Susan, a filha de um Vingador (2° Temporada)
47 Feliz Aniversário
Notas iniciais
POV Stark
Depois de alguns minutos, a Susan dormiu. Eu me levantei com cuidado para não acordá-la, sair do quarto e foi em direção a sala. Todos ainda estavam lá, quando eles me viram pararam a conversa.
— Como ela tá? — Clint perguntou
— Bem, ela conseguiu dormir — respondi me aproximando deles
— Aconteceu alguma coisa? — Pepper perguntou
— Ela finalmente me aceitou como pai — respondi, vi o Jhon e o Nico suspirarem aliviados e a Pepper veio me abraçar
— Estou tão feliz por você — ela sussurrou durante o abraço
— Obrigado — sussurrei de volta e desfizemos o abraço
— E o que vamos fazer em relação a Susan? — Natasha perguntou
— Eu ainda não sei, mas eu preciso encontrar uma cura — falei olhando-o se — Eu vou encontrar uma cura
— E no que precisar, pode contar comigo, Tony — Bruce falou e dei um sorriso agradecido
— Com todos nós — Steve completou
— Enquanto vocês pensam em algo pra curá-la, eu vou cuidar dela — Pepper falou e a olhamos — Uma alimentação apropriada, algumas ela não poderá mais fazer, vou ver isso direito.
— Não acho que seja uma boa idéia — Jhon falou parecendo preocupado
— É a única maneira na qual eu posso ajudá-la — Pepper falou e se retirou sem esperar resposta
— Isso não vai acabar bem — Nico falou e soltou um suspiro pesado
— E nem adianta falar com ela, quando a Pepper coloca algo na cabeça, não tem quem tire — Natasha falou
— Só nos resta esperar — falei sem conseguir imaginar a confusão que isso vai causar
Algumas Horas Depois
POV Susan
Acordei e fiquei deitada na cama pensando nos últimos acontecimentos. E é de certa forma irônico. A coisa que eu usava como desculpa pra manter meu pai afastado, acabou aproximando a gente. Me levantei, tomei um banho demorado pra tirar o cheiro de hospital que estava em mim, vesti uma calça jeans, uma camiseta cinza, calcei meu all star e amarrei meu cabelo de lado, deixando-o cair sobre o ombro.
Procurei minha carteira e peguei meu cartão de crédito. Não pretendia jantar na Torre, ainda não estou preparada pra receber constantes olhares de preocupação, na pior das possibilidades, olhares de pena. Desci a escada e vi que a mesa de jantar já estava posta, notei que todos estavam um pouco desconfortáveis com a situação e a Pepper se aproximou
— Já estava indo te chamar pro jantar — Pepper falou sorrindo, olhei para a mesa e vi que o jantar era frango grelhado sem pele e legumes ao vapor
— Nossa, decidiram iniciar o processo de purificação antes de se tornarem vegetarianos? — perguntei olhando-os
— A Pepper quer fazer uma reeducação alimentar — meu pai respondeu
— Entendi — falei entendendo que aquele jantar não era pra eles, mas pra mim — Bom jantar pra vocês.
Falei começando a caminhar em direção ao elevador.
— Onde você pensa que vai? — Pepper perguntou me olhando
— Comer alguma coisa — me virei para olhá-los — Vou para a pizzaria, primeira rodada por minha conta, alguém que ir?
— Eu vou — meu pai falou entendendo que não aceitaria ser tratada como doente — Mas vai por minha conta.
— Então tô dentro — Natasha falou se levantando
Steve, Clint, Jhon e Nico também seguiram a Natasha.
— Não. Você não pode — Pepper falou preocupada — Esse tipo de comida vai te fazer mal. Você está doente e...
— Pepper, me ouve — falei interrompendo — Sei que está preocupada comigo, sei que querendo o melhor pra mim, mas eu não quero ser tratada como doente.
— Mas... — ela tentou argumentar, mas não permiti
— A doença está em estado avançado, uma mudança na alimentação não afetará em nada — falei tranquilamente e vi que ela começou a lacrimejar — Tenho apenas 3 meses, com um pouco de sorte 4.
— O Tony vai procurar uma cura e... — ela tentou falar e começou a chorar
— Eu sei que ele vai procurar uma cura, mas não é certeza que ele vai encontrar — falei olhando-a — Eu quero aproveitar o tempo que tenho. Vai me acompanhar ou terei que aproveitar meu tempo sozinha?
Ela sorriu levemente em meio ao choro e assentiu. Ela me deu um abraço forte, depois secou as lágrimas.
— Então, podemos ir? — Jhon perguntou
— Ainda não, está faltando o Bruce — falei olhando em direção a mesa
— O Bruce não é muito de sair — meu pai falou — Ele prefere a solidão.
