Susan, a filha de um Vingador

20 Parede de Escalada - parte 2


Notas iniciais
Oi Gente! FELIZ NATAL! Bom e como sou uma pessoa muito legal, vou dar de presente esse capitulo dedicado a todos vocês que acompanham e comentam, muito obrigada pelo carinho é muito importante para mim e é melhor presente que poderia ganhar Espero que gostem e boa leitura! :)

A próxima dupla eram Luiz Paulo e Felipe, eles se aproximaram da base esperando o sinal de Quiron, assim que o sinal foi dado eles começaram a escalar a parede, recomeço a contagem na minha mente, eles eram rapido e subiram quase sete metros em 55 segundos e depois de trinta segundos o compartimento abriu derramando lava na direção de Luiz Paulo, ele muda de posição continua a subir, notei que a parede não seguia o mesmo padrão que seguiu com Ruan e Samuel. O tempo de resposta da parede mudava dependendo da dupla. Continuo a assistir sempre contando o tempo e altura que a parede respondia ao desempenho da dupla, faltando três metros o sinal toca avisando que não quebraram o recorde, mas eles continuam a subir. As outras duplas tentavam de todas as formas quebrar esse recorde, enquanto Clarisse e eu assistiamos aquilo ela diz

– Tem com quem escalar? — pergunta ainda olhando os outros

– Não — respondo sem olha-la

– Então vamos juntas — diz normalmente

– Você não tem dupla? — pergunto olhando os semideuses na parede

– Não — responde fazendo o mesmo que eu, percebo uma coisa

– Isso não tem nada a ver com o tempo — digo e Clarisse olha para mim

– Não? — pergunta confusa

– Não, tem a ver com altura — digo olhando-a — Quando atingem uma determinada altura, ativam uma espécie de nível de dificuldade da parede

– Como você tem tanta certeza? — pergunta me lançando um olhar curioso

– Desde a primeira dupla estou contando o tempo e a altura de cada um — respondo olhando a parede — O tempo nunca é o mesmo, já a altura

– Se você estiver certa, teremos uma vantagem — ela diz com um olhar de cobiça

– Mesmo que sejamos mais rápidas que os outros teremos as mesma dificuldades — digo e noto que a parede possui uma espécie de tuneo no meio dela, tamanho o suficiente para duas pessoas ficarem de pé — O que tem naquele tuneo?

– Nada, usamos apenas para nos proteger da lava quando nós não temos muitas opções — responde dando de ombros

– Clarisse, acho que posso ajudar você a quebrar esse recorde — digo sorrindo de canto

– Como? — pergunta curiosa

– Temos que conseguir entrar naquele tuneo — digo e ela assenti

– Mas porque você quer entrar ali? — pergunta confusa

– Você vai entender — digo e vejo Nico e Jason se prepararem para escalar a parede — Se eu realmente estiver certa, vou precisar da sua ajudar

– Em que? — pergunta desconfiada

– Só vou dizer se minha suspeita se confirmar — digo e vejo eles se começarem a escalar.

Realmente eles eram mais rápidos que os outros, mas mesmo a velocidade deles não mudava o padrão de altura da parede, em 30 segundos subiram sete metros, com um minuto de escalada o compartimento se abre derramando lava na direção do Nico e por pouco ele não conseguiu sair da tragetoria, noto que ele fez um careta de dor ao sair da tragetoria da lava. Quando o compartimento se fecha entendo o porque, uma gota de lava deve ter tocado a pele dele pois dava para ver uma queimadura de uns sete centimentros no seu braço direito, mesmo assim ele continuou a subir ignorando a dor. Faltava apenas um metros para chegarem ao topo quando a sirene tocou avisando que não conseguiram quebrar o recorde, mas eles chegaram ao topo. Vejo-os descer pelos cabos e vou até Nico e digo

– Você está bem? — pergunto vendo o ferimento sangrando

– Estou, foi pior o ferimento da górgona que me atacou em Vermont — ele diz me tranquilizando e vejo Jhon se aproximar dizendo

– Mandaram bem, por pouco não quebraram o recorde

Ele diz cumprimentando Jason com um aperto de mão e em seguida Nico e com isso percebi a verdadeira intenção do Jhon, pois o ferimento do Nico já estava cicatrizando de uma forma impressionante e o Nico não percebe. Quando já está completamente cicatrizado Jhon diz

– Vou falar com os outros — diz dando um leve tapa onde estava a queimadura e Nico recua um pouco o braço para evitar o contato dizendo assustado

– Cuida... — ele mesmo se interrompe vendo que o braço estava curado — Obrigado Jhon!

