Survivor

17 Capítulo 17 - It's no over


Notas iniciais
Twilight não me pertence, eu apenas me divirto fazendo as personagens sofrerem... Isso não quer dizer que você é bem vindo para copiar a minha fic por aí...
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IT’S NOT OVER

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"Eu fui surpreendido
O que eu poderia dizer?
Tudo parecia fazer sentido
Você levou embora tudo
E eu não consigo lidar com isso
Eu tento ver o lado bom na vida
Mas boas coisas na vida são difíceis de encontrar
Eu superarei isso,
Nós podemos fazer disso algo bom?

Vamos recomeçar
Eu tentarei fazer a coisa certa dessa vez
Não está acabado
Porque uma parte de mim está morta e no chão
Este amor está me matando
Mas você é a única

Não está acabado

Eu suportei tudo que posso suportar
E eu não posso esperar
Nós perdemos muito tempo
Ser forte e agüentar firme
Não posso deixar isso nos derrubar

Minha vida com você significa tudo
Então eu não desistirei tão facilmente

Eu superarei isso

Não podemos deixar isto escapar

Não fique presa em você mesma

Vamos recomeçar
Nós tentaremos fazer a coisa certa dessa vez
Não está acabado
"

Daughtry — It's Not Over

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Edward Cullen

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Ver Bella daquela forma me feria mais do que mil facas me cortando ao mesmo tempo. Atingia-me muito mais do que eu poderia deixar transparecer.

Principalmente porque eu sabia, com toda a certeza, que eu era o responsável por isso.

Ela continuou sentada na cama, completamente imóvel e com o olhar perdido, parecendo completamente catatônica.

Eu sentia o medo absurdo crescente dentro de mim e pela primeira vez na vida, eu não sabia como agir.

De certa forma, eu sempre soube o que deveria fazer, em todas as ocasiões, mesmo que eu agisse de forma equivocada. Como quando eu fui embora, deixando o amor da minha vida, completamente desamparada. Não tinha sido a decisão certa, e eu me arrependia amargamente dela, mas tinha sido uma decisão.

No entanto agora, eu continuava parado de frente para Bella, com nossa pequena no colo, com meus olhos presos nos dela, mas eles estavam tão vazios e sem vida que só me assustavam ainda mais.

Jenny já não chorava mais, mas permanecia inquieta, muito mais do que eu jamais tinha visto. Ela costumava chegar inquieta nos dias em que ficava comigo, mas nem de perto como ela estava agora. Ela balançou os seus braços em direção a mãe e eu a abracei docemente porque não sabia o que fazer. Eu deveria despertar Bella do estado de torpor e entregar nossa filha a ela? Ou deveria levar Jenny até a sala e pedir que Esme e Alice cuidassem dela por um momento? Enquanto eu... eu o que? Eu não sabia como despertar Bella.

Durante o tempo em que Bella esteve em coma, eu temia pela reação dela ao me rever, eu cogitei a idéia de que ela me xingasse, me batesse, gritasse o quanto me odiava, dificultasse de verdade o meu relacionamento com Jenny e até mesmo que ela fosse embora, e agora, olhando para ela, eu chego a conclusão que qualquer uma dessas opções seria muito melhor do que a forma como ela agiu. Porque eu poderia reagir a tudo isso. Eu poderia deixar que ela gritasse e até gritar de volta, eu poderia desmentir quando ela dissesse que me odiava, porque se tinha uma coisa que continuava clara, era que Bella ainda me amava, assim como eu também a amava, como todas as minhas forças. Eu poderia impor a minha presença se ela me impedisse de ver Jenny e eu até poderia ir atrás dela, em qualquer lugar do mundo, se ela fosse embora. Mas eu não sabia como lidar com a indiferença e a forma como ela me evitava, e mais do que isso, eu não sabia como tirá-la da depressão que eu mesmo a coloquei.

Eu olhei para Emmett e Esme que continuavam no quarto e silenciosamente pedi que eles saíssem. Eu sabia e eles também que mais cedo ou mais tarde a hora de Bella e eu conversarmos chegaria. E, pelo jeito, essa hora era agora.

