Notas iniciais
Novamente minha história bate com a de Saint Seiya, desta vez com ND. Fiquei sabendo que talvez Asclépio apareça lá tbm, mas o meu não tem relação alguma com o Asclépio que pode aparecer no ND. Qlq similaridade é pura coincidência. PS. muito obrigada msm ao pessoal que postaram reviews :3

Sim, eu sou o filho de Apolo que foi assassinado por Zeus.

– E porque Zeus mataria o próprio neto? – Ikki pergunta desconfiado.

– Por favor me sigam, preciso mostrar uma coisa para vocês. Responderei o que quiserem no caminho — o senhor a frente fala virando-se e começando a caminhar lentamente, atravessando a nave da catedral, indo para a parte de trás da mesma. A névoa continua rasteira, porém densa o suficiente para parecer uma manta branca. Os meninos o seguiram com certa distancia como medida de segurança.

– Sobre Zeus ter me matado? Simples, por que fui um tolo. Em meus anos sobre a Terra eu curei vários enfermos e acabei por descobrir que podia trazê-los de volta do mundo dos mortos. Hades pediu que Zeus tomasse alguma providencia e ele achou que me matando seria a providencia certa a ser tomada. Hah, a cara de surpresa de Hades ao me ver no submundo foi hilária. – Asclépio fala tranquilamente e olha para os garotos por cima do ombro

O meninos se entreolham, achando estranho o comportamento bem humorado do semideus a sua frente.

– Meninos, eu em minha inocência quebrei a ordem do mundo. Imagina, um homem que anda pela terra ressuscitando os mortos por onde passa mais cedo ou mais tarde causaria o caos. Hades não pediu necessariamente para que me matasse, mas para que Zeus fizesse que eu deixasse as pessoas morrer e assim, completar o ciclo da vida e quando desci em seu reino, o senhor do submundo ficou sem reação. – Asclépio fala tranquilo, ao perceber que os meninos ficaram confusos inicialmente. – Mas brincadeiras a parte meninos, imagino que vocês tenham vindo atrás do atacante de Koré não é mesmo?

–S-sim, isso mesmo – Shun responde um tanto pasmo com a gentileza apresentada pelo semideus com a sapuris.

– Estão falando com ele. – Asclépio para ao chegar onde normalmente se estaria um altar em catedrais comum. –Ah, aqui está, o selo de Athena.

– Mas você parece ser alguém tão tranquilo. – Kiki comenta. – Chega ser estranho imaginar que você a atacaria.

– Por que você a atacou? – Ikki pergunta diretamente.

– Queremos sabe o que exatamente ela estava fazendo aqui, já que ela nos traiu ao fugir da guerra santa, viva ela consegue se proteger, mas se morrer, ela entrará nos domínios do imperador Hades e poderemos fazer o que quisermos com ela e termos a resposta do porque ela abandonou o Imperador. Para evitarem maiores problemas, vocês precisam reforçar o selo e impedir que criaturas ctônicas possam sair por aqui, mas para isso, vocês terão que me matar. – Pela primeira vez Asclépio parece sério desde que os meninos encontraram com o semideus.

– O que?! – os três meninos bradaram em uníssono, espantados. Além da surpresa do possível ataque de Asclépio, os meninos sentiram um calafrio, pois se Hades não tivesse selado no entre guerra, ele poderia fazer o que quisesse com as almas dos santos de Atena, algo que era realmente assustador.

– Isso mesmo que vocês ouviram meninos, precisamos da Perséfone e se vocês não me matarem, eu irei atrás dela custe o que custar! – Asclépio joga o caduceu para o alto e o segura no centro. O mesmo brilha em dourado e começa ase alongar e curvar formando um arco negro com adornos em dourado e a serpente que estava em volta se estica e transforma-se em um fino fio negro.

–Sibilar Apavorante! – Asclépio lança uma flecha que solta um som agudo e sinistrona direção de Ikki, atordoando-o e impedindo sua esquiva. Se não fosse pela corrente de Shun teria tomado a flecha no peito .

