Susan, a filha de um Vingador
61 Audiência
Notas iniciais
Na Manhã seguinte
Acordei mais cedo que o normal, cinco da manhã eu já estava terminando de tomar banho, vesti uma calça jeans, uma camiseta, calcei uma sapatilha e peguei um casaco. Fui até o armário e peguei meus documentos e o comprovante da compra, pelo fato de estar cedo a casa esta silenciosa, desci a escada e fui em direção a porta da sala. Quando sai, vi Jhon do outro lado da rua de braços cruzados encostado no carro dele
— Bom dia! — falei com uma animação desnecessária
— Bom dia!? O sol sequer nasceu direito, você me fez acordar as cinco da manha, bom Agostini, meu dia está começando de uma péssima forma — ele falou irritado — Espero pelo menos que seja por um bom motivo
— Para de reclamar que sou quem paga a manutenção do seu carro — digo andando até o lado do carona
— Vai ficar passando isso na minha cara? — ele perguntou me olhando por cima da Ferrari
— Se toda vez que eu te pedir um favor e você ficar reclamando, vou — digo e abro a porta — Agora cala boca, entra e dirigi
Ele revirou os olhos e entramos, fomos todo o percurso em silêncio. Depois de quarenta minutos chegamos ao destino. Jhon me olhou e viu loja de carros, logo deduziu que vim comprar um carro, mas na verdade vim buscar. O local estaria vazio se não fosse o segurança e a pequena equipe de limpeza. Jhon estacionou e descemos andando em direção ao gerente que andava em nossa direção
— Bom dia srta Agostini — ele me cumprimentou
— Bom dia, desculpe faze-lo chegar mais cedo que o normal — digo fingindo sentir uma pontado de culpa
— Tudo bem, clientes especiais merecem um pouco mais do nosso esforço — ele diz educadamente, afinal a minha compra vai render a ele uma excelente comissão — Podemos cuidar da documentação?
— Claro — digo começando a segui-lo
Eu o acompanhei até o escritório, Jhon ficou olhando os carros em exposição. Assim que entrei ele indicou que eu sentasse e assim eu fiz. Ele pegou a papelada e deu para que eu preenchesse e assinasse. Entreguei os documentos assinados e ele começou a organizar todos
— Esse carro é praticamente exclusivo, apenas duas pessoas no mundo possuem e a srta é uma delas — ele diz colocando os documentos em pastas — Ansiosa para ver o carro?
— Estou a três meses esperando — digo olhando-o, ele me entrega os documentos e eu me levanto — O importante é que poderei leva-lo para casa
— Soube que daqui a alguns meses sairá um lançamento, não da mesma fabrica, mas tão boa quanto — ele diz ainda sentado, enquanto eu detenho um passo
— Continue — digo me sentando novamente
— Acho que tenho a ilustração — ele disse mexendo no computador, quando achou ele virou tela na minha direção — É esse aqui
O carro era um conversível lindo, olhei as descrições, potencia do motor, aparelhagem, designer, realmente era um perfeito, olhando a ilustração não pensei duas vezes ao dizer
— Eu quero — digo e olho o gerente — Pode encomendar
— Está bem — ele virou o tela de volta para ele, entreguei meus documentos para que ele pudesse preencher ao dados — Qual a cor do carro?
— Preto, branco ou cinza — comento e ele me olha — O que você tem a me dizer dessas cores para o carro?
— O branco chama a atenção, principalmente de dia, com o preto o carro fica discreto e relação a cor, o cinza não chama muito a atenção independente do horário ou de como irá usa-lo — ele responde após ter pensado um pouco
— Cinza, acabei de comprar um Audi preto — digo dando de ombros, ele finaliza a encomenda, imprimi o comprovante e me entrega junto com as chaves do meu atual carro
— Vou acompanha-la até o seu carro — o gerente disse e abriu a porta para mim, apenas assenti e sai do escritório.
Andamos e vi que Jhon olhava atentamente os carros, parecia hipnotizado, nos aproximamos dele, mas por estar tão distraído nem notou nossa presença
— Vai querer um babador Schuster? — perguntei e ele me olhou
— Muito engraçada — falou sem humor — Qual desses você vai levar?
