Survivor
21 Capítulo 21 – Você e eu... Juntos. Mais uma vez.
Notas iniciais
______________
Boa leitura!
Capítulo 21 – Você e eu... Juntos. Mais uma vez.
“Vou confiar e tentar mais uma vez
E assim saberá o quanto te quero
Mas está vez dará tudo de você
E não acredite que será como foi antes
Agora terá que ganhar meu coração”
Historia de amor — Leoni
Bella Cullen
________________________________
Acordei sentindo os braços acolhedores de Edward ao redor de meu corpo e seu cheiro invadindo meus sentidos. Era como estar em casa novamente, depois de tanto tempo.
Me aconcheguei em seu corpo de olhos fechados, desconsiderando todas as preocupações e problemas que apareciam em minha mente, focando naquele momento. A respiração ritmada e as batidas do coração de Edward soavam como música para mim e eu repetia mentalmente que se aquilo era um sonho, não queria mais acordar.
Por algum tempo, me dediquei a apenas sentir sua mão que afagava levemente meu corpo, numa carícia delicada e protetora, que fazia com que alguns pedaços da confiança começassem a se juntar para serem colados, mas uma ou outra vez, meu cérebro traidor fazia questão de repetir que não seria assim o tempo todo e que cedo ou tarde, aquele conto de fadas se desfaria novamente, mas, para o bem do que quer que estivéssemos construindo naquele momento, deixei minhas dúvidas de lado e dei mentalmente um voto de confiança a nós dois.
Sentia como se pudesse passar o resto do dia nos braços de Edward, apenas sentindo seu calor e me enroscando cada vez mais a ele, mas bem mais cedo do que gostaria o som do choro de Jenny chegou aos meus ouvidos pela babá eletrônica, fazendo-me levantar rapidamente para ir ao seu encontro, sendo seguida por Edward, que cada vez mais se fazia presente na vida de nossa filha.
Me acomodei em uma confortável poltrona, com Jenny em meus braços e Edward sentado ao nosso lado, acariciando de leve os cabelos acobreados de nossa filha enquanto ela sugava meu seio esquerdo, num clima de paz e tranquilidade, tão perfeito que não parecia ser verdade. Assim que ela terminou seu "café da manhã" e sua fralda foi trocada, fomos para a cozinha num silencio confortável, nos preparando para o dia.
Eu me pegava a todo momento com meu olhar preso a Edward, como se alguma coisa dentro de mim me dissesse que na próxima vez em que me virasse para procura-lo, ele não estaria mais ali. Eu sabia que era apenas a minha insegurança falando mais alto, mas era praticamente inevitável.
Edward me deu um de seus sorrisos tortos enquanto sua mão acariciava de leve a minha por cima da mesa
– Obrigado Bella! — Seus olhos fitaram os meus com um brilho de amor e determinação — Obrigado por mais essa chance!
Sorri para ele em resposta e deixei que nossos dedos se entrelaçassem, observando nossas mãos juntas
– Não posso dizer que tudo será um mar de rosas a partir de agora, mas tenho certeza que juntos conseguiremos fazer essa relação funcionar.
O toque de Edward em minhas mãos aliado ao seu sorriso, era capaz de me desarmar e confundir ao mesmo tempo. Entrelacei nossos dedos pensando em uma forma de dizer como me sentia, sem roubar a felicidade que ele parecia sentir. Felizmente ou infelizmente, não tive a oportunidade, já que Emmett escolheu esse momento para adentrar a sala do nosso apartamento.
– Bom dia família! — Emmett falava num tom alegre, mas eu podia perceber que toda aquela motivação não chegava aos seus olhos — Posso me juntar a vocês nesse café?
Ele puxou uma cadeira ao lado da minha e começou a se servir, conversando com Edward, que não largava minha mão em nenhum momento. De certa forma compreendia essa necessidade dele em manter contato físico, pois era semelhante a minha necessidade de descobrir que aquilo não era um sonho e que não estava sozinha novamente.
