Susan, a filha de um Vingador
6 Conhecendo o Acampamento
Notas iniciais
Depois de poucos minutos e vejo aparecer alguns adolescentes que pareciam ser pouco anos mais velhos que nós
– Meus deuses, Nico — a garota loira diz se ajoelhando ao lado dele — Quem são vocês?
– Meu nome é Jhon e essa é a Susan — ele nos apresenta, a garota parece aliviada depois de alguns segundos percebemos Nico abrir os olhos
– Eu odeio quando isso acontece — diz Nico se sentando
– Você está bem Nico? — A garota pergunta
– Estou sim, foi apenas uma viagem cansativa — ele se levanta e nós o ajudamos — Já conheceram a Susan e o Jhon? — eles assentem e eu digo
– Mas ainda não sabemos que vocês são — digo olhando-os
– Eu sou Annabeth Chase, filha de Atena — diz a loira que estava ajoelhada ao lado de Nico
– Eu sou Percy Jackson, filho de Poseidon — diz o garoto de olhos verde mar
– Eu sou Clarisse La Rue, filha de Ares — diz uma garota morena, que usava um casaco com estampa militar
– Eu sou Chris Rodriguez, filho de Dionísio — diz um garoto, alto, de cabelos castanhos e olhos da mesma cor
– Eu sou Piper McLean, filha de Afrodite — diz uma garota, branca de cabelos castanhos e os olhos pareciam mudar de cor
– Eu sou Jason Grace, filho de Zeus — diz um garoto loiro de olhos azuis intensos
– Eu sou Leo Valdez, filho de Hefesto — diz um garoto moreno, com cabelo cachados e com as roupas manchadas de graxa
– Eu sou Calypso, filha de Atlas — diz uma garota de pele clara, usando uma calça e um blusa regata, que estava suja de terra
– É um prazer conhece-los — digo olhando-os
– E quais são seu parentescos divinos? — pergunta Annabeth
– Ela não tem parentesco divino e ele... — ele se interrompi e percebo todos olharem para Jhon.
E quando olho me surpreendo ao ver uma lira brilhando sobre sua cabeça, ele se vira, vê a lira e fica tão surpreso quanto eu, ao poucos a imagem desaparece e ele pergunta
– O que foi isso? — pergunta ainda um pouco assustado
– Você foi reconhecido pelo seu pai — diz Clarisse como se fosse a coisa mais obvia do mundo
– E quem ele é? — Jhon pergunta curioso
– Apolo, deus do sol, da medicina, da musica e da arte — responde Annabeth
– Isso explica o seu talento para desenho e a música — eu digo olhando-o
De repente vem uma ninfa da floresta e diz
– Desculpe atrapalhar a conversa mais o Sr. D quer conhecer os novos alunos
– E onde ele está Juniper? — pegunta Percy
– Na casa grande — ela responde — Tenho que ir Groover está me esperando- ela diz e vai embora e começamos a andar em direção a casa grande
– Se essa garota não tem parentesco divino, como ela conseguiu passar pela barreira do acampamento? — pergunta Clarisse
– Não é obvio Clarisse? — diz a Annabeth — Ela teve autorização para entrar
– Eu sei, o que eu quero saber é porque? — ela diz me olhando, perco a paciência e digo
– Não olhe pra mim assim, ele que teve a ideia de me trazer aqui — digo apontando pro Nico e todos olham para ele
– Serio isso? — ele para na minha frente e diz — Você vai me jogar as feras pra poder explicar?
– Você me deixou sozinha pra falar com a minha tia — digo fingindo uma leve irritação — Então sim, você que se resolva com as feras, meu caro Di Ângelo
– Como quiser minha cara Agostini, mas isso vai ter volta — diz sorrindo e pela cara que os outros fizeram ele não deve fazer isso com frequência — Ela consegui ver através da nevoa, e isso pode ser perigoso para ela, principalmente sendo amiga de um semideus.
– Você pode está certo — disse Jason desconfiado — Mas esse é o único motivo?
– Não, por alguma razão a tia dela acha que ela corre perigo.
