Survivor
20 Capítulo 20 - Um novo começo
Notas iniciais
UM NOVO COMEÇO
"Encontrei uma razão pra mim. Para mudar quem eu costumava ser... Uma razão pra começar tudo de novo. E a razão é você! "
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Edward Cullen
Depois daquele primeiro beijo, as coisas mudaram. Foi como se barreiras fossem quebradas e finalmente estivéssemos vivendo em um mesmo universo.
Não podia dizer que éramos um casal novamente, mas, estávamos realmente perto disso.
Bella agora não fugia ou se esquivava de meus toques em particular como fazia antes; na verdade, até nossa aproximação na frente da família parecia mais certa, porque, finalmente, parecíamos uma família.
Não a família que poderíamos ter sido se eu fosse um pouco mais inteligente, mas, pelo menos deixamos de ser dois estranhos vivendo em uma casa. E isso fazia valer a pena qualquer coisa.
Algumas vezes, bem menos do que eu gostaria, eu podia vê-la se entregando um pouco. Geralmente era nessas horas que nos beijávamos com o mesmo ardor de antes, mas, mesmo com meu corpo pedindo, ou melhor, implorando por mais, eu me continha; afinal, eu sabia que Bella ainda não estava pronta para mais um passo.
Eu precisava ser paciente, porque, no fim das contas, eu mesmo plantei toda a desconfiança e dor nela e não poderia esperar que, num passe de mágica, todos aqueles meses fossem apagados, ou que pudesse voltar no tempo e consertar as coisas. Isso era impossível. O máximo que poderia fazer era mostrar a Bella que eu estaria ali para ela e para Jenny.
...
Jenny ultimamente estava um tanto mais birrenta pelos dentinhos que estavam nascendo, e era comum, agora, ela acordar chorando um pouco a noite. Não havia muito o que fazer, além de deixá-la morder um pouco o dedal, e, por incrível que pareça, esse era um dos momentos que eu mais gostava, pois me sentia mais próximo de meu anjinho.
Geralmente nessas horas, ela acabava dormindo em meus braços e eu ficava horas a fio velando seus sonhos. Era realmente um milagre que alguém como eu pudesse ter ajudado a fazer uma perfeição tão grande.
Essa era mais uma noite que minha pequena resmungava, e mais uma noite que eu ficaria com ela nos braços.
A retirei do berço e caminhei um pouco, embalando-a, esperando o dedal esfriar um pouco, até ficar apenas morninho, para relaxar sua gengiva irritada, e, quando estava tudo pronto, sentei-me em uma cadeira de balanço que ficava em um dos cantos, acomodando-a confortavelmente em meus braços e comecei a cantar baixinho, para embalar seus sonhos enquanto ela mordia meu dedo dentro do dedal.
"É, acabei de ouvir as notícias de hoje
Parece que minha vida vai mudar
Fechei meus olhos, comecei a orar
E lágrimas de felicidade desceram rosto abaixo
Fechei os olhos, sentindo seu corpinho em meus braços e continuei a cantar, mesmo ouvindo a porta do quarto se abrir quase silenciosamente.
Com os braços bem abertos
Sob o sol
Bem-vindo à esse lugar
Vou te mostrar tudo
Com os braços bem abertos
Pude perceber Bella entrando no quarto com seus passos suaves, apenas observando nossa pequena dormir em meu peito .
Bom, eu não sei se estou preparado
Pra ser o homem que tenho de ser
Vou respirar fundo, trazê-la pro meu lado
Paralisados pelo deslumbramento, acabamos de criar vida
Foi impossivel evitar de sorrir para ela, parada ao lado da minha poltrana, olhando atentamente para Jenny e eu... acho que nunca parecemos tanto uma familia, como agora.
Se eu tivesse apenas um desejo
Um pedidozinho só
Eu torceria pra ele não ser igual a mim
Espero que ele seja compreensivo
Que ele abrace essa vida
Segure-a pela mão
E a apresente ao mundo
Com os braços bem abertos
Bella Cullen
"Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço."
Luiz Gasparetto
Eu sentia meu coração inflar de uma emoção que não saberia bem descrever qual seria... era um misto de admiração — pela forma carinhosa e dedicada que via Edward embalar nossa pequena em seus braços, com uma pontada de ciúme, por não ser capaz de conquistar essa mesma adoração.
