Survivor Academy
2 Boulevard Of Broken Dreams
Notas iniciais
- Gaga, não acha que está sendo um pouco dura com ele? – a morena sentava ao lado da diretora enquanto falava.
- Não, com Billie Joe Armstrong ou você é firme ou você não consegue o que quer – a loira respondeu
- Ah, mas você sabe que não é isso que ele merece.
- Ele é pago pra isso, Beyonce.
- Tem razão, mas eu ainda sinto dó da carinha de desespero que ele faz toda vez que o pequeno Justin sorri.
- O Billie é neurótico, o menino é um doce.
- Cada um tem seus medos, Gaga.
- É, mas isso ele cura fazendo psicanálise.
- Não seja tão cruel.
- Você sabe que isso não é nem a metade da minha crueldade – a diretora sorriu maliciosa.
- Pois trate de ser mais gentil, eu tenho aula agora, com licença
- É assim é? Vai resolver fazer greve?
- Isso é um ambiente de trabalho e não um bordel, Lady Gaga – a morena retirou-se deixando uma Gaga decepcionada para trás.
Nem cinco minutos se passaram e Billie adentrara a sala dos professores com um sorriso no rosto encontrando a diretora lá.
- Gaga – o pequeno exclamou em um tom mais elevado, tentando esconder seu nervosismo por estar ali em horário de aula
- Você não tem aula no primário agora?
- Você não devia estar na sua sala?
- Não desvie do assunto, vá dar sua aula agora.
- Mas ...
- Sem mais nem meio mais, agora.
- Mas o Bieber tá lá – Billie gritou entrando em desespero
- Vou ter que te arrastar até lá de novo?
- Ah, pra me arrastar você vai ter que me pegar primeiro – e antes mesmo que Gaga pudesse assimilar as palavras de Billie Joe o mesmo já havia fugido.
Gaga não estava com cabeça pra isso, não mesmo. Já estava de saco cheio daquele maldito baixinho. Magoava seus alunos, seus professores, matava aula e Beyonce ainda o defendia. Se Billie Joe dizia que Justin Bieber era o demônio então Billie Joe devia ser algo tão pior que nem sequer tem uma nomenclatura. Ia deixar o baixinho correr, depois descontava do salário do mesmo ou mandava o tão temido Bieber dar um recado no tempo de aula dele para o 3º ano.
Já estava se cansando de correr quando uma mão o segurou. Parou quase que instantaneamente, Billie Joe sabia quem o havia parado, reconheceria aqueles braços em qualquer lugar e o perfume era único, impossível não saber que era Tré. Ficou um tempo sentindo o perfume do amigo até recuperar a consciência, decidiu-se por fingir irritação.
- Frank Edwin Wrigth III o que pensa que está fazendo? Tire já suas patas de mim – o baixinho berrou se afastando do amigo
- Mil desculpas, mas ou eu te parava ou eu era derrubado.
- Está bem, agora com licença – empinou o nariz e ia se retirando
- Espera.
- O que?
- Não quer que eu te ajude a fugir da Gaga? Este é seu tempo de aula no primário certo? E, presumo eu, que essa correria com certeza foi porque a diretora te descobriu matando aula.
- Ta ficando espertinho, parabéns pela dedução Sherlock – riu-se
- A Beyonce ta dando aula pro 3º ano agora. Quer ir pra lá?
- Ótima idéia, a cada dia você me surpreende com toda essa sua – pausou, uma palavra nem um pouco apropriada ao momento lhe passou pela cabeça – inteligência, com toda essa sua inteligência.
Billie riu nervoso, Tré percebeu, mas preferiu não falar nada.
Logo estavam na sala de musica, e como sempre, um Billie saltitante entrara atrapalhando o desenvolvimento da aula. A maior parte dos alunos ficaram felizes em ver o baixinho ali, ele era um dos professores favoritos apesar de tudo.
- Ei, Honey B – o baixinho exclamou arrancando risos de toda a turma.
- Sabe, pequeno Armstrong, as vezes eu me pergunto se chegará um dia em que você vai parar de atrapalhar minha aula.
