Survivor
24 Epílogo
Notas iniciais
Eu não tenho palavras para descrever o quanto amei dividir essa minha loucura com todas vocês. Vocês não fazem ideias de quantas vezes fizeram o meu dia melhor com um comentário ou uma recomendação ou como me fizeram, algumas vezes, secar as lágrimas e seguir em frente, sem nem perceberem.
Se #Survivor chegou até aqui foi, em grande parte, por vocês que viveram todas as emoções de Edward, Bella e Jenny como se fossem suas, que sorriam, choraram e xingaram junto com eles. Vocês foram incríveis e eu só tenho a agradecer.
Muito obrigada pelos reviews, pelas recomendações, pelas dicas, pelos elogios, pelo suporte... Por me acompanharem até aqui.
E claro, o meu muito obrigada especial para a melhor beta, amiga e madrinha que alguém poderia ter: Beka Assis. Amiga, todas as suas dicas, sugestões e ajuda foram, são e sempre serão de inestimável valor. Eu não sei o que seria de mim sem você.
Despeçam-se das nossas queridas personagens com a mesma alegria com que eles vivem esse capítulo final e guardem, se possível, em seus corações, todas as lições que eles aprenderam no decorrer da estória... Vivam com intensidade, assumam seus erros quando eles existirem, perdoem... E acima de tudo, AMEM. Amem a si próprios e aqueles que ocupam um lugar em seus corações.
Desejo a todas a mesma felicidade que nossos protagonistas alcançaram. Hoje e sempre.
xoxo
Epílogo
Três anos depois...
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Edward Culen
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Eu dei boas vindas ao ar fresco da manhã, contemplando os raios de sol que começavam a despontar no céu e, me sentindo completamente leve, apreciei os grãos de areia entre meus dedos dos pés.
Há menos de cinco anos eu tinha encontrado a dona do meu coração, pela primeira vez, nessa mesma praia... Mas, para mim, parecia que toda uma vida tinha se passado. De certa forma, se eu for bastante honesto comigo mesmo, os últimos cinco anos equivaleram a cinquenta, devido a grande carga emocional que nos acompanhou ao longo de nossa trajetória.
Tivemos um fugaz momento de felicidade... Uma pequena amostra do que poderíamos ter de verdade. Mas, nos perdemos em algum lugar do caminho. Ou melhor, eu me perdi. Me perdi quando cedi o controle de minha vida a alguém que considerava o meu herói particular. Me perdi quando não fugi das consequências dos meus atos. Me perdi quando me deixei levar pelo medo... Me perdi, completamente, quando a perdi.
Ainda é, e talvez seja para sempre, um pouco doloroso lembrar os meses em que ficamos afastados, de tudo o que eu deixei de presenciar. Ainda existe uma pequena parte de mim que se culpa por toda dor causada, por todos os erros cometidos, por todas as feridas que com o tempo foram cicatrizadas. Mas, de certa forma, é bom conviver com essa pequena parte porque é ela que me faz aproveitar cada segundo ao lado de minha mulher e filha como se fosse o último.
É claro, muita coisa aconteceu, muitas lições valiosas e dolorosas me foram ensinadas e eu consegui conviver com elas, aprender com elas... Me tornar melhor com elas.
Eu nunca fui um homem perfeito e ainda estou longe de sê-lo, mas a cada dia transcorrido em nossa história eu me torno um pouquinho melhor para ela, por ela, pela felicidade dela. Da mulher que roubou meu coração no momento em que meus olhos encontraram os dela, a mulher que habitou os meus sonhos diários por muito tempo, a mulher com a qual eu fantasiava, a mulher que me ensinou a amar, que me concedeu a dádiva do verdadeiro e duradouro amor... A mulher sem a qual eu jamais conseguiria viver. Não depois de ter provado dos seus contagiantes sorrisos, das suas palavras sabias, da sua força de superação, do brilho enigmático de seu olhar, do encantador corar que colore as suas bochechas sempre que um elogio é proferido, do doce dos seus beijos, da pequena morte em seus braços... Da magnitude que é criar uma vida, não uma vida qualquer, mas uma pequena, frágil e apaixonante vida, metade eu, metade ela, nosso fruto.
A maior lição, entre todas, foi aprender a valorizar, priorizar aquilo que tenho de mais importância, o que é insubstituível: a minha família.
