Swan Lake

9 O Eco do Celeiro


Notas iniciais
Oieee meus amores! ​PREPARADOS PARA O MAIOR EVENTO DO TEXAS?! 🤠✨🥂 ​Sejam muito bem-vindos ao esperadíssimo Capítulo 9! Se no capítulo anterior nós tivemos um gostinho do que a Bella e o Edward são capazes juntos, hoje a temperatura vai subir a níveis astronômicos. ​A nossa girl boss uniu forças com a Alice e a Esme e transformou a Swan Lake no cenário dos sonhos do conceito Rústico-Chique. Temos influenciadores americanos em peso, o vinho fluindo, o orgulho do Charlie e... sim, meus amores, um show exclusivo da lendária Shania Twain para coroar o sucesso! ​Mas nem só de negócios vive Isabella Swan. Entre um brinde e outro, a tensão com o nosso veterinário marrento vai explodir da forma mais urgente e intensa possível no celeiro antigo. Só que o destino (através de um certo irmão intrometido) adora brincar com o nosso coração. ​Peguem suas taças, dêem o play em "You're Still the One" e tenham uma leitura inesquecível! 💋🔥

Capítulo 9: O Eco do Celeiro

A manhã seguinte ao beijo nos vinhedos nasceu com aquele céu azul-claro típico do Texas, mas, para mim, o ar parecia carregar uma eletricidade estática diferente. Acordei com o sol batendo na janela e a primeira coisa que meus olhos encontraram foi o chapéu de cowboy de Edward, estrategicamente pousado sobre a minha cabeceira. Passei a ponta dos dedos pelo couro desgastado, sentindo o aroma amadeirado dele ainda impregnado ali, e meu corpo instantaneamente relembrou o calor daquela flanela contra minhas mãos, a urgência com que ele me prensou contra as parreiras e a confissão rouca que mudou completamente o nosso jogo.

Eu era Isabella Swan, uma mulher que comandava marcas e gerenciava crises digitais com um estalar de dedos, mas o meu coração batendo feito um cavalo chucro no peito denunciava que eu estava pisando em terreno perigoso. No entanto, eu não ia entregar o jogo tão fácil. Se Edward Cullen achava que tinha me domado com um beijo cinematográfico, ele precisaria suar muito o salto da bota para me ver ceder.

Quando desci para o pátio principal, a fazenda parecia um formigueiro. Vans executivas e caminhões de produção descarregavam caixas de som, geradores e decorações. Alice corria de um lado para o outro com uma prancheta eletrônica, parecendo um general de salto alto, enquanto Jasper coordenava os rapazes que montavam o palco principal próximo aos vinhedos.

Tentei focar no trabalho, mas o destino, ou o meu próprio magnetismo, me empurrou direto para a traseira de uma das picapes de entrega, onde uma montanha de caixas com taças de cristal aguardava para ser descarregada. Eu estava prestes a puxar a primeira caixa quando uma sombra alta e imponente se projetou sobre mim.

— Precisa de ajuda com o peso, patroa? — a voz grave e aveludada de Edward ecoou bem atrás de mim, perto demais.

Virei-me devagar, escorando as costas na lateral da picape. Ele usava uma camiseta preta justa que marcava perfeitamente os ombros largos, os cabelos bronzeados bagunçados pelo vento e aquele maldito sorriso torto no rosto. Seus olhos verdes desceram lentamente pelo meu corpo, demorando-se nas minhas pernas cobertas pelo jeans justo e subindo até encontrar meu olhar.

— Eu sei me virar muito bem, Cullen, obrigada — respondi, mantendo a voz perfeitamente controlada, embora o meu estômago estivesse dando voltas. — O Texas pode ser bruto, mas eu não sou feita de açúcar.

Edward deu um passo à frente, encurtando a distância até que eu pudesse sentir o calor do seu corpo. Ele esticou o braço, apoiando a mão na lateral da picape, bem ao lado da minha cintura, me encurralando de forma sutil entre o carro e o seu peito. Ele se inclinou ligeiramente, o hálito fresco de hortelã roçando a minha bochecha.

— Ontem à noite, no vinhedo, você me pareceu bem doce — ele sussurrou, a voz descendo uma oitava, carregada de uma promessa que me fez arrepiar. — Especialmente quando estava implorando para eu quebrar o protocolo.