Observava a interação entre Edward e Emmett onde toda a cumplicidade deles era evidente, o que me fazia pensar em como a separação entre eles também havia sido dolorosa.
Sorri doce e sinceramente para Emmett, grata por o ter tido ao meu lado durante todo o tempo em que Edward esteve longe. Provavelmente eu não teria conseguido sem ele, sem a sua amizade.
– O que? – Ele perguntou ao notar meu olhar preso a ele. – Tem alguma coisa errada comigo? Por que está me encarrando assim? – Emmett forçou um sorriso, fazendo com que Edward o acompanhasse, mas eu pude ver que o sorriso não alcançava seus olhos, então, revirei os meus olhos, antes de voltar a encará-lo.
– O que houve? – indaguei.
– Nada... – Foquei ainda mais minha atenção, ao perceber que ele estava evitando me encarar, desviando sua atenção para o copo de suco a sua frente. – Eu só pensei que seria uma boa ideia aproveitar o banquete que vocês servem pela manhã.
– Emmett... – Edward começou. – Você sabe que se tiver acontecendo alguma coisa...
– Ah qual é Edward?! Já basta a Bella com esse olhar de pena para cima de mim.
– Definitivamente aconteceu alguma coisa. Por que eu estaria te olhando com pena?
– Eu sei lá... você que tá me encarando assim... – Ele se levantou da mesa e nos deu as costas, caminhando até a sala. – Onde está minha princesa?
Ele não esperou pela resposta e antes que eu conseguisse sair da mesa, ele já tinha se encaminhado até o quarto de Jenny.
– O que você acha que aconteceu? – perguntei ao sentir que Edward se aproximava de mim.
– Eu não sei... – Ele enlaçou minha cintura com seus braços, acomodando meu corpo ao seu. – Talvez nada. Foi o que ele disse.
– Você acredita nisso tanto quanto eu.
– Talvez ele não esteja pronto para falar... Ele sabe que estaremos aqui, sempre que ele precisar.
Relutantemente me virei, e um pequeno sorriso brotou em meu rosto ao fitar o verde esmeralda nos olhos de Edward.
– Você acha que... – comecei sem saber ao certo como abordar o assunto. – Que talvez ele e ela...? Ele não fala sobre isso comigo. Mas, eu sei que eles não andam muito bem.
– Eu não quero ver o meu irmão sofrendo, e eu sei que isso vai acontecer. Mas, eu espero que seja exatamente isso. Ele nunca vai chegar a lugar algum forçando um casamento que não dá mais certo.
– Você forçou o nosso. – apontei mais agradecida do que aborrecida. Certamente se Edward não tivesse insistido em nós, não estaríamos nos entendemos e tentando esquecer o que aconteceu.
– Nós nos amamos, Bella! – O brilho nos olhos de Edward me dizia claramente que ele acreditava fielmente que juntos, com a força do nosso amor, nós seriamos capazes de nos reerguer. – O meu lugar é ao seu lado e o seu lugar é ao meu lado. Nós sempre vamos dar certo, desde que estejamos juntos.
– Não me agrada dizer isso, mas Emmett a ama. Ele a ama muito. Não é algo que possamos negar. É tão claro quanto... – eu podia sentir minhas bochechas esquentarem. – Tão claro quanto nós!
Os dedos de Edward deslizaram carinhosamente por meus rosto e seu olhar preso ao meu rosto, praticamente me roubava o ar.
– Eu espero estar certo em dizer isso, mas acredito que ele não a ama tanto quanto antes. Foi muito duro para ele saber que Rosalie não é quem ele pensava. E, além disso, ela não o ama. Nunca amou.
Eu compartilhava da mesma opinião que Edward. Algo me dizia que Rosalie não sentia o mesmo que Emmett, que não o queria e o amava de forma tão incondicional quanto ele fazia por ela, mas eu também estava ciente que isso podia ser só a minha impressão, ou melhor, o meu desejo. Não que eu desejasse ver o meu cunhado e amigo sofrer, pelo contrario, eu o quero feliz, ele merece mais do todas as pessoas que eu conheço, e é justamente por isso, que eu acredito que enquanto ele insistir em manter esse casamento, nunca vai alcançar a felicidade. Ela não o merece!
