Susan, a filha de um Vingador
84 Visitante Inesperado
Notas iniciais
Abri os olhos e estava no meu quarto novamente, me sentei e senti todo meu corpo doer por ficar tanto tempo na mesma posição, me coloquei de pé e quase cai, esperei um pouco até recuperar o equilíbrio, andei até o meu closet e abri, peguei um leggin preta, uma blusa comprida branca uma sapatilha da mesma cor. Fui para o banheiro, tomei um longo e relaxante banho, sentido todos os músculos relaxarem sob a agua quente. Me vestir, fiz uma trança no cabelo e fui para a cozinha. Desci a escada quase correndo, Jhon e Nico que estava no sofá rapidamente olharam na minha direção surpresos por eu ter levantando e está praticamente correndo para cozinha, eles se levantaram e vieram atrás de mim.
Ignorei o fato e estar sendo seguida e abri a geladeira, tinha um sanduíche que eles fizeram pra mim hoje cedo, peguei coloquei no micro ondas e liguei, enquanto o sanduíche esquentava, fui até o armário peguei o pote de biscoitos e tirei alguns cookies e comecei a comer saboreando cada mordida
— Não sei se dessa vez capricharam na receita ou se sou eu que estou com muita fome — digo mordendo outro pedaço
— Você tá bem? — Jhon pergunta o tentando entender o que aconteceu
— Tirando a fome, eu estou ótima — o micro ondas apitou — Meu sanduíche
Andei em direção ao aparelho e peguei meu lanche, enchi um copo com suco e me sentei comendo devagar, afinal se eu comer rápido depois de tantos dias sem me alimentar irei passar mal.
— Eu sabia que você era muita coisa, menos bipolar — Jhon falou me olhando
— Eu não sou bipolar — me defendo e volto a comer meu lanche
— O que aconteceu? — Nico perguntou me olhando
— Minha tia, nunca gostou de me ver triste — respondo e ele entendeu o que eu quis dizer — Sabem o que eu quero?
— O que? — Nico perguntou me olhando
— Uma porção gigante de sorvete — respondo pondo o prato e o copo sujos na pia
— Desculpa, mas tomei a ultima porção de sorvete há quinze minutos — Jhon falou dando de ombros
— Tudo bem! Vamos a sorveteria, ficar tanto tempo sem respirar ar puro não vai me fazer bem — digo quase arrastando os dois pelos braços
Saímos de casa e fomos andando até uma praça que tem uma sorveteria, fica algumas quadras de distancia da minha casa. Assim que chegamos fizemos nossos pedidos e peguei meu celular do bolso e digitei rapidamente o numero da Talita
— O que está fazendo? — ouço o Jhon perguntar
— Retomando a minha vida — respondo enquanto esperava a Talita atender
— Oi Su! — Tals falou assim que atendeu
— Oi! Sei que deve está atolada em trabalho, por isso serei breve — digo direto — Remarcou as minhas reuniões para a proxima semana, como havia pedido?
— Sim, na verdade, quase todas. Tem uma que provavelmente você tera que viajar — ela diz e eu suspirei
— OK! Amanhã eu vejo isso, deixe todas as papeladas pendentes sobre a minha mesa — digo e chegamos a sorveteria — Depois converso melhor, tá?
— Tudo bem! Até amanhã, Su! — ela diz e eu me sentei em uma das cadeiras da mesa mais próxima ao balcão
— Até — digo e encerro a ligação — Vão querer de que?
— Chocolate — Jhon respondeu
— Morango — Nico e eu falamos em uni som
— OK! Vou fazer os pedido — Jhon se levantou — Vou aproveitar que é por conta da Su
— Palhaço — resmungo quando ele saiu
— Como está se sentindo? — Nico perguntou me olhando e abaixo o olhar para um ponto qualquer na mesa
— Bem, sentindo falta da minha tia, mas bem — digo com um pequeno sorriso
— Estava com medo — ele comenta baixo e eu o olhei — Quanto te vi daquela forma, sem falar, sem comer, sem olhar pra mim... tive medo de que ficasse assim pro resto da vida.
