Susan, a filha de um Vingador
51 Desmaio Anormal
Notas iniciais
POV Clint
Depois de arrumarmos toda a cozinha, fomos para a sala, sentamo-nos no sofá e começamos a assistir a TV
– Acho melhor avisar a SHIELD onde estamos — Natasha falou me olhando
– Espera, se eles vierem vão saber de mim — Susan falou um pouco preocupada
– Eles não precisam saber, porque vamos dizer exatamente o que aconteceu — falei olhando-a e essa frase parece tê-la deixado, mais nervosa ainda, então completo — Nós fomos abatidos e caminhamos nos escondendo pela cidade, no meio da noite você nos encontrou na rua, teve pena de nós e nos abrigou e só agora que você saiu de casa podemos entrar em contato com eles
– Será que eles irão acreditar? — Susan pergunta um pouco aliviada com a nova versão
– Eles não duvidariam das palavras dos melhores agentes de elite da SHIELD — Natasha fala convicta
– Se vocês dizem — ela diz se levantando e indo pegar as chaves do carro
– O que vai fazer? — perguntei unindo das sobrancelhas em claro sinal de confusão
– Vou sair, podem usar o telefone para entra em contato com a SHIELD — Susan responde caminhando até a porta
– É serio isso? — Natasha perguntou olhando-a incrédula pela reação dela
– É claro — ela diz pegando o casaco o dia estava um pouco nublado — Vocês tem idade para ficarem em casa sozinhos, não é?
– Muito engraçada — retruco e ela ri pondo o casaco
– Comportem-se crianças — ela diz fechando a porta quando passou
– Dá para acreditar? — Natasha perguntou me olhando
– Não, não dá — respondo balançando a cabeça levemente — Faz muito tempo que não me sinto assim
– Assim como? — Natasha pergunta me olhando
– Livre — respondo sinceramente — Sem ter que me preocupar com o que fiz ou vou fazer
– Estou exatamente dessa forma — Natasha falou acomodando-se melhor no sofá — De alguma forma ela transmite essa sensação de tranquilidade para a gente
– Eu percebi que ela era diferente quando ela decidiu abrigar dois completos estranhos que estavam machucados — falo olhando-a
– Depois que ela me ajudou a ir ao quarto, ela insistiu em me ajudar a andar — Natasha falou me olhando — Perguntei a ela porque ela se preocupava, sem nem nos conhecíamos, sabe qual foi a resposta dela?
– Não — respondo sinceramente
– Que nós eramos responsabilidade dela — Natasha disse me deixando surpreso — A partir do momento que ela nos encontrou, que decidiu nos ajudar, nos abriga, nós nos tornamos responsabilidade dela
– Ela disse isso? — perguntei olhando-a
– Disse, fiquei tão surpresa quanto você está agora — Natasha falou pegando o controle
– Eu vou ligar para a SHIELD — digo me levantando e indo pegar o meu celular e digitei diretamente o número da sala do Fury
– Quem está falando?– Fury disse ao atender, meigo igualzinho a coice de cavalo
– Agente Barton, senhor — respondo sério
– Agente Barton, o que aconteceu?– Fury exigiu falando firme
– Nós concluímos a missão, quando estávamos voltando nosso quinjet foi atingido por um míssil terra A, caímos em um terreno, mas saímos antes que alguém chegasse para ver o que estava acontecendo — olhei para Natasha e ela assentiu me dando apoio
– Porque não entrou em contato antes Barton?– Fury falou sério
– Porque ficamos nos escondendo durante o dia, meu ombro estava deslocado e o pé da agente Romanoff torcido, não tínhamos condições de lutar — digo cada palavra sem hesitar — Durante a noite quando tentávamos encontrar uma forma de entrar em contato, uma garota encontrou a gente...
– Que garota?– Fury perguntou
– Não fala sobre a Susan — Natasha sussurrou deduzindo o que o Fury dissera
– É uma civil, nos viu machucados e nos abrigou na casa dela, chamou a vizinha que era enfermeira para que tratasse nosso ferimentos — explico e Natasha assentiu
– Você estavam uniformizados?– Fury pergunta
– Estávamos — respondo simplesmente
– O que disseram a ela, sobre o que aconteceu?– Fury perguntou, as vezes acho que ele não sabe fazer outra coisa além de perguntar
– Dissemos que um motorista alcoolizado tentou nos atropelar, quando estávamos voltando de uma festa a fantasia — digo normalmente e Natasha sorri pela desculpa que havia dado
– Ótimo!– ele disse nada parecendo aliviado — Espero que não tenham me ligado com a garota em casa
– O que acha que somos? — pergunto indignado — Amadores?