– Você sabe o que eu penso sobre ela... e sobre o seu... seu pai. – Edward balançou a cabeça negativamente, como a me impedir de continuar, mas se estávamos nos concedendo uma nova chance, isso teria que ser feito com honestidade. – Eu não os quero perto de mim ou da minha filha. Eu não confio neles, mas eu quero que você e Emmett estejam bem, felizes... E se... bom, se ele acha que vale a pena... talvez ele saiba mais do que nós, talvez ele simplesmente não esteja disposto a abrir mão de uma amor tão grande, tão forte. Assim, como você, talvez você sinta mais falta do seu pai, do que gostaria de assumir.
– Algumas vezes é possível confundir os sentimentos, Bella. Eu espero que um dia meu irmão veja que o que ele sentiu por ela não passou de uma paixão, que ele encontre alguém pra amar de verdade. – Edward nos conduziu até o sofá da sala e me puxou até o seu colo. Instintivamente acomodei minha cabeça em seu peito e fechei os olhos sentindo seu cheiro que tanto me fez falta. – Antes de você, eu tive outras pessoas, algumas delas eu realmente gostei, tive algum carinho, e eu até mesmo achei que amava alguém... mas eu estava errado.
Sem me afastar dele, perguntei sussurrando:
– Tania?
– Nunca foi avassalador, incontrolável... mas era diferente de tudo o que eu já tinha experimentado. Éramos compatíveis, compartilhávamos os mesmo amigos, o mesmo meio social, a mesma profissão. Eu tinha carinho por ela, a queria bem... por um momento eu achei que sim, que eu a amava. Talvez o amor fosse assim, calmo, sem grandes rompantes... Mas, eu conheci você, e eu vi que estava errado. Eu não me importava em ficar semanas, meses se preciso sem vê-la, mas eu não consigo ficar nem mesmo algumas horas longe de você, sem sentir meu coração apertar.
– Você e ela estavam juntos quando você foi até o Brasil? É por isso que toda a sua família foi contra...
– Não, Bella. – ele não permitiu que eu terminasse. – Eu e Tania já não estávamos juntos. – Ele parou por alguns segundos e suspirou pesadamente antes de continuar. – Eu nunca te disse isso antes, mas eu... eu já sabia onde te encontrar, eu já sabia quem você era... e eu já te amava quando te encontrei naquela praia. Todos simplesmente achavam que era uma loucura sem tamanho largar tudo e ir atrás de uma mulher que eu tinha visto apenas uma vez, por alguns segundos, do outro lado do mundo, quando essa mulher possivelmente me acharia um louco. Tania e eu... é complicado. Eu não podia continuar... então, eu disse a ela que tinhamos que terminar, mas... estávamos noivos e todos consideravam certo como a claridade do dia que terminaríamos juntos...
– Do que você está falando? – tentei me sentar ao seu lado no sofá, mas os braços de Edward voltaram a me circular e manter presa a ele. – Você mentiu pra mim? Nós já começamos assim? Com mentiras?
– Não, meu amor. Eu apenas não contei que tinha um casamento marcado e que o cancelei porque que tinha me apaixonado por você no momento em que meus olhos te encontraram... eu não menti, eu apenas...
– Omitiu. Edward, isso dá no mesmo.
– O que você pensaria se eu apenas dissesse tudo, que eu contasse que tive que implorar a Alice para descobrir onde você estava, que eu já estava naquela cidade há alguns dias e todas as noites eu te seguia e tentava encontrar coragem pra te abordar, que eu tinha deixado tudo de lado para ir atrás de você, que eu tinha praticamente fugido de tudo e todos para finalmente te encontrar...?
– Desde o primeiro momento você soube o que eu sentia, não tinha porque me esconder nada... Eu teria gostado de saber que você lutou atrás do que sentia por mim... teria me feito muito menos insegura.