Sustentei o olhar dele, erguendo o queixo com toda a audácia de Jacksonville que eu possuía. Levei minha mão até o peito dele, espalmando-a contra o tecido da camiseta preta, sentindo o músculo rígido se contrair sob o meu toque. Deslizei os dedos devagar até a gola, puxando-o milimetricamente mais para perto.

— Aquilo? — dei um sorriso ladino, desdenhosa. — Aquilo foi apenas o efeito do vinho do Texas, Cullen. A atmosfera bucólica, o pôr do sol... qualquer um se deixaria levar. Não inflacione o seu ego de caubói.

Edward soltou uma risada baixa, rouca, e seus olhos escureceram instantaneamente. Ele cobriu a minha mão com a dele, pressionando os meus dedos contra o seu peito, exatamente onde o seu coração batia num ritmo acelerado e denso.

— Se aquilo foi só o efeito do vinho, Swan... — ele murmurou, aproximando os lábios do meu ouvido, seus cabelos roçando na minha têmpora. — Mal posso esperar para te ver bêbada hoje à noite. Porque se você me arranhar daquele jeito estando sóbria, eu não quero nem imaginar do que você é capaz no escuro.

Antes que eu pudesse responder, o motor de um dos caminhões roncou alto perto de nós, quebrando o feitiço. Afastei-me com um sorriso vitorioso, deixando-o sozinho na picape com o olhar fixo em mim. O jogo de provocações estava oficialmente aberto, e nós passaríamos o dia inteiro testando os limites um do outro.

Às dezenove horas, a Swan Lake não parecia mais a mesma fazenda isolada de dias atrás. O conceito "Rústico-Chique" que planejei com Alice e Esme havia se transformado em uma obra de arte viva. Longas mesas de madeira de demolição seguiam pelas fileiras de videiras, decoradas com arranjos de flores silvestres e velas aromáticas que flutuavam em potes de vidro. Os varais de luzes quentes criavam um teto estelar artificial sobre os convidados, misturando-se com a penumbra do anoitecer texano.

O público era de elite. Mais de trinta influenciadores americanos de grande porte — nomes que comandavam milhões de seguidores no Instagram e no TikTok no nicho de lifestyle, turismo e gastronomia de luxo, circulavam pelo espaço. Eles estavam em polvorosa, gravando cada detalhe instagramável, maravilhados com a autenticidade do lugar.

Eu usava um vestido de seda terracota de alças finas que fluía até os meus tornozelos, com uma fenda generosa na perna esquerda que revelava minhas botas de couro amaciadas. Meus cabelos estavam presos em uma trança embutida frouxa, deixando alguns fios caírem pelo meu pescoço. Eu me sentia poderosa, uma verdadeira força da natureza comandando o evento.

— Bella! Isso aqui está uma loucura! — Alice surgiu ao meu lado, entregando-me uma taça do nosso vinho tinto premiado. — O engajamento no TikTok acabou de bater o recorde da fazenda. A Swan Lake está nos trending topics de Austin e Dallas!

— Nós conseguimos, Alice — sorri, brindando com ela.

Olhei por cima da taça e meus olhos encontraram Edward do outro lado do vinhedo. Ele estava espetacular. Trajava uma camisa social preta com os primeiros botões abertos e as mangas perfeitamente dobradas até os antebraços, destacando seu porte atlético. Ao lado dele, a família Denali havia acabado de chegar. Tanya usava um vestido de linho branco impecável, com joias discretas e uma postura que gritava superioridade. Ela tentava puxar Edward pelo braço, apontando para o cardápio e falando algo em seu ouvido com um sorriso ensaiado.

Edward, no entanto, parecia um bloco de pedra. Seus olhos verdes ignoravam completamente as investidas de Tanya; eles estavam cravados em mim desde o momento em que entrei nos vinhedos.

Com passos lentos e deliberados, Edward se despediu educadamente dos Denali e caminhou na minha direção, pegando uma garrafa do vinho principal com um dos garçons no caminho. Tanya o assistiu se afastar, as bochechas corando de pura indignação ao perceber para onde ele estava indo.

— Uma noite impecável para a dona do lugar — Edward disse, parando à minha frente. Ele ergueu a garrafa e reabasteceu a minha taça. Durante o movimento, ele fez questão de deixar seus dedos grandes e quentes roçarem nos meus, sustentando o contato por tempo suficiente para que Tanya, que nos vigiava de longe, visse perfeitamente a cena. — Você está deslumbrante nesse vestido, Isabella. É até um pecado te ver tão longe do meu celeiro.