– Mandarei alguém busca-los ainda hoje– ele disse ignorando minha pergunta
– Já sabe a nossa localização? — perguntei apesar de saber a resposta
– Sim, agente Barton– ele fala normalmente
– Estaremos esperando — afirmo e encerro a chamada
– Acha que ele engoliu? — Natasha perguntou me olhando
– Acredito que sim — digo me sentando novamente
Ficamos em silêncio, assistindo totalmente entediados, depois de quase três horas a Susan voltou com o humor de sempre
– Oi! — disse ao ve-la fechando a porta com os braços cheios de bolsas
– Olá crianças, se comportaram na minha ausência? — ela disse caminhando até a cozinha e Natasha me olhou incrédula
– Você bem que poderia parar de nos chamar assim — Natasha falou se levantando e indo até a cozinha
– Isso não vai dá certo — falo comigo mesmo e a sigo
– Qual o problema? — Susan pergunta colocando as bolsas sobre a mesa
– Não somo crianças — Natasha falou cruzando os braços
– Está bem — Susan falou tirando as compras de dentro das bolsa — Desculpem, não era minha intensão irrita-los
– Não se preocupe — digo me aproximando para ajuda-la — Se irritar é o passatempo favorito da Natasha
– O segundo, o primeiro é bater em gente que fica falando besteira — Natasha falou me fuzilando com o olhar
– E ainda reclama por que a chamei de criança — Susan comenta começando a guardar as coisas e eu ri
– Que pecado eu fiz para merecer isso? — Natasha perguntou a si mesma
– Quer a lista? — perguntei olhando-a e a Susan caiu na gargalhada
– Eu te mato — ela disse vindo em minha direção e me pus do outro lado da mesa — Volta aqui, Clint
– Natasha eu estou falando sério, para com isso! — digo rindo da reação dela, realmente dentro daquela casa parecíamos crianças
– Só vou parar quando te der no minimo um tapa — Natasha diz dando a volta na mesa e eu faço o mesmo na direção oposta
– EI! Nada de bagunça na minha cozinha — Susan falou se pondo entre nós
– Se ele ficar parado, não vou fazer bagunça — Natasha vem em minha direção e eu puxo a Susan para que ela fique em minha frente como um escudo humano
– Clint me solta — ela pediu, já entrando na brincadeira
– Você despertou a criança interior dela — digo caminhando de costas para nos afastarmos da Natasha — Então se eu apanhar você apanha junto
– Você só pode está brincando — Susan disse balançando a cabeça negativamente, Natasha veio em nossa direção e corremos para sala
– Isso é tudo culpa sua — Natasha falou correndo na direção dela
– Natasha, eu já pedi desculpa — Susan disse após ter pulado o sofá, ela é uma garota bem agiu
Mas não foi isso que me surpreendeu, mas o que a Susan fez. Ela correu em direção a escada sendo seguida pela Natasha, subiu alguns degraus, colocou a mão esquerda no corrimão, pegou impulso na parede e pulou sobre o corrimão, tocando perfeitamente o solo, sem perder o equilíbrio e se afastou da escada. Tanto a Natasha quanto eu ficamos surpresos, ela fez tudo com uma naturalidade impressionante, mas a expressão da Susan era de confusão.
POV Susan
De repente a Natasha e o Clint param e ficaram olhando para mim como se eu fosse um ser de outro planeta, então me toquei no que havia feito.
– O que foi gente? — perguntei me fazendo de desentendida
– Como você fez isso? — Natasha perguntou me olhando
– Eu estava em um acampamento há poucas semanas — digo como se não fosse nada — Acabei aprendendo
– Mas a precisão do que fez foi perfeita — Clint comenta
– Essa é a vantagem de aprender fácil e sabe as propriedades da física de cor — digo dando de ombros, um silêncio se instalou por alguns segundos — Acho... acho melhor eu ir fazer o almoço
Comecei a andar em direção a cozinha, mas no meio do caminho senti uma forte tontura e tive que me apoiar na parede para não cair, Natasha e Clint começam a se aproximar
– Su, você está bem? — Natasha pergunta se aproximando
– Estou... foi apenas uma tontura — era estranho, mas essa tontura não era como as que senti outras vezes, era como se um força sobrenatural estivesse me puxando
– Não, você não está — Clint disse me segurando antes que eu caísse
– Eu só... — não consegui resistir, fui consumida pela fraqueza e tudo escureceu
Sonho ON
O moreno estava voando com a nova armadura, que estava pintada em vermelho vivo e com detalhes dourados. Se eu estiver lendo as coordenadas corretamente ele está indo em direção ao Afeganistão, a todo o momento chagava noticias de que terroristas estavam a tacando uma determinada região. Ele estava se aproximando quando o imagem se aproximou mostrando que terroristas estavam prestes a fuzilar um pai de família. Ele pousou impedido que os terroristas matassem o civis.
