Survivor

5 Capítulo 5 - Onde está o paraiso?


Notas iniciais
Twilight não me pertence, eu apenas me divirto fazendo as personagens sofrerem... Isso não quer dizer que você é bem vindo para copiar a minha fic por aí...

CAPÍTULO 05 – ONDE ESTÁ O PARAISO?

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Bella Swan


Os dias e meses passavam arrastadamente depois que cheguei a Washington.

Eu estava mais do que cansada de estar em casa, sem fazer absolutamente nada, com exceção de posar de "esposa" perfeita para Edward que nos últimos meses tem estado mais no hospital do que em casa.

Como meu pai me alertou, Jacob conseguir fechar todas as portas para mim e tomou o cuidado de me queimar de todas as formas possíveis em todas as agencias de publicidade dos Estados Unidos. Até hoje eu não sei o que Jacob espalhou por aí, mas definitivamente não foi algo bom, já que basta que eu diga o meu nome para ouvir a mesma resposta: — "Srta. Swan, seu currículo é invejável, mas não temos uma vaga disponível no momento."

Eu cheguei a ligar para Jacob e tentar conversar com ele, mas minha tentativa amistosa foi um fracasso, quando ele me informou que no que dependesse dele, as portas continuariam fechadas, exceto é claro pelo cargo no Brasil,que ainda continuava a minha espera.

Eu pensei em voltar, mas Edward não concordou com isso... é claro, que ele não concordaria. Mas eu realmente me pergunto, se ele se dá conta do quanto eu abri mão para estar ao lado dele. E em momentos como esse, em que eu o estou esperando acordada até as 3am para comemorarmos o nosso primeiro ano juntos, eu chego a conclusão que não, ele não faz idéia.

Eu foquei meu olhar em direção a mesa de jantar, arrumada e com as velas gastas, já que eu as acendi há 2 horas atrás, quando Edward pareceu se lembrar que eu existia e ligou dizendo que estaria em casa em 15 minutos...

Eu tive vontade de jogar os pratos no chão e todo o maldito jantar que eu passei o dia inteiro preparando na lata do lixo.

Saí da sala irritada, tropeçando no salto alto que eu estava usando, me sentindo mais idiota do que nunca, por estar usando toda essa "fantasia" idiota que Alice disse que agradaria Edward e me joguei na cama, tentando inutilmente não desabar.

Balancei a cabeça irritada, descida a não chorar. Olhei para o lado de Edward na cama e avistei o embrulho que eu deixei ali pra ele: um jaleco novo, que eu mesma fiz, com muita dificuldade por sinal, e mandei bordar o nome dele: "Dr. Cullen –"Neurocirurgião". Ver o presente só me irritou ainda mais, eu pensei em um relógio, uma corrente, mas infelizmente tudo o que puder dar era um jaleco.

Peguei o embrulho e o joguei contra a parede, no mesmo instante em que o interfone começou a tocar. Edward estava chegando.

Coloquei o travesso por cima da minha cabeça e sufoquei um grito de frustração.

Há uma ano atrás, eu estava bem acomodada em um belo apartamento com uma vista incrível, estabilizada em um cargo de renome em uma das maiores produtoras da atualidade, e agora eu estou aqui, em um apartamento que não é meu, sem emprego, e meu namorado não se lembra se quer que hoje é o nosso aniversário, e eu em algum momento tive a esperança, que hoje ele decidisse que já passamos da hora de sermos apenas namoradinhos.

Não é como se eu me arrependesse completamente, por ter aberto mão de tudo por Edward. Eu o amo, e mesmo com todas essas dificuldades, a única certeza que ainda permanece é essa. Mas eu fui a única a abrir mão de tudo. Nada na vida de Edward mudou, ele ainda tem seu emprego, sua casa, sua família e seus amigos, e eu não tenho nada e se eu for bem realista, não posso nem mesmo garantir que eu ainda tenha a ele.

