Susan, a filha de um Vingador
35 O Primeiro Vingador
Notas iniciais
POV Steve
Tudo parece tão estranho para mim, ninguém além de mim sabe o quanto é estranho você dormir com o mundo de um jeito e acordar com ele de outro. Estava andando pelas ruas de Nova Iorque para tentar me adaptar e quem sabe compra um presente para a ruiva de olhos verdes que entrou na minha vida. Estava olhando em volta até que notei no meio da pista uma garota, ela parecia esta passando mal. Quando notei que o sinal estava prestes a abrir corri o mais rápido que pude para tira-la dali. Quando já estava próximo o sinal abre e um carro em alta velocidade foi na direção da garota, mas cheguei a tempo de tira-la da tragetoria do carro. Depois que caímos no chão ouço um gemido de dor vindo da garota que eu acabara de salvar. ponho minha mão no seu ombro direito fazendo-a ficar de costas no chão. Ela abre os olhos ainda atordoada com o que estava acontecendo
– Você está bem? — pergunto olhando-a
– Tirando a minha tontura, a fraqueza e o meu braço esquerdo machucado estou fantástica — ela responde se sentando — Obrigado por ter me ajudado
– Não precisa me agradecer — falo me levando e oferecendo a mão para ajuda-la
– Preciso sim — ela diz segurando minha mão e eu a puxo para que se levantasse — Se não fosse por você, um braço ralado seria o menor dos meus problemas
– Acho melhor irmos ao pronto socorro cuidar desse braço — digo querendo tirar o foco da conversa de mim
– Não há necessidade, foram apenas arranhões — ela disse após olhar o braço
– Precisa sim, esses arranhões podem inflamar e se tornar algo pior — falo e ela revira os olhos
– Vou ficar bem, mas não posso falar a mesma coisa das minhas compras — ela fala olhando as bolsas esmagadas pelos veículos no meio da pista
– Façamos um acordo, deixe-me levar ao pronto socorro e te ajudo a refazer as compras — falo e ela me olha
– Você não vai mudar de ideia, não é? — ela fala me olhando
– Não — afirmo e ela concorda a contra gosto
Andamos um pouco pelas ruas movimentadas da cidade indo em direção ao pronto socorro mais próximo. Estávamos em silêncio até que ela o quebra
– Posso saber o nome do meu herói? — ela fala com um pouco de sarcasmo e dei um sorriso de lado
– Steve Rogers — respondo e pergunto irônico — Posso saber o nome da quase vitima?
– Susan Agostini — ela respondeu após rir baixo e estendeu a mão para me cumprimentar
Segurei sua mão e depositei um beijo sobre ela, deixando-a surpresa
– Que cavalheiro — ela fala me olhando — Qualidade rara hoje em dia
– Obrigado — agradeço meio sem graça — Vamos o pronto socorro é logo ali
Andamos alguns metro e entramos, as enfermeiras apenas limparam os arranhões do braço dela e fizeram um rápido exame, ficamos em silencio enquanto esperávamos o medico voltar com os resultados
– Não acredito que você me fez fazer isso — ela resmunga prendendo o cabelo em um coque frouxo
– Você não quer saber o motivo do seu mal estar? — pergunto olhando-a
– Sinceramente não — ela responde direta — Seja o que for não é nada demais
– Mas eu quero — rebato e ela me olha surpresa
– Porque se importa tanto, se nós nem nos conhecemos? — ela pergunta e fico pensativo
– Eu não sei, apenas me importo — respondo sinceramente e ela desvia o olhar
Antes que eu pudesse falar alguma coisa o medico entra com os resultados.
– Bom dia senhorita Agostini, Sr. Rogers — o medico fala entrando sala
– Bom dia! — respondemos em uni som
– Podemos ser breves, preciso fazer umas compras e volta antes do meio dia — ela fala direta
– Iremos espera o resultado — falo olhando-a
– Vamos? — ela pergunta
– Vamos — afirmo e ela encosta na cadeira ficando de costas para gente
– Está tudo bem Sr. Rogers — o medico fala me olhando — Além do mais, o resultados já estão aqui
Vejo-a erguer as mãos e murmurar alguma coisa que não conseguir entender, balancei a cabeça negativamente e me sentei na cadeira ao lado dela. E o medico sentou do outro lado da mesa, abriu a pasta em suas mãos.