Esme caminhou em minha direção e estendeu os braços para pegar Jenny, eu fiz que não com a cabeça.

Alice apareceu por detrás da porta e entrou no quarto. Nós sempre nós entendemos muito bem, mais até do que com Emmett, apesar de hoje, ele ser o mais próximo de mim. E bastou o meu olhar para que ela entendesse.

Ela conduziu a nossa mãe até a sala, mesmo contra a vontade dela e eu fechei os meus olhos, me preparando.

- Você tem certeza? – Emmett falou baixo ao meu lado. – Não sei se é a melhor hora...

Eu apenas assenti com a cabeça e me sentei ao lado de Bella na cama.

Ela estremeceu levemente e fechou os olhos, sua expressão mudou para dor. Eu poderia afirmar que era a mesma dor que eu sentia em estar ao lado dela sem poder tocá-la, só que certamente era pior para ela. De alguma forma, eu estava lidando melhor com tudo isso do que ela.

Eu acomodei Jenny no meu colo e imediatamente ela levou uma de suas mãozinhas em direção a Bella. Mas, era como se Bella nos olhasse e não nos enxergasse. Felizmente o encanto pareceu ser quebrado no momento em que Jenny tocou o rosto dela.

Bella voltou a fechar os olhos, mas deu um sorriso fraco.

Jenny era o que ela precisava para ficar bem e eu jamais tomaria isso dela. Não quando eu já havia tomado tanto.

Ela suspirou pesadamente e então pegou a mão de Jenny entre as suas, ficou durante alguns segundos brincando com os dedinhos e por fim deu um beijo demorado na palma da mão da menina.

Era a visão mais linda que eu já tive. Nós três ali, juntos. Mesmo com toda a dor que continuava no ar, eu podia enxergar uma fagulha de esperança.

Jenny poderia libertar Bella de tudo o que ela sentia de pior, juntamente comigo. Eu sabia que eu não conseguiria sozinho, assim como Jenny não estava conseguindo sozinha. Mas, nós dois juntos, era exatamente o que Bella precisava e era o que ela teria.

Eu faria isso acontecer. Custe o que custar.

Bella continuava com suas mãos na de Jenny e eu levei a minha até as dela.

Ela pareceu congelar e então me olhou.

Tudo o que eu conseguir ver foi derrota.

Não existia amor, saudade, felicidade, mágoa, ódio... nada do que eu esperava em seus olhos. Apenas derrota.

Ela se sentia derrotada por ainda me amar.

Já eu, me sentia vitorioso por amá-la e eu queria com todas as minhas forças que ela também se sentisse assim, algum dia.

- Bel... – eu comecei a dizer, mas ela me interrompeu.

- Eu sei que você deve estar pensando no quão eu... – ela parou como se não conseguisse dizer a palavra certa e abaixou o olhar até Jenny que se mantinha recostada em mim e sorrindo para Bella – Eu sou... Eu não... Eu morreria sem ela. – sua voz parecia tão morta quanto seu olhar e eu senti meus olhos arderem. – Por favor, não me tire ela, também. – ela implorou e mais lagrimas começaram a descer por seu rosto.

- Eu não vou. – garanti. – Nunca.

- Eu nunca mais vou fazer isso... – ela disse fracamente olhando nos olhos de Jenny.

Eu sabia do que ela estava falando, só não sabia se ela falava para mim ou para Jenny.

- Eu prometo. – Bella falou mais firme. – Eu nunca quis machucá-la.

- Eu sei. – respondi por que realmente sabia disso.

Bella era a melhor mãe que nossa filha poderia ter, ela só estava um pouco perdida e precisando de ajuda, mas ela nunca faria nada que prejudicasse a nossa princesa.

Ela estendeu os braços para Jenny e eu simplesmente deixei que ela a pegasse.

Ela fechou os olhos com força no momento em que abraçou Jenny.

- Eu te amo tanto! – ela disse no ouvido da nossa bebê.

