Susan, a filha de um Vingador (2° Temporada)
66 Preparativos
Notas iniciais
POV Susan
Enquanto eu fazia o lanche, meu pai estava sentado no sofá em silêncio. E isso estava me preocupando. Quando um Stark está em silêncio, significa que a sua mente está fazendo barulho. Terminei o lanche, coloquei em uma bandeja, peguei uma garrafa de vinho e duas taças, coloquei tudo no mesa de centro e só então ele me olhou, coloquei as almofadas no chão e sentei, meu pai fez o mesmo em silêncio.
— Quando quiser, senhor Stark? — falei servindo o vinho
— Do que você é capaz? — meu pai perguntou enquanto terminava de servir o vinho
— Em que sentido? — perguntei tomando um gole de vinho
— Seus poderes. — meu pai perguntou sério e eu suspirei
— Eu também não sei — falei colocando a taça no centro — Sequer sei o limite deles. Mas sinto que quanto mais eu os uso, mais coisas posso fazer com eles
— Que tipo de coisas? — meu pai perguntou
— Eu também não sei — falei e tomei um gole de vinho — Mas acho que tem mais coisas pra perguntar além disso
— Su... o que aconteceu naquela sala? — ele perguntou com receio
— Você não viu? — perguntei normalmente
— Vi, mas ainda não consigo acreditar — ela falou me olhando
— Por quê? — perguntei normalmente
— Porque a garota que vi matando a Belova, não era você — ele respondeu me deixando sem reação — O que aconteceu naquela sala?
— São alguns efeitos das benção dos deuses — expliquei sem olha-lo — Cada deus representa uma coisa e quando a benção deles está em nós, não conseguimos pensar em nada diferente.
— Então naquela hora... — ele parou me incentivando a prosseguir a frase
— A benção do deus dos mortos estava sendo usada com mais força — falei sem olha-lo e senti meus olhos arderem
— Nico disse que você tinha controle das benção — meu pai falou — Você estava se controlando ali?
— Não. — sussurrei a resposta, alto suficiente para que ele ouvisse, antes que ele falasse algo continuei — O medo me dominou. Eu não podia deixar que ela machucasse vocês.
— Su, essa não é a primeira vez que temos que lidar com lunáticos tentando nos matar — meu pai falou calmo e uma lagrima escorreu dos meus olhos
— Não foi o ataque que me fez ter medo — falei e o olhei — Foi o que vi nos olhos dela
— O que você viu? — ele perguntou e outras lagrimas rolaram
— Morte — respondi sem conter as lagrimas — Ela não se importava se sairia com vida, se morrer fosse o preço pra matar vocês ela pagaria.
— Você viu o mesmo olhar que eu vi no Ivan — meu pai falou mais pra ele do que pra mim
— Eu não podia deixar ela ferir vocês. Vocês são tudo que eu tenho — falei sem conter o choro
Meu pai me abraçou me confortando
— Está tudo bem, minha filha — meu pai falou fazendo carinho no meu cabelo — Desculpe a minha reação, mas estava com medo. Quando te vi daquela forma, não te reconheci, sei como o poder pode corromper as pessoas. Se a sua magia fizesse você mudar, não sei o que faria. Eu não quero te perder, minha filha.
— Farei todo possível para não me deixar levar pela magia — falei controlando o choro e sem solta-lo
— Tudo bem — ele falou e permanecemos por ali, sentados e em silêncio.
Depois que me acalmei, meu pai pegou as taças de vinho e terminamos de tomar o restante do conteúdo da garrafa
— Acho melhor voltarmos antes que percebam que saímos — falei me levantando e começando a recolher as coisas.
Meu pai se levantou e me ajudou a arrumar a cozinha, quando finalizamos, sequei as mãos e joguei o pano pra ele
— Pronto pra outro passeio? — perguntei apoiada na pia
— Não, mas vamos mesmo assim — a resposta do meu pai me fez rir -De onde temos que pular dessa vez?
— Na verdade, de lugar nenhum — respondi simplesmente e ele me olhou intrigado — Vou te mostrar
Ele largou o pano no balcão e se aproximou de mim, estendi as mãos e ele as segurou.
— Feche os olhos — pedi e ele fez, no instante seguinte estávamos viajando nas sombra rumo a sala do Torre Vingadores.
Quando as sombras se desfizeram, soltei nossas mãos e pedi que abrisse os olhos, ele olhou sem entender
— Se vão precisava pular da torre para viajar, porque fizemos? — ele perguntou me olhando
— Precisava ter a certeza de que mesmo depois de tudo que viu, ainda confiava em mim — falei simplesmente — Boa noite, pai.