Sabia, com certeza, que esse tipo de pensamento era doentio e desprezível. Como eu poderia sentir ciúmes de minha própria filha com o pai? São amores tão diferentes e ao mesmo tempo tão intensos, tão avassaladores...
Eu podia sentir minhas mãos formigarem para tocá-lo. Eu queria dizer o quão feliz eu estava em ver que ao menos com Jenny, Edward seria capaz de ter uma relação forte e genuína, mas eu não confiava em mim mesma para isso. Eu sabia, com absoluta certeza, que no momento em que eu o tocasse ou que me permitisse ser um pouco afetuosa, todo o meu sentimento viria a tona novamente e eu não conseguiria refreá-lo, uma vez mais.
Eu vi no momento em que Edward quebrou o nosso contato visual, dirigindo seu olhar para Jenny adormecida em seus braços e lentamente se encaminhou com ela até o berço, a depositando com carinho logo após beijá-la com ternura.
Meu coração deu um salto e eu não consegui me conter por mais tempo. Eu quis tanto isso. Sonhei durante toda a minha gravidez e o tempo em que estive com Jenny sozinha com isso, com o dia em que eu veria Edward aconchegá-la, amando-a como uma filha merece ser amada.
Eu ainda não confiava plenamente em Edward, não como homem, não como meu marido, mas alguma coisa na forma como ele olhava para nossa filha me fazia ter certeza que a ela, ele jamais abandonaria. Que ele não a faria sofrer ou se sentir desmerecida, que ele jamais conseguiria viver sem a nossa pequena, assim como eu. Ao menos nisso, nós estávamos juntos, perfeitamente sincronizados.
Por um momento eu me sentia realizada, como se nada pudesse nos roubar aquele momento tão familiar, tão terno e ao mesmo tempo tão cheio de diversos significados, de escolhas... eu não pensei no que estava fazendo ou no que isso acarretaria amanhã. Apenas, o abracei o mais forte que consegui.
Eu podia sentir a surpresa de Edward, seus músculos estavam rígidos, eu o podia sentir tenso e indeciso sobre como agir. Eu deslizei minhas mãos por seu peito, recostando minha bochecha em sua costa e me permiti inalar o seu perfume... ohh tão inebriante!
Senti seu corpo estremecer um pouco ao meu toque e imediatamente relaxar, como se ele esperasse há muito por essa caricia, assim como eu mesma havia esperado para senti-lo junto a mim.
Naquele instante era como se nem o passado e nem o futuro existissem, apenas eu e ele, ali, amando nossa filha.
Ele se moveu, lentamente, se colocando a minha frente... Seus olhos de encontro aos meus.
Era impressionante como todo o meu ser reagiu imediata e instintivamente a Edward.
Ele me olhava com os olhos brilhantes e cheios de querer, provavelmente espelhando o olhar que eu oferecia a ele.
Eu podia sentir todo o meu corpo quente, meu coração batendo descontroladamente, minha respiração vacilante e tudo porque eu precisava de Edward naquele momento. Eu precisava, minha alma, meu corpo precisava de Edward. Do homem que eu amei desde a primeira vez que nossos olhos se encontraram.
Eu não podia mais negar a saudade louca que me apertava o peito todos os dias.
Eu não queria mais desejá-lo e não tê-lo. Eu não queria mais chorar por não poder tocá-lo ou acordar deprimida a noite por não sentir o calor dos seus braços me protegendo.
Minha razão gritava para que eu pensasse, para que eu não continuasse... No fundo eu sabia que, provavelmente, nada iria mudar — talvez voltássemos ao ponto em que tudo chegou ao fim e isso, certamente, seria mais do que eu podia aguentar. Mas, eu simplesmente não conseguia resistir mais.
A presença de Edward me inebriava. Eu travava uma luta diária comigo mesma para não sucumbir ao desejo, ao amor que eu ainda nutro por ele.
Talvez seja uma doença, um vicio... E se for, eu tenho plena certeza de que nunca vou estar curada.
Balancei minha cabeça tentando afastar todos os pensamentos... eu não queria pensar. Bastava agir. Fazer o que eu mais desejava naquele momento, me permitir, pelo menos mais uma vez, ser dele, tê-lo, amá-lo.
