Susan, a filha de um Vingador (2° Temporada)
2 Chegando A Vermont
Notas iniciais
POV Susan
Passamos a noite, assistindo filmes, jogando video game e comendo muito. Resultado, a dispensa ficou praticamente vazia. Dormimos na sala mesmo, eu acordei antes dos meninos, fiz minha higiene matinal e fui ao mercado fazer uma compra básica para o café da manhã, voltei e eles ainda estavam dormindo, preparei o café e deixei na cozinha, voltei para a sala e comecei a recolher as embalagens que deixamos espalhadas pela sala, organizei os filmes novamente e quando comecei a arrumas as caixas dos jogos, vi que o Nico se mexeu, olhei rapidamente e voltei a arrumar as coisas
— Já acordada? — Nico falou com a voz rouca pelo sono, enquanto se sentava
— Tenho o hábito de acordar cedo — falei, coloquei o ultimo jogo no lugar e me virei na direção dele — Bom dia
— Bom dia — ele falou se levantando, ele se esbarrou no Jhon e quase tropeçou
— Cuidado, eu tô aqui — Jhon reclamou emudou de posição e eu ri
— Levanta logo, Jhon — falei e ele resmungou
— A única que gosta de acordar cedo aqui é você — ele falou e enfiou a cara na almofada e eu segurei o riso
— Tá pode ficar dormindo, mas quando você for procurar seu café e não encontrar não quero ouvi reclamações — falei e ele bufou em frustração
— Tá bem! Tá bem! Eu já entendi — ele falou se sentando — Já levantei, feliz?
Eu ri e comecei a andar em direção a cozinha
— As coisas que irão precisar está no quarto de hospedes — falei e eles foram para o andar superior
Comecei a arrumar a mesa e quando eu estava terminando o Jhon e o Nico chegaram. No sentamos e começamos a tomar café. Eu comi algumas torradas e um copo de suco de laranja, durante a refeição mantivemos uma conversa divertida. Quando terminamos os meninos foram colocar os móveis da sala no lugar e eu arrumei a cozinha.
Quando terminei fui para a sala, procurei alguma coisa legal pra assistir na TV, mas nada interessante. Então optamos por um filme. Jhon se sentou na poltrona, Nico se deitou no sofá e eu me sentei no chão, sobre algumas almofadas. O filme estava quase terminando quando senti meu celular vibrar peguei e vi que era uma mensagem da Talita pedindo que eu fosse até o Buffet pegar alguns documentos relacionados a inauguração das filiais que precisavam da minha assinatura e também o plano das festas de inauguração. Olhei o horário e já se passavam das 11h.
— Gente, não vai dar tempo pra mim fazer o almoço — falei e eles me olharam — E como tenho que passar no Buffet, vou trazer comida de lá
— Tudo bem, mas pra mim não vai precisar — Jhon falou e eu estranhei ele recusar comida — Tenho que ir ajudar minha mãe a organizar as coisas pra mudança
— Tudo bem — olhei pro Nico — E você?
— Eu posso ficar — ele falou dando de ombros — Não tenho que ir com tanta urgência pra o submundo
— Ok! Vou me trocar — falei me levantando
Fui para o meu quarto, peguei uma calça jeans, uma blusa vinho, amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo, calcei uma sapatilha e desci. O Jhon não estava mais na sala, vi o Nico em pé próximo ao armário olhando os vários porta retratos que estavam ali.
— E mais uma vez, você é flagrado olhando minhas fotos de quando era pequena — falei e ele me olhou
— Gosto de imaginar como é ter uma infância normal — ele fala dando de ombros — Olhando as fotos me ajuda a deixar as imagens mais concretas
— Está olhando para as fotos da pessoa errada — comentei dando ar de riso — Minha infância foi tudo, menos normal. Você quer ir ao Buffet, ou vai ficar aqui?
— Eu vou com você, quero ver onde você trabalha — ele falou e eu peguei as chaves do carro
— Ok! Você dirige — falei e joguei as chaves pra ele
Ele pegou as chaves e fomos para garagem, meu Audi estava da mesma forma que eu o deixei, coberto por uma capa para evitar a poeira. Retirei a capa e Nico destrancou o carro, entramos, liguei o rádio e o Nico começou a dirigir. Ele seguia o caminho que indicava, em poucos minutos estávamos na frente do Buffet.
Nico estacionou o carro e nós saímos. Caminhamos até a entrada dos funcionário do Buffet, assim que abri a porta vi a movimentação. Funcionários levando as caixas com as marmitas para o estacionamento, onde estava as vans de transporte do Buffet. Vi algumas pessoas conferindo a carga, os chefes já estavam começando a organizar a cozinha
— Aqui é bem movimentado — Nico comentou olhando o pessoal trabalhar
— Até que hoje está calmo — falei normalmente e o Nico me olhou surpresa
Dei um passo entrando na cozinha e o Nico foi olhar um pouco a cozinha.
