Notas iniciais
Olá! Sentiram saudades? Nem deu tempo para isso né? Boa leitura Espero que gostem!

Minutos depois chegamos a sala de interrogatório, me conduziram até uma cadeira, me sentei e tiraram as algemas, fiz uma massagem no pulso direito e depois no esquerdo enquanto olhava o Fury encostado na parede a minha frente.

— Você está adorando isso, né? — perguntei enquanto ele se aproximava e sentava na cadeira a minha frente

— Vamos ser diretos com isso, Susan... — ele começou a falar

— Senhorita Agostini, pra você — eu interrompi

— Como quiser, senhorita Agostini — ele falou me olhando — Vamos direto ao ponto. Porque matou o sr Lancaster?

— Eu. Não. Matei. O. Lancaster. — falei pausadamente

— Você disse que tinha assuntos a tratar com ele. Quais eram os assuntos? — Fury falou me ignorando completamente e aderi a uma nova tática. O silêncio.

Apenas fiquei sentada olhando-o sem esboçar reação e ele começou a ficar irritado. Não responderia mais nada.

— Te fiz uma pergunta... O que queria falar o ele?... RESPONDA — ele gritou e se colocou de pé — Cansei desse seu joguinho... levem ela de volta pra cela, daremos continuidade ao interrogatório em outro lugar.

Quando vi que a câmera desligou falei olhando-o.

— Está tentando me intimidar, diretor? — perguntei ficando de pé e ele me encarou, o agente voltou e estendi o braços em frente ao corpo para me algemarem novamente — Precisa praticar um pouco mais, acho que está perdendo o jeito.

Ele largou os papéis sobre a mesa e se aproximou de mim.

— Te darei um concelho — ele disse parando na minha frente — Não me provoque.

— Ou o quê? — perguntei olhando-o

— Farei da sua estadia aqui, um inferno — ele falou em tom de ameaça

— Então, tenta — desafiei e ele levantou a mão para me dar um tapa, mas consegui segurar o pulso deles a centímetros dele acertar meu rosto — Não ouse, encostar em mim.

Soltei o pulso dele e me virei em direção a porta onde haviam dois agentes apontando suas armas pra mim. O terceiro agente tocou meu braço, como se dissesse que devêssemos sair logo dali.

— Deixem a agente 13, a frente da investigação sobre a morte do Lancaster — foi a última coisa que ouvi o Fury dizer enquanto começava a andar pelo corredor de volta ao "quarto de hóspedes" da SHIELD.

POV STARK

Percebi que a Natasha estava um pouco ansiosa, ela a todo momento pegava alguma coisa pra beber ou comer, o Nico parecia preocupado, mas não dava um palavra. Nico olhou para o relógio da TV e suspirou pesadamente abaixando a cabeça. Natasha pareceu notar e um lampejo de preocupação cruzou o rosto dela.

— Ok! O que tá acontecendo? — perguntei e eles me olharam — Falem de uma vez o que tá acontecendo.

— Não é nada, Tony. Eu só... — Natasha começou a falar, mas foi interrompida

— A Susan foi pra SHIELD — Nico falou e eu o olhei.

— O que? — perguntei incrédulo

— Ela foi falar com o Lancaster — Natasha falou e eu a olhei

— Porque não me contaram antes? — perguntei quase gritando

— Ela não ia mudar de idéia. Dei a ela uma hora, se ela não voltasse nesse tempo eu diria onde ela foi — Nico falou me olhando — Esse era o acordo.

— Jarvis? — falei me levantando

— Sim, senhor Stark — ele respondeu

— Onde a Susan está agora? — perguntei indo em direção às chaves do meu carro

— Esta sendo levada para a cela 12 na ala oeste da SHIELD — Jarvis respondeu e eu praticamente congelei assim como todos os presentes no sala.

— Cela? Ela está presa sob as ordens de quem? — perguntei, mas já desconfiava da resposta

— Diretor Fury — ele respondeu

— Vou acabar com a raça dele — falei pegando as chaves

— Tony espera, se acalme ou fará alguma besteira — Steve falou se aproximando

— E a Susan pagará por isso — Natasha completou — Vamos trocar de roupa e depois todos iremos para SHIELD.

Assenti, trocamos de roupa e saímos, apenas o Nico disse que precisava ir falar com o pai e sumiu nas sombras, isso ainda me causa arrepios. Em poucos minutos estamos na entrada da SHIELD, Natasha e Clint foram na frente, com certeza todos já foram informados do desligamento dos Vingadores e da SHIELD e que queriam nos barrar, mas como Natasha e Clint ainda eram agentes eles abriam caminho sem facilmente.

Quando chegamos a área que a Susan estava presa, mas nem fomos barrados, apenas a Natasha e o Clint teriam acesso a área. E eu logo me irritei.

