Survivor Academy
4 Hard
Notas iniciais
A quem continuar acompanhando meus agradecimentos, e novamente desculpa ):
Billie adentrou a sala olhando a turma. O silêncio em que a mesma estava imersa chegava a irritá-lo.
- O que houve pessoinhas? Logo vocês que são sempre tão falantes estão quietos? — O silencio continuou. Ninguém tinha coragem de iniciar um diálogo com o pequeno Armstrong — Okay, se vocês não querem falar não vou obrigá-los ao contrário, mas se for algum tipo de greve que possa fazer com que a Gaga fique irritada, por favor, me incluam nessa! — disse dando uma risada fraca.
Seus olhos correram a turma toda até que pararam nela, a razão de sua conversa — ou seria melhor dizer discussão? — com Tré mais cedo. Observou a menina um pouco com um sorriso no rosto. Tré tinha razão, ele tinha de tomar uma atitude.
- Enfim, já que vocês não vão falar nada mesmo eu vou deixá-los sozinhos um pouco. Hayley, me acompanhe por favor? — O ultimo pedido do professor fez a turma toda voltar suas atenções para a garota ruiva que seguia o moreno em direção a porta. Assim que saíram um burburinho tomou conta da turma.
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O loiro estava no banheiro chorando, como sempre. Já nem sabia de onde vinham tantas lágrimas. Mas desta vez não podia culpar Billie, afinal fora ele mesmo que havia desistido de lutar pelo coração do pequeno professor. Mas ainda havia um vestígio de esperança de que ele o amasse. Porém as palavras do Armstrong momentos antes confirmaram o contrário. Um barulho se fez do lado de fora, este chamou a atenção de Tré. Era uma voz conhecida, a voz que ele mais amava no mundo.
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Billie parou em frente à porta do banheiro, imaginando que não havia nenhuma alma viva em sã consciência ali. As palavras do professor de educação física haviam o feito tomar aquela atitude. Precisava contar para a pequena ruiva seus sentimentos, mesmo sabendo que um relacionamento entre eles era errado, afinal ela era sua aluna, mas quem disse que dentro daquela imensa academia alguma coisa era correta?
- Hay, eu preciso te falar uma coisa, mas não pode ser aqui — disse o moreno olhando para os lados — An , será que podemos, sei lá, sair para comer alguma coisa amanhã?
- Claro! Quer dizer, por que não? — A menina quase pulou de alegria, mas conseguiu se controlar. Agradecia mentalmente ao dono de dois belos olhos azuis, sabia que era ele o responsável por aquilo. Mal sabia ela que naquele momento esses mesmos olhos azuis transbordavam em lágrimas.
A turma do terceiro ano havia voltado ao normal, ou seja, estava uma baderna! E o assunto permanecia o mesmo em todos os "grupinhos". Nunca o nome de Billie e Tré havia sido tão citado assim. A falação ficou ainda pior quando o pequeno Bieber veio avisar que Tré não iria dar aula naquele dia. O motivo: Ele simplesmente havia desaparecido.
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Depois de ouvir a conversa de Billie e Hayley, Tré resolveu ir embora, não suportaria ficar nem mais um segundo ali. A dor dentro de seu peito era grande demais e nenhum remédio poderia curá-la, na verdade sim, havia um remédio: Eram três palavras que tinham de sair da boca daquele professorzinho de olhos verdes, o que, para Tré, aquela altura era impossível, afinal o próprio Billie havia lhe falado o que eles eram.
- "Parceiro de cama", é só isso que signifiquei para você não é Billie? — perguntou como se o outro pudesse ouvir — Com 8 bilhões de pessoas no mundo eu só consigo me ver ao seu lado. Mas que merda! — gritou o loiro jogando a primeira coisa que viu no chão.
O resto do dia foi torturante e doloroso para Tré. A imagem de Billie Joe não saia de sua cabeça, mas ele tinha que se conformar: Billie não amava, não a ele.