– Como assim? — pergunta Chris
– Deve ter alguma coisa relacionada com o pai dela — Nico diz como se não se importasse
– Gente acho melhor irmos andando, antes que o Sr. D, se irrite e ameasse a transforma todo mundo em golfinho. — diz a Piper
Quando chegamos na varanda da casa grande vimos um homem sentado, ele usava, bermuda, camisa havaiana, cabelos acinzentados e um pouco barbudo. Ao chegarmos os outros semideuses saíram, deixando apenas Jhon, Nico e eu. Nos aproximamos e Nico pigarreou para chamar a atenção do homem, quando ele nos olha Nico diz
– Sr. D, esse são os novos membros do acampamento.
– Mais duas pestes, pra me infernizar nos meus cem anos de punição. — eu e Jhon nos olhamos confusos — Quais são os seus nomes?
– Eu sou Jhonata Schuster
– Susan Agostini
– Sim, sim. Você é o semideus e você é a humana que vê através da nevoa — ele diz com desdem — Argo leve as coisas dela para um dos quartos, algum deus já te assumiu?
– Sim, Apolo — diz Jhon olhando-o
– Então leve o Jonas até o chalé de Apolo e mostre o acampamento a Susana
– Quem? — pergunto um pouco confusa
– Sim senhor, vamos? — diz Nico saindo da varanda e nós o acompanhamos
Depois de alguns passos pergunto ao Nico
– Do que aquela cara nos chamou? — pergunto um pouco irritada
– Jonas e Susana — diz Nico com tom brincalhão
– Será que ele é tão retarda... — Nico tapa minha boca e diz
– Não termina a frase — ele parecia preocupado então afasto a mão dele devagar
– Calma Nico, por que você ficou assim? — Jhon pergunta ao ver a preocupação de Nico
– Vocês não sabem quem é o Sr. D — Nico diz nos olhando — Ele é o deus do vinho
– Dionísio? — eu u Jhon dissemos em unissom
– Sim, você entendeu agora? — eu assenti e disse
– Eu ia ofender um deus — então Nico diz
– Vamos, vocês ainda tem que conhecer o acampamento
Em pouco tempo chegamos aos chales e vimos vários semi deuses uns olhavam de um lado para o outro como se procurassem alguém, quando um deles viu a gente se aproximar avisou aos outros que pararam de procurar e ficaram conversando entre si. Quando um deles veio em nossa direção, ele parecia ter a mais ou menos a minha idade, no máximo dois anos mais velho que eu e disse
– Oi Nico, o Leo disse que tem gente nova no chalé de Apolo — ele disse me olhando de cima a baixo — É você?
– Na verdade não — digo sincera
– Ainda bem — ele fala baixo mais eu escuto — Então você deve ser o meu irmão, prazer meu nome é Michael
– Jhon — ele diz apertando as mãos
– Vamos, os outros filhos de Apolo querem te conhecer — Jhon assenti e olha um grupo com cerca de 15 a 20 semideuses
– Boa sorte, com os teus irmão — digo baixo, mas o suficiente para ele ouvir
– Você não vai? — pergunta estranhando minha reação
– Acho melhor não — digo e começo a fitar o chão
– Não pode ser! — ele diz irônico — Susan Agostini, está com vergonha?
– Não é isso seu idiota — digo meio irritada e rolando os olhos
– Então o que? — pergunta se divertindo com a situação
– Eles fazem parte da sua família, a conversa tem que ser entre você e eles — digo olhando
– Ela tem razão — diz Nico — Michael, você pode ficar encarregado de apresentar o acampamento pra ele?
– Claro, vamos? — Jhon assenti e Michael me olha — Foi um prazer.
– Posso dizer o mesmo — digo e percebo que ele me analisava
– Michael seja rápido — aconselhou Nico e Michael assentiu
– Vejo vocês no jantar — e vai andando em direção aos chales
Nico começa a andar e eu o sigo, ele então diz com um tom brincalhão
– Já chegou arrasando corações não é Susan?