Jhon simplesmente dá de ombros e se afasta

– Ele não tem jeito — digo rindo da reação do Jhon

– É a nossa vez — Clarisse indo prender o cabo de segurança

– Boa sorte Su! — diz Nico e vai se sentar com os outros

Me aproximo e um semideus me ajuda com os cabos e o escuto dizer

– Nervosa com a escalada? — só então percebi que era o Michael

– Não, a palavra certa é apavorada — digo com um pouco de medo do que pode acontecer

– Você vai se sair bem! — ele diz me olhando — E quanto a conversa que você me deve pode ser depois que terminar a atividade?

– É claro, se eu sobreviver a isso — digo olhando a parede

– Você já teve problemas maiores que essa parede — ele diz me olhando — Boa sorte!

– Valeu! Vou precisar — digo e me posiciono esperando o sinal

– Nem terminou a escalada e já estava marcando com o namoradinho — diz Clarisse em tom brincalhão

– Não enche Clarisse — digo, ela ri e em seguida ouvimos o sinal

Começamos a escalar o mais rápido que podíamos, não contava o tempo apenas me preocupava com a altura, quando alcançamos os sete metros de altura digo

– Trinta segundos Clarisse

Subíamos o mais rápido e estávamos perto do "tuneo" quando o compartimento estava começando a abrir, Clarisse entra primeiro e me estende a mão me ajudando a subir. Mas quando estava entrando um gota de lava pingou na minha perna abafei um grito, o ferimento foi pouco mais doia muito. Clarisse percebe minha cara de dor e olha o ferimento. A gota de lava pingo no meio da batata da perna e estava escorrendo até proximo ao tendão, mas Clarisse rasgou a manga do casaco e limpou a lava antes que me queimasse mais e ela diz

– Porque queria a gente aqui? — ela pergunta jogando a manga na "cachoeira" de lava na entrada

– Por causa disso — digo olhando uma porta de circuitos, ela se vira e diz

– O que você vai fazer? — ela pergunta desconfiada

– Isso aqui — digo abrindo a porta e mexendo nos circuitos, então sentimos toda a parede tremer forte e depois ir parando gradativamente, fecho a porta e em seguida a lava para

Olho para fora e como eu havia previsto, as peças moveis haviam parado, o compartimento da saida de lava fechado e se tremores. Era como se a parede tivesse parado no tempo e digo

– Temos que subir rápido, e se necessário, uma ajuda a outra — Clarisse assentiu

E começamos a escalar peça por peça, mas quanto mais alto subíamos maior era o espaçamento da peças. Chegamos em uma parte que era impossivel alcançar as peças, pois estavam a um metro e meios de distancia, a unica forma de alcançarmos era subir nas barras onde nossas mãos estavam nos dando apoio, mas se fizessemos iriamos cair já que entre elas e as proximas não havia apoio, então Clarisse diz irritada

– Não vamos conseguir a tempo — ela diz olhando as próximas peças, noto que havia uma que parecia uma barra de trapezio e tive um ideia

– Clarisse consegui me impulsionar até aquela barra? — pergunto e ela olha na mesma direção que eu

– Consigo, mas preciso me apoiar nessa barra que esta pisando — ela diz e eu assenti me pendurei na barra acima, ela se apoia enquanto eu apoiava o meus pes nas mãos dela, me segurava nas barras proximas como se fossem uma alavanca para me impulsionar para cima com a ajuda da Clarisse.

Com o impulso dela consigo subir a altura necessária para segurar a barra. Jogo minhas pernas pra cima e enrosco na barra, me deixando de cabeça para baixo, tento ao maximo ignorar a dor absurda que esse esforço estava causando no local da queimadura. Estico meus braços e digo

– Clarisse sobe e usa minhas mãos como apoio — e assim ela faz, admiro a coragem que a Clarisse tem — Fica de costas para parede, pega impulso e se lança pra cima.