Do outro lado um par de olhos verdes encontrava-se perdido. Billie pensava se havia feito a coisa certa em chamar Hayley para sair, não por ela ser sua aluna afinal, se houver até hoje algo realmente impossível é Billie Joe Armstrong respeitar as "regras". O que estava perturbando a mente do moreno era a verdade sobre seus sentimentos, estranhamente naquele dia uma pessoa não saia de sua mente, uma pessoa que não era ruiva, nem ao menos era uma mulher.
- Será que ela é mesmo a pessoa certa? — perguntou para o nada, como se alguma coisa em seu quarto pudesse lhe dar a resposta.
E com esses pensamentos adormeceu, um sono tranqüilo e cheio de sonhos com aquele que estava começando a fazer a diferença em seu coração.
Era tarde da madrugada e o pequeno Armstrong levantara da cama transtornado, havia tido um sono tranqüilo mas já não conseguia dormir. Sentia falta de algo, alguém na verdade, o espaço vazio na sua cama o perturbava.
- É só ansiedade pelo encontro com a Hayley – Billie Joe tentava se convencer, mas sabia que não era nem de longe a verdade.
Quanto mais pensava no que estava fazendo mais seu coração apertava, não sabia porque mas de repente havia iniciado uma batalha mental consigo mesmo a procura de uma resposta para a pergunta “Ela é a pessoa certa?” e nada vinha em mente.
De repente se pegou pensando no que Bieber havia ido avisar em sua sala, Tré havia desaparecido. Por quê? O que havia acontecido? Enfim entendeu do que precisava, precisava do maior companheiro que já havia tido em toda a sua vida, precisava de Tré ao seu lado para o que quer que fosse.
Billie Joe discou rapidamente o numero de seu querido amigo, nem precisava mais pensar pra discar aquele numero. Sentiu uma reviravolta no estomago ao ouvir o telefone chamar, o que só piorou quando ouviu a voz do loiro do outro lado da linha. Não fazia idéia do que dizer.
- Alo?
- Alo, Tré. É o Billie, eu –
- Billie eu sei que é você, eu tenho identificador de chamada. O que você quer? São 3 horas da manhã – a voz cansada de Tré fizera Billie se perder novamente em pensamentos, ainda não sabia o que dizer.
- Você pode vir pra cá? – o menor fez voz manhosa tentando convencer o loiro cansado do outro lado da linha.
- Agora?
- Não, quer dizer, se você quiser tudo bem já que eu não vou conseguir dormir mais mesmo.
- Que horas?
- Que horas o que?
- Porra Billie Joe, você se drogou ou tomou um porre antes de me ligar? Que horas quer que eu passe ai?
- Não sei, meu encontro com a Hayley é as 14 horas, então –
- Ah, boa noite Billie Joe, vai se foder – só de ouvir o nome da ruiva Tré já perdia o controle, sabia que não era culpa dela mas já não conseguia mais se controlar
- Espera Tré, não é brincadeira, eu preciso de você – Tré sentiu seu estomago dar voltas, mordeu o lábio inferior pensando no quão pouco aquilo deveria significar pra quem o havia dito.
- Ok, eu passo ai cedo e te ajudo com o que você precisar, boa noite Billie.
- Boa noite Tré.
Tré deitou-se em sua cama novamente, sabia que assim como seu amado não conseguiria mais dormir, simplesmente fechou os olhos permitindo que algumas poucas lagrimas escorressem, lagrimas essas que ele já nem mais sabia de onde vinham. Soltou um longo suspiro e fingiu dormir até que o dia amanhecesse, o amanhã seria um grande dia, porem não para ele.
-
Adam, Ryan, Hayley e Amy entraram no quarto que pertencia as duas meninas, sorridentes.