— Obrigada, Cullen. E você deveria disfarçar mais — provoquei, tomando um gole do vinho e olhando para ele por cima da borda. — A sua ex-namorada está prestes a ter um colapso ali atrás.

— É mesmo? Nem notei ela...— ele deu de ombros, aproximando-se mais, o perfume amadeirado competindo com o aroma frutado do vinho. — Eu só consigo olhar para uma única mulher esta noite.

Nossos olhares se fundiram em uma promessa silenciosa enquanto bebíamos juntos, dividindo o mesmo espaço sob as luzes de fada. Momentos depois, Charlie subiu ao pequeno palco de madeira, acompanhado por Jasper. Meu pai segurava um microfone, as mãos calejadas tremendo de leve, os olhos marejados de orgulho.

— Boa noite a todos — Charlie começou, sua voz ecoando firme pelos alto-falantes. — A Swan Lake sempre foi sobre tradição, terra e família. Mas as tradições só sobrevivem se tiverem uma mente brilhante para guiá-las para o futuro. E eu quero fazer um agradecimento especial à minha filha, Isabella Swan. Ela voltou para casa e, com a sua visão, salvou o legado da nossa família. Este evento, este sucesso... é tudo dela. Obrigado, minha filha.

O vinhedo explodiu em aplausos. Os influenciadores americanos gritavam e gravavam o momento emocionante. Senti uma lágrima solitária escorrer pelo meu rosto, lavando qualquer dúvida que eu ainda tivesse sobre o meu lugar ali. Edward esticou a mão e, com o polegar, secou a lágrima com uma ternura que me desarmou por completo.

E então, o ápice da noite aconteceu.

As luzes do palco principal se apagaram por um segundo e um acorde de guitarra inconfundível ecoou. Quando os refletores se acenderam em tons de azul e dourado, a multidão veio abaixo. Shania Twain surgiu no centro do palco, microfone na mão, jogando os cabelos e soltando o icônico: "Let's go, girls!".

O vinhedo virou uma verdadeira festa. Os influenciadores entraram em delírio, pulando e cantando "Man! I Feel Like a Woman!" a plenos pulmões. Todo mundo estava dançando, bebendo e se divertindo como nunca se viu naquela região do Texas.

No meio da pista improvisada na grama, Edward estendeu a mão para mim.

— Me concede esta dança, patroa? — ele perguntou, o olhar brilhando com uma diversão genuína.

— Você sabe dançar outra coisa que não seja música de raiz, Cullen? — brinquei, colocando minha taça em uma mesa próxima e aceitando o convite.

— Você se surpreenderia com o que eu sei fazer com o ritmo certo — ele murmurou, puxando-me pela cintura.

Shania engatou a clássica e romântica "You're Still the One". Edward colou meu corpo ao dele, uma de suas mãos espalmada firmemente na minha lombar, enquanto a outra segurava a minha mão contra o seu peito. Começamos a nos mover lentamente sob o teto de luzes de fada. O mundo ao redor, os gritos dos influenciadores, os flashes das câmeras, os olhares furiosos de Tanya, simplesmente desapareceu. Era apenas a respiração dele contra o meu pescoço, o roçar suave dos nossos corpos e a batida do coração dele que parecia ditar o ritmo da música.

Dançamos abraçados, dividindo sorrisos cúmplices e goles de vinho, a tensão sexual crescendo a cada segundo até se tornar quase insuportável. O desejo de estarmos sozinhos era mútuo e urgente.

Perto do final da madrugada, quando os convidados começavam a se dispersar e Shania encerrava o show sob uma chuva de fogos de artifício, eu precisei escapar. O glamour da festa e o calor do vinho haviam me deixado tonta. Caminhei tateando a escuridão do pátio até o celeiro antigo da Swan Lake, o lugar onde a lida pesada acontecia durante o dia, mas que agora estava completamente deserto e silencioso.

Apenas a luz do luar entrava pelas frestas das paredes de madeira rústica, iluminando a poeira que dançava no ar e os fardos de feno empilhados. Respirei fundo o cheiro de palha e terra, tentando acalmar os meus batimentos.

O som da porta pesada de madeira correndo pelo trilho me fez girar os calcanhares. Edward entrou, fechando a porta atrás de si, deixando-nos completamente isolados do resto do mundo. Ele não disse uma única palavra. O olhar dele estava faminto, despido de qualquer deboche ou pose de caubói controlado.