Então, Bella se afastou um pouco de mim, se recostando na cama, direcionando toda a sua atenção para Jenny.

Era como se eu não estivesse mais ali. Eu cheguei a me sentir como um intruso, mas eu não podia recuar agora.

Bella aconchegou Jennifer em seu peito, então ela simplesmente parou antes que abaixasse a alça de sua blusa.

Eu me levantei e caminhei até uma poltrona, a minha poltrona, que ainda permanecia no nosso quarto.

Absolutamente tudo da mesma forma que eu deixei.

Sentei-me e cruzei uma das pernas em cima do meu joelho, aproveitando a visão à minha frente.

Eu sabia que Bella queria que eu saísse, mas eu não faria isso. Mesmo ela tendo voltado a agir com indiferença, ignorando a minha presença.

- Eu quero ver. – falei baixo e ela balançou a cabeça negativamente.

Esperei que ela dissesse algo, mas ela permaneceu em silêncio. Então, ela se acomodou melhor na cama e, me surpreendendo, abaixou a alça da sua blusa, revelando um de seus seios.

Eu não pude evitar que meus olhos se prendessem ali. E no segundo seguinte me odiei por estar com tanta saudade de mergulhar no vale entre os seios dela.

Merda! Ainda vai demorar muito para que eu tenha isso novamente. Se é que eu voltarei a ter...

Jenny abriu sua boquinha e no segundo seguinte abocanhou o seio de Bella e começou a sugar.

Eu estava enganado anteriormente. Essa era a melhor visão de todas.

Bella deu um sorrisinho e eu consegui ver naquele momento que, no fundo, ela continuava a ser a mesma Bella de sempre. Naquele momento não existia mais amargura, depressão ou qualquer sentimento ruim, existia apenas Bella e Jenny, nem mesmo eu parecia existir ali. Ao menos para elas duas, era como se eu não estivesse presente.

Mas eu queria estar. Eu precisava estar. Eu já havia perdido tempo demais.

Então eu fui em direção a elas e me coloquei o mais próximo possível, perto o suficiente para acariciar os cabelos da minha pequena enquanto ela mamava.

Bella pareceu despertar e tomar consciência da minha presença, e no momento em que ela voltou a me olhar, eu já podia rever a fúria e a mágoa em seus olhos.

Melhor assim, como isso eu posso lidar.

- Vá embora! – ela falou com a voz dura, mas sussurrando e imediatamente cobriu com a mão a parte do seu seio que estava exposta.

- Você não precisa se esconder. – falei ignorando a ordem que ela tinha me dado.

- Vá embora! – ela repetiu.

- Eu não vou. – disse convicto. – Não vou até que tenhamos conversado tudo o que temos para conversar e dessa vez você vai me ouvir.

- Eu não quero e não vou ouvir nada. – ela falou e se levantou com nossa pequena no colo.

Bella me deu as costas e começou a balançar levemente Jenny no seu colo, ninando-a.

- Por favor, Edward, vá embora, agora!

Eu permaneci em silêncio.

Eu não iria embora. Nunca mais. Minha decisão estava tomada e Bella teria que conviver com ela. Sem chance que eu a deixaria continuar surtando, sozinha.

Ela bufou e caminhou em direção a porta do quarto. Quando ela abriu a porta eu pulei para fora da cama.

- Aonde você vai? – falei um pouco mais alto do que pretendia.

Ela se virou em minha direção e eu congelei com a extensão da fúria em seu rosto.

- Quieto! – ela falou irritada. – Ou vai acordá-la.

- Você não vai fugir da nossa conversa.

- Eu não vou fugir de nada, você é que vai embora e quando eu voltar, você já vai ter desaparecido.

Como isso ela saiu do quarto.

Eu pensei em ir atrás dela, mas decidi que essa conversa seria mais fácil com Jenny dormindo tranquilamente no seu quarto.

...

Quando Bella voltou ao quarto, mais de duas horas depois, eu ainda estava esperando.