— Você vai me deixar passar, mesmo que os Vingadores não tenham mais nenhuma ligação com a SHIELD, eu vou entrar porque é a MINHA FILHA que está lá dentro — falei tentando conter a irritação

— Você acha que manda em alguma coisa, Stark? — ouvi a voz do Fury e todos nos viramos na direção dele

— Fury, seu... — Steve me deteve

— Pelo bem da Susan, não faz nenhuma besteira — Steve falou baixo enquanto soltava meu braço

— Libere minha entrada — exigi olhando-o

— Não — Fury falou simplesmente e eu contive a vontade de pular no pescoço dele

— Você vai permitir que eu entre — falei sério — Eu sou o filho do principal fundador da SHIELD, se ela existe é graças a idéia e dinheiro da minha família...

— A SHIELD não depende mais dos Stark's — Fury comentou, mas prossegui

— Agora é financiada pelo governo, mas mesmo assim, isso tudo foi idéia do meu pai, graças a ele esse projeto saiu do papel — enquanto falava ele ficava mais sério — A SHIELD é propriedade Stark usada pelo governo, assim como o Patriota de Ferro. E como herdeiro de Howard Stark, tenho meus direitos aqui e irei entrar, você querendo ou não.

— Se você acha que com esse papo vai me intimidar está muito enganado — A SHIELD já passou por coisas piores do as ameaças de um herdeiro mimado.

— A SHIELD só resistiu por que um Stark a criou. O que um Stark constrói apenas um Stark pode destruir — falei ameaçadoramente — E não tô falando com herdeiro, estou falando como pai, porque é a minha filha lá dentro. Você vai me deixar entrar e falar com ela...

— Se não, o que? — ele perguntou se mantendo firme

— Transformarei sua vida em um verdadeiro inferno — falei firme e sorri levemente — Sabe... estou devendo um jantar para o secretário de segurança nacional, aposto que ele poderia considerar que o Capitão América seria um excelente diretor para SHIELD.

— Isso é um absurdo — Fury falou tentando mostrar que não havia se abalado com a minha ameaça

— Não se chegar ao secretário a informação de que você sabia que a Hydra crescia escondida nas sombras da SHIELD e você não o informou e não fez nada para deter — Steve falou de braços cruzados encarando o Fury

— Está de olho no cargo de diretor da SHIELD, Capitão? — Fury perguntou olhando-o

— Nosso único interesse é levar a Susan embora e se para isso tivermos que tirá-lo da poltrona de diretor, que seja — Steve falou olhando-o

— Deixarei que a vejam, mas a saída dela dependerá do resultado das investigações — Fury falou e os agentes saíram do caminho

— Investigações? — perguntei sem entender e o Fury passou por nós, usou o cartão dele para abrir a porta da área de carceragem da SHIELD

Olhei para a Natasha e o Clint, notei que eles também não sabiam, eles trocaram um rápido olhar e se afastaram seguindo por um dos inúmeros corredores da SHIELD. Antes de entramos o Fury se virou na nossa direção.

— Um de cada vez, não quero tumulto — Fury falou

— Vai lá, Tony — Steve falou e eu assenti

Andamos um pouco até que pude ver a cela que a Susan estava, ela estava sentada na cama, com as pernas esticadas e as costas na parede de vidro reforçado.

— Boa tarde, srta Agostini — Fury falou

— Estava chegando ao nível de aceitável até ouvir sua voz — ela falou sem olhar na nossa direção

— Você tem visita — Fury falou e ela olhou pra mim

— Oi — ela falou me olhando

— Você vive se metendo em confusão, né? — falei olhando-a e ela deu um rápido sorriso

— Eu sou a única? — ela rebateu a pergunta

— Não, não é — falei e ela mudou de posição ficando sentada a beira da cama — Como você tá?

— Péssima. O colchão é horrível, o travesseiro não é dos melhores, as companhias me dão tédio, mas pelo menos o pão que me serviram é fresco e a água é potável — sorriso de lado e suspirei baixo um pouco aliviado, ela estava bem.

— Deixe ela sair — exigi olhando-o

— Não até sabermos se ela matou ou não o Lancaster — Fury falou e eu congelei no lugar

A minha filha estava sendo acusada de assassinato? Como assim? A Susan não mataria ninguém, só em legítima defesa como vi nos meus sonhos. Ela luta apenas pra se defender ou defender alguém, mas não para matar.

— Isso não tem cabimento — foi tudo que falei

— Ela foi a última pessoa a ver o Lancaster, deixamos eles sozinhos por alguns minutos e quando voltamos ele estava morto e ela praticamente inconsciente — Fury falou

— Isso não quer dizer que ela o matou — falei olhando-o

— Isso veremos ao final das investigações, até lá... — Fury falou e olhou pra Susan — Ela fica aí.

— Preciso conversar com a minha filha — falei olhando-a — A sós.

— Darei alguns minutos para vocês — Fury falou se retirando e os dois agentes que estavam na porta o acompanharam

Susan, se levantou da cama e se aproximou de mim. Dei um passo na direção da parede de vidro que nos separava.