Era o momento de marcar a pele, de queimar os pensamentos para que nenhum dos dois conseguisse esquecer o que éramos capazes de fazer juntos.

Edward avançou como um predador. Suas mãos grandes dispararam para a minha cintura com uma força urgente, me erguendo do chão por um segundo antes de me prensar contra a parede rústica do celeiro. Minhas costas bateram suavemente na madeira e eu soltei um suspiro sôfrego que foi imediatamente engolido pela boca dele.

O beijo foi devastador. Uma explosão de desejo reprimido, línguas que se buscavam com uma selvageria deliciosa e o gosto persistente do vinho tinto que havíamos bebido a noite toda. Enrosquei minhas pernas ao redor do quadril dele, puxando-o ainda mais contra mim, sentindo a rigidez do seu corpo pressionar a minha intimidade por cima do tecido fino do vestido de seda.

Minhas mãos subiram desesperadas pela camisa social dele, arrancando os botões de cima com tanta pressa que um deles saltou, batendo na madeira. Enfiei meus dedos nos cabelos bronzeados dele, puxando-o para mais perto, enquanto a boca de Edward descia pelo meu pescoço, distribuindo mordidas e chupões quentes que me faziam arfar alto, arranhando suas costas através do tecido da camisa.

— Bella... — ele rosnou contra a minha pele, a respiração totalmente descompassada, as mãos descendo pelas minhas coxas expostas pela fenda do vestido, erguendo-me ainda mais. — Você vai me enlouquecer. Eu passei a noite inteira querendo te arrancar daquelas mesas e te trazer para cá.

Eu estava entregue, pronta para deixar que aquela noite nos vinhedos evoluísse para o próximo nível ali mesmo, no chão do celeiro, quando o som de passos pesados esmagando a brita do pátio do lado de fora nos fez congelar.

— Edward! Ô, Edward! Você tá aí dentro, cara? — a voz estrondosa e inconfundível de Emmett ecoou do lado de fora, aproximando-se da porta do celeiro. — O Charlie tá te procurando feito louco para assinar os papéis do leilão antes de ir dormir! Edward!

Meus olhos se arregalaram em puro pânico erótico. Edward, em um reflexo puramente instintivo de sobrevivência, me puxou para baixo, deslizando nossos corpos suados para trás de uma enorme pilha de fardos de feno, dentro de uma das baias escuras e vazias.

Ele me prensou contra o feno, jogando o seu corpo pesado sobre o meu para nos ocultar na escuridão, e colou a palma da sua mão firmemente contra a minha boca para abafar a minha respiração sôfregas. Nossos corações batiam tão alto na caixa do peito que pareciam tambores. Eu conseguia sentir a rigidez dele contra a minha coxa e o suor frio que brotava na testa de Edward enquanto o perigo rondava.

A porta do celeiro correu no trilho com um rangido alto. Emmett entrou, os passos pesados fazendo as tábuas do chão vibrarem.

— Ué... achei que tinha visto ele entrar aqui... — Emmett resmungou sozinho, caminhando a poucos centímetros da nossa baia. Ele parou, coçou a cabeça, olhou ao redor na penumbra. — Edward? Se você tiver aí namorando, o Charlie vai te dar um esporro, hein!

Ficamos em silêncio absoluto, estátuas de puro nervosismo e desejo interrompido. Edward me encarava com os olhos arregalados na escuridão, a mão ainda tapando a minha boca, os músculos do seu braço tensos. Emmett deu mais uma volta, chutou um balde vazio por distração e finalmente soltou um suspiro entediado.

— Deixa para lá. Vou ver se ele tá na cozinha pegando cerveja.

Os passos dele se afastaram e a porta do celeiro bateu, fechando-se novamente. O silêncio voltou a reinar por longos três segundos.

Edward lentamente retirou a mão da minha boca. Eu olhei para o rosto dele na penumbra: os cabelos bronzeados totalmente espetados para cima pelos meus dedos, a camisa social preta semi-aberta e desalinhada, e uma expressão de puro choque e desespero. Ele olhou para mim: o meu batom terracota completamente borrado até a bochecha e fios de palha de feno presos na minha trança embutida.

A tensão erótica avassaladora que quase nos consumiu simplesmente quebrou de forma trágica.

