Susan, a filha de um Vingador
30 O Presente de Atena
Notas iniciais
Ainda estava estática no lugar, era impressionante a semelhança que a Annabeth tem com a mãe, era possível ver de longe que elas são membro da mesma família
– Abaixe a espada — Atena diz olhando-me — Não lhe farei mal
– O que a senhora está fazendo aqui? — digo após me ajoelhar perante a deusa da sabedoria
– Levante-se Susan — ela diz dando uns passos a frente — Vi apenas conversar com você
– Comigo? — pergunto me levantando — Porque?
– Desde o primeiro dia que chegou ao acampamento, chamou a atenção de todos os deuses — ela diz me olhando — Todas as suas oferendas são puras, mesmo que esteja em situações difíceis nunca pediu nossa ajuda, isso realmente é interessante
– Interessante como, senhora? — pergunta curiosa
– Até mesmo os semideuses sempre nos pedem auxilio e em suas oferendas pedem algo em troca — ela explica — Mas você, nunca nos pediu nada, suas oferendas são puras mesmo depois as bençãos e dos presentes que recebeu
– E por isso veio falar comigo? — pergunto olhando-a
– Queria conhecer a humana que conseguiu impressionar todos os olimpianos — ela responde e dá um pequeno suspiro — Não posso agir diretamente para ajuda-la, então darei um presente
– Presente? — pergunto vendo-a andar devagar em minha direção, conseguia sentir a magia que vinha dela
– Dei-me sua espada — ela diz estendendo a mão e assim o faço, depositando em suas mãos a minha espada
Logo vejo um brilho em torno da minha espada, ela parecia mais resistente e mais afiada, parecia um tanto ameaçadora. Quando o brilho se desfaz ela me devolve a espada dizendo
– Você a levará a todo lugar — ela diz e pego a espada novamente, mas ela some ao chegar em minhas mãos olho um pouco assustada — Ela reaparecerá em suas mãos quando você quiser
– Obrigada senhora — digo curvando-me levemente
– Te presentearia com minha benção, mas não acredito que precise dela — ela diz enquanto eu a olhava — Vi suas excelentes estrategias no capture a bandeira e na parede de escalada
– Não sei o que dizer senhora — digo desviando o meu olhar levemente para o chão
– Não precisa dizer nada — ela diz me olhando — Você herdou a inteligencia do seu pai
– Meu pai? — pergunto surpresa — Senhora sei que prometi a minha tia esperar, mas não acredito que perguntar como o meu pai está eu quebre a promessa que fiz
– Não, não quebraria — ela diz com um sorriso de lado — Creio que já tenha a resposta para essa pergunta, mas não sabe
– Como eu teria essa resposta se eu nem mesmo o conheço? — comento olhando-a
– Você irá entender um dia — ela diz sorrindo então ouvimos um raio que me assustou com o grande estrondo — Saiba que se Hades não se tornasse seu protetor eu teria feito
Antes que eu pudesse dizer algo ela sai por onde veio, dou um passo a frente, mas desisto de ir atrás dela. Pego as bolsas novamente e vou em direção ao nosso acampamento. Faltava alguns metros para chegar mais era possível ouvir os gritos deles
– Você é louco Nico? — Michael estava gritando — Como você pode deixar ela ir para cidade sozinha?
– Eu não sou louco — Nico grita de volta totalmente irritado enquanto o Jhon estava sentado olhando-os brigar — Eu disse que se ela não voltasse em uma hora iria atrás dela
– A quanto tempo ela saiu? — Michael perguntou e Nico olhou o relógio
– Há uma hora e dez — Nico disse pegando a espada — Vou atrás dela
Michael já iria protesta, mas apareço dizendo
– Não precisa, já cheguei — digo saindo dos arbustos
– Ótimo, estou morrendo de fome — Jhon diz se levantando e indo pegar os utensílios na mochila
– Você demorou — Michael fala me olhando enquanto ia para perto da fogueira tirando a panela com água quente — Ficamos preocupados
– Eles ficaram — diz Jhon se aproximando de mim, me ajudando a tirar as coisas das bolsas
– Onde está sua espada? — Nico pergunta me olhando, dou um suspiro e me levanto
Me concentro na espada desejando que ela aparecesse, vou fechando lentamente minha mão em punho, sinto o ar se solidificando em minha mão. Em segundos a espada estava de volta
– Essa aqui? — pergunto ironicamente
– Como você fez isso? — Michael pergunta surpreso
– Foi um presente — respondo abrindo a mão e a espada desaparece
– De quem? — Nico pergunta
– Atena — respondo voltando a prepara as coisas — Estava conversando com ela antes de vim para cá
– Atena veio falar com você? — Jhon perguntou
– Veio, agora vamos comer logo que em duas horas precisamos está na cidade — digo querendo mudar de assunto — Consegui um lugar para tomarmos banho
Eles assentiram e começamos a comer. Eu fui a primeira a terminar de comer e digo
– Jhon? — ele me olha — Onde estão os desenhos dela?