- Espera sentada que em pé cansa – Tré respondeu fazendo a turma gargalhar novamente.
- Ai Billie você tinha que chegar pra atrapalhar? Logo hoje que ia tentar meu solo pra acabar com o da Avril – Adam exclamou dramatizando a situação.
- Ah, não enche ok Adam, até uma criança de 4 anos, solando com a língua consegue acabar com a Avril. – Billie disse.
E mais uma vez a turma inteira caiu na gargalhada.
- Billie, solar uma guitarra com a língua até você faz, mas o solo que eu to falando não é o de guitarra.
- Não?
- Não. Você sabe o que é um solo no canto não sabe ?
- Sei.
- É, você não sabe. Vai solar com a língua vai.
- Minha criança de 4 anos canta solo com a língua ta, me deixa – o baixinho fez biquinho e se a turma já estava rindo foi ai que as risadas tomaram conta mesmo.
Apenas dois ficaram sem rir na imensa sala de música, Avril e Tré. Avril por motivos óbvios e Tré porque simplesmente não havia prestado atenção em Billie, quer dizer na fala de Billie, afinal o que o loiro mais fazia era prestar atenção no pequeno professor.
O mesmo acontecia com Hayley, porém a mesma prestava atenção em cada “piadinha” que o Armstrong fazia, afinal parecia que era o que Billie tinha de mais atraente, na opinião da ruivinha.
Conforme a aula ia se passando, alias aula não, brincadeira, papo, diversão, circo, qualquer coisa mas uma aula aquilo não estava sendo. Conforme o tempo ia se passando Avril revirava mais os olhos e lançava mais olhares raivosos a Billie, toda vez que seu nome era lançado na conversa era seguido de uma piadinha do pequeno professor e isso deixava a jovem loira enfurecida.
Assim que o tempo chegara ao final todos os alunos se retiraram juntamente com os professores, era o horário de almoço de ambos.
O pequeno professor saiu eufórico se misturando aos alunos que como sempre saiam eufóricos ao ouvir o som do sinal do almoço. Tré o observou correndo com o habitual sorriso infantil no rosto, realmente o baixinho parecia apenas um aluno, tanto em sua personalidade um tanto quanto adolescente quanto em sua aparência jovem, parecia nem ter saído do ensino médio ainda.
Sorriu bobo esperando que a multidão de alunos o impedisse de ver seu amor, não demorou muito pra que acontecesse.
Chegando ao enorme pátio do colégio o pequeno professor fora feliz em busca de uma das lanchonetes situadas no campus sentiu seu braço ser puxado. Virou-se bruscamente e seus belos olhos verdes foram de encontro aos azuis faiscantes de raiva da loira. O que ela queria? Foi a primeira coisa que passou pela cabeça de Billie Joe.
- Quem você pensa que é pra me ofender na frente de toda a turma?
- Ah, te ofendi? Desculpa – ironizou virando-se pra tomar novamente seu rumo
- Você não tem o direito de fazer isso – esbravejou Avril
- Claro que tenho, e estou fazendo.
- Você é um babaca, e isso me irrita – a garota praticamente gritou se pondo na frente do professor o impedindo de passar.
- Sai da minha frente.
- Não, você vai se desculpar primeiro. E vai me dizer porque me odeia.
- Eu não quero ser mais grosso do que já estou sendo. Sai da minha frente.
- Não.
- Ótimo – o moreno sorriu e com um só golpe deixou a loira no chão – Não diga que eu não avisei.
- Desgraçado, meu cabelo. Você deu um puxão no meu cabelo – a garota gritou sem receber atenção.
Billie andou pelo campus transtornado lembrando de certas coisas que ele teimava em deixar no passado. Seu caso com Gerard Way , a demissão da qual só fora salvo graças a Adam Lambert , a primeira vez que viu Tré chorando , a dor que sentiu em ver Avril tocando em Tré , tudo de uma vez só retornava em curtas cenas que já conhecia bem e não queria rever. Caminhou sem rumo, mal enxergava pra onde estava indo, via somente o suficiente para não ser atropelado por uma scooter ou uma moto. Quando se deu conta já estava dentro da lanchonete em que costumava almoçar ao lado de Tré e alguns de seus alunos.