Quando terminou de derrotar os terrorista ele foi atrás do armamento. Os destruiu e me retornou começou a fazer a viagem de volta. A imagem escureceu aos poucos, mas quando foi clareando a imagem não estava borrada como todas as vezes que sonhei com o moreno e o cenário do sonho estava diferente. Era uma especie de academia, com o piso de mármore negro polido e vi o Nico socando um saco de areia, ele parecia está com raiva, socava o saco como se quisesse fazer aquilo com alguém. Então um homem, alto magro, cabelos pretos entrou trazendo consigo duas espadas e eu reconheci a espada de ferro estígio do Nico, fiquei surpresa os olhos do homem pareciam muito com os do Nico
Então esse homem só podia ser Hades, ele o chamou e Nico parou de socar o saco de areia. E se aproximou do pai, que simplesmente jogou a espada para que Nico a pegasse e assim ele o fez, desembainhou a espada e ele começaram a treinar. Nico parecia lutar sem prestar atenção ao que estava fazendo e a cada vacilo, Hades desarmava o filho e o repreendia, Nico pegava a espada e voltava a treinar. Hades falou alguma coisa durante o treino que fez os olhos do Nico brilharem de ódio, ele começou a atacar o pai, o desarmou, chutou o tórax fazendo-o perder o equilíbrio e pós a espada próxima ao pescoço dele. Nico falou algo abaixando a espada e saiu
Sonho OFF
Acordei sentindo um forte cheiro de álcool, abri os olhos e pus a mão sobre o nariz
– Tira esse negocio de perto de mim — digo afastando a mão da Natasha
– Foi o jeito para te desperta do desmaio — Clint falou se sentando na poltrona ao lado do sofá — Você estava demorando a acordar
– Por quanto tempo eu apaguei? — perguntei sentindo um pouco de dor de cabeça
– Quase uma hora e meia — Natasha responde e eu a olho arregalando os olhos
– Uma hora e meia? — perguntei e ela assentiu
– Posso fazer uma pergunta? — Natasha perguntou me olhando
– Faça — falei me sentando no sofá, encolhendo as perna e ela também se sentou
– Você está com algum problema de saúde? — Natasha perguntou me olhando
– É apenas uma anemia, mas já estou medicada — digo olhando-a — Esse mal estar aconteceu porque esqueci de tomar o meu medicamento
– E onde ele está? — Clint perguntou
– Na gaveta do criado mudo a esquerda da minha cama — respondi olhando-o
– Eu vou pegar — ele disse se levantando e subiu a escada rapidamente
– Eu não entendo — disse e Natasha me olha esperando que eu continuasse — Porque estão fazendo isso?
– Você nos ajudou quando precisávamos e estamos fazendo o mesmo — ela responde me olhando
– Obrigada — disse dando um abraço nela, por um momento ela hesitou, mas retribuiu, então ouvimos o som de celular como o de uma foto sendo tirada e olhamos na direção do som
– Que lindo — Clint disse olhando a tela do celular
– Apaga essa foto Clint — Natasha falou olhando
– Porque a foto ficou linda — ele disse virando a tela para nós
– Se essa foto vazar ferrou para todo mundo — digo e ele me olha — E sei que entende do que estou falando
– Não vai acontecer — ele diz confiante
– E é melhor não arriscar — digo olhando-o e peço — Por favor, apaga essa foto
– Está bem — ele disse excluindo a foto e me monstra que o arquivo está excluído — Já apaguei
– Obrigado! — digo sorrindo
– Você precisa me dizer como fez isso — Natasha falou me olhando — Para eu consegui alguma coisa dele leva horas e você levou no minimo cinco minutos
– É um dom, não tem como ser ensinado — digo sorrindo, Clint ri e me entrega o remédio — Valeu!
– Vou pegar a água — Clint disse indo em direção a cozinha e voltou com o copo d'água
Tomei o remédio, coloquei o copo sobre a mesinha de centro e me estiquei para pegar o telefone e comecei rapidamente a digitar
– O que está fazendo? — Natasha perguntou
– Não vai dá tempo para fazer o almoço então eu vou pedir — digo levando o telefone ao ouvido
– Agostini's Buffet, bom dia!– Emilly atendeu atendeu
– Bom dia Emilly — digo normalmente — É a Susan
– Oh... Oi senhorita Agostini– ela disse um pouco nervosa - O que deseja?
– Pedir o almoço, alguns amigos da faculdade vão vim e não vou ter tempo de fazer o almoço — digo como se não fosse nada — E me chame de Susan
– E o que vai querer Susan?– Emilly falou e pude ouvir o barulho de papel
– Arroz branco, feijão tropeiro sem carne e estrogonofe de carne — digo normalmente — Peça para entregarem por favor!
– Está bem Susan! - Emilly disse ao telefone — Até mais
– Até! — digo encerrando a chamada e colocando o telefone de volta ao lugar
Ficamos ali sentados conversando apenas para passar o tempo até que o almoço chegasse. Quando o motoboy do Buffet chegou, abri a porta peguei a encomenda e fomos para a cozinha. Conversamos e eles me disseram que ainda hoje iriam embora, tenho certeza de que sentirei a falta deles
Fale com o autor