– De acordo com os exames ela está com os niveis de ferro e de zinco baixos — o medico fala
– O que isso quer dizer exatamente? — pergunto olhando-o
– Ele está dizendo que estou com anemia — ela responde — Vou ter que tomar um medicamento para aumentar esse niveis e comer coisas ricas nesses nutrientes
– Como sabe? — o medico perguntou
– Fiz um trabalho sobre isso há alguns anos — ela responde dando de ombros — Posso ir?
– Pode, mas aproveitando que você vai fazer compras compre isto — o medico fala entregando um papel com o nome escrito, provavelmente o nome do medicamento
– Obrigado — ela fala se levantando, pegando o papel e indo em direção a saída
Agradeci rapidamente o medico e a segui. Ela andava pelos corredores do hospital a passos rápidos
– Vai tirar alguém da forca? — pergunto seguindo-a agora ao seu lado
– Eu quero fugir da minha — ela fala me deixado confuso
– Como assim? — pergunto e ela responde olhando o horário na tela do celular
– Se eu não voltar até o meio dia meus amigos vão ficar preocupados — ela responde
– Como eu disse vou te ajudar com as compras, mas antes precisa comprar esse remédio — falo e ela bufou
– Dá pra parar? — ela pergunta parando a minha frente — Você não é o meu pai
– Tenho idade para ser seu avô — falo e ela ri com ironia
– Você deve ter o que? — ela fala me olhando — vinte e cinco anos, como poderia ter idade para ser meu avô?
– Vamos comprar o remédio, que eu explico — falo e ela assentiu
– Vou porque quero ouvir a sua história Rogers — ela fala voltando a caminhar
Contei a ela toda a minha história, não sei explicar o que aconteceu. Tudo conseguia entender era que sentia que podia confiar nela. Apesar de conhece-la no máximo uma hora, parecia que a conhecia a mais tempo. Depois que compramos o remédio, fomos comprar o que ela precisava. Durante o tempo que estávamos comprando as coisas continuei a conta-la sobre tudo que aconteceu. Quando terminei esperava que ela se afastasse me chamando de louco ou coisa assim, mas tudo que ela disse foi
– Nossa, como está sendo se adaptar a essa nova era? — ela pergunta curiosa
– Meio complicado no começo, mas estou tendo ajuda — respondo e pergunto — Você está acreditando no que te contei?
– Claro, porque não acreditaria? — ela fala me olhando
– Achei que você pensaria que sou louco — falo sem olha-la
– Se eu contar a minha história, seria você a pensar que eu estou louca — ela fala com sarcasmo
– E qual é a sua história? — pergunto curioso
– Quem sabe outro dia — ela fala — Agora tenho que fazer uma coisa por você
– Por mim? — pergunto surpresa
– Sim, eu percebi um brilho diferente nos seus olhos quando falou que estava recebendo ajuda para se adaptar — ela fala — Então ela deve ser uma pessoa bastante especial
– Como sabe que é ela? — pergunto intrigado
– Não insulte a minha inteligencia Rogers — ela fala — Então me responde
– O nome dela é Natasha — respondo lembrando da minha ruivinha — Estou namorando com ela há algumas semanas
– Já sei como te ajudar — ela fala segurando o meu pulso e sai praticamente me arrastando pelas ruas da cidade
– Como assim me ajudar? — pergunto sem entender nada
– Vamos comprar um presente para ela — Susan responde simplesmente quando paramos em frente a joalheria — Me diz como ela é
– Bonita, inteligente, determinada, confiante, mas porque me perguntou isso? — pergunto olhando-a
– Cor dos olhos? — ela pergunta olhando as joias da vitrine e ignorando a minha pergunta
– Verdes — respondo automaticamente
– Achei o presente perfeito para ela — Susan diz me arrastando para dentro da joalheria me mostrando o colar e um par de brincos ambos de esmeralda
– São lindos — digo olhando as peças — Mas não é exagerando dar isso agora, estamos apenas começando um relacionamento
– O que sente por ela? — Susan pergunta me olhando
– Eu a amo, de uma forma que pensei jamais ser possível — respondo olhando-a de volta — Sinto que ela é a mulher certa para mim
– O que pretende com ela? — Susan pergunta de novo
– Quero te-la ao meu lado todos, os dias, constituir família com ela — respondo sem entender onde a Susan queria chegar
– Ótimo — ela responde sorrindo como se estivesse satisfeita com a resposta e se vira apara a balconista — Vou levar esse
– Claro senhorita — a balconista diz sorrindo tirando as peças do vitrine, indo coloca-las numa caixa de joias
– Pode me explicar o que está fazendo? — pergunto desistindo de entende-la
– Parte do seu cérebro ainda deve está congelado Rogers — ela fala me olhando e a balconista entrega uma bolsa com as joias e a Susan entrega o cartão
– Obrigada, tenham um bom dia — a balconista falou ao devolver o cartão
– Guarde isso com você — ela fala me entregando a bolsa com as joias — Dê de presente em um momento muito especial para ambos
– Não posso aceitar — falo sem pegar a bolsa
– Porque não? — ela pergunta cruzando os braços
– Não tenho como... — ela me interrompe
– Uma vida vale muito mais que essa joia e você salvou a minha vida — ela fala me olhando — Isso é o minimo que posso fazer, por favor aceite
Ela insistiu e ficou me encarando vi que ela não mudaria de ideia, então aceitei
– Obrigado — falo e ela sorri
– Sou quem devo agradecer, agora eu preciso ir antes que meus amigos surtem — ela fala pegando as outras bolsas que estavam em minhas mãos — Tchau Rogers
– Tchau Susan — falo e vejo-a ir ao um ponto de táxi
Tenho a impressão que não é a ultima vez que verei essa garota.