Bella e Jenny.
Meus preciosos bens. Bens que talvez eu ainda não seja digno de ter, mas que me amam com a mesma intensidade com que eu as amo e que por isso, apenas por isso, fazem de mim o homem mais feliz de todo o planeta.
É bem verdade que durante algum tempo eu duvidei que a felicidade plena chegaria para nós, mas felizmente eu estava enganado e cada novo amanhecer me traz uma nova forma de ser feliz.
Alguns dias a felicidade se revela em uma troca de olhar, em outros na risada contagiante de uma menina, ou em um rápido passeio de mãos dadas, em noites excitantes, em um beijo roubado, em três pequenas palavras sussurradas. Pequenas coisas, mas indispensáveis depois que você reconhece o verdadeiro valor de cada uma delas.
E hoje... Hoje a felicidade se revelaria no brilho do olhar da nossa filha quando ela estiver de frente para o mar pela primeira vez, da alegria que se refletirá em seus olhos quando seus pezinhos tocarem a água... A felicidade virá quando eu puder me ajoelhar ao seu lado e dizer onde estamos. Não em uma praia qualquer, mas a praia que abrigou os sonhos dos seus pais por muito tempo, a praia que foi cenário da nossa entrega.
– Sonhando acordado? – A voz melodiosa da minha esposa, me fez deixar o horizonte de lado e me concentrar em seu belo rosto.
Ela pouco tinha mudado nos últimos anos. Seu cabelo estava maior e mais escuro, contrastando com a pele alva e os olhos claros. Continuava tão bela quanto sempre foi e ainda tinha o mesmo efeito sobre mim. Ela ainda me roubava o ar... e sempre roubaria.
– Eu me lembro de alguém que costumava vir a essa mesma praia, todos os dias, e fitava o horizonte, sonhando acordada. – Provoquei com um sorriso e a puxei para um beijo rápido, antes de acariciar as bochechas de Jenny que agarrada a mão da mãe observava todas as desconhecidas paisagens.
– Eu estava esperando pelo meu príncipe encantado. – Bella respondeu com um sorriso.
– E tudo o que conseguiu foi um sapo.
– Ahhh... – Ela socou levemente o meu ombro. – Você não entende nada de contos de fadas, não é? – Ela se abaixou e roubou a atenção da nossa filha. – Jenny, o que acontece quando a princesa beija o sapo?
– Ele vira um príncipe! – Nossa filha exclamou, me explicando o que para ela era óbvio, nos fazendo sorrir.
– Então eu sou um sapo que virou um príncipe?
– Porque a mamãe beijou.
Nossas risadas ecoaram por um momento... até que Jenny, nos puxando pela mão, decidiu que era hora de conhecer o mar.
Foi maravilhoso ver cada uma de suas reações... O gritinho de surpresa quando uma onda nos alcançou, a alegria por ter tanto espaço para onde correr, as gargalhadas por rolar na areia. E tão maravilhoso quanto tudo isso foi ver os olhos marejados de Bella, a emoção por estar de volta em um lugar tão importante para nós... E conceder cada um dos muitos beijos que ela me roubava.
– Eu costumava vir até aqui... E fazer desejos. – Ela se sentou na areia há poucos metros de distância de onde Jennifer tentava fazer um castelo de areia, seus olhos vigilantes sobre a filha e ao mesmo tempo me convidado para sentar ao seu lado. Eu me acomodei e a puxei para mais perto, de forma que ela pudesse descansar sua cabeça em meu peito. – Eu realizei todos eles.
– O que você costumava pedir?
– Você. De várias formas. Te encontrar, te beijar, que você fosse real...
Eu depositei um beijo em seus cabelos e agarrei uma de suas mãos.
– Faça um desejo... – Ela voltou a falar. – Talvez essa seja uma praia mágica, capaz de realizar todos os desejos feitos aqui.
– Eu já tenho tudo o que desejo. – Sorri para ela quando seus olhos me procuraram. – Você e Jenny.
Ela sorriu lindamente.
– Não há nada mais que você queira?
– Nunca perder vocês... – Ela arqueou a sobrancelha como se não acreditasse em mim. – E aumentar a família... – Reconheci inseguramente porque sabia o quanto a perspectiva de uma nova gravidez a amedrontava. – Um dia. Quando você estiver pronta.
