Suspeito Improvável
1 Capítulo 1
Notas iniciais
BOA LEITURA, ESPERO QUE GOSTE! ♥
Fazia apenas 1 mês que Amaro se despedira da SVU e por conta disso todo esquadrão esperava pelo novo membro da unidade, inclusive eu. As coisas estavam bastantes agitadas no departamento nos últimos meses, e felizmente conseguimos colocar muitos estupradores, molestadores, cafetões e maridos abusadores atras das grades, de onde provavelmente nunca mais sairão, para o consolo das vítimas.
A chuva caia lá fora, num final de turno de um dia cansativo. Já estava recolhendo minhas coisas para ir pra casa, sai do prédio, entrei em meu carro e antes de ir pra casa passei em um mercado, Lucy me dissera que a papinha que Noah tanto gosta havia acabado naquela manhã. Um sorriso bobo de mãe orgulhosa, surge em meus lábios sempre quando lembro de Noah, meu filho, meu pequeno herói, como pode alguém amar outro ser humano tanto assim?!
Voltei do mercado entrei no carro e segui para casa. Quando chego na porta de meu apartamento o sorriso bobo volta novamente e ao abrir a porta. Meu sorriso se engrandece mais ainda ao ouvir uma vozinha familiar.
“Mam.” disse Noah erguendo os braços para mim.
“Meu amor, mamãe não aguentava mais de saudades.” o tomo em meus braços, abraçando e distribuindo vários beijos por seu pequeno rosto.
“Lucy, muito obrigada por ficar até tão tarde” me aproximo dela, tocando seu ombro.
“Não se preocupe Olivia, sabe que eu adoro ficar com esse bebê lindo.” diz olhando para Noah “E sabe que comigo você sempre pode contar.” diz olhando agora para mim “Então eu vou indo, até amanhã. Boa noite.”
“Obrigada, mais uma vez.” disse enquanto Lucy se dirigia a porta.
Quando Lucy saiu, voltei todas as minhas atenções para Noah com um olhar brincalhão. Com ele nos braços vou até seu quarto e o coloco no berço junto com um elefante de pelúcia.
“Bom Noah, já está muito tarde você tem que ir dormir agora rapazinho! Que tal uma historia para dormir?” E antes da metade da historia Noah já estava em seu 17º sono, até parecia que quem passara o dia inteiro trabalhando foi ele. O embrulhei direitinho e lhe dei um beijinho na testa antes de apagar as luzes, ascender o abajur e sair do quarto.
Quando finalmente chego em meu quarto me jogo na cama com os braços pro ar, só assim relaxando um pouco. Mas logo me levanto, vou ao banheiro, tomo um banho rápido e me jogo na cama de novo. E do mesmo jeito que cai na cama, adormeci.
Acordei por um susto, quando meu celular começou a tocar pela segunda vez em cima do criado mudo, tapeie até encontrar o aparelho.
“Benson?” disse com a voz sonolenta. Estendi o braço e ascendi o abajur. O relógio marcava 3h20 da madrugada.
“Liv, é o Fin. Temos um caso, estupro seguido de morte. Sei que você trabalhou até tarde na noite anterior, mas acho melhor que você venha aqui. Lhe enviarei o endereço.”
“Ok, já estou a caminho.” Disse ao encerrar a chamada e logo discando o número de Lucy.
...
Fin havia dito o nome de nossa vítima, que me parecia familiar, Gabriela Steppe, 48 anos de idade, de origem venezuelana, residia nos Estados Unidos á quase 25 anos. O marido a encontrara no quarto do casal, já sem vida com os membros amarrados a cabeceira da cama e com um corte profundo na garganta. O assassino era um estuprador em série, um verdadeiro serial killer, em menos de um mês já havia tirado a vida de três jovens mulheres. E uma vez que os homicídios começaram, a maioria de meus dias eram voltados a resolução destes casos.
Ainda sustentávamos a hipótese de que o assassino poderia ter saído recentemente de um hospital psiquiátrico ou mesmo da cadeia. Com toda certeza, ele não era um amador, não era nada desorganizado.
Ao dobrar em uma esquina, pude ver as luzes vermelhas e azuis picando e iluminando a rua como o cenário de um grande desastre. Havia alguns carros na frente do edifício, dois deles eram viaturas brancas da NYPD, um carro de passeio utilizado por detetives da polícia e uma ambulância com o motor ligado. Estacionei atras de uma das viaturas policiais. Assim que sai do carro, uma brisa noturna congelante bateu contra meu rosto. Eu já podia imaginar que meu dia seria cheio.
As manchetes dos jornais eram assustadoramente detalhadas, deixando em pânico total a população e especialmente as mulheres que moravam sozinhas. Vários reportes demonstraram suas grandes caras de pau costumeiras, a entrar na unidade e ameaçar detetives e policiais com a Lei de Liberdade de Informação, numa tentativa de ter acesso a cópias de laudos e relatórios de autópsias.
Um policial á paisana guardava a porta de entrada da casa. “Olivia Benson, Unidade de Vítimas Especiais.” O rapaz me respondeu com uma exatidão incrível. “Sargento.” Disse ao erguer a fita amarela que alertava: CRIME SCENE DO NOT CROSS.