Ela abriu a porta com raiva e a manteve aberta quando começou a falar.

- Vá embora, agora! – ela disse apontando um dedo para mim.

- Eu já disse que não vou até conversarmos... você pode voltar a se esconder no quarto de Jenny o quanto quiser, mas uma hora terá que entrar aqui novamente e eu ainda estarei aqui, esperando.

- Ou eu posso chamar a policia e dizer que você invadiu a minha casa.

A idéia quase me fez rir, seria meio difícil ela explicar à polícia como eu invadi a minha própria casa, mas eu sabia que ela estava falando sério, então me mantive sério.

- Eu ainda estarei aqui quando a polícia chegar.

- Emmett! – ela gritou e alguns segundos depois Emmett apareceu correndo no quarto. – Tire seu maldito irmão daqui, agora! – ela vociferou.

Ótimo Bella! Eu também posso lidar com isso.

Emmett me olhou suplicante e eu me recostei mais na cama.

- Edward, por favor, já basta de drama por hoje. – ele falou parecendo um cachorrinho assustado.

- Tire-o daqui agora ou eu acho que serei capaz de matá-lo! – Bella disse fechando as mãos ao lado do seu corpo.

Emmett imediatamente a segurou.

- Deixe-a Emm... – comecei a falar. – É exatamente isso que ela precisa. Colocar tudo para fora.

- O que eu preciso é você fora da minha vida!

Eu estava conseguindo o que eu queria... que ela dissesse tudo o que estava entalado, tudo o que precisava dizer, e eu não sairia daqui hoje até que ela tivesse dito cada palavra. Mesmo que todas elas me magoassem mais do que eu seria capaz de suportar.

Bella voou em minha direção parando a poucos centímetros de onde eu estava.

- O que você quer de mim? – ela disse com o rosto completamente vermelho de raiva. Como eu não respondi, ela continuou. – Me destruir um pouco mais, é isso?

Eu senti uma pontada no peito com o que ela disse, mas me mantive firme.

É só o começo Edward!

- Eu nunca quis destruí-la. – respondi calmamente.

- Então, talvez você esteja interessado em me usar um pouco mais.

O veneno na voz dela me atingiu em cheio.

Eu sabia que merecia tudo o que ela me diria, mas ainda assim, doía demais ouvir.

- Eu nunca te usei, Bella.

Ela soltou uma risada irônica e Emmett veio para o nosso lado.

- Bells, por favor, vamos... ele vai se cansar e vai embora. – Então ele me lançou um olhar suplicante.

- Não vou não.

- Porra Edward! – ele disse irritado.

- Saia Emm... – Bella falou quase docemente.

- O que? – ele perguntou com incredulidade.

- Saia... Eu me entendo com ele. Se ele quer ficar, se ele quer conversar, nós vamos conversar... e ele vai se arrepender de ter insistido nisso.

Emmett se virou bufando e caminhou para fora do quarto.

- Eu estarei por perto. – ele falou antes de fechar a porta.

Eu revirei meus olhos. Seria uma conversa difícil, mas Bella não precisaria de proteção, a não ser contra ela mesma.

- Bella... – chamei olhando nos olhos dela.

- Vamos Edward... diga tudo o que tem a dizer.

- Por favor, Bella.

- Você não queria que eu te ouvisse, aqui estou eu. Vamos lá... diga. – eu nunca tinha visto Bella se comportar assim e por um momento cheguei a pensar que não tinha sido uma boa idéia insistir nessa conversar, mas nós precisávamos por tudo em pratos limpos. – Ou talvez, você não saiba por onde começar... deixe-me te ajudar... Que tal começarmos pelo dia em que você foi embora... ou quem sabe antes disso, quando você me traiu com Tanya... – Eu abri a minha boca para negar, mas Bella não me deu tempo para responder. – Ou talvez você queira começar a explicar porque razão você desapareceu me deixando sozinha, grávida e com um desejo imenso de morrer?

Eu trinquei o meu maxilar porque eu sabia os motivos para ter feito tudo isso, mas nenhum deles justificava o que eu tinha feito.