— O carro da Srta Agostini, não está na exposição. É algo, mais exclusivo — o gerente disse, Jhon me olhou como se esperasse uma explicação, eu apenas dei de ombros e seguimos o gerente
Ele nos guiou para o lado de fora, assim que saímos vi um carro coberto e um funcionário estava esperando ao lado do carro, assim que ele nos viu tirou a capa que cobria o carro. Nos aproximamos um pouco mais e o Jhon olhava quase sem acreditar
— Aproveite o carro Srta. Agostini — o gerente disse me entregando as chaves
— Com toda certeza — digo ao pegar as chaves
— Você comprou um Audi R8 Spyder? — ele falou incrédulo e foi inspeciona-lo — Esse carro ainda não está disponível para venda, então como o conseguiu?
— Encomendei — respondi como se fosse obvio — Saiu da fabrica ontem
— Incrível — ele sussurrou olhando o carro
— Então esse foi ou não um bom motivo para acordar cedo? — perguntei e ele me olhou — Entra ai, te dou um carona até o seu carro
Entrei e ele também, liguei e rapidamente já estávamos no estacionamento. Assim que Jhon desceu falei nos veríamos mais tarde e eu acelerei deixando-o para trás, em alguns minutos eu estava na frente de casa, estacionei o carro na garagem e entrei. Assim que coloquei os pés na sala, vi a tia Sam terminando de arrumar a mesa para o café. Me aproximei da cozinha e só quando coloque os documentos sobre o balcão, ela notou minha presença
— Bom dia! — ela disse colocando um jarra de suco sobre a mesa — Pensei que ainda estivesse dormindo
— Bom dia — respondi — Fui comprar um carro novo, afinal preciso de um
— Não precisaria se nao tivesse dado o seu ao Jhon — ela falou voltando a arrumar a mesa
— Não começa tia Sam, por favor! — peço indo pegar um copo d'agua — Não estou afim de brigar hoje
— Me desculpe, eu só estou preocupada — ela disse apoiando os quadris na beirada da mesa e cruzando os braços — A cada dia que passa, você me lembra mais o seu pai
— E por isso descontar a raiva que sente dele em mim? — perguntei colocando o copo na pia
— Não é isso, é que... ele sempre se achou superior por ter muito dinheiro, ele não tem família, não mantem um relacionamento firme com ninguém porque é praticamente incapaz de amar, — ela solta um pesado suspiro e prosseguiu — Eu não quero que seja infeliz da mesmo forma que ele
— O que você esquece tia Sam, é que eu sou a filha dele, mas eu não sou ele... seja lá ele quem for — digo me encostando na pia — Mas foi você que me criou, você me ensinou a separar o que é bom do que é ruim, o que certo e o que é errado. Devia confiar um pouco mais no seu trabalho
— Sinto muito pela forma que lhe tratei ontem — ela disse e veio me abraçar
— Está tudo bem — digo e desfizemos o abraço — Agora podemos comer? Porque eu estou morrendo de fome
— Vamos — ela responde rindo do meu drama, nos sentamos e começamos a nos servir — Que carro você comprou
— Audi R8 spyder — respondi e tomei um pouco de suco
— Aquela da ilustração que você me mostrou há alguns meses? — ela perguntou e eu assenti — Aquele carro nem está a venda ainda, como você já comprou?
— Encomendei há alguns meses — respondi dando de ombros
— Você é louca — ela falou me olhando incrédula
— Eu disse que queria aquele carro — comentei comendo um pedaço de pão, nesse momento meu celular vibrou sobre a mesa, quando olhei era uma mensagem da Alexsandra
Oi Su, só mandei essa mensagem para informar que o Senhor Stark foi intimado a comparecer a comissão das forças armadas do senado, a audiência será transmitida ao vivo. Estou preocupada da forma que isso pode refletir nas Industrias Stark, vai acontecer hoje ás 9 da manha. Tchau Su
Rapidamente respondi a mensagem
Obrigada Alê, vou assistir a essa audiência e antes que eu esqueça, irei alterar o seu contrato, colocarei mais algumas ações e a deixarei permanentemente em seu nome, mesmo que deixe de me representar nas industrias Stark, e mais uma vez obrigada por me manter informada. Tchau Alê
— Aconteceu alguma coisa? — tia Sam perguntou
— Que horas? — perguntei ignorando sua pergunta
— Nove e dez — respondeu e me levantei rapidamente — Su o que aconteceu?