- Adoro festas do pijama, vantagens de poder estar com garotas o tempo todo com garotas – Adam sorria se jogando na cama de Hayley Williams
- Pena que dos gay boys só você e o RyRo estão aqui – Amy sentou-se em sua cama observando o Lambert na cama da frente com uma expressão risonha
- Gerard e Frank nem sequer podem saber o propósito de estarmos aqui, o resto dos meninos é no mínimo bissexual, de gays só eu e o Adam – Ryan sentou-se ao lado de Amy cruzando as pernas de forma delicada
Hayley permanecia em silencio, nem sequer estava ouvindo a conversa, na verdade. Nada conseguia habitar sua mente alem do dono dos olhos verdes mais bonitos que já havia visto, seu estomago dava reviravoltas só de pensar no encontro que teria com ele no dia seguinte. Era visível o nervosismo da ruiva, mas os amigos preferiam não interferir para não piorar a situação da garota, em certos momentos o silencio é um bem.
Ryan e Amy estavam no banho, Amy no banheiro que costumava usar e Ryan no de Hayley. Adam e Hayley estavam praticamente sozinhos no quarto e o maior acariciava os fios ruivos da garota, confortando-a.
- Você sabe que se eu não sentisse algo pelo Mika eu seria apaixonado por você, não sabe?!
- Você é gay, Adam.
- Eu sei, mas eu deixaria de ser gay pra te amar – o mais alto sorriu
- Para de falar besteira, garoto – a ruiva riu-se fazendo Adam rir junto.
- Você vai ficar bem mesmo se ele te decepcionar? – o Lambert pausou por um momento encarando a garota – Nós sabemos que ele vai –
- Não seja ridículo – a ruiva fechou a cara – Foi ele que veio atrás de mim, você sabe bem disso. E se meu concorrente era o Tré ele próprio se tirou do páreo.
Ryan saiu do banheiro dando uma de suas costumeiras, porem não mais tão freqüentes, risadas sarcásticas. Havia ouvido cada palavra da Williams e achava tudo aquilo extremamente engraçado, lá estava o Ryan insensível novamente.
- Não engane a si mesma querida. Billie Joe chama alunos pra sair desde que consigo me lembrar, não se engane achando que com você será diferente. Não sei se você sabe, mas, ele está transando com o Frank.
- Ryan – Adam exclamou ligeiramente assustado, mas se lembrando de quantas discussões já havia tido com o menor por culpa do gênio forte e frieza do mesmo
- Ah, Adam querido, não se faça de ingênuo. Como se você não concordasse.
- Eu não – olhou para os pés por alguns segundos até conseguir retomar a fala – Ela só não precisa sofrer por antecipação.
- Sofrer agora, sofrer depois. Qual a diferença? Não seja um mal amigo e não permita que o que aconteceu com Gerard se repita.
- Não faz isso Ryan, você não precisa destruir os sonhos dela – abaixou o olhar mais uma vez perdendo a voz por um segundo.
- Hay, você teria adorado conhecer o Gerard de antigamente, ele era tão alegre e divertido – Ryan sorriu de forma doce para ruiva, o que só a assustava ainda mais – Ele era completamente apaixonado por Billie Joe, tão apaixonado e tonto quanto você neste momento, e assim como você ele pensou que podia se tornar o único na vida do Billie e por certo tempo até pareceu que podia acontecer, mas...
Ryan pausou o que dizia observando Amy Lee saindo de seu banho, já vestida com seu típico pijama preto de seda, e parando a porta do banheiro pra que pudesse observar atentamente os presentes naquele quarto. Viu a morena revirar os olhos e delicadamente dar continuação a fala do pequeno.
- Mas estávamos enganados, tanto nós quanto Gerard, Billie Joe viu Tré e Avril juntos e teve um surto – Amy pausou esperando a reação da ruiva
- Como assim um surto? – Hayley passou as costas da mão pela bochecha limpando levemente as lagrimas que por ali escorriam
- Ciúme – Adam respondeu mirando Hayley com seu olhar triste, quase arrependido.
- Hay, desculpa mas – a morena hesitou mas por fim decidiu-se por continuar – Eu sinto muito, realmente gostaria que vocês pudessem ficar juntos mas eu conheço o Billie bem o suficiente pra saber que não vai acontecer.
