Suspeita

12 12ª Suspeita: Zumbis


Notas iniciais
Sinceramente, acho que esse capítulo deu mais trabalho pra postar do que pra fazer kkkkkkkkkk Mas enfim está aqui, vivo, forte e saudável.
A frase que Davi disse ao final do capítulo eu já tinha pensado antes de escrever o primeiro capítulo, daí já dá pra ver que estou doidinho de emoção postando esse capítulo, né? kkkkkkkk
Espero que gostem e não deixem de comentar se não vou puxar seus respectivos pés de noite.
Boa leitura meu povo. ^^

Dia 1 de junho de 2013, sábado, nublado, Rio de Janeiro, centro, 16h37min da tarde.

A situação não ia nada bem, Daniel e Davi acabaram sendo pegos dentro da see! Corporations e encontraram aquele que eles não esperavam ver tão cedo.

- Carl Reymond, seu canalha! O que é que está acontecendo? — Daniel esbravejou.

- Isso eu também gostaria de saber, caro amigo, espero que saiba que esta invasão a minha propriedade lhes custará mais caro do que imagina, meus planos pra vocês dois já estão me deixando ansioso pelo que vem aí...

- Como assim? Pare de joguinhos e diga logo o que é que tá pegando!

- Acalme-se meu jovem, a pressa não nos leva a lugar algum, sem falar que um filme do qual você já conhece o enredo não consegue entreter da forma desejada, tenha calma, aprenda a degustar com clareza os mínimos detalhes dos fios que tecem nossas vidas. Agora, sente-se – Dizia ele apontando para as duas cadeiras que estavam logo à frente de sua mesa – Ao menos a isso vocês tem direito... Ainda.

Davi estava um pouco confuso por não saber ao certo o que estava acontecendo. Daniel já havia lhe contado sobre Carl e foi justamente por isso que eles decidiram ir á sede de sua empresa no Rio de Janeiro, para averiguar a identidade suspeita deste homem, no entanto, Davi só conhecia Carl pelo que seu amigo lhe contara e não esperava que ele tivesse uma aparência tão singular e nobre ao mesmo tempo isso sem falar no seu jeito tão excêntrico de agir.

Daniel por sua vez estava irritado, ele não imaginava em sua habitual e extrema autoconfiança que seria pego tão facilmente e Carl parecia (e estava) se divertindo à custa dele, isso o deixava furioso, sem falar que sua cabeça estava a mil pensando numa forma de sair dali. No entanto, por mais que estivesse nervoso ele tentava manter a calma sem refrear seu orgulho e ao invés de sentar simplesmente permaneceu em pé dando um tapa na mão do guarda que o segurava pelo ombro fazendo-o soltar na mesma hora, o guarda ia fazer alguma contramedida, mas bastou um severo olhar de Reymond para que ele nada fizesse.

- Pois bem, já que não querem sentar eu nada posso fazer quanto a isso, porém, peço que compreendam que minha hospitalidade acaba por aqui, e com justo motivo, pois não compreendo o que os levou a entrar na sede de minha tão estimada empresa de forma tão vil quanto a que mostraram-me a pouco.

- O que me levou a entrar aqui para investigar não vem ao caso, o que importa é que tem alguma coisa muito podre acontecendo aqui, e com certeza você está planejando algo com isso – Daniel apontou o indicador para Reymond de forma que ele pareceu não gostar muito – Não acho que uma empresa de publicidade estaria fazendo pesquisas sobre drogas sem nenhum motivo obscuro, abra o jogo Carl, é tráfico que você está fazendo, não é?

- Ora, que difamação infame, lamento que me veja de forma tão hedionda senhor Daniel, mas peço que me dê seu voto de confiança, tráfico seria algo muito problemático para minha empresa, nós estamos trabalhando há anos em nosso ramo e já somos uma grande corporação de respeito no mundo todo, não queremos manchar nossa boa imagem conquistada com tanto trabalho apenas para vender drogas à meia dúzia de vândalos.

