.

Leah deu um passo à frente, limpando uma mecha de cabelo escuro do rosto e me medindo de cima a baixo com o seu olhar afiado, fixando nos meus trajes de grife.

— O Charlie mandou avisar que a lida principal da manhã já acabou — Leah disse, a voz cortante, mas sem a hostilidade agressiva da noite anterior. — Nós estamos indo para a cachoeira que fica no limite norte da propriedade para nos refrescarmos antes do almoço da Sue. Vocês vêm ou vão ficar filosofando sobre uvas no ar-condicionado?

— Cachoeira? — perguntei, sentindo o meu interesse despertar. Jacksonville tinha praias, mas a ideia de uma cachoeira privativa no meio do Texas parecia um cenário de filme que meus stories do Instagram imploravam para registrar. — Com certeza eu vou. Só preciso deixar o Silver Star no piquete de descanso.

— Deixa que o Paul cuida do bicho, Bells! — Emmett exclamou, passando um de seus braços massivos pelos ombros de Jasper de um jeito bruto, mas carinhoso. — Vamos logo, o Seth já foi na frente com o Edward para preparar a trilha e levar as caixas térmicas.

Trinta minutos depois, após uma caminhada rápida por uma trilha sombreada por imensos carvalhos, o som de água corrente começou a abafar o barulho dos nossos passos na terra seca. Quando a vegetação se abriu, meus olhos se depararam com um verdadeiro oásis escondido. Uma queda d'água cristalina despencava de uma parede de pedras avermelhadas, formando uma piscina natural imensa e profunda, cercada por árvores nativas e rochas desgastadas pelo tempo.

O ambiente já exalava uma energia leve e barulhenta. Seth Clearwater, o garoto de catorze anos elétrico, já estava dentro da água, rindo alto e jogando punhados de água para cima, enquanto tentava apostar uma corrida de nado contra ninguém menos que Edward Cullen.

Fiquei estática por um segundo na margem da lagoa, observando a cena. Edward havia deixado de lado a jaqueta escura e o chapéu preto de abas retas. Ele vestia apenas uma bermuda d'água escura. A visão do seu porte físico me pegou totalmente de surpresa: os ombros eram largos, os braços definidos pelo trabalho braçal da veterinária e o abdômen era perfeitamente esculpido, com gotas de água cristalina escorrendo por sua pele clara sob os raios de sol que filtravam pelas copas das árvores. O cabelo acobreado estava completamente molhado e desalinhado, caindo de um jeito rebelde sobre a testa.

Mas o que realmente me paralisou foi o som que saía da boca dele. Edward estava se divertindo de verdade. Ele soltava uma risada limpa, alta e genuína enquanto desviava dos ataques de água de Seth, exibindo uma leveza e uma descontração que eu não achei que existissem no repertório daquele homem rabugento. Ele parecia outra pessoa ali.

Emmett não perdeu tempo. Deu um grito de guerra que assustou os pássaros e correu, jogando seu corpo imenso na água em uma "bomba" perfeita que gerou uma onda gigante, molhando Alice e Leah que reclamaram em coro na margem.

Aproximei-me devagar de uma das rochas mais secas, tirando o meu blazer camelo e o meu chapéu creme de veludo, colocando-os protegidos em um canto. Sentei-me na borda de pedra, tirando as botas e mergulhando apenas os meus pés na água deliciosamente gelada, observando o movimento com um sorriso contido.

Foi nesse momento que senti aquela velha eletricidade estalar no ar.

Mesmo no meio da algazarra e das piadas ruidosas de Emmett, Edward começou a olhar na minha direção. A cada dois ou três minutos, enquanto fingia prestar atenção no que Seth dizia, os seus olhos verdes desviavam do centro da lagoa e buscavam a minha silhueta sentada na rocha. E, para o meu coração falhar uma batida completa, toda vez que ele me olhava, aquele maldito e fascinante sorriso torto surgia nos seus lábios, como se ele estivesse secretamente gostando de me ver ali, compartilhando daquele refúgio com eles.