Pode ver nitidamente quem ocupava a mesa na qual eles gostavam de ficar. Era ele, Justin Bieber, o pequeno demônio, como sempre com um sorriso extremamente infantil e irritante estampado no rosto. Os joelhos do pequeno professor bambearam, e só viu-se caindo e apagando.
Billie acordou tendo a visão magnífica dos belos olhos azuis tão belos quando seu dono, Tré, que no momento o observava preocupado.
Quando viu que o pequeno Armstrong despertara o loiro sorriu.
- Até que enfim você acordou — exclamou o professor de educação fisica
- Onde estou, como estou e pra onde vou?
- Bem, que eu saiba você está na enfermaria, o seu estado de saúde é ótimo e pra onde você vai é problema seu — o loiro respondeu rindo.
- Tudo culpa daquele demônio. Sério Tré, se você visse aqueles olhos encapetados te encarando você sentiria o mesmo que eu sinto. Acredite em mim, aquele garoto quer me matar e dominar o mundo.
Tré não conseguira evitar, caiu na gargalhada. Billie e suas teorias contra o pequeno Bieber sempre lhe soaram no mínimo engraçadas.
- Tá vendo? Você não acredita em mim — o moreno disse sentando-se na maca em que se encontrava, com uma expressão de dar dó.
- AAAAAWN MEU DEUS, TADINHO DELE GEMTEM — o loiro disse risonho apertando as bochechas de Billie.
- Tá chega! — o moreno disse seco, tirando as mãos de Tré do seu rosto — eu vou embora tenho um compromisso. — O baixinho pulou da maca e saiu andando em direção a saída.
A felicidade momentânea de Tré se fora, ele sabia muito bem que tipo de compromisso Billie tinha, e só de pensar em vê-lo com outra pessoa o loiro sentia uma pontada no peito. Bem que dizem que o amor às vezes dói.
Enquanto Tré viajava em seus pensamentos, tentando achar um motivo para Billie ser daquela maneira, percebeu a presença de mais alguém na enfermaria. Levantou os olhos e viu Hayley em pé, estática o observando.
Quando a ruiva percebeu o olhar de Tré sobre ela saiu do transe.
- Ér... Me desculpe, é que eu estava passando e vi você meio triste e ...
- Tudo bem, não tem problema, eu estava mesmo precisando de uma companhia. – o loiro sorriu-lhe.
Hayley não fazia idéia do que dizer, então somente se aproximou parando de frente para o professor que lhe sorria, aparentando uma felicidade que ela se perguntava se era real.
- Então, por que está na enfermaria? – ela abaixou a cabeça um pouco envergonhada em ter que puxar assunto.
- Billie desmaiou, o trouxe pra cá e fiquei aqui até ele acordar, me dar um fora e sair andando – rolou os olhos.
- Ele não é lá dos mais prendados – a ruiva riu-se fazendo com que Tré concordasse rindo junto.
Mais um longo silencio pairara entre os dois, mas Hayley logo pensou em algo que lhe interessava e que Tré era a melhor pessoa com que ela poderia falar sobre isso.
- Então, você e ele são muito amigos não é mesmo?
- Quem? – o loiro logo respondeu distraído
- O Billie , você e ele são muito amigos não é ?
- Ah, na verdade mais ou menos, eu acho.
- Ele parece ter muita intimidade com você, vocês estão sempre juntos e tudo mais.
- É, intimidade, acho que essa é palavra certa. Somos bem íntimos – Tré riu do duplo sentido que ele mesmo havia colocado naquela frase – mas nem tanto, acho que não sou o único bem intimo dele.
Tré suspirou e toda aquela mascara sorridente que mostrara até então para a pequena ruiva caíra junto a uma lagrima.
Hayley vendo aquela cena preferiu ficar em silêncio. Não sabia o que dizer, na verdade, não tinha o que dizer.