— Boa noite, Su — ele falou e fui em direção a escada
Entrei no quarto e Nico dormia tranquilamente, me aproximei sentei ao seu lado, ele se mexeu levemente com o movimento do colchão. Tirei o cabelo que caia em frente ao seu rosto e beijei a sua testa levemente, Nico se mexeu um pouco mais acordando, gemeu levemente de sono
— Que "xoninho" — falei baixo com uma voz fofa e mesmo de olhos fechados ele sorriu
— Você não deveria estar dormindo? — ele perguntou com a voz afetada pelo sono
— Não estava conseguindo dormir, então fui pra sala e fiquei conversando com meu pai — falei e ele abriu os olhos, se sentando na cama
— E como foi a conversa? — ele perguntou mudando de posição para ficar sentado ao meu lado na beirada da cama
— Esclarecedora — foi o que respondi
— Como assim? — ele perguntou curioso
— Em resumo, falamos sobre os meus poderes e ele tem medo de mim ou do que posso fazer — falei e o olhei — Ele tem medo que eu me perca, que eu deixe meus poderes me dominarem.
— Todos nós temos esse medo — Nico falou me olhando
— Eu vou ter mais cuidado — falei colocando a cabeça no ombro dele e ele me abraçou pela cintura
— Tá bem — ele falou e eu coloquei minha perna direita sobre a perna esquerda dele
— Porque colocou sua perna aqui? — ele perguntou em tom brincalhão
— Por nada — falei normalmente
— Sabe o que eu me lembrei? — ele perguntou simplesmente
— O quê? — perguntei olhando-o
— Você ficou de me compensar por não me dar atenção — ele falou me olhando
— Não sei do que está falando — me fiz de desentendida e pegou minha perna direita e puxou para ficarem as duas no seu colo
— Não sabe,é? — ele me puxou para um beijo cheio de desejo e me empurrou delicadamente para deitar na cama com ele por cima
— Eu tava morrendo de saudades de você — falei entre o beijo
— Eu também — ele falou começando a subir minha camiseta
Na manhã seguinte
A luz do sol entrou pela janela atingindo meu rosto, a iluminação incomodou e resmunguei, cobrindo minha cabeça
— Jarvis, fecha as cortinas — disse e percebi a iluminação diminui, me movi um pouco e senti que o outro lado da cama estava vazio, olhei para o lado e não vi o Nico.
Sentei na cama segurando o lençol para cobrir o meu corpo, peguei a lingerie que estava perto da cama e vesti, me levantei, fui em direção a procura do meu marido, nem sinal dele, abaixei meu rosto, fechei os olhos jogando a água em meu rosto, peguei o pano de rosto e comecei a secar, quando abaixei o pano e abri os olhos vi o Loki refletido no meu espelho.
Automaticamente desejei que minha espada aparecesse e desferi um arco para trás, mas quando me virei, não havia ninguém lá.
— Quanta hostilidade. Lembro quando era mais receptiva — ouvi a voz do Loki e olhei para meu espelho, ele continuava refletido lá
— Apenas estou retribuindo a sua receptividade, ou já esqueceu o que me fez? — perguntei fazendo a espada desaparecer
— Não. Não me esqueci e faria tudo novamente — ele falou com frieza
— Você é um monstro — falei e usei magia para me vestir, ele deu um sorriso cinico
— Você ainda não viu nada — ele falou e pude sentir o ódio em sua voz — E as pessoas que você tanto ama, serão os primeiros a ver
Peguei a saboneteira de pia e arremessei contra o espelho, trincando-o inteiro. Fiquei encarando o reflexo distorcido do Loki, ouvi passos apressados se aproximando do banheiro, Nico abriu a porta, olhou o espelho e olhou pra mim. Ele usava apenas uma bermuda jeans.
— O que aconteceu? — ele perguntou, mas acho que ele não conseguia ver o Loki
— Ignora a nevoa e olha o espelho — falei sem desviar o olhar, Nico fez o que pedi e ele viu
— Foi ele? — Loki perguntou sério, mas permaneci calada — Susan, foi ele?
— O quê? Se sou eu o homem, pra quema Susan se entregou? Se sou eu o pai da criança que você matou? Se sou eu o marido dela? Sim, Loki. Sou eu — Nico falou ao meu lado
— Marido? — Loki falou com um misto de incredulidade e raiva, me olhou em seguida — Você se casou com ele?