Ela olha para as barras acima de mim e entende o que eu estava planejando. Segurando firme nas minhas mãos ela se lança para cima. Forço o meu corpo da cintura para cima subir junto para poder impulsona-la, ela prende as pernas na parte do parapeito do topo e me puxa para que eu consigo ficar de pé na barra, com isso dou um pulo e subo pela parede usando as mão dela de apoio. Me seguro no parapeito Clarisse sobe e me ajuda, em seguida toca o sinal de que o recorde foi quebrado. Descemos pelos cabos e todos vem nos cumprimentar, vejo Quiron se aproximar e diz

– A parede não fez com vocês o que fez com os outro, posso saber o porque? — ele pergunta e tive a impressão de que já sabia a resposta

– Porque eu alterei os comandos da parede — digo e me aproximo mancando e me apoio em uma mesa

– Isso foi trapaça — reclama Leo — Desse jeito até eu quebraria o recorde

– Pelo que eu saiba não burlei nenhuma regra como Quiron disse nada de poderes, nem itens magicos — digo e vejo Quiron dá um discreto sorriso de orgulho — Vocês que não souberam interpretar as regras

– Não é justo — disse Annabeth inconformada — Sempre pensei em mudar a programação da parede, mas nunca fiz achando ser contra as regras

– Acho que você pensou demais a respeito, devia ter confiado nos seus instinto e simplesmente ter feito — digo dando de ombros

– Não achem que conseguiram apenas por alterar a parede — diz Quiron nos olhando — Conseguiram pelo trabalho de vocês em conjunto, a confiança que tiveram uma na outra foi fundamental

– Devo admitir, que a estratégia para alcançar o topo foi excente — diz Annabeth

– Obrigada Annie, mas será que já posso ir? — pergunto olhando para o Quiron

– O que houve? — perguntou Nico — Não vai querer comemorar a vitória?

– Adoraria, mais minha perna da doendo muito — digo e Clarisse se lembra da queimadura

– Você realmente é louca — ela diz surpresa e ninguém entende — Como você fica pendurada pelas pernas, sendo que uma delas está queimada?

Nesse momento Annie, Nico, Percy, Quiron e Jhon olham minha perna. A queimadura que quase vinte e cinco centimentros, o ferimento estava escorrendo sangue devido ao esforço que fiz

– Não se surpreenda Clarisse — diz Jhon se aproximando — Loucura é o sobrenome dela

– Muito engraçado Jhon — digo seria — Agora me ajude a ir a casa grande

– Como é que se diz? — diz com um olhar brincalhão

– Agora! — respondo ríspida

– Acho que ele está esperando um por favor! — diz Annabeth

– Então que espere, se ele não quer me ajudar irei sozinha — digo começando a andar mancando, mas o ferimento sangrava mais a cada passo

– Deixa eu te ajudar — diz Nico ao ver que o ferimento estava piorando e passa o meu braço em volta do seu pescoço para poder me apoiar e vejo Jhon revirar os olhos

– Você realmente é uma cabeça dura — Jhon diz tocando o meu ombro e senti o ferimento cicatrizar — Se você tivesse sido mais educada isso teria acabado mais cedo

– E se você tivesse me ajudado na hora que pedi teria evitado esse desperdicio de tempo — rebato o comentario encarando-o, depois de alguns segundos acabamos rindo — Obrigado por me ajudar

– Quem além de mim ficou sem entender nada aqui? — pergunta Percy

– Eu — diz Nico nos olhando

– É que as vezes a gente briga apenas por brincadeira — digo ficando ao lado de Jhon

– Vocês estavam brincando que estavam brigando? — pergunta Nico

– Esattamente il Di Ângelo (Exatamente di Ângelo) — respondo

– Você fala italiano também — comenta Clarisse surpresa

– Sou decendente de italianos, o que esperavam? — pergunto ironica

– Ainda tem o latim e o grego antigo que ela já aprendeu — completa Annabeth, Clarisse ia falar algo mais me adianto

– Acho melhor eu ir andando, depois nos vemos — digo e começo a me afastar deles indo em direção ao meu lugar favorito do acampamento, a praia

Notas finais
E ai gente? O que acharam do capítulo? O que acham que irá acontecer nessa conversa da Su com o Mike? Comentem, amo saber o que estão achando da fic. Nos vemos nos reviews! Galera gostaria que me ajudassem a dar um presente de Natal a minha irmã Girl of Shadow dando uma passada na fic dela http://fanfiction.com.br/historia/574355/A_era_de_guerras_de_Emily_A_garota_das_Trevas/ Recadinho Natalino: Que nessa data o menino Jesus, estejam com vocês abençoando-os e protegendo-os sempre. Que nessa data especial, sua vida seja repleta de alegria, amor e esperança para você e sua família. Beijos e Feliz Natal!