Susan, a filha de um Vingador (2° Temporada)
20 Torre Avengers
Notas iniciais
Quando a Pepper disse que sairíamos cedo, ela não estava brincando. As 5h30min estávamos de pé, Pepper queria que as 6h já estivéssemos no avião. Estava descendo as escadas e vi a Pepper na sala esperando que alguns funcionários das industrias Stark levassem as malas para os carros que ela solicitou.
— Porque temos que ir agora? — reclamei descendo a escada
— Aqui não é mais seguro — ela respondeu
— Nenhum lugar no mundo é seguro — resmunguei, mas meu pai ouviu
— A Torre é o lugar mais seguro atualmente — ele falou sentado no sofá
— Isso, até o Banner se irritar — falei olhando-o — Daí já sabe... O Hulk vai esmagar muita coisa lá dentro.
— Tony, fique longe do Banner enquanto estivermos na Torre — Pepper falou autoritária
Ele a olha incrédulo e eu ri da cara que ele fez. Minutos depois já estávamos nos nossos carros indo em direção ao aeroporto, mais alguma horas e chegamos a Nova York. Haviam carros das industrias Stark nos esperando. Entramos em um que nos levou diretamente para a Torre, enquanto os outros carros estavam guardando nossas mala pra levar pra lá em seguida.
Entramos e fomos direto para o elevador.
— Jarvis, vamos para cobertura — meu pai falou e o elevador começou a subir.
Minutos se passaram até que as portas do elevador se abriram. E chegamos a cobertura da Torre. Assim que entrei vi a Natasha e o Steve sentados lado a lado no sofá assistindo um filme. Ao notar a nossa chegada eles vieram nos receber. Steve cumprimentou meu pai e a Pepper, enquanto a Natasha me dava um forte abraço em seguida foi falar com a Pepper. Steve me deu um abraço carinhoso.
— Como você está? — Steve perguntou
— Bem e você? — perguntei e ele olhou de canto de olho a Natasha que conversava com a Pepper
— Mais que bem — ele respondeu voltando a me olhar e eu sorri
— Imaginei. — falei e ele sorriu — Onde é a cozinha, estou com sede
— Eu pego... — ele tentou falar mas o impedi
— Vou morar aqui por uns tempos preciso saber onde fica tudo pra me sentir em casa — falei olhando-o — Só me aponta a direção.
Ele indicou o caminho, agradeci e fui até lá. Procurei o copo, abri a geladeira, peguei a garrafa com água e enchi meu copo. Quando ia tomar a água ouvi passos olhei para sala e vi o Clint. Terminando de descer a escada.
— Já chegaram. Onde está a Su? — ele perguntou e eu me aproximei deles sem fazer barulho.
Clint parou ao lado ao sofá vazio e eu já estava bem próxima do Clint falei.
— Hey — falei e ele se virou, pulei para abraçá-lo e ele me segurou retribuindo o abraço
Mas, por eu ter feito isso sem que ele estivesse preparado, ele recuou um passo e tropeçou no sofá, fazendo-o cair e me levantando junto. Ele ficou deitado no sofá e eu por cima dele. Começamos a rir e me levantei estendendo a mão pro Clint se levantar. Quando o fez, ele me puxou pra outro abraço.
— Tava com saudade, pequena — ele falou
— Eu também — quando desfizemos o abraço vi Clint sorrir, mas não era pra mim
— Qual o problema, Tony? Ficou sério de repente — Clint falou e eu olhei na direção do meu pai, ele não parecia nada contente
— Nada, agente Barton — ele falou e se levantou indo em direção ao andar dos quartos
— O que deu nele? — perguntei confusa
— Ciúmes de pai — Pepper respondeu — Ele não quer ninguém encostando na filha dele.
— É mesmo? — Clint falou tentando conter um sorriso
— Vou conversar com ele — Pepper falou indo atrás do meu pai
Eu fiquei pensativa, olhando na direção da janela, que mais parecia uma parede de vidro, e sem que eu notasse mordi levemente o lábio.
— No que tanto você pensa? — Steve perguntou me olhando desconfiada
— Porque está me olhando assim? — perguntei querendo fugir da pergunta
— Você está pensativa demais para o meu gosto — Natasha falou ainda me olhando
— O que está tramando, pequena? — Clint me perguntou
— Porque eu estaria tramando alguma coisa? — perguntei me fazendo de inocente
— Porque está com o olhar de criança que vai aprontar — Clint respondeu normalmente — Fala o que tá tramando
— Vocês ouviram o que a Pepper disse, não é? — perguntei naturalmente
— Ouvimos... — Steve respondeu me olhando e parece que ele entendeu — Você não tá...
— Justamente isso, Steve — falei interrompendo-o e olhei pro Clint
— Deixe-me ver se entendi — ele falou me olhando — Você quer que eu te ajude a enganar o Stark, dando a entender que temos algo só pra irrita-lo?
— Sim — respondi como se fosse óbvio
— Será um prazer trabalhar com você — ele falou rindo
— Ótimo — falei e demos as mãos como se fechassemos um acordo
— Parece que sua estadia aqui, será mais divertida do que eu imaginava — Natasha falou segurando o riso.
