Survivor
1 Capítulo 01 - Sonhando acordada REESCRITO
Notas iniciais
CAPÍTULO 01 – SONHANDO ACORDADA
Bella Swan
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A noite estava quente, o céu completamente estrelado, mas com meus olhos fechados eu podia sentir uma leve brisa fria que tocava delicadamente minha pele, eu podia ouvir o barulho das ondas e seu me concentrasse bem, eu poderia sentir o cheiro dele... assim como nos meus sonhos.
Sonhos, eram só sonhos, nada mais que sonhos!
Eu respirei fundo, abri lentamente meus olhos e me concentrei em um ponto imaginário no horizonte.
– Bella...- eu ouvi alguém chamar.
Eu não olhei, não respondi porque eu conheço essa voz, já a ouvi há muito tempo atrás, mas hoje ela não é real.
–Bella, Bella...- a voz estava mais nítida, mais perto.
Ah como é bom esse som, mesmo que não fosse real, eu aproveitaria.
A voz agora estava tão perto que eu poderia jurar que era possível sentir a respiração dele próxima ao meu rosto, eu estremeci e sem pensar me virei em direção à voz.
Bem ali, na minha frente, a menos de um passo de distância, ainda mais lindo que em todos os meus sonhos, mais explendoroso do que minha memoria era capaz de lembrar... sorrindo pra mim, um anjo... como é possível?
A mesma praia, o mesmo som, a mesma brisa, o mesmo anjo... mas eu não lembrava de ter adormecido, era real? Ou eu estaria sonhando acordada?
– É só mais um sonho, só mais um sonho... — eu murmurei pra mim mesma
Senti um leve toque em meu rosto, um sorriso e sua voz agora firme
–É real!
Eu não pude me conter, levantei lentamente minha mão em direção ao seu rosto perfeito, meus dedos tocaram seus lábios e eu pude ver tudo girar.
– Você é... você é real? — Eu sussurrei
– Tão real quanto você. — Ele respondeu pacientemente.
Eu respirei fundo, sentindo meu coração acelerar, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, seus lábios tocaram os meus suavemente, suas mãos prenderam meus cabelos me impossibilitando se afastar, não que eu pretendesse agir assim, minhas mãos automaticamente envolveram seu pescoço. Se era um sonho, eu não queria acordar!
Ele me puxou mais pra perto e eu tinha um turbilhão em minha mente, tudo parecia tão real.
Por tanto tempo eu desejei estar em seus braços, provar os seus lábios...
– Eu te encontrei... — ele sussurrou em meu ouvido.
– Como? — Foi tudo que eu consegui dizer.
– Isso importa? Tudo o que eu sabia, é que te encontraria aqui! — Ele parecia tão seguro, mas ainda não tinha sentido pra mim.
Ele se afastou, um passou apenas, e me fitou intensamente como se estivesse tentando examinar cada detalhe do meu rosto, eu abaixei a cabeça envergonhada, ele apenas sorriu.
– Oh eu já ia me esquecendo, eu sou Edward. — Ele gargalhou.
Lindo, tão lindo!
– Eu sei. — Sussurrei pra mim mesma, mas ele ouviu.
– Bella, eu te via a todo o momento, eu ouvia você me chamando, eu precisava te encontrar... então eu cheguei aqui, eu te vi, então eu soube que era precisava arriscar, eu quis falar com você, mas eu tive medo... — ele parou por um momento me fitando novamente, eu estava perdida com tudo o que ele estava me dizendo.
Medo? Ele disse que teve medo de falar comigo? Por quê?
Ele acariciou meu rosto.
– Então você estava aqui todas as noites... — ele continuou. — Você estava sempre olhando o horizonte, como se estivesse esperando alguém chegar...
Todas as noites esperando ele chegar!
– Mas a cada dia você estava mais triste, seu olhar mais distante, e então eu pensei, eu quis acreditar que talvez você estivesse me esperando, que por algum motivo você desejasse me ter por poerto, tanto quanto eu te quero ao meu lado...
– Tanto quanto você? — Eu repeti, como se estivesse em choque, talvez eu estivesse mesmo em choque.
– Muitas vezes eu repeti para mim mesmo que isso ela loucura, que você nem mesmo deveria lembrar da minha existência.... — Ele explicou como se dissesse algo tão obvio. — Agora eu sei que eu apenas perdi tempo demais. — Ele concluiu sorridente.
– Seu toque parece real, seu cheiro parece real... — eu murmurei
Oh Deus como eu queria que fosse real, senti lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
Um sonho Bella, só mais um sonho, eu sentenciei em meus pensamentos, as lágrimas continuavam a me inundar, uma dor começou a se formar no meu perto, só mais um sonho...
Ele levantou meu queixo e olhando nos meus olhos enquanto enxugava minhas lágrimas com a palma de sua mão me disse firmemente:
– Eu sou real!
E eu pude sentir seus lábios novamente, mais intensa e urgentemente.
É real? Ele existe e me encontrou? Era o que se passava na minha cabeça nesse momento, ora como perguntas que não queria calar, oras como afirmação. Mas como? Eram tantas perguntas... mas por um momento eu me permiti esquecer tudo apenas pra me concentrar no meu sonho real...