– Em uma pasta — ele diz e toma um gole de café — Dentro da minha mochila
Me levanto e vou até a mochila dele, abro e pego a pasta com os desenhos e me sento no chão. Olho cada desenho, procurando algum detalhe incomum nas imagens além da garota, estava olhando os desenhos quando ouvi a voz do Michael
– Fiquei preocupado quando não te vi na sua barraca quando acordei — ele se senta ao meu lado e senti preocupação em sua voz
– Não é comigo que deveria se preocupar — sussurro sem desvia o meu olhar dos desenhos
– O que? — ele fala me olhando e percebeu que não estava prestando muita atenção nele — Enquanto você estava na cidade, matei um crocodilo e vendi o coro para uma fabrica de bolsas
– Que legal, meus parabéns — digo olhando os desenhos
– Você não está me ouvindo, não é? — ele diz rindo baixo
– Estou sim — digo trocando o desenho — Você disse que matou um crocodilo e vendeu o coro para uma fabrica de bolsas
– E você acreditou nisso? — ele pergunta um pouco surpreso
– Eu estou em Paris com três semideuses, acabei de receber um presente de Atena — digo olhando-o — Não duvido de mais nada
– Você não tem jeito — ele diz sorrindo e balançando a cabeça negativamente
Voltei a olhar os desenhos atentamente e notei que algumas cenas pareciam repetitivas. Ela em sentada lendo em uma mesa do lado de fora de um restaurante, em algumas imagem o angulo mudava e consequentemente o cenário, que dava pontos de referencia a esse restaurante. Sou tirada dos meus pensamentos pela voz do Jhon
– Alguém tem alguma ideia de como vamos encontra-la? — Jhon pergunta
– Me diz você lider — Michael responde ironizando
– Não enche Michael — Jhon fala se irritando
– Sabem o que eu mais gosto nos desenhos do Jhon? — pergunto chamando a atenção deles sem desviar meu olhar dos desenhos
– O que? — Nico pergunta
– A riqueza de detalhes — digo e entrego um desenho a cada um, incluindo o Jhon
– Esses desenhos nos mostra a aparência dela — Nico diz — Então já sabemos como ela é
– Mais a questão aqui é outra — Jhon fala — Como vamos encontra-la?
– O que tem em incomum nessas imagens? — pergunto e eles começam a olhar os desenhos
– O local onde ela está é o mesmo — Nico responde
– Exatamente — digo com um pequeno sorriso
– Já sabemos que tem um lugar que ela costuma frequentar — disse Michael me olhando
– E o horário — digo e eles me olham confusos — Olhem no pulso dela
– O relógio dela marca 12h e 15min — Jhon responde, já sabendo onde eu queria chegar
– Que tal um almoço nesse restaurante — digo olhando-os — É por minha conta
– Eu topo — disse Jhon todos assentiram e fomos desmontar nosso acampamento
Arrumamos tudo e fomos em direção da cidade com nossas mochilas, eram quase dez horas quando chegamos a pequena pensão, onde mais cedo havia alugado um quartos apenas para guardar nossas coisas. Entramos no quarto e peguei a umas das bolsas com roupas que trouxe mais cedo.
– O que tem nessas bolsas? — Jhon pergunta intrigado
– Roupas mais quentes do que as que trouxemos — digo normalmente — Comprei quando estava na cidade hoje cedo
– Onde conseguiu dinheiro para isso? — Michael pergunta surpreso
– Transferi dez mil para uma conta num banco parisiense antes de sairmos do acampamento — digo olhando as bolsas para saber qual era de cada um
– Dez mil? — Mike e Nico perguntaram ao mesmo tempo
– É, acho bom a gente se arrumar logo ou perdemos a chance de encontra-la ainda hoje — digo entregando as bolsas correspondente a cada um
Pego a bolsa que estava com as roupas que eu usaria e fui em direção ao banheiro no fim do corredor. O dia estava um pouco frio então tomei um bom banho quente, me vesti, me arrumei e voltei para o quarto colocando a roupa suja dentro de uma bolsa plastica. Assim que entrei Jhon e Michael se levantaram correndo em direção a porta sai do caminho evitando de ser arrastada por eles
– O que foi isso? — pergunto ao fato deles estarem agindo como loucos
– Ambos querem garanti a água quente — Nico responde dando de ombros
– E você não? — pergunto colocando as coisas na mala
– Para mim tanto faz — ele diz dando de ombros — Quem você acha que vai ganhar?