— Você não faz idéia do quanto — falei rindo e peguei a minha bolsa — Tchau pra vocês.
— Onde pensa que vai? — ouvi a voz do meu pai no topo da escada
— Trabalhar, senhor Stark — falei parando em frente ao elevador para olhá-lo
— Acho melhor ficar aqui para descansar — Pepper intercedeu — Deve estar exausta.
— Adoraria ficar, mas tenho uma agenda a cumprir hoje — falei e as portas do elevador se abriram
— Qual é sua agenda? — meu pai perguntou
— Reunião por vídeo conferência com coordenadores de departamentos às 8h, reunião com representantes das industrias Hammer às 10h, das industrias Stark às 11h30min, com representantes de pequenas e grandes empresas para uma nova proposta de fornecimento de alimentos para funcionários as 13h... — Jarvis começou a responder
— Sem som — meu pai falou parecendo cansado só de ouvir a agenda e o Jarvis parou de falar — Tudo bem. Bom trabalho.
— Obrigada — falei entrando no elevador, quando as portas começaram a se fechar eu segurei — Só mais uma coisa, provavelmente não vou vim almoçar. Mas qualquer mudança eu aviso.
— Está bem — meu pai falou e deixei as portas do elevador se fecharem.
Chegando ao térreo, andei até a saída, o Buffet não ficava tão longe, apenas algumas quadras de distância, tinha esquecido de pegar o BMW no aeroporto, então iria andando. Dei dois passos e vi meu BMW ser estacionado em frente a Torre. Um homem desceu do meu carro com a chave em mãos, se aproximou
— Bom dia. Susan Agostini, correto? — ele perguntou me olhando, mas quando vi o crachá das industrias Stark.
— Sou eu — falei olhando-o, ele me entregou as chaves
— O senhor Stark, pediu que eu buscasse o carro no aeroporto e trouxesse para você — ele falou
— Obrigada! — falei, ele assentiu e entrou na Torre.
Fui para o meu carro, verifiquei se minha roupa reserva estava lá e dirigi até o Buffet, cheguei faltando 10 minutos pra reunião com os coordenadores, quando cheguei a sala eles já estavam me esperando.
— Bom dia! Desculpem a demora — falei olhando-os
— Bom dia! — responderam me olhando
Demos início a reunião. Depois de quase uma hora e meia, decidimos que teremos que contratar mais gente pra trabalhar, não apenas em Nova York, mas em Vermont e Washington DC também. Com as festividades de fim de ano se aproximando a procura dos nossos serviços se tornaram maiores. Fui para minha sala e troquei de roupa vestindo uma calça social, uma camisa de botão e o meu blazer. O meu dia foi cheio, ao fim da minha agenda pedi para Talita, pegar as pastas com documentos que eu tinha que assinar, para que eu levasse pra casa. E se tivesse mais alguma coisa pra mim ler, ela mandaria pro meu e-mail. Vesti as roupas de quando cheguei e sai do Buffet.
Voltei para Torre, chegando no andar larguei as minhas coisas sobre a mesinha de centro e me joguei deitada no sofá. Peguei meu celular, coloquei os meus fones e fechei os olhos começando a relaxar. Alguns minutos se passaram até que eu senti alguém cutucar o meu braço, abri os olhos e vi o Clint, tirei um fone para ouvi-lo
— Você está ocupando o sofá todo e quero assistir TV — ele falou e eu me sentei
Quando ele sentou peguei uma almofada, coloquei no colo dele e deitei minha cabeça na almofada
— Poderia ao menos perguntar se podia antes de deitar, não acha? — Clint perguntou com sarcasmo.
— Clint, não começa porque já tô estressada — falei calma e ele começou a mexer no meu cabelo.
— Dia puxado no Buffet? — ele perguntou
— Você não faz idéia. Ainda tive que trazer trabalho pra casa — falei indicando as pastas sobre a mesa de centro.
— Tudo bem. Tenta descansar um pouco — ele falou ainda mexendo no meu cabelo.
Não sei em que momento acabei dormindo, mas acordei assustada devido a gritaria e reconheci a voz do meu pai.
— QUE MERDA É ESSA? — meu pai gritou
— QUE SUSTO, STARK — gritei me sentando — QUAL É O SEU PROBLEMA?
— O QUE VOCÊ PENSA QUE TÁ FAZENDO? — ele falou me puxando pelo braço
— ME SOLTA — falei tentando me soltar
— Stark, você tá machucando a Su — Clint falou se levantando
— FICA LONGE DA MINHA FILHA — meu pai gritou olhando
— O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI? — Pepper gritou chegando acompanhada da Natasha e do Steve
Quando meu pai olhou pra Pepper, eu consegui me desvensiliar das mãos dele, fui correndo em direção a escada
— SUSAN. VOLTA AQUI — meu pai gritou enquanto subia a escada
— Deixa ela, Tony — Pepper falou autoritária
Andei a passos rápidos pelo corredor, procurando o meu quarto. Quando encontrei, entrei batendo a porta com força. Peguei minha mala sobre a cama e comecei a tirar as minhas roupas jogando-as sobre a cama. Comecei a guardar algumas peças na cômoda, quando a porta abriu, olhei na direção a porta e vi a Natasha entrar.