Edward tocou novamente o meu rosto, de forma mais urgente, e o levantou fazendo que nossos olhos voltassem a se encontrar.
– Eu nunca menti, Bella. Eu sonhei com você, todos os dias, desde que eu te vi pela primeira vez. E depois que eu soube onde você estava, eu a imaginava ao meu lado naquela mesma praia. E quando eu soube que com você acontecia mesmo... Bella, você não ver meu amor?! Eu não sei como nos apaixonamos apenas com um olhar, mas a verdade é que não importa. Você também sentia o mesmo que eu, e se eu não tivesse ido até lá, se eu não tivesse te procurado, nós dois ainda estaríamos apenas sonhando...
A força da verdade do que Edward me dizia, me atingiu em cheio. Assim, como ele, eu não saberia explicar como aquela primeira troca de olhar foi capaz de mudar tanto a minha vida, como mesmo após anos, sem nem ao menos ter falado com ele, eu ainda o imaginava próximo a mim, eu ainda o queria, em meus sonhos, em minha mente, mas de uma coisa eu tenho certeza, eu ainda estaria sonhando e desejando que ele fosse real, se não tivéssemos nos encontrado. Meus olhos se encheram de lágrimas, ao imaginar quão vazio tudo teria continuado a ser, sem ele.
– Não nos tivemos um conto de fadas Bella, mas o que temos é ainda melhor, porque é real. Nós temos uma família agora e não importa se tudo começou de um sonho ou de um encontro que durou nada mais que alguns segundos, o que importa é que era o nosso destino estar juntos.
Eu o abracei o mais forte que pude e tombei minha cabeça no vão de seu pescoço.
– É só... Droga, Edward, é tão difícil para mim, depois de tudo o que aconteceu... é como se eu estivesse esperando pelo momento em que você simplesmente fosse desaparecer ou mentir ou simplesmente dizer que se enganou, que não é bem isso o que você sente... eu nunca fui tão insegura, tão medrosa quanto tenho sido nos últimos tempos.
– Eu sinto muito Bella! Sinto muito por ter feito isso com você, por ter agido como agi. Eu nunca vou me perdoar pelo o que eu te fiz passar, é algo que eu sempre vou lembrar e eu vou viver para te mostrar que eu posso fazer melhor que isso, que eu posso ser digno da sua confiança... eu só preciso de uma chance. Eu não vou errar da mesma forma, meu amor, eu prometo!
...
Não sabia dizer exatamente o que havia acontecido, mas depois daquele dia, a presença de Emmett em nossa casa se tornou mais intensa. Não que antes não fosse, longe disso. Ele era daquele tipo de pessoa que sabia que poderia contar a qualquer hora, mas, conforme os dias passavam, era notável que ele praticamente vivia em nossa casa.
...
– Bella, você me acompanha a Nova York? — Havia um brilho nos olhos de Edward, e ele sorriu para mim enquanto tomava minha mão entre as suas; o que havia se tornado um hábito, como uma confirmação silenciosa que ele estava ali para mim — Seth me ligou para avisar que marcaram o batizado de minha afilhada.
Me abaixei para ajeitar Jenny, que se encontrava deitada em seu carinho olhando para todas as direções, aproveitando o passeio a praça que Edward e eu fizemos questão de providenciar.
– Afilhada?
– Sim, minha afilhada... Isabella — Quando ele disse o nome da menina, vi surgindo em seus lábios meu sorriso favorito — Quando... bem, quando voltei para Chicago, ela estava perto de nascer e agora eles queriam que a minha Isabella conhecessa a Isabella deles... quer ir comigo?
Eu não sabia praticamenete nada do que aconteceu a Edward enquanto estivemos separados e ao que parece ele estava me dando a oportunidade de não só saber o que ele esteve fazando durante aqueles meses, mas também, conhecer as pessoas que estiveram ao seu redor.
– Eu acho que isso seria ótimo... – Concordei com um sorriso.
...
Eu estava nervosa. Realmente inquieta. Enquanto desembarcávamos no aeroporto de New York.