Nas duas primeiras vezes, sustentei o olhar, sentindo minhas bochechas aquecerem sob o sol do Texas. Mas na terceira vez, quando o meu olhar se encontrou diretamente com o dele, travando as nossas pupilas no meio da floresta, Edward foi pego no flagra.

O sorriso torto dele vacilou por uma fração de segundo. Ele pigarreou na água, desviou o rosto rapidamente em direção ao Emmett e começou a nadar para o outro lado da cachoeira, disfarçando o flagrante com uma pressa que me fez soltar um risinho vitorioso e discreto. Pelo visto, o veterinário durão não era tão indiferente à presença da influenciadora de Jacksonville quanto gostava de fingir.

​Aproveitei aquele momento de distração do Edward para pegar o meu celular e focar a câmera na queda d'água, capturando o arco-íris sutil que se formava com o reflexo do sol nas gotículas de água. "O paraíso secreto da Swan Lake", digitei mentalmente, preparando mais um story impecável.

​Eu estava tão concentrada na tela que não percebi o silêncio repentino que se instalou na lagoa, seguido por uma troca de olhares cúmplices entre os rapazes.

​Quando abaixei o celular, meu instinto de sobrevivência apitou.

​Edward, Emmett, Jasper e Seth haviam saído da água sem que eu percebesse e estavam caminhando na minha direção, espalhando-se de forma estratégica pela margem. Eles caminhavam devagar, com sorrisos travessos e maliciosos, cercando completamente a rocha onde eu estava sentada. Até o Jasper, sempre tão polido, exibia um brilho cúmplice nos olhos.

​— O que vocês estão planejando? — perguntei, guardando o celular rapidamente no bolso do blazer que estava na pedra e me levantando em um pulo. — Nem pensem nisso! Olhem para as minhas roupas!

​— Ah, Bells... você está muito seca para quem está em um piquenique na cachoeira — Emmett provocou, estalando os nós dos dedos massivos com um sorriso de ogro. — É uma tradição de boas-vindas do Texas. Todo mundo tem que batizar a alma nessa água.

​— É para o seu próprio bem, maninha! O calor aqui fora está de lascar! — Seth gritou, já se preparando para avançar.

​Olhei para os lados, procurando uma rota de fuga. Edward estava bem no centro, com os braços abertos e aquele maldito sorriso torto mais nítido do que nunca, divertindo-se com o meu desespero.

​— Nem mais um passo! — ameacei, mas percebendo que as palavras não teriam efeito contra quatro homens daquele tamanho, tomei a única decisão possível: corri.

​Virei as costas e disparei pela margem de terra batida, tentando desviar das pedras e raízes. Atrás de mim, uma explosão de gargalhadas ruidosas ecoou pela clareira, seguida pelo som de passos pesados e rápidos estourando nas folhas secas. Eles começaram a correr atrás de mim como lobos caçando uma presa indefesa.

​— Pega ela! Não deixa chegar na trilha! — Emmett urrou, rindo alto.

​Eu estava conseguindo ganhar alguma distância, rindo e gritando ao mesmo tempo, com a adrenalina disparada no peito. Olhei para trás por uma fração de segundo para ver onde eles estavam, e essa foi a minha ruína. Perdi o foco do caminho por um instante, distraindo-me com a proximidade do Emmett, e meu pé prendeu de leve em uma raiz rasteira.

​Soltei um grito de susto, preparando-me para o tombo na terra, mas o impacto nunca veio.

​Antes que eu pudesse tocar o chão, dois braços imensos, fortes e molhados me envolveram pela cintura e pelas pernas com uma agilidade impressionante. Em um movimento rápido e bruto, Edward Cullen me ergueu do chão, prendendo-me contra o seu peito largo à força.

​— Te peguei... — a voz barítona dele resou bem perto do meu ouvido, carregada de uma respiração arquejante e uma diversão genuína.

​— Me solta, Edward! Seu bruto, seu caipira mal-educado! Me coloca no chão agora! — gritei a plenos pulmões, começando a me debater desesperadamente no colo dele.