– Jhon — respondo convicta
– Como tem tanta certeza? — ele pergunta me olhando
– Conheço meu amigo — digo dando de ombros
– O Michael é bem rápido — ele diz me olhando
– Quer apostar? — pergunto arqueando um sobrancelha
– Dez dólares? — ele pergunta se levantando e vindo em minha direção
– Pode ser — digo dando de ombros
– Fechado — ele diz estendendo a mão e eu cumprimento de volta selando no acordo
Nico vai se sentar na cama, enquanto eu ia terminar de me arrumar, depois de alguns segundos a porta se abre e Michael entra falando
– Que saco! — Nico se joga na cama com a mão no rosto em frustração e eu ri baixo
– Eu não acredito nisso — a voz do Nico saiu abafada e eu sorri vitoriosa
– Eu disse — digo me aproximando dele com a mão estendida — Pode pagar
– O que está acontecendo? — Michael pergunta confuso
– Aposta de quem chegaria primeiro ao banheiro — Nico responde seco enquanto me pagava — E por sua culpa perdi dez dólares
– Você apostou que eu iria perder? — Michael diz me olhando
– Me desculpa, mas conheço o Jhon melhor do que ninguém — digo me aproximando dele — Sabia que ele faria algo para ganhar
– Realmente ele fez — digo Michael
– O que ele fez? — Nico pergunta
– Me deu uma rasteira e correu para o banheiro — Mike responde se sentando numa cadeira que tinha no quarto, nem Nico e nem eu seguramos a risada e ele diz irônico — Vai lá, podem rir que eu deixo
– Me desculpe Mike — digo ainda rindo me aproximando dele e ele me puxa fazendo-me senta em seu colo
– Desculpo com uma condição — diz com um sorriso malicioso
Nico se levanta incomodado, indo pegar as coisas na mochila dele, em poucos minutos a porta se abre e Jhon entra já arrumado, Nico se levanta o mais rápido possível em direção a porta.
– Espere ai, que é a minha vez — Mike diz e me levanto
– O problema não é meu — ele diz grosseiramente fechando a porta atrás de si com uma força desnecessária
– O que deu nele? — Jhon pergunta olhando na direção da porta
– Eu não sei — digo me sentando no colo do Michael novamente passando meus braços em torno do pescoço dele — A proposito, qual é a condição?
Ele passa os braços em torna da minha cintura aproximando nossos corpos com um sorriso malicioso nos lábios. Nossos rostos estavam próximos quando escutamos
– Pelos deuses! Ninguém merece ter que segurar vela — Jhon resmunga mexendo na mochila e eu afundo meu rosto na curva do pescoço do Mike rindo e ele também
– Ele cortou o clima, não foi? — Mike sussurra ainda rindo
– Com certeza — respondo me levantando de seu colo e indo em direção a cama
– Que droga Jhon! — Michael disse jogando uma almofada no Jhon que desvia facilmente
– Olha a agressão? — Jhon fala em tom brincalhão
– Chega, antes que vocês acabem quebrando alguma coisa no quarto — digo sentando na cama pegando meu celular e meus fones
Coloco meus fones, minutos se passam e a porta se abre. Nico entra terminando de colocar a jaqueta jeans preta que eu havia comprado e Michael sai indo para o banheiro se arrumar. Jhon fala alguma coisa com o Nico, mas não escutei devido aos fones, Jhon sai do quarto e Nico foi arrumar as coisas dele na mochila, só com o passar de vários minutos percebi que ele parecia procura algo, tirei meus fones escutei ele dizer
– Eu lembro que o coloquei aqui — ele falava com ele mesmo
– Está tudo bem Nico? — pergunto curiosa como sempre
– Está, é que não estou achando o MP3 que você me deu — ele diz procurando na mochila — Tenho certeza que coloquei aqui
– E colocou — digo começando a mexer na minha mochila e ele me olha — Mas o Connor e Travis tiraram
– Eu mato esses dois — Nico fala um pouco irritado
– Não precisa — digo procurando o MP3 — Eles me devolveram ontem a noite antes de sairmos
– Como sabia que eles haviam pego? — Nico pergunta se sentando ao meu lado na cama
– Não sabia, mas meu celular havia sumido e presumi que não teria sido a unica coisa que eles teriam pego — digo tirando o MP3 da mochila e enganchado nos fones veio o panfleto que a Adrielly me deu
– O que é isso? — pergunta se referindo ao panfleto — Acho que já vi isso antes
– Não é nada — digo tirando o papel do meio dos fones e colocando-o na mochila novamente, mas ele se lembrou o que era
– É o panfleto da caçada, não é? — ele afirma mais do que pergunta — Su, me diz que você não vai virá uma caçadora?
– Nico eu ter recebido isso não significa que eu vá me tornar uma caçadora — digo calma, mas vi desespero em seu olhar
– Promete? — ele diz me olhando com um pouco de desespero
– Prometo — digo e vejo-o se acalmar um pouco — Porque ficou tão nervoso com isso?