Uma risadinha escapou dos meus lábios. Edward tentou manter a pose séria, mas um sorriso torto surgiu em seu rosto. Em menos de um segundo, nós dois estávamos deitados no feno, tendo uma crise de gargalhadas incontrolável, rindo tão alto que precisamos abafar o som nas roupas um do outro para que Emmett não voltasse.

— Meu Deus... o seu irmão... é um destruidor de momentos — consegui dizer entre os risos, tentando limpar o batom do rosto.

— Eu vou matar o Emmett — Edward gargalhou, jogando a cabeça para trás no feno, os ombros sacudindo. Ele se virou para mim, apoiando-se no cotovelo, tirando um pedaço de palha do meu cabelo com os dedos trêmulos de tanto rir. Ele olhou para mim com uma ternura leve, divertida e completamente apaixonante. — Bem, patroa... acho que o riso cortou totalmente o clima de pecado.

— Definitivamente, Cullen — sorri, ajeitando a alça do meu vestido, sentindo o meu coração aquecido por uma cumplicidade que ia muito além do sexo. — O protocolo está salvo por mais uma noite. Mas não se acostume.

Ele sorriu, aquele sorriso lindo e sincero, e me puxou para um abraço deitado no feno, onde ficamos apenas conversando e rindo até o amanhecer do Texas começar a pintar o céu através das frestas do celeiro.

A brisa fresca da madrugada entrava pelas frestas, clareando sutilmente o interior do celeiro conforme o céu começava a mudar de tom. Ficamos ali, deitados no feno por mais alguns minutos, apenas deixando o riso se dissipar e as nossas respirações voltarem ao ritmo normal. A cumplicidade que havia se instalado entre nós era palpável, mas o calor que emanava do corpo de Edward ainda fazia a minha pele formigar sob a seda terracota do vestido.

Quando fiz menção de me levantar para começar a limpar a palha da minha roupa, a mão de Edward se moveu rápida, envolvendo o meu pulso com firmeza e delicadeza. Olhei para baixo e o encontrei me encarando com uma intensidade renovada. O brilho divertido ainda estava ali, mas havia voltado a ser engolido pela urgência escura que quase nos consumiu minutos antes.

— Espera — ele sussurrou, a voz rouca arranhando o silêncio do celeiro. — Você realmente acha que vai se livrar de mim assim, Swan? Só porque o meu irmão não tem o menor senso de oportunidade?

— Cullen, a festa ainda está acontecendo lá fora e o meu pai está atrás de você — lembrei, embora o meu corpo estivesse inclinando-se na direção dele por pura gravidade. — Nós temos aparências a zelar. Diplomacia, lembra?

— Que se dane a diplomacia por mais dois minutos — ele murmurou, um sorriso ladino e determinado brincando em seus lábios.

Edward me puxou pelo pulso de volta para o seu peito, fazendo-me soltar um suspiro surpreso. Antes que eu pudesse protestar, a mão dele subiu para o meu pescoço, os dedos grandes se espalmando na minha nuca, e ele colou nossas bocas novamente.

Não foi um selinho de despedida. Foi um beijo profundo, lento e possessivo, como se ele estivesse selando uma promessa para mais tarde. A língua dele invadiu a minha boca com uma propriedade avassaladora, fazendo minhas mãos buscarem instantaneamente os seus ombros largos. Edward sugou meu lábio inferior com força antes de se afastar milimetricamente, deixando nossas testas coladas enquanto recuperávamos o fôlego.

— Pronto — ele sussurrou contra a minha boca, os olhos verdes brilhando na penumbra. — Agora nós podemos voltar.

Dando um último sorriso convencido, ele me ajudou a levantar. Passamos alguns minutos rindo baixo enquanto tirávamos os vestígios de feno um do outro. Ajeitei as alças do meu vestido, limpei o borrão do batom com a ponta dos dedos usando a tela do celular como espelho e passei as mãos pela minha trança. Edward fechou os botões da camisa social preta, embora o tecido amarrotado ainda entregasse o tamanho do amasso.

Saímos do celeiro de forma disfarçada, pegando o caminho mais longo e escuro contornando as baias até reemergirmos no pátio iluminado. A festa estava na sua reta final, mas o clima ainda era de pura euforia.

Não consegui dar dez passos antes de ouvir um grito agudo e familiar.

— Bella! Meu Deus, Bella! — Alice veio correndo na minha direção, os braços erguidos para cima, quase derrubando a prancheta eletrônica. — Eu estava que nem louca atrás de você! Onde você se meteu, criatura?