— Bom dia, gente! — falei mais alto que o normal
— Bom dia, Su! — eles responderam animados
— Bem vinda de volta — disse a Sophie ao me dar um abraço
— Obrigada! — falei e desfizemos o abraço
— Pensei que só voltaria ao trabalho amanhã — ela comentou me olhando
— Eu oficialmente só volto ao trabalho amanhã — digo olhando-a — Mas tem alguns documentos que preciso ler com urgência
— Entendi — ela falou em tom compreensivo — Vai ficar e almoçar com a gente?
— Até que não é uma má idéia — falei e ela sorriu — Coloca mais dois lugares, temos um convidado hoje
— Quem? — ela perguntou curiosa
— Ele — indiquei onde o Nico estava, ele olhava de longe a finalização do almoço, mas parecia concentrado
— Seu namorado? — ela perguntou com um sorriso travesso
— Não — falei rápido de mais e ela riu — Ele é apenas meu amigo
— Que pena! Formariam um belo casal — ela falou e o olhou o Nico novamente — Vou terminar de por a mesa
Olhei-a se afastar incrédula com o comentário dela. Balancei a cabeça afastando esses pensamentos e me aproximei do Nico, ele estava tão concentrado que até parecia que não veria minha aproximação.
— O que tanto você olha, Di Ângelo? — perguntei e ele desviou o olhar pra mim
— Estou apenas vendo a precisão com qual eles cortam e temperam a comida — ele falou voltando a olhar a cozinha — Eles fazem parecer tão fácil quanto respirar
— Quando a pessoa acostuma se torna algo natural — comentei olhando na mesma direção que ele — Como é natural pra você viajar nas sombras
— Entendi — ele falou me olhando — Já pegou os documentos?
— Ainda não, tava pensando em a gente almoçar aqui — falei olhando-o
— Pode ser — ele deu de ombros
— Vamos pro refeitório — falei e ele me seguiu
Chegamos lá e vimos uma sala enorme, com várias mesas, cadeiras, tudo organizado pronto para o almoço
— Os almoços são sempre assim? — Nico perguntou olhando em volta
— Geralmente, vamos escolher uma mesa — escolhemos uma, onde deixei minha bolsa — Vou pegar os documentos, quer ir?
— Claro — ele falou e me acompanhou até a minha sala — É bem a sua cara
— Porque você está dizendo isso? — perguntei curiosa
— Tudo está perfeitamente organizado — ele comentou olhando em volta — Você tem TOC?
— Oi!? — perguntei segurando o riso
— Você sabe, transtorno obsessivo compulsivo — ele falou dando de ombros
— Eu sei o que é TOC. E não. Eu não tenho isso — falei pegando a pasta — Porque perguntou isso?
— Tudo seu é perfeitamente arrumado — ele respondeu normalmente
— Porque manter tudo arrumado facilita a minha vida — falei olhando-o — É mais fácil procurar minhas coisas em um lugar arrumado do que em meio a um caos
— Entendi — ele falou e se aproximou da mesa — Essa sala era da sua tia?
— Era. Comecei a usa-la quando ela parou de vir ao Buffet — respondi olhando o porta retrato que tinha uma foto minha e da minha tia — Vamos indo. O almoço será servido em breve
— Vamos. Tô começando a ficar com fome — ele falou e fomos para o refeitório do Buffet
POV Stark
Na manhã bem cedo eu já estava de pé e fui informado pelo Jarvis que os Vingadores chegariam no aeroporto as 8h da manhã. Jarvis informou o piloto e ele preparou o meu avião para a viagem. Enquanto me arrumava a Pepper me falou sobre ser exagero levar os Vingadores e para aliviar um pouco disse que não levaria o Banner e que tudo que iria fazer era conversa com a Susan.
As 7h30min eu já estava no aeroporto e já estava me irritando. O tempo parecia estar brincando com a minha cara e parecia leva séculos para passar alguns minutos. Pontualmente as 8h os Vingadores chegaram. O Steve na moto e Natasha e Clint no carro.
Eles estavam vestidos normalmente, mas carregavam um mochila, provavelmente era onde estava o uniforme deles. Assim que eles se aproximaram não dirigi a palavra a eles e entrei no avião. Me sentei, eles entraram e fazendo o mesmo que eu.
Quando nos sentamos o piloto informou que iria levantar vôo logo. Em segundos já estávamos partindo em direção a Vermont. Eu olhava pela janela do avião, o silêncio estava tomando conta do ambiente até que o Steve decidiu quebrá-lo
— Você está bem, Tony? — ele falou e eu o olhei
— Ótimo. Porque? — perguntei olhando-o
— Está quieto — ele comentou se acomodando na poltrona a minha frente
— E que missão é essa? — Natasha perguntou fazendo-me olhá-la — Liguei para o Fury e ele não sabe nada a respeito. Espero que você não esteja nos fazendo perder tempo
— É uma missão um pouco pessoal, mas precisava da ajuda de vocês — falei olhando-o novamente o céu pela janela
— E que missão é essa que precisa da nossa ajuda? — Clint perguntou e eu o olhei.