— O Clint pediu para trazer suas coisas — ela falou colocando as pastas e a bolsa sobre a cama — Seu pai está histérico
— Exagero dele — murmurei fechando a gaveta
— Ele tá pagando os pecados dele — Natasha falou dando de ombros
— Como assim? — perguntei olhando-a
— Você tem idéia de quantas mulheres já foram pra cama com seu pai? — Natasha perguntou me olhando
— Não. E nem quero saber — falei voltando a guardar as peças de roupa
— Foram muitas. Mulheres de apenas uma noite, que se iludiam achando que poderiam conquistar o seu pai e garantir um futuro bilionário — Natasha falou
— Onde você quer chegar? — perguntei olhando-a
— Ele tem medo de que façam com você, o que ele fazia com as mulheres que ele levava pra cama — ela falou me olhando — E a fama do Clint, não é das melhores.
— E eu não sou uma qualquer — falei irritada — Eu não sou ingênua.
Nesse momento ouvi batidas na porta, em seguida ela foi aberta pelo meu pai.
— Eu já vou. Tentem não se matar, ok? — Natasha falou se levantando e saindo em seguida.
Ignorei meu pai e continuei a arrumar as minhas roupas. Dessa vez pendurando-as no closet.
— Quer ajuda? — ele falou enquanto se aproximava
— Não — falei fria — E acho que você já fez muito hoje.
Podia sentir seu olhar sobre mim enquanto eu arrumava minhas coisas. Ele parecia inquieto, mas fingi não ver.
— Susan, quero conversar com você — ele falou, mas continuei ignorando — Susan, para de birra e me responda.
— O que foi que deu em você? — perguntei olhando-o, tentando não gritar.
— Eu não sei, quando te vi com o Barton fiquei com raiva e não consegui me controlar — ele falou
— Mas porque? Não estávamos fazendo nada de mais — falei me aproximando — Eu estava estressada, ele me fez companhia e eu acabei dormindo. Simples assim. Tem mais coisa por trás disso, não tem?
Ele desviou o olhar, passou a mão pelo rosto e respirou fundo.
— Bianca — ele falou baixo, mas consegui ouvir
— O que tem minha mãe? — perguntei olhando-o
— Você é muito parecida com sua mãe. Ela tinha uma alma pura, ingênua e gentil — ele falou se sentando na minha cama — Lembro de como ela era paquerada, muitas vezes de forma suja. Teve um que quase a agarrou em um jantar após o desfile.
Ele fechou os olhos com força e cerrou os punhos.
— Só de pensar que alguém possa agir dessa forma com você, me causa uma raiva que não consigo conter — ele falou
— O que você esqueceu é que eu não sou a minha mãe. Não sou ingênua, muito menos indefesa. — falei suspirando pra me controlar — Eu aprendi a me cuidar, a me defender, a me controlar.
— Eu me sinto na obrigação de te proteger. Não apenas por ser minha filha, mas por ser filha da Bianca. — ele falou me olhando
— Eu não preciso ser protegida. Eu sei me virar sozinha, faço isso desde pequena — falei voltando a guardar as minhas roupas no closet
— Sinto muito — ele falou baixo e eu o olhei — Eu não devia ter desistido de procurar a Bianca, eu...
— Remoer o passado não irá alterá-lo, Stark — falei querendo que ele mudasse de assunto
— Me desculpe por hoje a noite — ele falou e eu fui em direção a outra mala e quando passei por ele, meu pai segurou meu pulso olhando meu braço.
— O que foi agora? — perguntei impaciente, então percebi que ele olhava pro meu braço e olhar mostrava culpa
Então eu olhei e vi marcas vermelhas, que iriam ficar roxas, onde ele havia apertado. "Merda! A leucemia tá deixando meu corpo mais sensível do que eu esperava." Pensei irritada. Ele não tinha apertado tão forte, não era pra ficar hematoma.
— Me desculpe — ele falou um pouco mais alto que um sussurro
— Não foi nada — falei me soltando dele — Você só ficou nervoso
— Isso não me dá o direito de te machucar — ele falou irritado consigo mesmo — Eu não podia ter perdido o controle.
— Stark, olha pra mim — falei e quando ele me olhou estralei os dedos manipulando a névoa.
Fiz as marcas ficarem imperceptíveis aos humanos e ele esquecer que as tinha visto. Ele parecia perdido em pensamentos.
— Você tá bem, Stark? — perguntei fingindo que nada havia acontecido
— Estou. Não foi nada — ele falou voltando ao normal
— O jantar já vai ser servido — Jarvis falou
— Acho melhor descermos — meu pai se levantando
— Estou sem fome — falei voltando minha atenção pra mala
— Susan... — ele tentou falar, mas o impedi
— Quando eu tiver fome, vou comer alguma coisa — falei sem me dar ao trabalho de olhá-lo — Preciso resolver algumas pendências do Buffet
— Tudo bem — ele falou e saiu
"Que os deuses, me ajudem" foi tudo que pensei
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