Daniel iria retrucar, mas Davi o parou e ele entendeu a mensagem de primeira: Eles não tinham prova nenhuma para incriminar Reymond e se continuassem a conversa só iriam se complicar ainda mais, eles precisavam mesmo é pensar em como sair dali.

- Vou admitir que isso que fizeram foi apenas um acesso de loucura juvenil e dar-lhes-ei mais uma chance, podem sair, cavalheiros, só não voltem a fazer o mesmo erro na saída, pois não pretendo ser tão condescendente uma segunda vez.

- Ah, agradecemos por sua bondade senhor Reymond – Dizia Davi ao puxar seu amigo a fim de saírem dali – Não esqueceremos desse seu gesto de amizade jamais.

Sem pestanejar Daniel acompanhou o amigo até a saída enquanto Reymond deu ordem a um dos guardas que os acompanhasse até a recepção.

- Pois bem amigos, espero que nosso próximo encontro possa ter a graça de ser mais caloroso e casual – Dizia Reymond enquanto os jovens passavam pela porta de saída.

Daniel voltou seu olhar para trás por um momento e como uma lâmina ficou todo seu ódio num olhar voltado para aquele homem que ali estava atrás de sua imponente mesa de mármore.

- Não haverá próxima vez, Reymond, pois até lá você estará atrás das grades. – E falando isso saiu do aposento que permaneceu em silêncio por alguns instantes, até que Carl num tom de satisfação proferiu estas palavras:

- Veremos, senhor Daniel... Veremos.

Um dos três guardas que ali estavam não conseguia disfarçar o desconforto em ver seu patrão ser tão desafiado ao ponto de que o mesmo chegou a perguntar-lhe o que o atormentava.

- Senhor, peço que me perdoe, mas não entendo o que o leva a ser tão piedoso com aqueles marginais – O guarda revirava os olhos enquanto falava.

- Acalme-se, Huston – Referia-se ao guarda – Não ouviu o que eu disse mais cedo? Não vamos estragar a graça do filme acelerando os acontecimentos, eles mal esperam o que lhes irá acontecer... Brevemente e com amargor eles hão lembrar-se de minhas palavras... Breve.

Dia 1 de junho de 2013, sábado, chuva, Rio de Janeiro, hotel lady sereia, 17h06min da tarde.

Encharcados. Essa era a palavra que podia definir os rapazes que acabaram de chegar ensopados no hotel lady sereia.

Os dois tinham pegado uma chuva terrível na volta ao hotel, estavam molhados, exaustos e sem nenhum resultado da investigação, o que era o pior de tudo, pois eles vieram para o Rio apenas pra isso.

Teriam pegado um ônibus, mas não conheciam praticamente nada do lugar e justamente por isso que tiveram que ir na chuva.

Davi já estava estressado na cama quando Daniel pediu uma pizza tamanho família por telefone.

Daniel olhou para a cara fechada de seu amigo e sentando na cama onde o mesmo estivera deitado começou a falar:

- Hey, cara, relaxa, não foi tudo em vão, conseguimos achar muita coisa bacana.

- Sim, Daniel... Nós poderíamos ter achado bem mais se não fôssemos pegos, nunca mais vamos ter uma chance dessas. Se pudéssemos ver aqueles documentos ao menos mais uma vez...

- E quem disse que não podemos? – Daniel deu um sorriso.

- Cara, na boa, eu vou dormir, amanhã a gente conversa mais, boa noite.

- Boa... – Daniel chateou-se com a atitude de seu companheiro, mas permaneceu calado, ele mais do que ninguém sabia que quando Davi estava chateado o melhor era deixa-lo sozinho por um tempo.

No dia seguinte já as sete da manhã Davi não estava mais no apartamento. Daniel, assim que acordou ficou a procurar por ele e inclusive perguntou aos funcionários do estabelecimento sobre o sumiço do rapaz, eles apenas o informaram que o mesmo tinha saído por volta de umas seis e meia e desde então não tinha voltado.

Daniel ficou preocupado, mas achou melhor não ir atrás do amigo, ao invés disso voltou ao seu quarto.

Lá chegando ele percebeu que em cima da geladeira tinha um bilhete.