— Transmissão da audiência da comissão das forças armadas — respondo sem olha-la andando em direção a sala
— E o que isso tem haver com você? — ela perguntou ela me acompanhando
— O Stark foi intimado para essa audiência — explico me sentando no sofá — Isso pode afetar as ações das industrias Stark
— Eu já falei o que eu acho sobre o que deve fazer com essas ações — ela diz se encostando no batente da porta
— Não começa — digo ligando a televisão, procurando o canal que seria transmitido a audiência
Quando encontrei o canal a imagem que estava sendo transmitida era a seguinte, Tony Stark estava de costas para o senador Stern conversando com a secretária Pepper Potts e ela indicava para que ele olhasse para frente e ouvi o senador chamando.
"- Senhor Stark podemos retomar de onde paramos? Senhor Stark? – o senador Stern fala batendo o martelo em sua bancada. Tony se virou
— Fala amor – Tony respondeu e todos riram
— Peço sua atenção — o Senador Stern falou controlando a irritação
— Ela é toda sua — falou normalmente
— O senhor possui ou não um arma especializada? — o senador perguntou voltando ao assunto
— Eu não — respondeu inocentemente
— Não possui? — o senador perguntou não acreditando
— Eu não — Tony afirmou e acrescentou — Depende da sua definição pra arma né
—A arma Homem de Ferro — o senador respondeu como se fosse obvio
— Meu dispositivo não se encaixa nessa descrição — Tony se defendeu firme em cada palavra
— Ah sim, e como descreveria? — o senador perguntou intrigado
— Eu descreveria ele como o que ele é senador — Stark fala interrompendo o senador
— Como? — perguntou curioso
— É uma.. prótese de alta tecnologia – todos os presentes na audiência riram – Essa... Essa é a descrição mais apropriada que eu possa fazer né
— É uma arma... é uma arma senhor Stark — afirmou o senador
— Por favor se sua prioridade fosse o bem estar do cidadão americano ,eu acho que o senhor... — falou firme
— Não, a minha prioridade é entregar a arma Homem de Ferro ao povo dos Estados Unidos da América — o senador interrompeu o Tony se defendendo
— Ah é? pode esquecer... eu sou o Homem de Ferro – Stark fala firme, enquanto olha o senador – A armadura e eu somos um só, entregar a armadura seria mim entregar, e equivale a trabalho escravo, prostituição... dependendo da lei do estado em que estiver. Não vou entregar.
—Olha eu... eu não sou um perito — o senador começa a falar, mas Tony interrompe
— Em prostituição claro que não, o senhor é um senador, que isso ? – vira para as pessoa atrás dele que estavam rindo e a secretária olhou-o com reprovação
— Eu não sou perito em armas, temos aqui alguém que é perito em armas, quero chamar agora Justin Hammer- falou ignorando o cometário do Tony e ajeitando sua gravata — Atualmente nosso principal fornecedor de armas.
— Quero deixar registrado que eu observei o senhor Hammer entrando no recinto e eu gostaria de saber quando um perito de verdade vai está presente na audiência — Tony falou e todos começaram a falar entre si, Hammer deu uma risada sem graça
— Com certeza, é eu não sou perito e eu concordo com você Anthony. Você é o menino prodígio.. é.. senador será que eu posso? — pediu que permissão para se levantar e senador permitiu — Posso até não ser um perito, mas você sabe quem era o perito? Seu pai! – fala chamando a atenção de Tony – Howard Stark
— Realmente um pai para todos nós e para a era industrial militar... mas vamos ser bem claros, ele não era um hippie, ele era um leão...- Stark olha para o Stern com a mão apoiada a cima da boca e volta os olhos pra Justin que continua — Sabemos por que estamos aqui, nos últimos seis meses Anthony Stark criou uma espada com possibilidades ilimitadas.. só que ele insisti que é um escudo.