Minhas mãos correram até sua nuca, brincando com os fios de cabelo cobre que tanto me encantava, ao mesmo tempo em que nossos rostos se aproximavam perigosamente.
Um frio percorria minha espinha e borboletas voavam em meu estomago.
Oh, céus, meus lábios estavam tão secos por ele...
Uma corrente elétrica, como todas as outras que sempre me atingia quando estava nos braços de Edward, percorreu o caminho dos meus lábios ao meu coração, no exato segundo em que pude sentir a maciez dos seus lábios.
Os braços de Edward se fecharam com força ao meu redor, como se ele temesse que eu me afastasse a qualquer momento, como se ele quisesse evitar isso.
Ah, Edward... nem se eu quisesse, eu conseguiria continuar a resitir a você. Ao poder que você tem sobre mim.
No momento em que a lingua de Edward deslizou ao encontro da minha, um calor sufocante me tomou.
Eu queria mais, muito mais.
Eu queria os labios, as mãos de Edward por todo o meu corpo. Eu queria dormir e acordar ao lado dele. Eu queria, acima de tudo, ser a sua esposa, sua mulher, em todos os sentidos.
- Bella... — ele gemeu no momento em que nossas bocas se separaram em busca de ar. — eu... você... talvez...
- Eu quero! — respondi com convicção. — por favor, Edward, faça amor comigo.
Ele me deu o mais radiante dos seus sorrisos tortos, o sorriso que era capaz de iluminar todo o meu dia.
- Oh Bella! — eu podia ver a piscina de lágrimas se formando nos olhos dele ao mesmo tempo em que meus olhos ardiam e meu corpo implorava por ele. — eu te quero tanto.
Antes que sua frase tivesse chegado ao fim, Edward já me tinha em seus braços e nos conduzia em direção ao meu quarto — o que deveria ser o nosso quarto.
Sua boca, em nenhum momento deixou a minha, até que ele me depositou delicadamente sobre a cama.
Prendi meu lábio inferior entre os dentes, sentindo o efeito da antecipação em mim.
Eu o teria. Ele também me queria... Nós realmente íamos...
Ahh Edward, você não é capaz de imaginar a intensidade da minha saudade.
Ele se mantinha de pé, com os olhos escuros e brilhantes me fitando atentamente.
Levantei um pouco meu corpo, sustentando o meu peso com os cotovelos, prendendo meu olhar no dele.
Não me faça esperar mais Edward...
Ele pareceu ler minha mente. No segundo seguinte, suas mãos acariciavam gentilmente um de meus pés, provocando um arrepio delicioso em minha pele.
Fechei meus olhos, tombando minha cabeça de encontro ao colchão.
Edward ergueu um pouco a minha perna e depositou um beijo molhado em meu pé. Em seguida, suas mãos começaram a percorrer, lentamente, a minha perna nua, por baixo do tecido leve do meu roupão, até alcançar a barra da camisola curta que eu usava.
Todo o meu corpo se contorceu e eu pude ouvir uma risada tímida de Edward.
Revirei meus olhos, desejando que ele fizesse muito mais do que isso.
Com a graça de um felino, ele subiu na cama, se arrastando sobre meu corpo, parando ao alcançar meus quadris.
Ele mantinha seu peso em suas pernas, mas ainda assim, eu estava presa embaixo dele, esperando pelo o que ele iria fazer.
Minhas mãos correram até o seu peito e agarrando a gola de sua camisa branca o puxei ao meu encontro, fazendo com que nossos bocas voltassem a se encontrar.
As mãos de Edward, agora vagavam sem rumo por todo o meu corpo, fazendo com que eu suspirasse em apreciação em sua boca.
- Como senti sua falta, baby... – ele murmurou contra a minha boca.
Eu podia sentir meus olhos arderem por trás das pálpebras fortemente cerradas.
Oh Deus, como eu o amo!
Eu queria dizer que também tinha sentido sua falta, que não existia nada que eu desejasse mais, em todo o mundo, do que estar com ele, de volta aos braços dele, de volta ao coração dele, mas uma parte de mim ainda se amedrontava, uma parte de mim estava encolhida no canto, chorando baixinho e esperando pelo momento em que ele fosse embora mais uma vez.