— Eu... precisei de um pouco de ar puro, Alice. A festa estava muito cheia — blefei, torcendo para que as minhas bochechas coradas não me entregassem. Dei uma olhada rápida para trás e vi Edward se misturando com Jasper perto do balcão de bebidas, agindo como se nada tivesse acontecido.

— Ar puro? Sei — Alice estreitou os olhos por meio segundo, mas a empolgação com o evento era tão grande que ela deixou passar. — Bella, você não tem noção! Isso aqui foi um sucesso histórico! O diretor da associação de turismo de Austin acabou de falar comigo. As pessoas estão ensandecidas no Instagram. Eles querem fazer visitação agendada na Swan Lake a partir de amanhã! Os influenciadores americanos não param de postar sobre o conceito rústico-chique. Nós mudamos o patamar dessa fazenda para sempre!

Antes que eu pudesse processar o tamanho da vitória, duas figuras conhecidas se aproximaram do nosso círculo de luz. Charlie caminhava ao lado de Sue, que sorria de braços dados com ele. Meu pai ainda segurava um copo de plástico pela metade, as bochechas coradas pelo calor da noite e pela emoção clara que transbordava do seu rosto. Ele parecia ter tirado um peso de cem quilos das costas.

— Bells... — Charlie começou, a voz falhando ligeiramente, denunciando o nó na garganta. Ele parou na minha frente, olhando ao redor para as mesas decoradas, para as luzes de fada e para o movimento dos convidados que ainda elogiavam o vinho. — Eu... eu não tenho nem palavras para te dizer o que estou sentindo. O velho Swan aqui achou que ia ver essa terra morrer, minha filha.

Sue apertou o braço dele com carinho, olhando para mim com admiração.

— O seu pai passou a noite inteira orgulhoso, Bells. Ele não parava de dizer para todo mundo que a mente por trás dessa obra-prima era a filha dele — Sue comentou, os olhos brilhando.

Charlie deu um passo à frente e me envolveu em um abraço apertado, daqueles de urso, com o cheiro de tabaco e couro que eu conhecia desde a infância. Senti o corpo dele tremer de leve com a emoção.

— Obrigado, minha menina— ele sussurrou perto do meu ouvido, comovido com o sucesso estrondoso. — Obrigado por trazer vida de volta para a Swan Lake. O seu velho pai nunca vai esquecer o que você fez por nós...pela nossa casa!

Afastei-me um pouco, olhando para o sorriso emocionado dele e depois para Alice, que limpava uma lágrima no canto do olho. Por cima do ombro de Charlie, cruzei olhos com Edward mais uma vez. Ele estava encostado em uma pilastra da varanda, segurando uma garrafa de cerveja, me observando com um respeito profundo e um orgulho que rivalizava com o do meu pai.

Eu havia conquistado o Texas, salvado o legado da minha família e, de quebra, colocado o caubói mais marrento do condado exatamente onde eu queria. A noite terminava em triunfo absoluto.

Notas finais
ALGUÉM ME TRAGA UM BALDE DE GELO, PORQUE EU ESTOU EM CHOQUE! 😭💥❤️ ​Que capítulo memorável! Eu não sei o que foi mais perfeito: o show da Shania Twain colocando todo mundo para dançar, a jantada silenciosa que o Edward deu na Tanya ao focar apenas na Bella, ou o amasso avassalador e destruidor de corações no celeiro! A química deles com o gosto de vinho tinto é de deixar qualquer leitor sem fôlego. ​E o Emmett arrancando os dois do modo hot e transformando tudo em uma crise de gargalhadas incontrolável no meio do feno? Eu juro que passei do calor ao riso em dois segundos! Essa cumplicidade e o abraço deles até o amanhecer provam que eles já estão envolvidos até o pescoço, mesmo que tentem culpar a "diplomacia". ​Para fechar, ver o Charlie emocionado, abraçando a nossa "Bells" e agradecendo por salvar a fazenda e a história da família tirou lágrimas de mim. A Bella conquistou o Texas por completo! ​QUERO SABER A OPINIÃO DE VOCÊS: 💬 Quem aí também quis esganar e amar o Emmett ao mesmo tempo? E o que vocês acharam do Edward roubando aquele último beijo profundo antes de voltarem para a festa? ​Não esqueçam de deixar o seu carinho, favoritar a história e comentar muito! O pós-festa promete... Até o Capítulo 10!