Talvez Rosalie tivesse razão quando me disse friamente: "Edward em algum momento vai se cansar de brincar de casinha..."

Ouvi a porta da sala bater e respirei fundo, agradecendo mentalmente meu autocontrole, por não ter derramado nenhuma lagrima, ainda. Eu nunca chorei por Edward, na frente dele e isso era algo que eu não pretendia começar a fazer agora.

- Bells? – ouviu Edward chamar. – Desculpe, surgiu uma cirurgia e eu...

Ele parou de falar, quando eu o olhei. Eu continuei calada, esperando que ele continuasse. É claro que seria a mesma desculpa de sempre: alguma cirurgia de ultima hora, algum paciente novo...

- Você sabe como é a vida de médico – Ele continuou, indo até o canto do quarto e pegando o embrulho que eu tinha jogado na parede.

Eu voltei a me deitar e dei as costa a Edward.

- Eu não esqueci Bella. – Senti o colchão se mexer e em seguida Edward me abraçar. – Eu tentei sair antes, mas foi impossível...

- Também foi impossível usar o celular? – questionei com a voz baixa.

- Eu te liguei, disse que estava vindo, mas acabei ficando preso.

Me livrei dos braços de Edward e me levantei da cama.

- Feliz aniversário, Dr. Cullen! – disse entre os dentes, antes de me trancar dentro do banheiro.

Edward bateu na porta do banheiro.

- Bella, não vou parar de bater até você abrir... Olha eu consegui dois dias de folga, podemos fazer o que você quiser... Bella, abre essa maldita porta.

Depois de alguns minutos e cansada de ouvir Edward bater a porta, eu abri. Passei por ele, tentando sair do quarto, mas ele foi mais rápido e segurou minha cintura.

- Vamos jantar... – Falei secamente.

- Meu amor, vai, por favor, me desculpe, eu não me atrasei porque quis.

- Eu sei disso Edward, mas estou cansada de estar aqui trancada o dia inteiro sozinha, você nunca está presente, às vezes chego a me perguntar, se você ainda se lembra que estou aqui, ou se só percebe isso quando volta pra casa e me encontra na sua cama.

Edward me abraçou forte.

- Eu sei que está sendo difícil para você Bella, eu gostaria de estar mais presente, mas eu preciso suprir a minha ausência na clinica.

- Edward, isso foi há um ano atrás. Desde que chegamos aqui, você não faz outra coisa a não ser suprir a sua ausência.

- Bella, você sabe que Carlisle, ainda não aceitou as minhas "férias", não quero mais problemas com ele. Afinal a clinica é dele. Não quero decepcioná-lo ainda mais.

Eu me afastei e desviei o olhar.

- Está arrependido Edward?

Edward colocou suas mãos em meu rosto e me fez olhá-lo atentamente.

- Com o tempo tudo vai se acertar... – ele começou a dizer, e eu sorri sem humor nenhum. Quanto mais tempo seria necessário para família de Edward finalmente me aceitar?

Edward ignorou a minha descrença e continuou:

- A única coisa que me dá forças pra aceitar tudo isso, é a certeza que não importa quando tempo eu demore para voltar pra casa, ou quão desgastante tenha sido os meus plantões, quando eu chegar em casa, você vai estar aqui, esperando por mim.

Edward estava certo nisso. Eu sempre estaria esperando por ele. Por mais que eu estivesse infeliz aqui, por mais que todos os meus sonhos estivessem mortos agora, por mais que eu estivesse me questionando a todo momento se a minha escolha foi a correta, ainda assim, eu sempre estaria aqui, esperando por ele, pelo tempo em que ele quisesse que eu continuasse ao seu lado.

- Agora venha aqui, eu preciso sentir a minha mulher. – ele falou deslizando a sua mão, pelas minhas costas, me causando arrepios sob o pano fino do vestido curto que eu usava, que deixava muito do meu corpo a mostra. – Você está linda!