“Fui dar uma volta, só volto de noite.

Se sair avise por sms pra que eu saiba.

Até mais.

Davi”

- Ora, ora, então fica nervosinho e se manda, né? – Daniel acabara de jogar o bilhete fora – Às vezes é difícil entender esse cara... Só quero ver quando ele souber do que tenho aqui.

Por fim, Daniel ligou a televisão, o vídeo game e passou o dia todo a jogar final fantasy.

Sete horas da noite.

Daniel e Davi agora estavam novamente no aeroporto, só que desta vez na Bahia.

Durante toda a viagem de volta Davi permaneceu calado, Daniel por alguns momentos tentou estabelecer diálogo, em vão, pois o amigo estava irremediável, disse que necessitava pensar e que logo conversariam, no entanto, não sabia quando. O loiro não gostou da resposta, mas ele tinha em mente que quando Davi ficava assim o melhor é deixa-lo quieto, ele certamente estava a pensar sobre o caso, apesar de não parecer, até mesmo ele não sabia o que fazer.

Eles passaram apenas dois dias no Rio por conta de que no dia seguinte teriam aula, sem falar que aquela foi uma viagem puramente profissional.

Chegando à Bahia os dois foram recepcionados pela mãe de Daniel que quis saber logo das novidades da viagem e ficou a tagarelar o tempo todo com seu filho, ele não estava muito pra conversa, mas sabia que se não respondesse as perguntas de sua mãe ela certamente não iria gostar.

Por fim, eles entraram no carro e voltaram para casa, segundo o combinado Davi iria dormir na casa de Daniel, mas assim que entrou no carro as únicas palavras que disse foi o aviso que fez a mãe de seu amigo de que preferia voltar para sua casa, ele achou estranho, mas não replicou.

Davi durante toda a viagem não disse uma palavra.

Dia 3 de junho de 2013, segunda-feira, nublado, IFBA, campus Simões Filho, 12h46min da tarde.

Era mais um dia pacato de aulas, nada fora do normal acontecendo. Até então.

Daniel acabara de chegar à escola e logo percebeu que havia algo de errado. Todos que passavam por ele o olhavam como quem guarda ódio dele por anos. De início pensava que era coisa de sua cabeça, mas logo percebeu que não era bem assim.

Ele começou a andar mais depressa e na velocidade que andava acabou por se esbarrar com alguém.

- Ei, olha por onde anda! – Dizia o loiro enquanto mexia com sua mão na cabeça contundida.

- Daniel? Graças a Deus que você chegou. Eu e Adriana estamos tentando te ligar há horas, Davi disse que vinha mais tarde, estávamos super preocupadas – Gabriela falava isso num tom de voz mais do que aflito e abraçava seu amigo apesar do mesmo tê-la respondido de forma tão grosseira.

- AH... Gabi... Desculpa, não vi que era você... – Daniel parecia envergonhado, mas logo se recompôs e ajudou a ruiva a levantar-se – O que foi que houve pra você estar assim?

- O pessoal da escola, todo mundo está mega estranho, disseram que querem saber de resultados de vocês quanto à investigação, eles estão esquisitos, Daniel, tanto que dá medo.

- Calma, Gabi, vai tudo dar certo, só se acalme e deixa o resto comi...

- OLHA UM DELES ALI! –Um gordo estudante disse ao apontar pra Daniel.

- PEGA ELE, NÃO O DEIXE FUGIR! – Um segundo gritou e ao correr foi seguido por uma legião de estudantes enfurecidos.

- Merda, onde está Adriana? – Daniel falou ao mesmo tempo em que corria segurando o braço da amiga.

- Ela tinha ido comprar alguma coisa pra comer, disse que só assim pra se acalmar e...

- Olha ela ali! – Daniel apontara para a garota da qual falavam há pouco.

Por mais estranho que pareça Adriana também estava correndo, só que na direção oposta a dos colegas de classe que estavam sendo seguidos. Ela parecia chorar, mas não parava de correr, acabou deixando alguns lanches como salgadinhos e refrigerante caírem no chão no meio da corrida.

