Susana, a gentil traidora.

7 Antiga amiga de Narnia


Notas iniciais
Gente, eu fiz essse capitulo com muito cuidado, acredito que minha história estaja chegando ao fim. Deixem reviews seus gostosos, deixem reviews até não poder mais. KSPOAKOSKAOPSKO

Havia uma porta a sua frente, fora por ali que Aslan sumira, disso ela tinha certeza. Se não fosse Narnia, como Aslan estaria ali? Essa pergunta a assombrou, porém naquele momento deveria se preocupar apenas com o que poderia haver diante da porta.
– Você não pode abrir a porta! – Berrou uma voz conhecida.
– Ah! Por favor, Castor. EU sei o que estou fazendo.
– Não, não sabe. Ripchip, muitas criaturas horríveis se perderam naquele lugar, se você abrir. AH! Não quero nem imaginar o que poderia acontecer.

Ripchip? Castor? Pelas barbas do Leão! Velhos amigos
– Rip! Rip! Castor! – Disse Susana com os olhos cheios de lágrimas de tão emocionada. – Abram para mim, por favor. Sou eu, Susana.
– Susana?! – Exclamou o castor perplexo.
– Sim, irmã do grande rei Pedro.
– Eu sei quem é Susana, todos sabemos, mas ela não pode voltar, foi impedida por alguma força estranha em seu mundo, o próprio Rei Pedro nos contou a história. Susana se perdeu. Você só pode ser uma feiticeira tentando se passar por nossa perfeita rainha gentil.
– Ah! Não, Castor, sou eu. Eu traí Narnia e pior, traí meus irmãos, mas se eu tiver a chance de reparar meus… Espere! Você disse que o próprio Pedro lhe contou sobre a minha traição?
– Não, não, ele contou sobre os contratempos que a Rainha Gentil enfrentou no seu mundo que a impediram de voltar, contratempos que lhe separaram da antiga amizade com Narnia, um inimigo se infiltrou em sua mente a impedindo de pensar.
– Meu querido castor, você não poderia imaginar o quanto esse inimigo é poderoso, ousaria dizer que é, até mesmo, mais poderoso que a própria feiticeira branca. Mas o Rei Pedro está aqui? Isso é Nania? O que aconteceu? Está tudo destruído! Meus irmãos estão mortos. – Choramingou a gentil.
– Me de a chave seu maldito! Você acha que eu não reconheceria a doce voz da nossa rainha? Ao contrário de você eu nunca esqueceria um amigo.
– Eu não posso fazer isso. – Disse o Castor. – Você sabe que poderia ser punido a morte por ter roubado a chave.
– Apenas segui meu instinto e olha no que deu... Encontramos uma antiga amiga de Narnia. Susana por que você está dizendo que seus irmãos estão mortos?
– Eles estavam mortos. Eu vi os seus corpos.
Ah! Eles mal imaginavam o que passara até chegar ali, mas ao mesmo tempo não podia eliminar a culpa de sua mente, seus irmãos morreram juntos, mas ela continuou viva, pois os traiu.
– Impossível. O Rei Pedro, a Rainha Lucia e o Rei Edmundo voltaram de uma missão hoje... Sãos e salvos. Muito machucados, mas vivos. – Disse Ripchip. – Vamos Castor me de a chave.
– Certo, faça como quiser, mas se algo acontecer você deverá se responsabilizar por tudo. – Disse o Castor, segundos depois Susana pode ouvir o barulho da chave em sua fechadura. – Por Aslan! Susana! Entre. Entre.

Susana se abaixou e abraçou o Castor, estava tão emocionada que quase o esmagou em seus braços. Ripchip logo se meteu em sua frente e beijou-lhe as mãos, Susana tomada por uma onda de ternura o pegou nos braços e encheu de beijos.
– Garanto que se ratos ficassem vermelhos Rip teria virado um pimentão. – Disse o Castor rindo.
– Susana, por favor, não conte isso a ninguém.
– Não vou contar sobre você ter aceitado um pouco de afeto Rip. – Falou ela rindo.

Susana colocou a mão em seu coração, estava sentindo dificuldade ao respirar. O efeito da sua caminhada por aquele lugar fúnebre estava vindo a tona. Seu peito doía e suas pernas estavam fracas, sinceramente, susana nunca chegou a imaginar o que a fazia ficar de pé naqueles instantes, pois nunca, antes, havia sentido tamanha dor.
– Rainha, você está bem?
– Ah! Estou sim, mas me desculpe. Não sou mais rainha de Narnia, não sei que história contaram por aqui, mas eu fui uma traidora.
– Como o seu irmão, mas ele voltou. Ele se arrependeu. Você também está aqui. Você conseguiu, Su! Foi forte e persistente, como uma verdadeira rainha, como a Rainha Gentil de Narnia.
– É diferente. Eu fiz minha própria escolha. Edmundo foi persuadido.
– Ah…
– Por favor, não insista nisso. A única coisa que me importa agora é saber se é verdade… Você, realmente, viu meus irmãos?
– Eu vi sim, Rain…
– Que bom. – Ela se deixou cair de joelhos no chão. A grama era tão verde que nem precisaria ser cavalo para se sentir compelido à come-la e tão fofa que ela se sentiu como queria se sentir… com Edmundo. E o sol brilhava com intensidade, porém mesmo assim Susana conseguiu olha-lo de relance, e soube, ali estava Lucy.
– Chame o Rei! – Disse o Castor. — Eu fico na companhia dela por enquanto.
O corpo de Susana caiu para frente com um baque mudo e a última coisa que ela viu antes de fechar os olhos foi Ripchip correndo em direção a lugar nenhum. Ah, como ela queria que fosse verdade... Seus irmãos, vivos! Queria poder vê-los pelo menos uma última vez, pedir desculpas.

Abraça-los.

Notas finais
Lembrem-se de deixar reviews