Suza
2 Tsubaki
Notas iniciais
Não sei se eu prefiro ela ou a Mary, sério.
Imaginem as caras e vozes da Tsubaki pra parecer mais real. Vocês não tem ideia de como é difícil se passar por ela, já que eu sou tipo, muito ogra.
Enfim, curtam a Tsubaki fofíssima aí.
As últimas semanas aqui na cidade estão realmente paradas. Todo mundo de cara amarrada e nada acontecendo. Nunca mais vi ninguém, nem na reconstrução do colégio. Maka está sem se mexer em casa, e, bem, eu até ajudaria, mas ela deve estar tão frustrada que eu acabaria levando uma “livrada” na cabeça. Ela está muito próxima de mim, como uma melhor amiga. Liz também está muito próxima de mim e Patty... Bem, a Patty é a Patty.
Eu conversei com Maka sobre os sonhos que ando tendo. O pior de todos foi o de noite passada, que me parecia mais convincente do que todos os outros. Eu estava mergulhada em um oceano, vestida de branco e olhando para o céu. Eu ouvia vozes, que não estavam dizendo alguma coisa, exatamente. Então escuto uma voz feminina, mas para a minha surpresa, a voz não me era estranha.
“- Tsubaki?
- Q-Quem é você?
- Ora, Tsubaki! Como assim quem sou eu? – a moça me olhou com um ar obvio — não tens nem idéia?
- Na verdade não. – cocei a cabeça.
“Seria uma parente distante?” “Uma irmã perdida, talvez!” “Amiga?”
- Tem certeza que não, — “Será minha...”- filha?
- N-N-Não pode ser! M-Mãe?
- Viu?! É claro que se lembra! – riu-se a moça.
- Mas como?
- Bem, — respondeu suave – é verdade, eu morri. Mas ora, pequena Camélia, isso não me proíbe de entrar nos seus sonhos.
- Proíbe sim! – retruquei corada – N-Não se entra nos sonhos dos outros! Já pensou se eu estivesse sonhando algo pessoal, ou... Sei lá! Como você consegue fazer isso?
- Desculpe Tsubaki, — interrompeu-me – gostaria que deixássemos essa conversa para outra hora. Eu, erm, não tenho muito tempo.
- H-Hai!, gomen por tirá-la de seu foco.
- Imagine! – sorriu torto – Queria apenas pedir para você se proteger do demônio que virá atacá-la.
- D-Demônio? – assustei-me.
- Hai. – ficou seria – Ele é muito forte, com olhar amedrontador, seus olhos parecem estrelas, até. De uma família de demônios, sem piedade.
- Mas, como assim? – Levei as mãos aos olhos.
- Não sei minha querida, mas como não pude proteger meu filho, que eu consiga proteger você, Tsubaki. Estou pedindo para me ouvir, é para o seu bem.
- Mas eu vou saber quem ele é? Ei! – movi os braços na espuma azul que tomou meus olhos.
Ela havia sumido. Seria um Kishin? Mas, um Kishin e olhos estrelados? E de uma família de demônios? Mas que diabos essa mulher está falando? Acho que vou ter que desabafar com alguém. Já que Maka está debilitada, com quem poso conversar? Já sei, Mary-Sensei! Preciso apenar trocar de roupa e...
Toc. Toc. Toc.
- Quem é? — gritei.
- Tsubaki? – uma voz gritou – Você está ai?
Black Star? A essa hora? Ele não deveria estar no Shibusen?
- Ah estava aberta.
Tch. Baka.
- Precisamos conversar, é bem sério, na verdade. – estremeceu – Espero que não esteja ocupada.
Abri um sorriso.
Vamos, pode falar, sou toda ouvidos.
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