A ruiva apenas tirou aquela pequena lágrima do rosto de Tré. O mesmo suspirou e sorriu novamente para a delicada garota. O silêncio era absoluto naquela sala, até Avril entrar abruptamente e falar com os dentes trincados para Tré:
- Precisamos conversar, a sós — a ultima parte ela disse olhando para Hayley.
A ruiva deu um rápido tchau para o professor e saiu apressada da enfermaria.
- ok Avril estamos a sós, o que você quer? — O loiro disse levantando-se da maca na qual ele estava sentado.
- Quero que você faça com que o Billie pare de me tratar como um animal.
- Me desculpe querida, isso é impossível.
- Ah é? E por quê? — Os olhos azuis da loira estavam carregados de raiva
- Porque estamos falando de Billie Joe Armstrong , o cara mais cabeça dura desse mundo, e se você pensa que se eu chegar e falar : \"pare de tratar a Avril mal\" ele vai simplesmente abaixar a cabeça e obedecer está muito, muito errada!
- Eu não estou interessada nas suas desculpas, simplesmente faça!
- Ah é, e como ?
- Eu não sei – gritou a loira – Se esfregue nele, pague-o, faça qualquer coisa, mas faça.
- Não.
- Não ?
- É isso ai, não. Eu não vou fazer, não sou seu empregado e só porque te peguei uma vez não quer dizer que você possa mandar em mim. Se você quer que alguém mande ele te tratar como gente, vá e faça você mesma.
- Eu já tentei e não deu certo – gritou mais uma vez, irritada, soltou um longo suspiro para depois continuar – Ok, você não quer me ajudar, não ajude. Mas ao menos não seja imprestável e me diga o porque dele me odiar tanto.
- E eu sei lá, Avril – o loiro gritou exaltando-se – Quantas vezes eu tenho que repetir pra você entender? Eu não sei tudo sobre Billie Joe Armstrong , eu não mando nele, não sou a mãe dele nem uma espécie de namorado entendeu? Agora sai daqui!
Tré prendeu o choro o quanto pode, abaixou a cabeça esperando a saída de Avril pra poder deixar que as lagrimas escorressem. A loira assustada se retirou da enfermaria dando espaço para Tré se lamentar por quão vazia era sua vida sem poder ter Billie.
Infelizmente os gritos de Avril e Tré haviam chamado atenção de alguém, uma das pessoas que Tré menos queria que aparecesse naquele momento. Lady Gaga , de longe uma das pessoas mais rudes que Tré já conhecera, ao menos pelo que pensava.
- O que houve, Tré ? – a esguia mulher adentrou a enfermaria assustada e levemente irritada, até notar o estado do professor – Oh meu deus, será que isso nunca vai acabar?!
- Sai daqui Gaga, me deixa em paz, sua falta de sentimentos só fere mais os meus – o loiro suplicou levantando a cabeça pra que a diretora visse a quantidade de lagrimas que escorriam por seu rosto naquele momento.
- Vem comigo, a enfermaria tem que ser desocupada ou você vai chamar mais atenção. Eu vou chamar o Adam e ele vai te levar pro “esconderijo misterioso” dele, sei que não sou a mais sentimental das mulheres, mas eu respeito aqueles que são emocionalmente mais frágeis.
Gaga viu Hayley passando perto da enfermaria naquele momento e pediu-a que chamasse Adam Lambert. O menino de alta estatura sempre resolvia as coisas dos colegas e professores emocionalmente feridos pelo pequeno Armstrong, talvez fosse o fato dos dois se conhecerem a tanto tempo que Adam já estivesse acostumado a recolher e juntar os cacos de corações que Billie partia.
E, novamente, Adam resolvera mesmo que temporariamente mais um caso de sentimentos feridos por Billie Joe Armstrong , no caso o que estava mais acostumado a resolver, o amor de Tré por Billie era algo que chegava a ferir até mesmo Adam de tão doloroso e confuso que era para os dois queridos professores.
Notas finais
Lembrem-se que eu tenho uma pá e posso descobrir onde vocês moram @_@ -NOT
Fale com o autor