— Ele nos pede para confiar nele... e nos impelimos por trás disso. Eu queria achar seguro Anthony... Eu queria muito mesmo. — Justin fala com certa ironia e Tony demonstrava tédio, a toda aquela conversa — Adoraria deixar a porta destrancada quando saio de casa mas não estamos no Canadá. Sabe nós vivemos num mundo de grandes ameaças.. ameaças que o senhor Stark não irá prever sempre. Muito obrigado, Deus abençoe o Homem de Ferro e a América
Justin se sentou e enquanto poucas pessoas aplaudiam
— Falou muito bem senhor Hammer — diz o senador Stern — A comissão agora gostaria de convidar o comandante coronel James Rhodes para se pronunciar
O que? – Stark surpreso, se vira para trás, assim com todos sentados atrás dele — Rhodes?
Os fotógrafos começam a tirar várias fotos, as pessoas começam a sussurrar, enquanto Tony se levanta indo em direção ao moreno com uma farda azul. Tony se levantou e foi cumprimentar o coronel, eles conversaram um pouco e voltaram e voltaram em direção as cadeiras, enquanto o general parecia repreender o Tony
— Tenho comigo o relatório completo sobre a arma homem de ferro preparado pelo coronel Rhodes e... coronel só para constar por favor leia a página 57 parágrafo 4 – fala o senador
— Está pedindo que eu leia trechos específicos do meu relatório, senador? – fala James sentado ao lado direito do Hammer
— Sim senhor — o senador afirmou
— Eu havia entendido que eu iria testemunhar de uma maneira mais abrangente, detalhada e não... — o senador interrompeu
— Compreenda, muitas coisas mudaram...então... — o coronel interrompeu de forma educada
— O senhor entende que ler um simples paragrafo fora de contexto não reflete a visão...
— É coronel, eu entendo, obrigado. – diz o senador
— Certo — começa ler — “Como ele não opera dentro de qualquer área definível do governo, o Homem de Ferro representa uma ameaça potencial a segurança do país e a seus interesses" — o coronel olha pro Stark e acrescenta — No entanto eu gostaria de concluir que os benefícios do Homem de Ferro superam em muito a eficiente e assim seria interessante...
— Tá.. tá.. Já chega é o suficiente coronel – interrompe o senador Stern, querendo deter que o coronel defendesse o Tony
— Aqui oh, se pedirem com carinho eu posso ser seu secretário de defesa — Tony falou e todos riram — Ainda diminuo a jornada de trabalho
— Eu gostaria de continuar mostrando as imagens relacionadas ao seu relatório – fala o senador, após pigarrear
— Eu acredito que seja prematuro, revelar essas imagens... – diz o Rhodes
— Claro com todo o respeito coronel eu compreendo, mas se o senhor pudesse apenas narrar pra nós ficaríamos muito gratos – interrompe o Stern.
— As imagens — o coronel aponta para o telão que mostra um tipo de planta geométrica tirada via satélite e continua — A inteligência sugere que os dispositivos visto nessas fotos na realidade são tentativas de fazer copias da armadura do senhor Stark
— Isso foi confirmado pelo nossos aliados e inteligência local indicando que essas armaduras podem estar neste momento em operação — Tony começou a mexe em algum aparelho, provavelmente o celular
— Dá licença, deixa eu ver isso aqui — Stark coloca o celular de alta tecnologia, provavelmente desenvolvido por ele, perto do telão aperta em alguns botões touch screen e começam a aparecer um programa com a janela preta e escrito "Welcome Mrs. Stark" – Olha só rapaz eu sou bom hein?
— O que ele está fazendo? — o senador pergunta baixou
— Estou controlando suas telas...rapidinho – coloca o aparelho enfrente a outro telão — Vamos dá um pouco mais de transparência, vamos ver o que está acontecendo.
— O que está fazendo? – pergunta o senador, mas Tony ignora a pergunta
— Eu quero que prestem bastante atenção na tela, eu acho que é na Coreia do Norte — volta a mexer no aparelho todos ficam falando entre si, voltam a atenção pro telão que mostra a cena do teste de uma tentativa de fazer a armadura do Tony, disparando em um algum lugar com homens armados.
— Dá pra desliga isso? Desliga isso – ordena o senador para a um homem, que logo se levanta
— Irã – o telão agora mostra mais cenas de armaduras e o homem fica na frente tentando desligar o telão e ele acrescenta com um tom leve de ironia – Não representam ameaça...imediata.. aquele é Justin Hammer?