- Vocês não podem dizer nada, vocês não sabem dos sentimentos deles. Estão contra mim por acaso? – a ruiva gritou enfurecida, permitindo que mais algumas lagrimas rolassem por seu rosto delicado.
Ryan sorriu após soltar um longo bocejo, balançou a cabeça negativamente ainda sorrindo.
- Ok Williams, apague o que dissemos de sua mente, arrisque-se e nos prove o quão conhecemos bem Billie Joe Armstrong, torne-se amargurada como Gerard. Sinto sono, amanhã ajudamos a Hayley a se arrumar, vou me deitar agora.
Ryan coçou um dos olhos vagarosamente e deitou-se para dormir, sem se importar com o peso de suas palavras ou com o que elas podiam causar, sendo seguido pouco tempo depois pelos restantes. E enfim as luzes foram apagadas e o resto dos amigos fecharam os olhos entrando no mundo dos sonhos, ainda com a mente transtornada.
-
Era terrível estar naquele quarto, o perfume que mais amava no mundo estava espalhado por todos os lados. Inalava aquele doce aroma com os olhos fechados enquanto mordia o lábio inferior, se torturando.
Então o baixinho saiu do banheiro apenas de toalha e completamente molhado. Tré abriu os olhos indo de encontro aquela visão, não resistiu em percorrer com os olhos o caminho que as gotas de água faziam pelo corpo do pequeno Armstrong. Do cabelo passando pelo pescoço, o peitoral e enfim desaparecendo na toalha branca que envolvia a cintura de Billie Joe.
Tré piscou os olhos algumas vezes, tentando apagar aquela visão de sua mente, como se fosse uma miragem. Mas era real, certo calor percorreu seu corpo. De repente passou por sua cabeça que o homem mais maravilhoso que já conhecera, seu Billie, estava prestes a se tornar de Hayley Williams, e pior, com sua ajuda.
- Tré – chamou o baixinho tirando o loiro de seu transe
- Hm?
- O que você está olhando? – as bochechas de Tré avermelharam-se e Billie Joe sorriu.
- Vá logo se aprontar Billie Joe, hoje é um grande dia. E você está molhando todo o seu quarto.
O pequeno professor pôs uma das mãos no rosto de Tré fazendo com que o mesmo corasse o suficiente para que o Armstrong risse. Billie chocou seus lábios com os de Tré o beijando com vontade. E quando enfim a língua de Billie Joe pediu passagem a fim de aprofundar o beijo o loiro não permitiu. Aquele beijo era intenso, intenso e não correspondido, assim como o amor que um sentia pelo outro. Enfim Tré Cool havia conseguido, rejeitara aquele que mais desejava.
O loiro afastou Billie Joe de si, seu olhar triste pesava sobre o moreno. Uma pequena lagrima escorreu de seus belos olhos azuis e o rosto do menor se tomou por certa confusão.
- Mas ... Por que? – estava realmente confuso, não conseguia se situar no que acontecia, simplesmente não conseguia.
- Se arrume, eu vou esperar lá fora – o loiro se retirou deixando o Armstrong terrivelmente embolado em seus sentimentos e pensamentos.
De alguma forma aquilo havia feito Billie Joe Armstrong se sentir horrível, não pela situação em que havia beijado Tré, aquela sensação não era culpa, era uma sensação nova e estranha uma que Billie Joe nunca havia sentido, aquilo era a rejeição. Nunca havia sido rejeitado sequer uma vez em toda a sua vida, e a sensação da primeira vez não era nem um pouco agradável.
Na verdade não era exatamente a idéia de rejeição que o incomodava, mas sim quem o havia rejeitado. Por algum motivo que o baixinho não compreendia, ou não se permitia compreender, Tré Cool tê-lo rejeitado o fazia ter vontade de chorar e enfim, depois de tanto tempo sem o fazer, chorou.
E do outro lado da porta daquele quarto Tré Cool já não tinha mais lagrimas, só angustia.