— Você sabe que não estamos verdadeiramente sozinhos — ela murmurou me olhando e sei que ela se refere às câmeras

— Estaremos... agora — apertei o botão no meu relógio de pulso e as câmeras daqui foram temporariamente desligadas — Temos um minuto e meio até as câmeras religarem, farei perguntas e me responda objetivamente, não tem sido tempo a perder

— Tudo bem — ela confirmou

— Você matou o tal de Lancaster? — perguntei mesmo sabendo a resposta

— Não — ela respondeu e vi sinceridade nela

— Você viu ele morrer? — perguntei olhando-a

— Sim — ela respondeu

— Sabe quem o matou? — perguntei um pouco esperançoso

— Sei — ela respondeu simplesmente

— Você precisa dizer a eles querem foi — disse olhando-a

— Não vai adiantar muita coisa, já que a pessoa tá morta — ela falou se sentando novamente na cama e começar a tirar uma molinha de lá.

— O Lancaster, se matou? — perguntei estranhando o comentário dela

— Não... é uma longa história e te explico depois — ela falou e suspirou — Mas não matei o Lancaster.

— A cela dele tinha câmeras, certo? — ela assentiu — Eles devem ter filmado o que aconteceu.

— O Fury vai alegar que teve manipulação nas imagens, porque nenhuma câmera registrou minha entrada na SHIELD — ela falou e começou a desenrolar a molinha pra fazer ela reta

— Rackeou os sistemas? — ela negou com a cabeça — Magia. Você acobertou quem matou o Lancaster.

— Sim... — ele falou baixo. Ok, não tenho tempo, pra tentar entender isso agora.

— Você não pode falar da magia pra eles, eles deduziram que você rackeou o sistema, qualquer imagem pra te tirar daqui foi descartada — falei e passei a mão no rosto tentando clarear os pensamentos — Não tem nada que prove sua inocência?

— Aparentemente não. E coletar digitais de pele e praticamente impossível... — ela se calou, olhou para as próprias mãos e sorriu — É isso.

— O que? — falei, ela se levantou e se aproximou mostrando as mãos

— As marcas. Tem hematomas no pescoço do Lancaster onde apertaram, e olhas o tamanho das minhas unhas — ela falou e vi que estavam bem grandes — Se eu tivesse enforcado ele, minhas unhas teriam perfurado a pele dele, teria sangue e tecido nas minhas unhas. A pessoa que o matou tinhas unhas bem curtas. Outro detalhe, ele arranhou o braço da pessoa enquanto o estrangulavam.

— A pessoa o matou dentro da cela. Você entrou lá? — ela negou — Então, não terá marcas das solas do seu tênis lá dentro.

— Sem pegadas, sem sangue, sem arranhões... — ela falou me olhando

— Sem acusações — sorri pra ela — Não é a toa que você é uma Stark. Mas temos que saber quem está responsável pela investigação.

— Ouvi Fury falar que era pra chamar a agente 13 — ela falou normalmente

— Acho que o Rogers conhece ela, vamos ver o que ele consegue fazer — falei olhando-a

— O Steve tá aqui? — ela falou surpresa

— Todos os Vingadores, exceto o Banner — falei e ela riu baixo

— Reuniu os Vingadores pra derrubarem cada parede da SHIELD pra me tirarem daqui? — ela perguntou em tom brincalhão

— Se fosse preciso, sim — falei sério, ela olhou diretamente nos meus olhos e nosso tempo acabo. As câmeras ligaram novamente

— Obrigada — ela murmurou

— Tirar você de problemas é minha obrigação — falei baixo e ela riu

— Acho que já dei tempo suficiente pra conversarem — Fury falou entrando e olhamos na direção dele — Sabe... as câmeras daqui deram problema depois que sai.

— Também com as geringonças que você chama de equipamentos, não duvido que qualquer equipamento falhe — falei e a Susan disfarçou uma risada

— Mudando de assunto, quando verei a segunda sala de interrogatório? — ela falou e percebi que foi apenas para me deixar a par de que já tentaram interrogá-la.

Falo tentaram porque ela é esperta demais pra participar de um interrogatório sem advogado. Mas essa segunda sala para interrogatório, nunca havia ouvido falar.

— Segunda sala para interrogatório? Andou expandindo a SHIELD e não contou? — falei e ele desviou do assunto

— Não há necessidade de um novo interrogatório, por enquanto — Fury falou olhando-a, como se fosse fuzila-lá. — Tem mais alguma coisa pra conversar com ela?

— Não — falei sinceramente

— Acho melhor sairmos e deixá-la descansar — Fury falou fingindo se preocupar com ela, me virei na direção dela.

— Vamos te tirar daqui — sussurrei e ela assentiu me olhando

Segui caminho para a saída, precisava encontrar o Rogers ou a Natasha rápido. Quero um deles de olho pra evitar de incriminem a Susan. Fury, não tem escrúpulos. Ele poderia fazer qualquer coisa para deixar a Susan presa.

Notas finais
E aí? O que acharam do capítulo? Acompanhem, favoritem, recomendem e comentem Nós nos vemos no Facebook, não Wattpad, no WhatsApp, no Social Spirit e nos reviews