​Esmurrei de leve o peito nu e musculoso dele, chutei o ar e tentei me livrar do aperto de todas as formas, mas era como tentar mover uma rocha. Os braços dele eram como grampos de aço, mantendo-me colada ao seu corpo molhado. A minha camisa de seda e a calça jeans absorviam instantaneamente a água da pele dele, e o perfume dele, uma mistura rústica de sabão de corda e mata, invadiu os meus sentidos.

​Edward apenas ria da minha resistência, ignorando os meus protestos enquanto caminhava a passos firmes de volta para a borda da rocha mais alta, que dava direto para a parte mais profunda da piscina natural. Emmett, Jasper, Seth e até a Alice e a Leah estavam na margem, batendo palmas e incentivando o massacre.

​— Um... dois... — Edward começou a contagem regressiva, olhando diretamente nos meus olhos com uma intensidade esmeralda que quase me fez esquecer de gritar.

​— Edward Cullen, se você fizer isso, eu juro que acabo com a sua vida! Eu vou...

​— Três! — ele cortou, interrompendo a minha ameaça.

​Edward não hesitou. Pegando impulso, ele saltu da rocha mais alta, impulsionando os nossos corpos para a frente. O tempo pareceu congelar por um milésimo de segundo enquanto estávamos no ar, eu agarrada ao pescoço dele por puro instinto de preservação, e ele rindo alto.

​E então, o impacto.

​Mergulhamos juntos na água deliciosamente gelada da cachoeira. O baque nos levou direto para o fundo da piscina natural, afogando os meus gritos em uma nuvem de bolhas e água cristalina.

​Subimos de volta à superfície segundos depois. Empurrei o cabelo molhado que grudava no meu rosto, tossindo de leve e puxando o ar para os pulmões, completamente encharcada. A camisa de seda colava na minha pele e a calça jeans pesava uma tonelada.

​Olhei para o lado e vi Edward emergir logo em seguida, sacudindo a cabeça como um cão de caça para afastar o cabelo acobreado dos olhos. Ele limpou a água do rosto com as mãos e olhou para mim, soltando uma gargalhada limpa, alta e absurdamente linda que ecoou por todo o oásis.

​— Você é um idiota, Cullen! — disparei, jogando um punhado generoso de água direto na cara dele, embora eu mesma já não conseguisse conter o sorriso que começava a brotar nos meus lábios.

​— Bem-vinda ao Texas oficial, Bella — ele rebateu, limpando a água dos olhos e mantendo aquele sorriso torto e desarmado no rosto, flutuando perto de mim.

​No meio da algazarra dos outros rapazes pulando na água logo em seguida, percebi que o gelo entre a influenciadora de Jacksonville e o veterinário marrento havia sido quebrado da forma mais literal possível.

Notas finais
SOCORRO! Alguém joga uma boia aqui porque eu estou afogada em tanta química! 🌊🗣️ ​Se vocês não gritaram com o Edward pegando a Bella no colo à força e pulando naquela cachoeira, vocês leram errado! Quem diria que por trás daquele teto de mau humor do Dr. Cullen existia um homem que sabe rir alto, nadar como um deus grego e dar o sorriso torto mais desarmante do Texas? Eu avisei que o gelo ia quebrar, só não sabia que seria de um jeito tão literal! ​E o que falar do nosso casalzinho revelação, Jasper e Alice? Achei a coisa mais fofa do mundo a pose de ciúmes da Alice e a forma como o Jasper fica completamente derretido perto dela. Pelo visto, a Bella ganhou ótimos aliados na fazenda. ​AGORA É COM VOCÊS, MEU TOP 3! 🏆✨ ​A nossa maratona para o evento está oficialmente decolando! Quero ver essa seção de comentários bombando: ​💬 O que vocês acharam do "batismo texano" da Bella? O Edward foi longe demais ou foi o empurrãozinho que a gente precisava? E a amizade dela com o Jasper? ​Deixem o seu voto, favoritem a história e comentem muito! Cada feedback de vocês é o combustível para o Capítulo 4 vir ainda mais cheio de faíscas. Até lá! 💋🇺🇸