— Quando duas pessoas se amam de verdade, nada mais natural que elas se casem — falei simplesmente, Loki desviou o olhar de mim e olhou pro Nico
— Eu irei ter o prazer de mata-lo pessoalmente — Loki falou com um sorriso de cobiça, como se ansiasse por esse momento
— Boa sorte tentando, Loki — Nico falou normalmente
— Estaremos esperando por você — falei Loki me olhou e depois de alguns segundos a imagem dele sumiu do espelho
— Temos que falar para os Vingadores que ele apareceu — Nico falou desviando o olhar do espelho quebrado
— Eu sei, mas hoje não — falei me virando pra ele — Já teve o problema da Yelena, vamos esperar até amanhã, Nat e Steve merecem curtir um pouco os primeiros dias do casamento.
— Tudo bem, esperaremos dois dias, tá bem? — ele perguntou e eu assenti
Ele me puxou pra um abraço. A cada dia estávamos mais perto da guerra que a profecia havia nos alertado.
Dois Dias Depois
— Como ele apareceu na torre? — meu pai perguntou
— Ele não veio, é um feitiço de espelhos — falei encostada no sofá
— Ele está nos provocando — Banner falou
— Sempre está — falei simplesmente
— Quem sempre está fazendo o quê? — Natasha falou saindo do elevador
— Oi Nat, bem vinda de volta — falei indo abraça-los — Achei que só voltariam amanhã
— Mudamos de ideia — ela respondeu ao notar que eu tentava mudar de assunto — Do que vocês estavam falando?
— Loki — Clint respondeu
— Ele voltou? -Steve perguntou largando as malas
— Ainda não, mas veio nos relembrar que ele quer vingança — Nico falou sério
— Temos que nos preparar — Natasha falou
— Como faremos isso? Sequer sabemos quando irá acontecer — Clint falou
— Eu acho que sei — Susan falou e todos olharam para ela — No meu aniversário.
— Ele também te falou quando atacaria? — Banner falou
— Não, mas existe uma profecia — Susan falou
— Acho que nunca ouvimos essa profecia inteira — Steve falou
— Para na vingança de um trapaceiro ajudar. Aos 18 anos a filha de ferro será instrumento de uma guerra. A morte de alguém eminente espera. — suspirei antes de concluir a profecia — E em suas mãos ficará a decisão. Aqueles que ama salvar... ou sacrificar.
— Aos 18 anos... quanto tempo pro seu aniversário? — Clint perguntou um pouco pensativo
— Quatro meses — falei e os olhei — Temos que pensar em tudo, temos...
— Nossa prioridade é manter a Susan segura — meu pai falou me interrompendo
— Não. Nossa prioridade são os civis — falei simplesmente — Lembra o estrago que a ultima guerra causou? Temos que colocar todos fora perigo
— Você quer evacuar toda a ilha de Manhattan? — Steve perguntou
— A ideia é essa — respondi simplesmente
— Alguma ideia de como faremos isso? — Banner perguntou
— Vamos precisar da SHIELD — falei normalmente
— O Fury praticamente está nos odiando, porque acha que ele nos ajudaria? — Natasha perguntou me olhando
— Porque antes de nos odiar, ele também odeia Loki — falei dando de ombros — Mas vamos falar com o Fury depois
— Vamos passar um tempo no acampamento, iremos procurar uma forma de desfazer o feitiço do Loki — Nico falou e todos assentiram
— Se desfizermos o feitiço, Loki fica sem reforço — Banner falou
— Mas se não desfizermos? — Steve perguntou
— Mantenham a luta focada em vocês, darei um jeito de fazer o Loki desfazer o feitiço — respondo simplesmente
— Aquele lunático não vai chegar perto de você de novo — meu pai falou
— Se eu não desfizer o feitiço, será preciso — rebato e ele não fala nada, apenas bebe o seu whisky
— Precisamos estar preparados, a tecnologia Chitauri é muito avançada — Clint falou
— Vou ver com alguns amigos do acampamento, pra criar algum dispositivo que neutralize os dos Chitauri — falei normalmente — Mas precisamos de tecnologia deles pra criarmos as armas cara combate-los.
— A Fase 2 — Steve falou e olhamos pra ele — Tecnologia semelhante a desenvolvida pela HIDRA.
— Que pode ser alimentada pelo reator ARC — Tony falou
— Não, isso pode afetar a Susan — Clint falou
— Não vai. Só me afetará se atingirem a Rainha — falei e ele assentiu compreendendo
— Mas como vamos conseguir essas armas? — Banner perguntou
— Não precisamos das armas, apenas dos projetos — meu pai falou — Isso eu resolvo
— Já temos um plano, agora vamos coloca-lo em pratica — falei me levantando e indo em direção a escada — Vou arrumar as malas pra irmos ao acampamento
— O que quer dizer com "aqueles que ama salvar ou sacrificar"? — Natasha perguntou e não se ouviu um barulho até que eu desse a resposta
— Significa que farei tudo o possível para manter vocês vivos — foi a minha resposta antes de subir
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