Fechei minhas mãos em seu cabelo com mais força, tentando mantê-lo próximo a mim.
- Por favor, Edward... – choraminguei mesmo sem saber se estava implorando para que ele me amasse logo ou para que não me deixasse mais. Possivelmente uma mistura dos dois.
Edward prendeu seus olhos nos meus e deslizou uma de suas mãos por meu rosto, enxugando as lágrimas que caiam por minhas bochechas.
Sorri timidamente em apreciação. Era um toque tão simples e ao mesmo tempo tão cheio de significado.
Edward retribuiu o meu sorriso, assim como as minhas lágrimas.
Foi a minha vez de levar meus dedos, trêmulos, até seu lindo rosto. Ele suspirou, fechando os olhos.
- Bella...
- Edward...
Gemíamos o nome um do outro em perfeita sincronia e o calor que emanava de nossos corpos se tornava cada vez mais intenso.
O laço que prendia meu roupão foi lentamente desfeito e eu suspeito que Edward estivesse me dando tempo para desistir. Mas, eu o respondi, lutando afobada e inutilmente contra a sua camisa.
Ele me puxou para perto, fazendo com que estivéssemos sentados frente a frente e deslizou o roupão por meus braços, com um sorriso travesso e os olhos brilhantes.
Eu não saberia explicar como ele é capaz de ter esse efeito sobre mim, mas só de olhá-lo eu podia sentir meu coração pular em meu peito.
Nossas bocas voltaram a se encontrar provocando uma dança sensual entre nossas línguas. Não demorou para que a intensidade de nosso beijo fosse elevada a um grau completamente novo e mais forte.
Nunca havíamos nos beijado assim.
Existia saudade, desejo de posse, luxuria, amor, devoção... tudo em um único beijo.
Edward e eu estávamos nos conectando, e me atrevo a dizer, de uma forma como nunca tínhamos sido. Era como se eu pudesse sentir uma linha imaginaria nos prendendo juntos, com força, com exatidão e algo na forma em que Edward me prendia a si parecia tentar me dizer que ele não permitiria que essa linha fosse rompida.
Voltei a lutar contra sua camisa, o desejando ainda mais.
Edward nos rodou na cama, fazendo com que eu ficasse sobre ele.
Eu podia sentir a comprovação de sua excitação, pressa em sua calça jeans, contra a minha pele sensível, protegida apenas pelo tecido delicado da minha calcinha.
Todos os meus músculos se contraíram e antes que eu me desse conta do que estava fazendo, meus quadris já se moviam sensualmente contra ele.
Edward gemeu em aprovação e eu me inclinei sobre ele, levantando sua blusa e beijando cada centímetro de sua pele alva. Minhas mãos percorriam seu peito, sentindo a maciez que tanto senti falta.
...
Sem conseguir resistir, mordi delicadamente o pescoço de Edward para logo em seguida sugá-lo, a principio com delicadeza, mas assim que senti as mãos de Edward me acariciarem por debaixo da seda que cobria meu corpo, apertei meus lábios com força contra sua pele, provavelmente deixando uma marca.
Edward pareceu não se importar e sim ter apreciado. Ele respondeu intensificando seu toque e eu podia sentir o seu aperto em minhas nádegas, me deixando ainda mais pronta para ele.
Edward se inclinou em minha direção, sustentando seu peso sobre os cotovelos e eu rapidamente retirei sua camisa e a atirei pelo chão do quarto.
Voltei a me colocar em seus quadris e rebolar contra ele. Os gemidos que escapavam de sua boca eram o meu incentivo.
Edward subiu minha camisola por meu corpo e a sensação da seda deslizando pela minha pele era deliciosa. Logo eu vestia apenas minha calcinha e as mãos de Edward já se encontravam em meus quadris, me mantendo quieta.
- Linda! Você é linda, Bella!
Edward levou seus lábios de encontro a um dos meus seios e passou a distribuir beijos molhados pela minha pele, me fazendo arfar. Sua língua deslizando por meu mamilo inchado estava me enlouquecendo.
Ele voltou a nos virar na cama e deslizou por minhas pernas, permitindo, propositalmente que sua ereção roçasse em mim por todo o caminho.
Involuntariamente minhas costas deixaram a cama e um gemido escapou por meus lábios.