- Eu não sabia que você estava grávida. – falei antes que eu conseguisse raciocinar direito. – você escondeu isso de mim, Bella. Eu não tinha como saber.

Ela balançou um pouco, mas não foi o suficiente para diminuir a intensidade do olhar de acusação dela.

- Talvez se você tivesse dedicado um pouco de tempo que fosse para cuidar da sua mulher, você tivesse percebido... Mas, espere. Eu nem era a sua mulher, não é? Eu era um passatempo, uma diversão, um jogo... qualquer coisa, menos a sua esposa.

- Isso não é verdade. Você sempre foi a coisa mais importante da minha vida.

- E onde você estava quando a coisa mais importante da sua vida estava em casa, doente? Onde você estava quando a coisa mais importante da sua vida estava tendo um princípio de aborto, no banheiro, no meio da festa de casamento do seu irmão?

- Bella... eu sei que errei muito, eu não estou dizendo o contrário. E eu também sei que provavelmente não mereço o seu perdão, mas...

- O meu perdão? – ela me interrompeu. – Você não o terá Edward. Como você espera que eu possa te perdoar depois de tudo o que eu passei? Você faz idéia do quanto eu sofri? Você consegue imaginar o quão perto eu cheguei de matar a mim e à minha filha pelo o que eu sentia por você?

- Eu só espero que você me ouça... que me permita, ao menos, tentar explicar... Bella, eu também sofri demais.

- É mesmo Edward? – ela disse ironicamente. – Eu posso te garantir que não foi nem metade do que eu sofri. E se você realmente chegou a sofrer, foi porque quis... eu estive aqui durante esse tempo todo, esperando, implorando para que você voltasse, me culpando pela forma que você tinha me deixado... Bastava que você tivesse voltando, no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte... Mas não, você só voltou porque soube de Jenny... se não nunca teria voltado. Então pare de fingir que eu significo algo para você.

- Eu não estou fingindo. Você significa demais... você é minha vida Bella! Eu me enganei. Eu fui burro, covarde, estúpido... chame do que você quiser, mas eu pensei que estava fazendo o melhor por você.

- O melhor por mim? – ela gritou perdendo o controle. – Você fez o melhor por mim me deixando sozinha? Você sabia que sua família me odiava, que meu pai tinha me virado as costas porque eu abri mão de tudo por você... eu não tinha um amigo, ninguém para contar, eu nem mesmo tinha um emprego ou como me manter. Você realmente acreditou que estava fazendo o melhor por mim? Você me deixou sozinha e humilhada, fez com que eu fosse obrigada a continuar vivendo dos seus favores, mesmo depois de ter me jogado fora. Como acha que eu me sinto em saber que continuo no seu apartamento, morando de favor, sem condições de dar a minha filha tudo o que ela precisa?

- Eu consigo ver agora que eu estava errado, mas eu pensei por muito tempo que o melhor para você era estar longe de mim...

- É claro! Eu nunca fui boa o suficiente para você... então era mesmo melhor que estivéssemos longe, melhor para você!

- Para mim nunca foi o melhor Bella... eu apenas sobrevivi esse tempo todo, não existia um momento em que eu não pensasse em você. A saudade me sufocava o tempo todo. Eu queria tê-la de volta, mas eu não podia. Eu me sentia culpado, por não ter sido bom o suficiente para você.

- De alguma forma você se saiu muito melhor do que eu, não é mesmo?

- Não Bella! Você não quer enxergar isso, mas você sempre foi muito mais forte do que eu... Você, mesmo sofrendo, cuidou para que nossa filha nascesse bem e esperou por mim, lutando contra você mesma. Eu apenas fugi, me acovardei. Eu não me orgulho disso. Mas, é a verdade. Eu fui covarde e burro e agora eu estou aqui implorando para que você me perdoe.

Eu pensei que ela retrucaria, gritaria mais um pouco, mas Bella se manteve calada, apenas me olhando.