— Não essa noite — falei baixo e fui até onde o Bruce estava.
Sentei na cadeira em frente a ele que estava se servindo daquele jantar doentio.
— Sério que você vai comer isso? — perguntei e ele me olhou — Nem eu que tô doente vou comer essa gororoba.
— Tem alguma outra sugestão? — ele perguntou e eu assenti
— Você ir com a gente comer pizza — falei e ele negou com a cabeça sorrindo levemente
— Obrigado pelo convite, mas não posso aceitar — ele falou sem me olhar
— E porque não? — perguntei olhando-o
— Digamos que não me sinto confortável com muitas pessoas ao meu redor — responde ajeitando o óculos.
— Eu prometo que vamos para um lugar calmo, sem muito movimento e ninguém irá te reconhecer nenhum dos Vingadores — falei e ele me olhou — Olha, há 11 anos eu não comemoro meu aniversário na data certa e me recuso a fazer isso hoje sem você. Por favor, tio Bruce!
Ele riu da forma que o chamei, abaixou a cabeça e em seguida me olhou
— Está bem — ele falou, eu levantei da cadeira pulando em comemoração e ele riu — Tem certeza de que você tá doente?
— Meu corpo, sim. Minha mente, não — respondi e fomos até os outros
— Como você fez isso? — Steve perguntou
— Tenho meus meios — falei dando de ombros — Podemos ir?
Fomos para o elevador seguindo caminho até o estacionamento. Nos dividimos em 2 carros, pedi pro Jhon e pro Nico manipularem a névoa para que as pessoas não reconhecessem os Vingadores. Seguimos o caminhão até uma cantina e pizzaria. Conversávamos assuntos aleatórios, comemos, nos divertimos como uma família. E pela primeira vez não me senti culpada por comemorar meu aniversário na data certa.
Só saímos de lá quando estava perto da pizzaria fechar. Levei o Jhon para casa, Nico disse que dormiria na torre hoje, então quando voltamos fomos cada um para os nossos respectivos quartos. Alguns minutos após ter me deitada senti a mudança na magia do quarto e soube que o Nico estava ali. Olhei na direção dele e vi que ele se aproximava.
— O Jhon disse que você tem que dormir usando isso — ele indicou a máscara e o cilindro de oxigênio
— Ela incomoda — respondi deitando novamente
— Você tem que se cuidar. Sei que não gosta de hospitais, então faça sua parte pra ficar longe de um — ele disse estendendo a máscara
— Odeio quando você tá certo — falei pegando a máscara — Vai dormir aqui?
— Vou. Quero passar a noite cuidando de você hoje — ele falou e eu sorri — Feliz aniversário, amor
Ele se deitou ao meu lado, coloquei a maldita máscara e me deitei também. Não demorou muito para que eu pegasse no sono.
POV Stark
Sonho ON
Eu estava na entrada de um hospital, abri as portas com força e entrei correndo seguindo pelos corredores até chegar em um quarto no final do corredor. O quarto estava silencioso, eu até diria que estava soava vazio se eu não tivesse visto uma pessoa deitada naquele leito hospitalar, ligada à diversos equipamentos. Quando me aproximei quase não reconheci a pessoa que estava dormindo ali. O cabelo sem brilho, magra, pálida, algumas manchas roxas na pele e visivelmente fraca.
— Susan? — sussurrei e ela abriu os olhos
— Você veio — ela falou com um sorriso cansado
— Eu não ia ficar longe de você — falei me sentando na cama e segurei a mão dela
— Eu tava com medo de que não viesse — ela falou baixo
— Eu não vou te abandonar — falei e uma lágrima escorreu dos meus olhos — Me perdoe. Eu não consegui encontrar uma cura.
— Eu... que devo te pedir desculpas — ela falou com um pouco de dificuldade de respirar e lágrimas começaram a rola pelo rosto dela — Não consegui poupar você... de passar por isso
— Não tem o que desculpar — falei secando as lágrimas dela — Agora descansa. Você não pode estar se esforçando tanto.
Ela assentiu fechando os olhos e respirou fundo. Abriu os olhos e me encarou
— Pai? — ela sussurrou
— Oi — notei uma leve mudança no olhar dela, parecia perder um pouco de brilho
— Eu te amo — ela falou e vi os olhos dela perderem o brilho e o foco.
Em seguida o aparelho do quarto que média os batimentos cardíacos disparou indicando que o coração dela havia parado
— Não. Não. Susan, olha pra mim. Filha, olha ora mim — pedi mas nada aconteceu.