Pude sentir a minha ultima peça de roupa sendo retirada. Imediatamente minhas mãos agarram o lençol.
Edward se levantou, ficando ao pé da cama, me provocando um muxoxo. Seus olhos, agora escuros, percorriam cada centímetro do meu corpo, até encontrar o meu olhar.
Minha respiração falhou quando percebi as mãos de Edward descendo o seu jeans.
Mordi meu lábio inferior apreciando a bela vista de Edward nu a minha frente.
Minhas lembranças não faziam jus a sua beleza, a sua hombridade.
De repente, uma urgência me tomou e tudo o que eu queria era senti-lo me completando.
Fiz menção de me levantar para ir em sua direção, mas Edward foi mais rápido e prendeu uma de minhas pernas em sua mão. Delicadamente ele puxou meu corpo para baixo e ergueu minha perna até que seus lábios encontrassem a pele da minha panturrilha.
- Oh, Edward... por favor...
Ele percorria sua língua por toda a extensão da minha perna, me fazendo se contorcer ao atingir o interior de minha coxa, então ele se afastava sorrindo para mim.
Ele estava me torturando.
- Por favor, Bella, me deixe te amar como você merece... – ele soprou contra a minha coxa, enviando um arrepio direto ao meu centro pulsante. – Eu quero reverenciar cada centímetro do seu corpo. Quero me deliciar com as suas reações.
Edward voltou a levar minha perna de encontro ao colchão. Suas mãos agora estavam em cada uma das minhas coxas e delicadamente ele fez com que eu dobrasse os joelhos, me deixando exposta a ele.
- Oh Edward, me reverencie depois... – pedi incoerente e ele sorriu de forma brilhante. Sua voz preenchendo todo o silencio do quarto, pareceu falar direto ao meu coração. O som de sua risada atingindo em cheio os meus sentimentos por ele. – por favor... – choraminguei, mas havia uma pontada de sorriso em minha voz.
Ele se inclinou sobre mim, seus lábios tocando minha virilha. Eu entendi imediatamente a sua intenção e a antecipação do que ele faria foi o suficiente para me fazer gemer em voz alta.
Eu podia sentir meus músculos se contraindo e ele nem tinha me tocado lá, ainda.
Eu não ia durar muito. E, a certeza disso me deixava ainda mais necessitada.
Sua língua tocou meus lábios tentando me levar a outra dimensão.
- Minha medida. – a voz rouca de Edward chegou aos meus ouvidos ao mesmo tempo que uma de suas mãos apertava meu seio esquerdo. Ao mesmo tempo em que ele passava a beijar minha intimidade com mais fervor.
Eu estava perdida em um mundo de sensações. Meus pensamentos nada coerentes vagavam por um universo alternativo, onde Edward nunca deixaria de me tocar assim. Gemidos ainda mais incoerentes escapavam de meus lábios, fazendo com que Edward intensificasse seus movimentos.
Eu estava tão próxima.
- Edwa... – gemi levando meu quadril mais próximo a sua boca. Mas, antes que conseguisse implorar por ele, Edward já deslizava um dedo em mim.
- Vem pra mim, Bella... – ele pediu roçando seus dentes em meu clitóris.
Uma sucessão de luzes ofuscantes atingiram meus olhos e meu corpo parecia tomado pela mais forte das convulsões. Vagamente sentia Edward me prender a cama enquanto gemia seu nome repetidamente.
- Oh céus... – meu coração parecia a ponto de levantar voo e eu, certamente, tinha um sorriso idiota em meu rosto, corado.
- Sim, meu amor. – Edward sussurrou contra a minha orelha.
Como ele veio para aqui? Acho que foi mais intenso do que imaginei.
Sua virilidade pressionando meu estomago foi o suficiente para que eu me recuperasse e desejasse mais, muito mais.
Deslizei minhas mãos entre nossos corpos e mordisquei meu lábio ao sentir o membro de Edward em minha mão. Ele estava tão pulsante.
Ele gemeu baixinho em meu ouvido e era o som mais inebriante e incentivador de todo o mundo. Eu queria ouvir mais, queria ouvir meu nome...
Reuni todas as minhas forças pós orgasmo e empurrei Edward de encontro ao colchão, ele riu como um menino despreocupado e meu coração inflou de felicidade.
Talvez eu tenha sentido mais falta disso do que de toda essa intimidade.