— Onde é que desliga? Sai daqui — Justin empurrar o homem e ficar na frente tentando desligar
— Justin você tá na TV ... — Stark fala inocentemente e olha para o coronel que dá uma risada contida — iiihh
O telão mostrou a cena de Hammer e uma armadura, Justin dava instruções ao piloto de testes, mas a armadura deu defeito fazendo a parte superior virar totalmente para trás, com certeza quebrando a coluna do piloto e causando vários ferimentos gravas, mesmo que não mostrasse dentro da armadura, até que ele consegue desligar o cabo, todos começam a sussurrar entre si
— É eu diria que alguns precisam de mais 5 ou 10 anos... industrias Hammer uns 20 aninhos — Tony fala zombando do Hammer
— É... eu gostaria de dizer que o piloto de teste sobreviveu, viu — Justin correr até o microfone e fala
— Eu acho que dessa forma que o senhor Stark...- fala o senador
— Eu acho que deveria agradecer — Tony falou como se fosse obvio
— Por que? — o senador perguntou curioso
— Por que eu sou uma garantia de segurança... está funcionando, estamos seguros, a América esta segura.. querem minha propriedade? Não vai ter, mas eu lhe fiz uma grande favor eu consegui, eu privatizei a pagina mundial — diz se levantando vira para a pessoas que também se levanta e começam a aplaudir ele faz um V para as câmaras e continua – O que mais vocês querem ? podem falar... eu tento colaborar com esses políticos incompetentes – ele diz apontando para a bancada em que o senador estará sentado.
— Vai se fu... Senhor Stark, fo..-se rapaz — o senador falou olhando-o
Tony colocou a mão direita atrás da orelha como se fingisse querer escutar direito o que o senador disse, em seguida ele gesticula indicando não ligou para nada e colocou os óculos escuro, fez sinal de legal e mandou dois beijos para o senador
— Sessão suspensa.. sessão suspensa por hoje – fala o senador
Tony se virou para as pessoas que o aplaudiam de pé e começou a falar olhando para câmera enquanto cumprimentava as pessoas com um aperto de mão
— Meu compromisso é com o povo e irei servi-lo da maneira que eu achar melhor, porque se tem um coisa que eu provei a America é que podem contar comigo — ele tirou os óculos e falou passando pela câmera — Mas tem que ser do meu jeito."
Quando a audiência terminou não consegui conter a risada, ao ver a cara do Senador Stern fez, o Stark conseguiu realmente irrita-lo.
— Susan, isso não tem graça — tia Sam me repreende e tento me recompor, mas o sorriso divertido insisti em permanecer em minha face
— Não, não tem graça. Graça nenhuma e... tem graça sim tia, viu o desespero do Hammer quando as imagens apareceram? — perguntei rindo de novo
— Você não estava preocupada com as ações? — ela me forçou a voltar o assunto
— Não estou mais, essa atitude de autoconfiança dele apenas fortaleceu a imagem dele ao publico, tornando as indústrias Stark ainda mais popular — digo parando de rir — Não duvido que as ações subam ainda mais
— Você sabe... — ela se interrompeu e percebi o cor fugir do seu rosto
— O que aconteceu tia? — perguntei olhando-a preocupada
— Nada, apenas uma queda de pressão — ela falou voltando ao normal
— Você nunca teve isso antes — digo ainda preocupada
— Deixa de drama, porque já passou — ela falou me olhando
— Isso é que dá se preocupar com as pessoas, você é chamada de dramática — digo fingindo indignação
— Tenho motivos para te chamar de dramática, minha pequena Agostini — ela disse com um sorriso acolhedor, quando me chamou de pequena Agostini e não pude evitar um sorriso — E a louça é sua
— O que? — perguntei incrédula, enquanto ela se levantava e ia até a escada
— Você me escutou — ela disse sem se virar indo para o quarto dela
— Eu mereço — resmunguei indo arrumar a cozinha e fazer o almoço
Eu fui arrumar a cozinha quando sentir um aperto no coração, automaticamente a imagem do Tony Stark se formou em minha mente, podia sentir que ele alguma coisa iria acontecer, mas o quê?
Fale com o autor