– Você esta bem irmão? — Shun fala apreensivo, dentro da corrente circular.

...

Mascara da Morte estava em sua cama, deitado com as mão na nuca e entediado por ter que ficar no santuário enquanto outros cavaleiros estava na Itália com toda a diversão só para eles. Mas como já saiu de viagem e não queria levantar suspeitas...foi forçado a ficar. Estava quase cochilando quando ouve a voz de Shaka diretamente em seu cosmo.

– Por favor, me encontre no submundo. – foi o que ouviu de Shaka.

– E porque o grandioso Shaka quer que eu o encontre no além? Você não é o todo poderoso sabe tudo mais próximo de Deus? – MdM fala com desdém.

– Talvez porque esse lugar pútrido combine mais com alguém impuro e agressivo como você do que comigo. Acredito que você conheça bem melhor esse infortúnio do que eu, pois além de visitante, você também já fez essa passagem à voz de Shaka soa sarcástica, sem se abalar com a provocação do outro.

–Hahahahaha...Segura as pontas aí que estou indo. – o cavaleiro de Câncer ri do comentário do virginiano.

MdM sabia que se Shaka o chamava era por um bom motivo pois, o cavaleiro de virgem era o único ali que conhecia aquela parte do inferno tão bem quanto ele, mas é sempre bom alfinetá-lo. Em segundos o cavaleiro de câncer entrou em transe e as paredes de seu quarto desapareceram conforme se desprendia de sua consciência. Um vento frio e cortante começou a soprar e sua alma era levada para a entrada do mundo dos mortos conforme a sua vontade.

Ao abrir os olhos, sua alma estava separa de seu corpo, no meio da imensidão do Seikishiki. De imediato sentiu o cosmo de Shaka e um perfume doce e não foi difícil de encontrar uma alma que resplandecia dourada em meio aquele mundo cinza.

– Fala Shaka, por que me chamou para esse lugar e o que diabos você está fazendo aqui? – Mascara da Morte pergunta sem rodeios, preocupado com o chamado inusitado.

– Querendo ou não é fato este lugar é mais familiar a você do que a mim, mas em meio a minha meditação senti algo diferente no entre reinos . Diga-me você já sentiu este cheiro aqui antes? – Shaka pergunta sério. A primeira vez comentou como provocação, mas era fato que em se tratando do inferno, MdM era muito mais perspicaz que ele mesmo.

– Agora que você comentou... Estranho, sinto um cheiro doce de flores sim, mas imaginava que tinha um dedo seu nisso. Nunca senti isso antes aqui. – Mascara da Morte estranha completamente o sutil aroma de jasmim, rosa silvestre, dama da noite, figo e outras notas que não soube identificar. Era algo tão anormal que ao chegar realmente acreditou que provinha de Shaka. – Mas de alguma forma, esse cheiro está carregado de morte.

–Sim, concordo. – Shaka afirma positivamente com a cabeça.

– Aliás... tem algo muito errado além disso... estamos sendo observados por todos os lados. – Mdm fala olhando irritado.

Shaka não conseguiu perceber tal coisa até o canceriano comentar, provavelmente porque quem estivesse observando eram espíritos e seus cosmos estavam ocultos, mas foi o suficiente para incomodar MdM, e ao se concentrar um pouco mais nesses espíritos, pode sentir também. Certamente a sensibilidade e percepção que Shaka tinha com os viventes, MdM tinha com os mortos.

Ambos os cavaleiros de ouro seguem caminho na direção dos aromas, levando-os cada vez mais próximo do Yomotsu Hirasaka, que estava emitindo uma estranha luz amarelada. Conforme se aproximam o perfume se intensifica e uma canção com voz melodiosa podia ser ouvida em uma língua muito antiga, acompanhada por um instrumento de corda.

Ao chegarem próximos do monte Yomotsu, Shaka e Mascara da Morte veem uma moça com asas de mariposa, de cabelos castanhos repicado, com meigos olhos azuis e sua expressão era de grande pureza. Ela estava cantando e tocando uma pandura [1] enquanto os espíritos de pessoas de idade avançada sentavam em sua volta. Crianças faziam cirandas e varias mariposas cinza clara rodopiavam no local. Sua aparência também meiga contrastava com o negro de sua Sapuris, que similar a de Hades, era mais angelical do que demoníaca.