Quando abri meus olhos, eu percebi que ele é ainda mais lindo do que eu me lembrava, seus olhos verdes me fitavam com um brilho que me hipnotizava, sua pele branca fascinante a luz da lua...
– Como você me encontrou? Como você sabe meu nome? Como você sabia que eu estaria aqui? Quem é você? — Eu fazia uma pergunta atrás da outra, sem me dar tempo para respirar.
Ele apenas sorria.
– Porque você não me procurou? – Edward me interrompeu em tom sério, desapontado.
Ah se ele soubesse como eu queria encontrá-lo, mas como?
– Eu não sabia onde te encontrar... eu achei que estava ficando louca, você não poderia ser real. — Eu disse apressadamente e seriamente desapontada comigo mesma.
Ele colocou um dedo em meus lábios me calando.
– Mas eu te encontrei, é só isso o que importa!
Ele sorriu, e me olhou de forma irônica.
– Nem foi tão difícil assim... — ele completou zombando de mim.
– Sabe, você é bem previsível Bella! — Ele estava se divertindo agora.
Eu corei.
– Bom, depois que eu cheguei aqui... isso sim deu um pouco de trabalho... Mas, depois que eu cheguei aqui, alguma coisa me dizia que eu te encontraria. — Edward estava bem concentrado, provavelmente se lembrando como descobriu.
Leblon, eu pensei, não me parecia muito difícil decifrar isso.
Eu ri sozinha.
Ele ainda estava concentrado demais.
– ... Felizmente você escolheu um cenário conhecido, então eu só precisei pesquisar, mas as praias pareciam tão iguais pra mim. Então eu me concentrei e tentei lembrar de todos os detalhes, era uma praia, isso eu sabia, mas você pareca estar no alto, tinha uma escada um pouco a frente e do ponto onde você estava, era possivel ver claramente o mar... mas quando me lembrei de todos os detalhes... um mirante, é claro, só podia ser um mirante!
- E como é que você sabia de isso tudo? Você fala como se tivesse uma fotografia memorizada em sua mente...
- E eu tenho... — Ele me interrompeu sorrindo. — Já olhei tantas vezes para ela, que a memorizei. Nos minimos detalhes.
Antes que eu pudesse pedir que ele explicasse, ele retirou um fotografia, um tanto amassada do bolso e me entregou.
Eu estava de costas, olhando o horizonte, como fazia antes de Edward chegar. Se eu olhase com bastante atenção seria capaz de ver tudo o que ele acabou de me dizer.
- Como você conseguiu isso?
- Na internet... — Ele respondeu tranquilamente. — No site da sua produtora... em uma pequena e nada explicativa menção a filial brasileira. Ninguém diria que era você... é mais como uma imagem turistica ou alguma coisa assim... Mas, no momento em que eu batia os olhos nessa foto, eu sabia que era você e então, eu soube que estava no caminho certo.
– E então você sabia onde me encontrar. — Eu conclui sorrindo.
Eu ainda queria saber mais... entender todos os pequenos detalhes, mas não agora, não quando tudo o que meu coração mais queria, era desfrutar da presença de Edward.
– Essa foi a parte difícil, mas você é previsível. — Ele continuou e me mandou uma piscadinha que me faz abaixar a cabeça envergonhada. — Na primeira noite em que eu cheguei aqui, você estava bem ali... -ele disse apontando para proteção de madeira que cerca o mirante. -... sentada tranquilamente, virada em direção ao mar, com os olhos fechados... linda! Ainda mais linda que nos meus sonhos.
Edward estava com os olhos fechados, sua expressão era tão calma, tão cheia de paz.
– Não me parece tão difícil encontrar esse lugar. — Eu disse em meu melhor tom debochado.
– Ah claro, talvez não pra você... mas quando se está em outro país... mas nada que internet não resolva.
– Oh! — Foi tudo o que eu consegui dizer.
Pela 1ª vez eu despertei, não estávamos falando português, ele parecia entender bem o que eu dizia, apesar do meu inglês está muito enferrujado, depois de anos falando outro idioma... Não chegamos a trocar muitas palavras em nosso primeiro e único encontro, até agora. E por alguma razão eu não imaginei o óbvio, que ele fosse tão americano quanto eu. Talvez porque naquela ocasião estavamos na cidade de Nova York, a capital do mundo e ele poderia ser de qualquer lugar.
Edward me puxou pela mão e quando percebi estávamos descendo as escadas em direção a areia da praia, nos sentamos, ele passou o braço em torno do meu ombro e ficamos ali conversando.
Ele contava animadamente sobre sua viagem, e ao mesmo tempo perguntava tudo o que pudesse lembrar sobre o Brasil, sobre a minha vida... tudo parecia irreal demais pra mim, com exceção do calor do corpo dele ao lado do meu. E, ao menos, por essa noite, eu gostaria de deixar as dúvidas de lado e aproveitar a presença dele.
Notas finais
Por favor, me deixem saber o que acharam.
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