– Eu perdi a Bianca quando ela se tornou caçadora de Ártemis — ele diz me olhando — Não quero te perder da mesma forma
– Você realmente acha que vai se livrar de mim assim tão fácil? — pergunto ironicamente para alivia a tensão que estava ali e ele ri — Ainda vou encher muito a sua paciência, meu caro
– Acho bom — ele diz sorrindo e me dá um abraço e escutamos a porta bate e desfizemos o abraço assustados
– Desculpe, interrompi alguma coisa? — Mike diz tentando controlar a irritação, sem muito sucesso
– Michael deixa de ser ciumento porque não está acontecendo nada demais — digo olhando-o
– E como quer que eu me sinta? — ele fala possesso de raiva — Entro e vejo minha namorada abraçada com outro cara
Ouvi aquilo calada apesar de está a ponto de explodir e se acontecesse não terminaria bem e também irritado como ele estava tudo que eu fizesse seria em vão, não suporto que tentem mandar na minha vida, mas me controlei. Mas o Nico não pensava da mesma forma e se levanta irritado
– Cuidado com o que você fala da Susan, Michael — Nico praticamente grita — Ela não é como você que brinca com os sentimento dos outros sem se importar com as consequências
– Eu não sou mais assim — Michael responde no mesmo tom
– Eu sei porque se fosse eu mesmo... — Nico fala, mas Michael interrompe
– Me mataria? — Michael pergunta com certa ironia — Então entra na fila, o Jhon está na espera a mais tempo
– Que historia é essa? — pergunto me levantando da cama irritada — Era só o que faltava, o Jhon e o Nico querendo controlar a minha vida
– O que foi? — Jhon perguntou ao ver a forma que eu o olhava assim que entrou no quarto
– Nada, peguem suas armas e vamos logo para o restaurante — digo irritada pegando uma bolsa e colocando a carteira com o cartão do banco, os documentos e o celular
Saio do quarto a passos firmes sem espera-los, fui direto para recepção onde falei com a dona do estabelecimento que eu e meus amigos almoçaríamos fora, ela apenas concordou. Depois de algum tempo na recepção vejo o Nico, Jhon e Mike andando em minha direção todos estavam com suas armas, mas vi uma imagem tremeluzir. As aljavas pareciam mochilas e a espada um chaveiro, impressionante o poder da nevoa nos humanos normais, eles pareciam terem conversado e se acalmado
– Su eu... a gente... — Mike tentava formular uma desculpa, mas eu o impeço
– Vamos para o restaurante, antes que seja tarde — digo séria e começo a andar até a saída
Faço todo percurso em silêncio sendo acompanhada por eles, quando chegamos perto do banco eu digo
– Fiquem por perto, vou dar uma passada no banco e já volto — digo sem olha-los e atravesso a rua
O banco estava praticamente vazio, exceto pelos seguranças e a funcionaria que ajudava um idoso no queche eletrônico. Abro a bolsa e tiro a carteira que tinha o cartão, ao tira-lo ouço a porta giratória e sinto novamente aquele aperto no coração e já sabia quem havia entrado, ignoro e ponho o cartão no queche seguindo os procedimentos para a retirada do dinheiro. Senti a aproximação dele e digo
– Eu disse que não iria demora — sem olha-lo, apertando mais um botão do queche
– Su, me escuta por favor! — ele fala quase implorando
– Pode falar estou ouvindo — digo sem olha-lo colocando a senha, então sinto os braços dele envolverem minha cintura
– Me perdoa, não tive a intensão de te ofender, eu falei aqui porque estava com raiva — ele fala me abraçando — Não desconfie de você, só não gosto da forma que o Nico te olha
– Eu já disse que nunca aconteceu nada — falei com a maior convicção possível, mesmo sabendo que era mentira — Então não há necessidade de ter crise de ciume
– Eu sei — ele diz e da um beijo no meu ombro — Me desculpe amor
Ouvindo aquilo parei o que estava fazendo e me viro para ele com os olhos arregalados
– O que você disse? — pergunto surpresa
– Me desculpe — respondeu simplesmente
– Não foi isso que eu quis dizer — digo revirando os olhos — Do que você me chamou?
– Amor — ele diz um pouco sem jeito e acabei rindo — Me perdoa, por favor
– Está bem, eu te perdoo — apenas dessa vez ignorei o Mike me fez devido ao que irá acontecer, ele sorri, dou um pequeno suspiro e digo — Espero que isso não se repita Mike, não vou deixar de falar com meus amigos por sua causa
– E não espero que faça — ele me dá um selinho — Já terminou?
– Só falta uma coisa — digo apertando o botão para confirmar a ação e em segundos o dinheiro sai — Pronto, agora podemos ir
Guardo o dinheiro na bolsa, Michael segura minha mão e andamos até a saída do banco.
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