– Não sei do que você está falando — digo me fazendo de inocente
– Não finja que não percebeu os olhares do Michael — ele diz rindo
– Serio? Nem percebi — digo ainda me fazendo de inocente, mas Nico não acreditou
– Sei, e eu sou o Batman — diz me encarando
– É bem capaz, garoto das sombras — digo brincando
– Eu estou falando serio Su — ele diz e arqueio uma sobrancelha
– Quando te dei intimidade pra me chamar assim? — pergunto irônica
– No momento em que me chamou de garoto das sombras.
– É bem justo — digo e nós rimos
– Posso dar um conselho? — ele pergunta e eu assenti — Cuidado com o Michael
– Como assim? — pergunto sem entender direito
– O Michael chega a ser tão mulherengo quanto um filho de Afrodite — ele diz me olhando no olhos — Não quero ver você magoada por causa de um cara
– Relaxa Di Ângelo! — digo voltando a andar e ele me acompanha — Eu nem o conheço, como acha que vai acontecer algo?
– Tem razão, mas eu sei alguém que sabe — paro e o olho incrédula — O oraculo de Delfos
– Quem é esse? — pergunto curiosa
– A pergunta certa é quem é ela — ele diz e aponta uma caverna, com cortinas roxas e diz — Ela passa o dia ali, mas dorme na casa grande
– E como ela se tornou um oraculo?
– Ela era uma humana como você, e depois da guerra contra os titãs recebeu o espirito de Delfos. — ele me explica de uma forma bem paciente — Rachel? Rachel?
– Estou aqui — Uma voz feminina ecoa pelas paredes da caverna e uma garota ruiva, levemente sardenta aparece — Que milagre receber a visita do filho de Hades — ela fala irônica
– Vim, te apresentar a Su — ele diz e ela se aproxima
– Oi, Sou Rachel Dare, Oraculo de Delfos — ela se apresenta
– Susan Agostini — digo apertando sua mão — Prazer
– O prazer é meu — ela senti uma tontura e Nico a ajuda
– Você está bem? — pergunto e vejo ela ficar aparentemente melhor
– Sim, foi apenas um persentimento
– Droga! — Nico diz
– Porque isso é tão ruim?
– Toda vez que ela tem um persentimento acaba tendo uma profecia, e quando temos uma sem termos uma missão, acaba acontecendo uma guerra — ele me explica
– Tá bem, não conta nada disso pra minha tia — digo olhando pro Nico — Você sabe como ela é dramática
– Verdade — diz ele rindo, provavelmente lembrando do surto da minha tia
– Não é sempre que vemos o Nico rindo ou até mesmo sorrindo — ela falou parecendo um pouco surpresa — Chérissez Su, il a beaucoup souffert. (Cuide bem dele, ele já sofreu muito.)
– Je vais prendre soin d'elle Rachel, il mérite d'être heureux. (Eu vou cuidar dele Rachel, ele merece ser feliz.)
– E você também — ela diz e Nico nos olha sem entender nada — Você irá se surpreender com o que ela é capaz Nico.
– Se o oraculo diz, quem sou eu para descordar — ele diz olhando para ela e desvia o olhar para mim — Vamos, ainda tem muita coisa pra mostrar.
Andamos um por todo o acampamento o Nico me mostrou onde ficava os campos de morango, a quadra de vólei, a área de artes e oficios, estábulos, o arsenal, arena de combate, anfiteatro, pavilhão do refeitório, parede de escalada, riacho zéfiro e a praia dos fogos. Quando estávamos voltando a casa grande Nico pergunta
– O que foi que a Rachel te disse?
– Porque você está tão curioso? — pergunto irônica
– Porque deve ter sido algo importante — diz simplesmente
– Porque você acha isso? — pergunto curiosa pela reação dele
– Porque ela falou com você em francês — ele diz me encarando
– Ela só disse para eu cuidar de você
– Serio? — pergunta sem acreditar em mim
– Sim, é serio
– Tá, vamos logo pra gente não se atrasar pro jantar — ele diz e vamos indo para a casa grande.
Após chegar a casa grande fui desfazer as minhas malas, assim que terminei ouvi uma especie de sirene e pelo horário seria o aviso do jantar
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