POV Susan
Entrei no táxi e pedi que me levasse o mais rápido possível a colina meio sangue. Assim que chegamos, eu paguei e sai. Comecei a subir a colina o mais rápido que pude, quando estava chegando na entrada do acampamento vejo Nico encostado na entrada, ele parecia preocupado. Ele estava tão distraído em seus próprios pensamentos quando me aproximei.
– Pode me ajudar ou esta difícil? — pergunto e rapidamente ele me olha
– Você demorou — ele falou vindo na minha direção — Fiquei preocupado
– Tive um imprevisto — falei quando ele estava pegando parte das bolsas e ele viu os arranhões em meu braço
– O que foi isso? — ele pergunta preocupado
– Nada com que deva se preocupar — digo tentando me afasta e ele me segura pelo braço
– Como isso aconteceu? — pergunta ainda me olhando
– Eu tropecei e acabei arranhando meu braço na parede — minto esperando que ele acredite
– Se isso realmente fosse verdade os arranhões estariam na horizontal não na vertical — Nico fala me olhando — Me fala a verdade Su
– Um cara quase me atropelou, mas me empurraram me tirando do caminho — respondo sinceramente — Durante a queda ralei o braço nos asfalto, satisfeito?
– Eu disse que não deveria ter ido sozinha — ele fala
– Nico, por favor não começa — peço olhando-o — Ainda tenho uma festa para organizar, sem que o Jhon desconfie
– Está bem, mas depois vai me explicar exatamente o que aconteceu — Nico fala como se fosse uma ordem
– Como queira — digo entrando no acampamento
Ando direto para a casa grande, no meio do caminho vejo o Connor conversando com alguns irmãos. Sem parar de andar peguei a bolsa que estava o MP3 amarrei as alças da bolsa plastica
– Connor — falo auto o suficiente para que ele me olhe e joguei o bolsa para ele
– Valeu — ele fala ao sair correndo dos irmãos que queriam a todo custo ver o que tinha na bolsa
– O que foi isso? — Nico pergunta
– Pagamento — respondo simplesmente
No caminho passei pelo chalé de Dionísio, bati na porta e Stefany abre
– Está aqui tudo que vão precisar — falo e ela assentiu
– Vamos levar para o anfiteatro antes do almoço — Stefany fala me olhando — Depois do almoço a gente começa a arrumar tudo
– Está bem, assim que der eu passo lá para ajudar — digo entregando as bolsas, menos a do remédio — Até mais
– Até — ela falou fechando a porta e comecei a andar em direção a casa grande acompanhada pelo Nico
– O que vai fazer agora? — ele pergunta
– Tomar um banho, ir almoçar e depois arrumar a festa — respondo normalmente — Lembra o que tem que fazer?
– Distrair o Jhon e te ajudar com o bolo — respondeu automaticamente — Quando eu tiver te ajudando com o bolo outra pessoa vai distrai-lo
– Ótimo — digo e sinto minhas pernas fraquejarem, me fazendo perder o equilíbrio
– O que aconteceu Su? — ele pergunta me olhando com preocupação
– Só uma tontura, nada de mais — falo tentando convence-lo tanto quanto a mim mesma — Preciso ir a casa grande
– Eu te acompanho até lá — Nico fala e eu assenti
Fomos andando até chegar a casa grande, assim que cheguei fui direto para a cozinha peguei um copo d'água e tomei o remédio. Espero que esse mal estar termine logo.
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