Sonho OFF
Acordei assustado, meu coração acelerado, respiração irregular, olhei em volta e vi a Pepper dormindo, ainda bem que eu não a acordei, me levantei com cuidado, troquei de roupa e sai do quarto. Desci a escada e ouvi um barulho na cozinha, caminhei até lá e vi o Steve enchendo um copo com água.
— Se alguma coisa sumir da geladeira, vou por a culpa em você — falei e ele me olhou
— Pode verificar, apenas peguei água — falou brincando
— Não consegue dormir? — falei e fui pegar água pra mim
— Não. E pelo jeito você também — Steve falou e eu fiquei em silêncio — Depois de ontem... eu fico a todo momento esperando um grito da Susan.
— Eu sei como é isso — falei e coloquei o copo na pia depois que terminei de beber água — Preciso dar um jeito nisso. Já falhei com a Bianca, não posso falhar com a minha filha.
— O que pretende fazer? — Steve perguntou me olhando
— Não sei... estava indo ver o Banner, pra tentar pensar em algo — falei simplesmente
— Posso ir? Sei que não sou médico, nem gênio, mas me importo com a Susan — Steve falou
— Pode — falei e saímos do andar dos Vingadores
Fomos para o elevador e fomos para o andar de pesquisas onde fica o quarto do Banner. Entramos e vimos ele sentado em frente ao computador, quando as portas de vidro se fecharam, ele olhou na nossa direção.
— O que devo a visita? — Bruce perguntou fazendo uma anotação
— Eu estava querendo falar com você — falei e ele parou o que estava fazendo e tirou o óculos pra nos olhar
— Sobre? — Banner perguntou curioso
— A Susan — Steve respondeu e o Banner sorriu
— Essa resposta não me surpreende — ele pegou umas folhas e me entregou — Estava analisando o caso dela.
— A sua opinião? — perguntei e se levantou
— Ela é praticamente um milagre, pelo estágio da doença e ela continua ativa dessa forma — Banner falou e se levantou — É inacreditável.
— A Marta disse que isso é devido ao poder do Jhon — respondi e ele me olhou
— Pelo que sabe sobre a doença, há algum tratamento que possa ser feito? — Steve perguntou levemente esperançoso
— Infelizmente não. A doença está muito avançada, os medicamentos não seriam tão fortes — Banner falou e uma idéia surgiu
— E se desenvolvessemos um medicamento mais forte? — perguntei olhando-o
— Seria arriscado. Isso poderia matá-la — Bruce falou
— E se falassem com o Jhon? — Steve falou e nós o olhamos — Ele poderia usar os poderes para amenizar o impacto da medicação.
— É uma possibilidade — Bruce falou — Mas no estado que ela está essa medicação, só nos daria mais tempo, infelizmente não iria curá-la.
— Precisamos pensar em algo — falei
Ficamos algum tempo em silêncio tentando pensar em algo, mas não consegui pensar em nada que pudesse ajudar a Susan. Peguei um porta caneta de vidro sobre a mesa e joguei contra a parede.
— Eu não consigo pensar em nada — quase gritei
— Tony, fica calmo — Steve falou
— Calmo? Você fala isso porque não é a sua filha que tá morrendo. Eu tenho que fazer algo pra salvar a minha filha. — falei olhando-o e vi que ele se irritou
— Você acha que é o único que ama a Susan? Que é o único que se importa com ela? — Steve perguntou sério — Stark, se eu pudesse trocar de lugar com ela, eu faria. Eu faria qualquer coisa para ajudá-la.
— Qualquer coisa? — perguntei quando uma idéia começou a surgir
— Qualquer coisa — ele confirmou
— Até dar o seu sangue? — perguntei olhando-o
— Espera... você tá pensando... em fazer um soro do super soldado pra Susan — Bruce falou preocupado
— Sim... você foi o único cientista que chegou mais próximo do sucesso do soro — falei olhando-o.
— E isso criou o outro cara — Banner falou
— Mas agora você tem duas coisas, que você não tinha antes — falei e ele me olhou intrigado — O primeiro e único sucesso do programa super soldado e uma mente Stark
— O pai do Tony participou do projeto, deve ter guardado em algum lugar os arquivos do projeto — Steve falou incentivando a idéia
— Bruce, a sua experiência com o soro, o sangue do Steve e a minha habilidade com robótica, pode ser a única forma de salvar a Susan — falei quase implorando
— Levei quase um ano pra montar aquele equipamento — ele falou cedendo e eu sorri
— Bom... vamos ter que conseguir em menos de 3 meses — falei confiante da idéia
— Pode contar comigo para montagem do equipamento, não sei muito coisa...- Steve falou e eu interrompi
— Toda ajuda será bem vinda — falei e ele assentiu
Isso pode salvar a Susan, isso tem que dá certo. E irei me agarrar a essa chama de esperança.
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