— Sinto muito, não era minha intensão — digo e segurando a mão dele que estava sobre a mesa, vi que seus olhos lacrimejavam — Me desculpa
— Nunca mais me assusta dessa forma, por favor! — ele pede em tom de suplica
— Prometo — é tudo que eu digo, mas com sinceridade. Ele apertou levemente a minha mão sorrindo, de repente meu celular tocou e quase amaldiçoei o aparelho
— Alô? — falei ao atender
— Oi SU!— reconheci a voz da Alexsandra — Soube do que aconteceu, sinto muito
— Eu também — falo baixo — Mas não acho que tenha sido por isso que tenha me ligado
— Realmente não foi— fico em silencio esperando que ela prossiga — É que estou em duvida em uma coisa
— Pode falar — digo e vejo Jhon por os sorvete na mesa
— Tem um novo projeto nas Industrias Stark que ainda precisa ser aprovado - ela diz e eu escuto atentamente — A votação está empatada e a ultimo voto é o meu, no caso seu e quero saber sua opinião
— Qual o projeto? — pergunto pegando uma pequena porção de sorvete
— Um reator alto sustentável, estou receosa de aprovar, por causa do acidente que teve no outro reator— ao ouvir essas palavras me fez lembrar da conversa que o Stark teve com o Fury e do que realmente aconteceu no reator ARC. - Se for aprovado e der errado o prejuízo será grande
— Quem está a frente do projeto? — perguntei comendo um pouco mais de sorvete
— Tony Stark— ela responde normalmente
— Aprove — digo simplesmente
— Tem certeza?— ela pergunta receosa
— Tenho sim, pode aprovar sem medo — digo tranquila e a ouço suspirar
— Como quiser, obrigada Su! Preciso ir agora, a reunião será retomada em cinco minutos— ela falou e ouvi o som dos saltos, ela deveria está indo em direção a sala
— Está bem! Boa reunião, tchau! — digo e encerramos a ligação
— Quando você disse que ia retomar sua vida, não estava de brincadeira — Jhon diz em tom brincalhão e acabei rindo
Ficamos algum tempo tomando sorvete, rindo, conversando, brincando, nesse tempo que eu fiquei enfurnada naquele quarto deixei de aproveitar o tempo com meus amigos, foi doloroso perder minha tia? Claro que foi, mas a vida não para. Tenho que aproveitar cada minuto com os que estão vivos e é isso que farei. Depois de varias rodadas de sorvete decidimos voltar para minha casa. Estávamos andando rindo das idiotices que o falecido padrasto do Jhon fazia, como da vez que ele de tão bêbado colocou na frigideira açúcar ao invés de sal e da vez que colocou farinha no café. O clima entre nós estava tranquilo, riamos da imitações que o Jhon fazia do August, até que vi do outro lado da praça uma pessoa usando roupas atípicas, ele me encarava e quando olhei diretamente para ele, o ser começou a caminhar a passos lentos sem ser notado por ninguém alem de mim
— Gente, eu encontro vocês em casa — digo dando um passo na direção do ser
— Para onde você vai? — Nico perguntou levemente preocupado
— Acho que vi um conhecido, não se preocupem comigo — digo e eles começaram a se afastar
Andei a passos rápidos e vi a pessoa entrando em um beco, eu o segui e o vi parado de costas para a entrada do beco, com as mãos para trás. Ele encarava a parede pacientemente como se esperasse alguém
— O que está fazendo aqui, Loki? — perguntei com o tom de voz firme
POV Loki
— Vim apenas fazer uma visita — digo me virando com um sorriso superior
— Nos encontramos no Novo México, como sabia que eu morava em Vermont? — ela perguntou cruzando os braços
— Heimdall, não é o único que tem seus truques para ver o que acontece nos outros reinos — respondo tranquilamente
— O que quer? — ela pergunta séria, justamente a pergunta que temia que ela fizesse
— Um convite — respondo não deixando transparecer o meu receio
— Que seria? — ela continua sem esboçar emoções, deuses essa garota me intriga
— Vem comigo? — perguntei calmamente
— O que? — ela perguntou agora deixando transparecer a surpresa
— Não posso falar muito sobre o assunto, mas preciso que venha comigo — falei sem jogos, sem manipulação.
— Porque? — perguntou me olhando como se me analisasse. Porque essa midgardiana mexe tanto comigo?
— Para que eu tenha certeza de que estará segura — digo olhando-a em seus olhos
— O que vai fazer, Loki? — ela perguntou descruzando os braços
— Assumir o trono que me foi negado — digo sério
— De novo? — os olhos dela mostravam irritação — Será que mesmo depois do que aconteceu no Novo México você não aprendeu?
— Eu tenho o trono por direito — digo me controlando para não gritar com essa midgardiana petulante
— Se o trono deve ser seu por direito ele te será dado, não é necessário toma-lo — ela diz me olhando e me mantive firme em minha postura — O que você realmente vai fazer, Loki?