A sala de estar era um ambiente bem decorado, muito fino. Cheia de móveis antigos em cores pasteis, que remetiam ao século XIX. Num canto da enorme sala havia um piano de cauda branco. Muitas obras de Direito Civil e Direito Penal lotavam a estante próxima a uma poltrona de couro escuro. Uma tela de um pavão majestoso exibindo sua plumagem, ocupava a metade de uma parede imaculada.
Fui em direção a cozinha, onde pude ouvir a voz de Fin conversando com um homem alto e moreno que deduzir ser o marido da vítima.
“Olivia este é Gregg Steppe, marido de Gabriela.”
“Sou a Sgt. Benson. Eu preciso lhe fazer algumas perguntas. Pode ser?”. Ele confirmou com um movimento de cabeça. Eu podia notar em seu rosto que estava emocionalmente abalado, totalmente em choque pela forma em que viu a esposa morta. Seus olhos estavam congestionados pela dor. Steppe é um homem alto, de uns 50 e poucos anos, de cabelos grisalhos e lisos. Vestia um terno claro e elegante.
“O senhor não estava aqui na hora do crime, aonde estava?” Disse sem rodeios. “Eu estava na China, sou empresário e costumo viajar frequentemente. Toda semana pego um voo para encontrar meus representantes em vários países. Na verdade só fico em casa aos finais de semana, Gabriela vivia praticamente sozinha.” Depois de uma breve pausa, continuou “Eu havia dito a ela que trouxesse alguém de sua família para morar conosco, já que não podia dar a devida atenção a ela todos os dias, mas Gabriela era uma mulher forte, não sentia medo de nada, pelo menos não o demonstrava. Eu sempre a dizia que com a profissão que tinha não podia se descuidar nem por um minuto, ela já mandou muita gente ruim para a cadeia, dando-lhes penas perpetuas. Gabriela fez muitos inimigos, e eu não posso deixar de pensar que algum deles, pode ter mandado mata-la.” Steppe não consegue mais segurar as lágrimas e rapidamente tirou um lenço de dentro no bolso interno do terno, murmurou algumas frases desconexas nas quais deduzi não ser tão importantes e poi-se a falar novamente. “Conversei com ela na noite passada, avisei que chegaria um pouco mais tarde do que o de costume...” Fiz um sinal com a cabeça para que ele pudesse continuar. “Cheguei em casa e fui direto para o nosso quarto, as luzes estavam apagadas... eu as acendi e puder ver-la em cima da cama...” Seus olhos marejados imploravam por ajuda. “Tudo bem senhor Steppe. Terminamos por hora, mas peço que vá a delegacia mais tarde para que possamos conversar com mais calma. Eu sinto muito pelo o que aconteceu a sua esposa.” Ele me devolveu um olhar suave em forma de agradecimento, foi em direção a porta principal da casa e saiu.
Eu o observei atentamente durante todo o tempo, e sim, ele me parecia sincero em seus relatos mas isso não significava que não fosse um suspeito em potencial, tanto porque seus álibis ainda não foram testados. Virei-me para Fin. “Onde está o pessoal da técnica? Já tiraram as fotografias?” “Eles estão no quarto do casal nesse momento, empoeirando tudo.” “Oh, tudo bem. Avise a eles para tomar cuidado com o corpo. Vamos esperar Warner chegar para dar uma olhada.” Pondo a mão em um dos bolsos do casaco escuro ele fala: “Vou ligar para ela agora.”
Subi as escadas que dá acesso aos quartos e reparei quadros com fotos da pequena família no corredor, uma delas me parecia ter sido tirada recentemente, nas férias de verão, tendo como paisagem uma linda praia de águas cristalinas e areia branca quase cintilante. Em outro quadro o Sr. e Sra. Steppe estavam pousando para as tradicionais fotos de casamento. Desviei a vista das fotografias, quando Fin me chamou atenção. “Ele com certeza entrou pela janela do banheiro que fica no quarto de hospedes, a tela está cortada.” Olhei-o atentamente, e ele continuou “O malandro subiu em cima de uma mesa de piquenique e pôs uma escada para alcançar a entrada. Não há manchas nem pegadas no banheiro, já examinaram cada centímetro da pia e do piso.”
Passei a mão pela cabeça tentando pensar em algo, não era possível ele não ter deixado nada com o que pudéssemos começar uma investigação. Todas as portas e janelas da casa estavam trancadas, menos aquela janela do banheiro, que a fechadura quebrara a 2 dias, e o assassino sabia muito bem disso. A hipótese de que ele estaria a algumas semanas acompanhando de perto a vida de Gabriela era a mais provável, de que outra maneira ele saberia quando senhor Steppe não estaria em casa e que a janela do banheiro do quarto estava aberta por problemas na fechadura? Não poderia deixar de pensar que poderia ser alguém conhecido, alguém de “confiança” da família.
Procurei Fin pelo corredor quando finalmente o encontrei e lhe disse que teria de ir á delegacia, para colocar todas ideias em ordem e revisar alguns casos antigos que poderiam ter ligação com o caso Gabriela. “Fin, por favor me avise quando Melinda já tiver em mãos o relatório parcial da autópsia.” “Pode deixar sargento.”
Notas finais
*Já estava esquecendo mas essa é uma parte muito importante, acha que devo continuar a escrever ou essa fic tem que ir pro fundo da gaveta?*
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