Eu me joguei de joelhos aos pés dela e ela fechou os olhos, mas não conseguiu evitar que as lagrimas continuassem a escorrer.

- Por favor, Bella... Me perdoa! Eu te amo tanto... Eu não consigo mais sem você.

Ela se afastou um pouco quando eu estendi minhas mãos e a toquei.

- Eu não posso... – ela falou fracamente. – Não posso permitir que você ocupe minha vida novamente e depois... depois faça tudo novamente.

- Eu não vou... – comecei a dizer vendo ela se afastar ainda mais. – Eu nunca mais vou deixá-la. Eu prometo.

- Me desculpe Edward, mas eu não confio mais em você.

Meu corpo tombou um pouco para frente e eu precisei me segurar para não cair de encontro ao chão.

Eu precisava tanto dela.

Ergui minha cabeça e encontrei uma Bella tão arrasada quanto eu, recostada em uma parede, me olhando como se fosse a ultima vez que nos veríamos.

Eu me coloquei de pé e forcei minhas pernas a me levarem até ela.

Eu parei de frente para ela, olhando-a nos olhos.

- Não está acabado, Bella. – falei chegando mais perto dela e levando minha mão até o seu rosto. Ela virou o rosto, mas eu prendi minha mão em seu cabelo e a trouxe para mais perto de mim. – Eu vou lutar... – Bella tentou se soltar, mas eu a prendi com meu corpo.

Ela continuava tão convidativa, e tudo o que eu queria naquele momento era beijá-la. E ela queria o mesmo. Eu vi no momento em que ela corou e começou a se debater para que eu a soltasse.

- Eu não vou desistir de você!

Colei meus lábios nos dela e por um minuto ou mais, tudo o que ela fez foi me socar e me chutar e tentar se livrar de mim. Eu apenas me abracei mais a ela e comecei a acariciar os seus cabelos.

Então ela parou e ficou estática. Eu cheguei à conclusão que não existia mais volta para nós, mas então ela passou um de seus braços por meu pescoço e soltou um soluço fraco.

Seu rosto molhava o meu e eu abri minha boca na dela.

Meu corpo todo estremeceu quando ela finalmente retribuiu o meu beijo.

Eu quis pegá-la no colo e rodá-la, eu quis levá-la para cama, eu quis nunca mais parar de beijá-la. Mas eu não poderia fazer nada disso.

Eu precisava reconquistar a confiança dela e eu faria isso.

Eu sabia que quando o beijo acabasse tudo voltaria à estaca zero, então eu aproveitei o máximo enquanto a tive nos meus braços. Nenhum de nós dois parecia querer se afastar, nós dois sabíamos que era apenas um beijo, por enquanto. Então, respirávamos ofegantes na boca um do outro, sem nos soltar, e voltávamos a nos beijar, ardentemente.

Depois de longos minutos assim, eu senti quando os braços de Bella caíram do meu pescoço e ela desviou a sua boca da minha. Ela não voltou a se debater, apenas deixou que sua cabeça tombasse de encontro ao meu peito e eu pude sentir seu pequeno corpo tremendo e ouvir os seus soluços.

Eu a abracei forte e dei um beijo em sua cabeça.

- Não está acabado, Bella. – repeti mais firme agora. – Eu não vou desistir de você!

Ela me empurrou para longe e eu deixei que ela se libertasse de mim, por agora.

Eu me afastei e caminhei para fora do quarto.

- Nós ainda vamos ser uma família.

Eu ainda consegui ver no momento em que ela escorregou contra a parede e se sentou no chão, escondendo seu rosto entre as suas mãos. Eu quis voltar e tomá-la nos meus braços novamente, mas eu precisava ir devagar. Agora, que eu sabia que ela não só continuava a me amar, mas também a me desejar, eu sabia que eu teria forças o suficiente para lutar por ela, contra tudo e contra todos.

CONTINUA...

Notas finais
Para deixá-las preparadas... O nome do próximo capítulo é: "Momentos desesperados pedem medidas desesperadas".
Sejam legais comigo e comentem, ok?
xoxo