Edward mordiscou a minha orelha e eu me entreguei mais uma vez a ele, me esquecendo momentaneamente de qualquer outra coisa, que não fosse o seu toque, a sua voz, e em como o meu coração batia desordenadamente por ele.

Caímos ofegantes na cama, um ao lado do outro e eu senti Edward me puxar contra o seu corpo e repousar seu queixo em minha cabeça.

Ele acariciou minhas costas nuas por alguns minutos e logo em seguida quebrou o silencio, me fazendo olhar em sua direção.

- Feliz aniversário, Meu amor! – disse com a voz calma e sorrindo.

Eu retribui o seu sorriso e tentei voltar a deitar minha cabeça em seu peito, mas ele nos colocou sentados na cama e puxou sua calça jeans que estava jogada ao lado da cama.

De dentro do bolso, ele puxou uma linda caixinha azul e me entregou sorrindo.

- Eu nunca vou me arrepender de ter escolhido estar com você e sempre vou ser grato por você ter aceitado ser minha.

Meus olhos se surpreenderam ao encontrar um lindo par de alianças de platina e ouro.

Edward se aproximou e tirou a aliança menor e acariciou a minha mão esquerda.

- Eu já a vejo como minha esposa Bella – falou deslizando a aliança pelo meu dedo.

Eu estava surpresa demais para esboçar qualquer reação.

Sim, eu esperava uma anel, eu espera um pedido de casamento e eu até mesmo esperava um casamento surpresa. Mas eu não esperava que Edward apenas me entregasse uma aliança e dissesse: "já te vejo como minha esposa."

Em algum momento eu me peguei realmente desejando um casamento, um casamento de verdade, e não só uma entrega de alianças.

Peguei a outra aliança e deslizei pelo dedo de Edward, mas antes que eu pudesse dizer algo, encontrei o olhar de pura felicidade dele e me contentei em apenas ser feliz, por fazê-lo feliz, todo o resto poderia ser resolvido depois, certo?

- Eu te amo! – foi o que eu respondi, antes de abraçá-lo apertado.

...

Eu acordei com o barulho de panelas na cozinha e sorri ainda sem abrir os olhos. Edward estava em casa, como ele havia prometido, na noite anterior.

Levantei apressada, não querendo perder nenhum minuto da companhia dele, mas voltei a me deitar, ao sentir tudo rodar. Tentei novamente me levantar e ainda com a visão borrada, caminhei me segurando nas paredes até o banheiro, e tomei uma ducha rápida. Isso fez com que eu me sentisse um pouco melhor.

Voltei ao quarto e vesti um hobe qualquer antes de ir atrás de Edward.

O encontrei de pé a frente do balcão da cozinha, preparando o nosso café.

- Bom dia, dorminhoca! – ele falou assim que me viu.

- Bom d..

Antes que eu percebesse Edward já estava ao meu lado.

- Tudo bem? – ele perguntou me colocando sentada no sofá da sala.

Eu abaixei minha cabeça voltando a ver tudo rodar e pela primeira vez, meu estômago embrulhou ao sentir o cheiro de ovos e presuntos que vinham das mãos de Edward.

Tentei me levantar sentindo um bolo se formar na minha garganta.

- O que está sentindo? – Edward perguntou ainda me mantendo sentada.

- Só um pouco... – levei minha mão a boca e Edward me deixou levantar.

Corri em direção ao banheiro do quarto, seguida de perto por Edward.

Ele secou minha testa e me ajudou a levantar.

- Talvez você deva ir ao médico.

- Você é o médico. – Respondi me deitando na cama. – Não é nada demais, só um enjôo, provavelmente porque não comi nada desde ontem na hora do almoço.

- Fiquei deitada mais um pouco, vou pegar algo pra você comer.

- Ahh não, fique aqui comigo – Pedi manhosa.

Edward sorriu e se deitou ao meu lado, levando uma de suas mãos ao meu cabelo.

- Mas antes, lave suas mãos, por favor. – Pedi me afastando um pouco.

Notas finais
POr favor, me deixem saber o que acharam...