-
Enfim havia chegado o grande dia. Aquela era a hora. Mas ao contrario do que Billie imaginava a incerteza tomava conta de seu corpo, já não sabia se realmente queria fazer aquilo, não sabia se era realmente amor que sentia por Hayley. Foi tirado de seus devaneios pelo barulho da sineta que indicava a entrada de alguém naquele recinto. Hayley estava linda. O vestido preto contrastava lindamente com a sua pele branca, e seus cabelos avermelhados soltos davam o toque final. Mas Billie nem teve tempo de reparar na garota ruiva, que agora estava a sua frente. Algo, ou melhor, alguém do lado de fora daquele local chamou sua atenção. Na calçada oposta estava Tré, mas ele não estava sozinho. O moreno sentiu o sangue subir, e seus olhos faiscaram de raiva. Saiu em disparada ao encontro do casal, não se importando em deixar uma Hayley estática e preocupada para trás.
- Ora, ora, ora — exclamou o pequeno professor em tom de desdém ao alcançar a calçada — Você de novo não é mesmo Lavigne ? Quem você pensa que é para... — suas palavras foram interrompidas por uma escandalosa risada irônica vinda da garota de longos cabelos loiros.
- Vejam só se não é Billie Joe Armstrong novamente — o sorriso irônico que estava estampado em seu rosto até então se esvaiu de repente — Como você ousa pensar em me perguntar quem eu sou? Quem VOCÊ é para atrapalhar pela segunda vez a minha vida? E não só a minha, mas a dele também — disse apontando para Tré que olhava assustado a cena — Quem você é para se sentir no direito de dar essa crise de ciúmes, de novo? Não era você que tinha um encontro hoje com o "verdadeiro amor da sua vida"? — completou fazendo aspas no ar — Onde está ela hein? A deixou plantada e magoada assim como fez com o Gerard? — deu mais uma risada ao ver o rosto do moreno se contorcendo, como se sentisse dor ao ouvir aquelas palavras — Você deve adorar isso não é Billie? Estragar a vida das pessoas deve ser seu maior passatempo. Como se não bastasse ter pisado no coração e passado por cima dos sentimentos de Gerard, você volta novamente e acaba nocauteando mais um coração indefeso de uma criatura ingênua que pensou que você poderia amá-la. E ainda se sente no direito de vir até aqui e dar esse ataque ridículo de ciúmes novamente! Me poupe de todo esse seu teatrinho Billie Joe.
Novamente Billie Joe havia perdido a cabeça e a pequena ruiva que não havia entendido nada até então se pôs apenas a olhar a cena que ocorria na outra calçada. Então se lembrou das palavras de Ryan na noite anterior e de Jared alguns dias atrás. Dentro de si entre tanta angustia conseguiu encontrar um pouco de sanidade pra se retirar daquele lugar, antes que as lagrimas começassem a cair sob seu rosto. Hayley olhou para trás mais uma vez, somente uma vez, visualizando aquele que amava concentrado em uma, provavelmente longa, discussão com a loira Avril Lavigne. Então encontrou os olhos de Tré, os azuis perdidos em uma tristeza ainda maior que a sua, então entendeu quem Billie amava, entendeu o que era se sentir amargurada e não correspondida, traída e rejeitada, entendeu o que Tré sentia, e o porque de toda aquela confusão.
Hayley sorriu fraco e tristemente tomando seu caminho de volta ao colégio, onde se trancaria em seu dormitório e só sairia de lá no dia seguinte. Pensando em como era burra por não ter percebido antes. Lembrou-se de alguma conversa qualquer com alguém certamente sábio que lhe dissera que amar é deixar aquele que se ama livre, se este voltar é porque o tem se não é porque jamais fora seu. O amor de Tré por Billie era muito mais puro e sincero, e era este amor que devia prevalecer. A ruiva não evitou que algumas lagrimas rolassem sob seu rosto, mas não estava deprimida, havia entendido enfim o propósito de tudo aquilo, todos sabiam, não era ao lado dela que o pequeno professor deveria ficar por toda eternidade, nunca havia sido nem de longe ela.
Notas finais
Capitulo tristinho mas prometo que ainda vai ter muita alegria pela frente :3
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