— Preciso que me ajudem a encontrar uma pessoa — falei e me levantei pra pegar a pasta com as poucas informações que descobri — É uma garota de cabelo preto, olhos azuis, mais inteligente que a média das pessoas, bonita e...
— Pensei que você estivesse bem com a Pepper — Clint comentou em tom brincalhão
— Olha Tony, não queira nos envolver nos seus rolos e seja honesto com a Pepper ela não merece isso — Natasha falou irritada
— Não é nada disso que vocês estão pensando, tá bem? Eu não tô traindo a Pepper — falei impaciente
— Então quem é essa garota? — Steve perguntou
— Ela é minha filha — respondi olhando-os e eles ficaram surpresos — Há três meses procuro informações sobre ela e não encontrei quase nada. Apenas o nome, a idade e o Jarvis detectou uma pessoa muito parecida com ela em Vermont. Por isso preciso da ajuda de vocês pra encontra-la
— Tem alguma foto dela? — Natasha perguntou mais tranquila por não estar traindo a Pepper
— Tenho algumas imagens que as câmeras de segurança conseguiram captura dela quando ela esteve nas Industrias Stark — coloquei as fotos na mesinha e a Natasha pegou uma foto que mostrava claramente o rosto dela — O nome dela é...
— Susan!? — eles falaram ao mesmo tempo e eu fiquei surpreso
— Como vocês sabem? — perguntei e a Natasha abaixou a foto
— Conhecemos a Su — Clint falou e não gostei da intimidade com a qual ele falou dela
— Há alguns meses tivemos um incidente e acabamos em Vermont, ela nos abrigou por alguns dias — Natasha falou — Eu ainda não consigo acreditar
— Nem eu ainda acredito que tenho uma filha — falei e soltei um suspiro pesado
— Não é isso que não acredito — ela falou e eu a olhei — O que eu não consigo acreditar é como uma pessoa tão legal como a Su tem um pai como você
Ela falou tranquilamente enquanto me olhava, o Clint riu baixo e o Steve segurou o riso
— Muito engraçada ruiva — falei rolando os olhos — Mais então, vão me ajudar?
— Vamos. Quando chegarmos vamos para casa dela — Clint falou
— Eu ainda me lembro do endereço — Steve falou e ficamos em silêncio até chegarmos a Vermont
Quando chegamos ao aeroporto da cidade, entramos nos carros das industrias Stark que estavam esperando pela gente e seguimos as coordenadas dadas pelo Capitão. Em minutos chegamos a rua que ela morava e admito, fiquei um pouco nervoso, mas não deixei transparecer. A Natasha desceu e foi até a porta da casa dela, tocou a campainha, bateu na porta e nenhum sinal dela. Natasha olhou pela janela e a casa parecia estar vazia. Natasha bateu na porta novamente e o barulho de rodas de Skate chamou minha atenção. O garoto parou próximo aos carros, olhou para os carros pretos e em seguida olhou pra Natasha
— Eu sabia que isso um dia iria acontecer — ele desceu do Skate, pisou na parte traseira da prancha e o skate subiu — A Su se meteu em problemas, não foi?
— Não. Ela é esperta de mais pra isso — Natasha falou tranquilamente como se o conhecesse — Sabe dizer onde ela está?
— Ela foi almoçar fora. Acho que não demora muito pra voltar — ele respondeu
— Tudo bem, vou esperar aqui — Natasha falou e ele assentiu
— Preciso ir — ele colocou o skate no chão, mas antes de subir falou pra Natasha — Só um conselho. Tira esses carros da porta dela. Ela vai achar que são federais atrás dela e provavelmente irá fugir.
— E se ela estiver de carro, ela vai despistar a gente — Clint falou ao sair do carro — Sei do que estou falando por experiência própria.
— Foi preciso — Jhon falou e Clint o olhou tranquilo
— Você estava com ela, não era? — Clint perguntou e o garoto simplesmente assentiu — Vamos ficar em ruas próximas. Melhor evitar uma perseguição
— Bom... tenho que ir. Tchau pra vocês — o garoto saiu no skate e entrou na casa em frente à da Susan
A Natasha e o Clint entraram nos respectivos carros, Natasha sentou-se novamente no banco do carona e eu a olhei
— Vamos esperar na rua do lado — ela falou e eu liguei o carro e fomos para a outra rua.
Esperamos por praticamente 30 minutos, até que vejo um Audi R8 Spyder vindo e estacionando na frente da casa da Susan. Ela desceu junto com um garoto, pegou algumas bolsas do mercado local e foram em direção a casa entrando logo em seguida.
— Chegou a hora — falei assim que ela fechou a porta da casa e todos saímos dos carros.
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