Eu não conhecia os amigos de Edward e não sabia como seria recebida. Para mim, era inevitável lembrar de como fomos recebidos pela família Cullen quando chegamos do Brasil.
E se acontecesse novamente?
Eu apertei meus braços ao redor do corpinho de Jenny, tentando conter o choro baixo que ela tinha iniciado. Como sempre, ela era capaz de sentir o mesmo que eu.
– Não há motivos para ficar nervosa... – Edward sussurrou ao meu ouvido, deixando as bagagens de lado e me fazendo fitá-lo.
– Eu só estou cansada. – Respondi, tentando fazê-lo acreditar em minha mentira.
– Eu te conheço... Muito bem. Lembra? – Seus dedos acariciaram o meu rosto e ele me dei um beijo casto e breve. – Não vai ser da mesma forma, baby. Eu prometo!
Eu sorri, timidamente, para ele.
– Desculpe! É que... Eu estou trabalhando nisso, okay? Mas, algumas coisas ainda...
Eu pretendia dizer que a terapia em grupo que tinha começado a frequentar estava, de fato, me ajudando e muito, mas fomos interrompidos por uma voz doce e alta.
– Eddy! – Eu me virei em direção a voz a tempo de ver uma jovem loura correr até Edward e se jogar nos braços dele.
Desviei o meu olhar até Jenny e lhe dei um beijo na testa, me sentindo fora de lugar.
– Clarie! – Edward a abraçou por alguns minutos. – Como está a minha teimosa predileta?
– Eu pensei que ela fosse a sua teimosa predileta... – Com um movimento rápido, eu tinha dois grandes e expressivos olhos azuis me fitando. – Eu nem acredito que vou, finalmente, te conhecer.
Edward sorriu e se juntou a mim e Jenny.
– Amor, essa é Claire...
– Ahh pare com isso, Dr. Cullen! – Claire reclamou se adiantando e sorrindo para mim. – Eu sei exatamente quem você é. Edward sempre falava de você... Ok, no início ele não falava muito, mas... Isso não importa, não é? E bom, eu me lembro de vocês das revistas...
Eu estava tendo um pouco de dificuldade em acompanhar tudo o que ela dizia, mas, intimamente, já tinha gostado dela. De certo modo, ela se parecia bastante com Alice, mas de um forma mais contida e menos impactante.
– Revistas? – Questionei, entregando Jenny a Edward para que pudesse retrubuir o abraço que Claire tentava me dar.
– Claro! Dos tempos em que todo evento em NY era produzido por você.
Eu dei a ela um sorriso triste.
– Águas passadas... – Prendi minha mão a de Edward. – Eu estou contente em conhecê-la.
– Claire, eu ficaria feliz em também ser apresentando... – Eu sorri para um jovem com uma linda menininha loira nos braços. – Quando você parar de monopolizar a atenção.
Claire apenas revirou os olhos e sorriu ainda mais amplamente.
– Esses são Seth e a nossa filha, Isabella... Mas, nós a chamamos só de Bella. Como você.
...
Os dias em NY foram maravilhosos. Divertidos e relaxantes. Claire, Seth e a pequena Bella nos ocupavam todo o dia, mas isso era fantástico.
Eu adorava ver a forma como a afilhada de Edward e Jenny interagiam como se fossem amigas desde sempre ou como Edward ria, com facilidade, de tudo o que Claire e Seth lhe dizia. E amava, ser incluída, a todo momento, em tudo isso.
Edward não me deixou sozinha, nem mesmo por poucos minutos. Ele sempre estava ao meu lado, segregando pequenas confissões em meu ouvido, segurando a minha mão, me ajudando com Jenny... Me fazendo, se possível, amá-lo ainda mais.
Foi com tristeza que o dia de partir chegou. Eu gostaria de ficar mais. Mas, Edward e eu fizemos os seus amigos e, agora, meus amigos também, prometerem que iriam nos visitar e passar uns dias conosco no aniversário de Jenny.
Não pretendíamos fazer nenhuma grande festa, mas certamente comemoraríamos. Não só o primeiro ano de vida de nossa filha, mas, também, a nova chance que estávamos dando ao nosso amor.