Assim que ela avistou os amigos correu em disparada para encontra-los, mas ela nem sequer parou quando chegou neles, apenas os chamou para ir junto consigo e continuou a correr.

Daniel continuava a segurar a mão de Gabriela a todo o momento, pois temia que sua amiga não o conseguisse acompanhar correndo.

A esta altura os revoltados estudantes já estavam a jogar pedras em seus perseguidos. Algumas poucas os acertavam, mas a maior parte passava direto zunindo por seus ouvidos, mas mesmo sendo atingidos eles não paravam de correr.

- O que foi que aconteceu, Adriana? – Perguntou o único rapaz do grupo.

- Eu não sei – A garota tentava conter o choro – Eu estava voltando do mercadinho com os lanches meu e de Gabriela e do nada eles me pararam... Queriam saber onde estava você e Davi, eu disse que não sabia e eles não acreditaram e estão correndo atrás de mim até agora...

- É, isso deu pra perceber – Daniel olhava para trás a fim de ver se seus perseguidores já os tinham alcançado.

- OLHEM! – Gabriela apontara para frente.

Na direção que Gabriela apontava estava um garoto que cobria seu rosto com o touca de sua blusa, ele segurava um taco de beisebol e estava pronto pra acertar alguém.

Daniel e suas duas amigas passaram correndo pelo lado do rapaz do taco de forma que ele os ignorou, no entanto, assim que o primeiro estudante enfurecido aproximou-se dele o mesmo o acertou com um belo golpe de taco.

Muitos jogaram pedras sobre ele, mas nenhuma o acertou, ele rebateu todas para que voltassem direto na cabeça de quem as arremessou, preferindo aqueles que estavam mais a frente.

Doze caíram acertados por suas próprias pedras antes que o rapaz resolvesse sair dali seguindo na direção que Gabriela, Adriana e Daniel foram.

Ele correu de forma que acabou por adentrar o pavilhão administrativo, subiu as escadas e seguiu a toda para a sala do fim do corredor, o auditório três ou auditório administrativo.

Daniel abriu a porta para o rapaz e fez sinal para que ele entrasse, ele aproximou-se da porta ficando a apenas vinte centímetros dela quando tirou três bolas de sinuca do bolso, assim que as tirou jogou-as para cima no mesmo instante e bateu com seu taco nas três ao mesmo tempo o que acabou por nocautear nove estudantes que estavam mais a frente da perseguição a uns vinte metros da sala em que o jovem do taco acabara de entrar junto a Daniel.

- Cara, pensei que não fossemos conseguir... – Daniel enxugava o suor do rosto.

- Sorte que nem sempre você acerta – O anônimo do taco abaixou a toca mostrando seu rosto. – Não pude responder suas mensagens por que estava sem crédito, sorte que eu trouxe esse taco, sabia que seria útil.

- Davi! – Adriana saltou aos braços do rapaz que teve que soltar o taco no chão para poder segurá-la.

- Cara, o que foi isso lá fora? Eles estão loucos, querem nos matar sem mais nem menos... – Daniel olhava para a porta pressentindo o pior – Eles são o que? Zumbis? Estamos no meio do 6º filme de Resident Evil e não me avisaram? Parece até brincadeira...

- Não, Daniel – Davi afastou-se um pouco do rapaz – Isso é muito pior que resident evil. Zumbis matam para se alimentar, eles matam por ódio. Zumbis são lentos, eles são rápidos. Zumbis são burros, eles são inteligentes. Zumbis nunca entrariam aqui... E eles logo vão entrar.

A dobradiça da porta começava a ruir.

Continua...

Notas finais
Iai, essa frase do Davi no final foi ou não foi bacana? Foi? Ótimo, então deixe seu comentário como recompensa ao garoto. Não foi? Então deixe seu comentário mesmo assim, eu sei que lá no fundo, lá no fundão mesmo (por favor, evitem pensar mais besteiras do que eu O.O) vocês querem comentar. Epa, você não quer comentar? Ah, rapaz, deixa de canguinhagem e bora logo com isso. kkkkk ^^