Ela mordeu o lábio inferior e desviou o olhar por um segundo.
Ao longo do nosso casamento já tínhamos falado sobre ter mais filho, é claro. Era um sonho que eu não podia negar ou reprimir. Eu mal podia esperar para poder participar de cada segundo, poder ver a barriga de Bella crescer, ouvir o coraçãozinho pela primeira vez, sentir o bebê mexer... Mas também sabia que os riscos de uma nova gravidez de risco existiam e essa possibilidade deixava a minha esposa apavorada. De qualquer forma, ainda tínhamos muito tempo pela frente... Eu poderia esperar.
Eu estava pronto para dizer a ela que não pensasse sobre isso agora, quando ela voltou a me olhar.
– Então você deveria agradecer por todos os seus desejos também terem se realizado.
Eu a olhei em confusão e ela corou.
– Você tem a mim e a Jenny... E nós não pretendemos ir a lugar nenhum. Não existe possibilidade de que você se livre de nós. – Ela riu, uma risada que eu reconheci como sinônimo de nervosismo. – E... – Bella agarrou, com um pouco mais de força a minha mão, e lentamente a colocou sobre a sua barriga plena. – E em pouco mais de oito meses você terá mais um serzinho para mimar.
Talvez eu tenha entrado em choque, ou meu coração tenha parado de bater por um segundo.
– Você... – Nos dois dissemos ao mesmo tempo. Eu tentando encontrar a minha voz, ela com o semblante preocupado e com a mão livre tentando secar as lágrimas que eu nem tinha percebido que estava derramando. – Você... Você está...
– Você vai ser pai! – Ela completou em um fôlego só. – De novo.
Eu não sei se era prudente ou arriscado, mas eu a apertei contra mim com toda a minha força e nos rolei na areia por um tempo, sorrindo para ela, completamente maravilhado pelo presente maravilhoso que ela estava me dando... Mais uma vez.
Em poucos segundos, Jenny tinha se juntado a nós e nos três riamos como nunca tínhamos feito antes.
– Oh céus! Pára! – Bella pediu sem fôlego.
Estávamos, os três, suados e cobertos de areia dos pés a cabeça, mas eu não me importava.
– Um bebê! – Eu me coloquei por cima dela, sustentando o meu peso sobre os joelhos e a prendendo sob mim, levantei o tecido fino da blusa que ela usava, relevando a sua barriga, ainda plena, e a acariciei. – Mais um bebê!
– Um bebê? – Jenny se sentou ao nosso lado.
– Sim, um bebê... – Bella confirmou. – Um irmãozinho.
– Pra mim?
– Para você. – Eu disse e puxei a mãozinha dela para junto da minha, sobre o ventre da minha esposa. – Ele está aqui dentro...
Nossa filha ficou em silêncio por um longo tempo.
– Como ele vai sair?
– Oh Deus! – Bella exclamou. – Você explica... – Ela apontou para mim e eu ri da forma como seu rosto estava vermelho.
– Os médicos vão tirá-lo... quando chegar a hora.
– Demora muito?
– Alguns meses... – Eu respondi e observei a forma como ela se curvou para mais perto, com seu rostinho quase tocando a barriga da mãe.
– Oi bebê!
Eu a abracei e salpiquei beijos por seu rosto, consequentemente soltando Bella que sorria para nos dois.
– Solta, papai! – Eu deixei que ela continuasse a tentar se soltar, até que perdi as contas de quantos beijos tinha distribuído.
A primeira coisa que ela fez foi começar a correr ao nosso redor.
– Você está feliz? – Bella me perguntou, quando eu voltei a me acomodar ao seu lado, minha mão, mais uma vez, sobre o seu ventre.
– Eu nunca estive mais feliz. – Garanti. – Você?
– Com um pouco de medo. – Ela confessou.
– Tudo vai ser diferente... – Sussurrei em seu ouvido. – Eu estou aqui. Com você.
– Isso é tudo o que eu preciso. Hoje e sempre.
...
E assim, por muitos e muitos anos, Bella e Edward viveram envoltos na mais plena felicidade. Felicidade mais que merecida a dois jovens sobreviventes do mais avassalador dos amores.
Notas finais
Eu espero reencontrá-las em breve.
xoxo
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