— Tenho um exercito preparado para me ajudar a conquistar meu trono — é tudo o que digo e ela engoliu em seco, dando um passo para trás sem desviar o olhar — Eu sequer deveria estar aqui, vim apenas te chamar para que venha comigo
— Mas... mas porque eu? — ela pergunta ainda assimilando tudo que eu disse
— Eu também não sei — respondo sinceramente, nem eu sei por que ela mexe tanto comigo — Só não quero que se machuque. Vem comigo?
— Eu... eu não posso — ela responde com o olhar levemente perdido — Não posso abandonar tudo e...
Ela deixou a frase morrer, vi ela perder a cor rapidamente e o seu corpo fraquejar. Percebi que ela a beira de desmaiar, corri e segurei seu corpo antes que cedesse de vez e fosse de encontro ao chão
— Susan? — chamei-a e ela estava ainda consciente apenas havia ficado fraca — Susan?
— Eu não posso ir — ela sussurrou e ela querer sair desse mundo inferior era a menor das minhas preocupações
— O que aconteceu com você? — perguntei ajudando-a a manter-se de pé
— Mal estar, já está passando — ela diz respirando fundo, mas vi que era mentira — Eu não vou abandonar o meu mundo, Loki
— Tudo bem! — falo olhando-a — Me prometa que não sairá dessa cidade até tudo ter sido finalizado
— Prometo — a voz dela saiu um pouco mais alta que um sussuro e logo depois ela apagou
Seguei-a impedindo que caísse, a peguei nos braços e a coloquei deitada em um banco que havia próximo a nós. Ajeitei-a para que ela ficasse confortável, seus cabelos caiam em seu rosto e os afastei para que eu pudesse olha-la melhor. Como é possível uma simples midgardiana ser tão bela assim? Os deuses devem te-la abençoado em beleza. Sua pele clara, os cabelos negros em cachos que moldam perfeitamente o seu rosto, seus lábios rosados, que ao contrario dos meus são carnudos, atrativos... e antes que pudesse perceber eu já estava tocando seus lábios com os meus. O QUE ESTÁ ACONTECENDO COMIGO? Me afasto abruptamente e me levanto olhando o corpo da midgardiana que está me tirando a sanidade. COMO POSSO ME INTERESSAR POR ALGUÉM TÃO INFERIOR A MIM? COMO PUDE BEIJA-LA?
Independente das perguntas se formassem em minha mente, nenhuma delas me importava, tudo que me importava era saber se essa midgardiana ficará bem. Usando meus poderes saio de lá e vou para meu esconderijo até tudo estar pronto para o ataque. Nada irá me deter desta vez, eu terei o meu trono. Tive meus pensamentos interrompidos ao me lembras da midgardiana que deixei para trás a pouco, segura-la em meus braços, a macieis dos lábios... MANTEM O FOCO LOKI, minha mente grita, mas não consigo evitar e é lembrando dela que tomo um decisão. Eu a terei quando assumir o meu trono, ela está ao meu lado governando como minha rainha.
POV Nico
Estávamos próximos a casa da Su quando sinto ao estranho, imediatamente paro e olho para trás
— O que foi Nico? — Jhon me perguntou
— Ela tá demorando demais — digo me virando na direção que eu olhava — Tem alguma coisa errada
— A unica coisa errada que senti foi... — ele se interrompe e olha assustado na direção da qual viemos
— O que houve, Jhon? — pergunto ficando preocupado
— Vamos atrás da Susan, agora — ele disse e começamos a correr.
Logo chegamos a praça e em seguida nos separamos, corri mais um pouco e vi um corpo inerte sobre um banco e logo a reconheci. Corri ainda mais na direção dela e me abaixei a sua frente
— Susan? Acorda Su! — eu tentava acorda-la, mas ela estava inconsciente em pouco tempo o Jhon nos encontra
— Su — Jhon fala e a toca, usando os poderes para faze-la acordar novamente. Vejo-a respirar fundo e abri os olhos como se estivesse acordando de uma simples noite de sono
Ela olhou em volta um pouco confusa, de repente seus olhos se arregalaram e ela se sentou rapidamente olhando em volta como se procurasse algo
— Su o que aconteceu? — perguntei e ela me olhou preocupada
— Nada...ainda — ela diz baixo, mas conseguimos escutar
Voltamos para a casa da Su, e perguntamos o que ela queria dizer com aquilo, mas ela se recusou nos dizer e decidimos respeitar essa decisão, mas ficamos preocupados. O que poderia acontecer de tão sério para deixar a Susan assim?
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