– Macária... – Shaka sussurra, mais para si mesmo do que para MdM.

– Só pode ser ela, quem mais seria tão doce e com uma presença tão carregada de morte? –Mdm complementa, aumentando a velocidade do passo.

Quando ambos chegam próximos à deusa da boa morte, ela faz um aceno com a cabeça.

– Boa noite cavaleiros. O que fazem aqui? – A garota com aura em um amarelo suave fala ternamente com um sorriso nos lábios, ainda tocando seu instrumento.

–Acho que a pergunta seria o que você faz aqui, Macária. Minha vida toda estive perambulando por aqui e nunca vi você neste local. Também não estou gostando desses espíritos observadores. – Mdm fala ligeiramente irritado, cruzando os braços.

Shaka se espanta com a falta de respeito do canceriano com a deusa.

– Senhorita, há algum motivo para estar aqui? – Shaka fala tomando a frente da conversa e MdM revira os olhos devido a cordialidade do virginiano.

– Fico feliz que vocês tenham vindo. Preciso compartilhar algo muito importante que meu pai tem em mente.

–E o que seria? – Shaka pergunta respeitosamente.

– Queremos que sele todas as entradas do submundo e que se comporte como se nós não suspeitássemos de nada sobre Zeus. – Ela fala sutilmente. – pois se Zeus desconfiar, ele poderá se armar contra nós e até mesmo contra Atena, mas se houver uma resistência nossa contra Atena e ela selar todas as possíveis saídas do mundo dos espíritos, então há uma grande chance de minarmos toda e qualquer desconfiança que possa surgir na mente de Zeus e seus aliados.

–Estão você nos atraiu aqui para selar este lugar? – Mascara da Morte pergunta sem rodeios – Mas e quanto as minhas técnicas? Ou as do Hindu loiro aqui? – Mascara da Morte não tenta disfarçar em nada sua preocupação com suas habilidades de luta e Shaka se sente ligeiramente irritado com o tom ofensivo, mas prefere não comenta ainda pois também está curioso para saber o que acontecerá quando tentar enviar alguém ao inferno através o Ciclo das Seis existência.

– Vocês ficarão impossibilitados de transitarem por aqui, entretanto todos aqueles que entrarem neste mundo terá a morte certa, pois estará selado e não haverá como sair daqui. Ao serem jogados aqui seus corpos serão destruídos e sua alma presa permanentemente, até que ela passe pelo rio Lete [2], perca suas memórias e reencarne. Vocês perderão sua liberdade aqui, mas suas técnicas estarão mais fatais do que nunca.

Ok, tudo bem, mas o que o Hades quer com tudo isso? — MdM pergunta, agora mais curioso do que mal humorado.

– Atena atualmente não tem poder contra seu pai e Posseidon não é um aliado garantido, já que foi o primeiro inimigo declarado de Atena, e mesmo que fosse, ele ainda está selado. As maiorias dos deuses não saem do Olimpo, portanto se Atena tentar contatar todos possíveis aliados de uma vez seria no mínimo suspeito. Porém daqui a aproximadamente 200 anos nosso imperador renascerá e seria um aliado de grande ajuda numa incursão contra o Olimpo, além de ter tempo o suficiente de conversar com outro deuses com algum intervalo sem dar um grande alarde. Macária responde séria, porem sem perder a expressão serena em seu rosto. — Quanto aos espíritos, são as almas de alguns espectros mortos que possam nos avisar sobre alguma visita indesejável. – Conclui.

Shaka e MdM se entreolham pasmos com o plano audacioso apresentado pela deusa da boa morte.

Notas finais
[1] pandura é um instrumento antigo grego, similar a um alaúde. [2] Na mitologia grega Lete é um dos rios do submundo. Aqueles que bebessem ou até mesmo tocassem na sua água teriam o completo esquecimento.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.