...
Eu estava exausta quando, finalmente, adentramos o nosso apartamento. Tudo o que eu desejava era um bom banho e algumas horas de sono, mas antes de poder realizar os meus desjos, precisava cuidar da menina sonolenta que estava em meus braços.
– Você quer que eu prepare algo para você comer? – Edward perguntou docemente.
– Não precisa... Eu estou mais cansada do que com fome. Vou apenas colocá-la para dormir, okay?
– Eu preparo o banho então. – A forma como ele sorriu para mim, deixou bastante claro que ainda teríamos algumas atividades antes que eu chegássemos a cama. – Não demora.
Eu mordi meu lábio inferior e, provavelmente, corei ao chegar a conclusão que não me importaria de adiar o meu sono em algumas horas se fosse para gastar esse tempo com Edward.
– O que você acha de tirar uma boa soneca? – Sussurrei para Jenny e comecei a embalar antes mesmo de chegarmos ao quarto. – O papai ficaria feliz se você adormecesse logo... – Sorri abertemente e observei a forma como ela retribuiu o meu sorriso, mesmo estando com os olhinhos quase fechados. – E a mamãe também.
Com cuidado para não fazer muito barulho, eu abri a porta do quarto da minha pequena e adentrei o mesmo, imaginando que em poucos minutos eu estaria correndo até o meu quarto, diretamente para os braços do meu marido.
Porém, no momento em que meus olhos pousaram sobre meu cunhado, sentando na cadeira de balanço, o olhar triste e o rosto marcado por lágrimas, eu soube que nossos planos seriam adiados. E não encontrei razões para me irritar por isso, não vendo a forma como meu grande amigo parecia tão pequeno e sozinho, olhando para mim como se estivesse a ponto de desmoronar.
Eu retribui o olhar, mas não disse nada. Apenas caminhei até o berço e acomodei Jenny e cantarolei para ela, até que ela adormecesse. Só então me virei até Emmett, me ajoelhei a sua frente e com a ponta de meus dedos sequei suas lágrimas.
– Você vai me dizer o que aconteceu? – Sussurrei.
O seu corpo grande tombou em minha direção, sua cabeça repousou em meu ombro e eu o senti tremer.
– Acabou, Bells! Acabou!
Ele não precisava explicar. A sua tristeza evidenciava o que tinha acontecido.
Eu apenas o abracei de volta, sem saber o que dizer ou fazer.
– Eu não deveria me importar... – Ele continuou, embora sua voz soasse falha. – Eu sei que até insisti demais... Mas, droga, Bells! Ainda assim, dói muito.
Embora eu não gostasse de Rosalie e, no fundo, soubesse que Emmett estaria muito melhor longe dela, eu era capaz de entender a dor que ele sentia.
Eu mesma tinha passado por isso.
Não era o momento de apontar erros ou acusações. Era apenas o momento de cuidar dele, assim como ele tinha cuidado de mim. Mostrar a ele, que eu estaria ali, ao seu lado, o segurando, o apoiando, por quanto tempo fosse necessário... Até que sua dor, ao menos, diminuísse. Exatamente como ele tinha feito comigo.
– Eu sei, Ursão... Disse em seu ouvido. – Apenas chore tudo o que você precisar... Eu prometo que vou estar aqui o tempo todo, secando todas as suas lágrimas.
E eu cumpri. Não o soltei nem por um segundo. Nem mesmo quando Edward veio ao quarto saber por que eu estava demorando.
Eu apenas olhei para o meu marido e, então, ele se abaixou ao meu lado e fortaleceu o nosso abraço.
Não existia nada para nenhum de nós dizermos, apenas sentir em nossos próprios corações tudo o que Emmett sentia e, tão bravamente, tentava controlar.
O FIM ESTÁ PRÓXIMO....
Notas finais
Eu sei que estou super atrasada nas respostas dos reviews, mas prometo que estou tentando colocar tudo em dia. Mil perdões!
xoxo
Fale com o autor