Me ajoelhei ao seu lado na cama e permiti que minha mão aumentasse o aperto em seu membro, subindo e descendo.
- Oh Bella... assim, baby...
Eu estava bem consciente do meu sorriso de vitoria. Oh Edward, eu te faço se sentir bem?!
Umedeci meus lábios deslizando minha língua por eles e Edward me olhou lascivamente.
Antes que ele fizesse qualquer movimento para me impedir, eu já o tinha em minha boca. Imediatamente as mãos de Edward se enrolaram em meu cabelo e eu o levei o mais profundo que podia, enquanto minha mão continuava a acariciar onde meus lábios não alcançavam.
Minha língua deslizava por toda a sua extensão e eu o sentia se contorcer.
- Bella... Oh Céus... Merda, baby... não pára.
Foi a minha vez de sorrir contra o centro necessitado de Edward.
- Eu quero você, Edward. – sussurrei levando meus lábios até suas coxas, fazendo com que Edward gemesse em desaprovação.
Eu estava amando provocá-lo. Há tanto tempo não me sentia tão poderosa?
- Você já me tem. – ele respondeu ofegante. – Eu sou seu.
- Então, faça amor comigo...
- Já estou fazendo, meu amor... – ele me puxou para os seus braços e entre gargalhadas me pôs sob o seu corpo.
- Você entendeu. – retruquei fazendo um biquinho, mas era impossível resistir a felicidade que emanava de seus olhos.
- Oh, sim... eu entendi, minha doce esposa. – Edward estava entre minhas pernas, me provocando deliberadamente. – você me quer, aqui... – ele se posicionou em minha entrada e eu tentei levar meus quadris em sua direção, mas Edward manteve meu corpo parado. – é isso, Sra. Cullen?
A voz de Edward era rouca e divertida. Repleta de desejo e ainda assim soava como uma criança realizada ao ganhar seu melhor presente de natal.
Gemi em resposta.
- Oh, por favor, Edward...
Ele continuava a me provocar e tudo o que eu desejava era que ele estivesse logo em mim.
- Eu senti tanta saudade, Edward. – confessei com a voz manhosa, vendo o olhar de Edward se tornar ainda mais brilhoso.
- Eu também, Bella. Como senti falta de você... – ele deslizou lentamente para dentro de mim.
Um gemido de prazer misturado a dor escapou por meus lábios. Prendi minhas pernas ao redor de sua cintura, sentindo meu rosto ficar ainda mais corado... Eu me sentia uma mocinha inexperiente, mas ainda assim não conseguia calar os gemidos.
- Shiii... – ele sussurou no meu ouvido, me acalmando e permitindo que eu me acostumasse com o seu tamanho. – Oh, Bella, obrigado! – ele continuou e eu podia ouvir sua voz embargada.
As sensações eram tão intensas. Edward me preenchia completamente, me alargando como se fosse minha primeira vez, uma pontada de dor ainda permanecia, mas estava sendo sufocada pelo prazer crescente que ele me proporcionava.
- Obrigado por me esperar. – algumas lágrimas atingiram meu rosto e eu o abracei forte.
- Só você, Edward. Só você me teve... nenhum outro.
Nossas bocas voltaram a se encontrar e Edward começou a se mexer delicadamente contra mim.
- Você está tão apertada, querida... – ele ofegou. – não vou resistir por muito tempo.
Um sinal sonoro de alerta pareceu soar em minha mente.
- Não... – gemi baixinho.
Edward me olhou apreensivo.
- Preservativo... – expliquei desviando meu olhar do dele.
Um olhar de entendimento atingiu o rosto de Edward, seguido por uma expressão de decepção.
- Oh não... – choraminguei.
- Eu não precisava de um. – ele tentou explicar, soando envergonhado.
Uma parte de mim se sentiu grata por isso. Ele não precisava! Eu quase podia me sentir pular de felicidade.
Mas, agora nós precisávamos.
- Você... hum... você acha que... –tentei dizer.
- Sempre vai haver o risco. – ele voltou a me beijar e eu me sentia derreter em seus braços. – Eu até gostaria... e Jenny teria companhia...
- Oh não... eu não... – estremeci só de lembrar tudo pelo o que enfrentei durante a gravidez. Ainda não estava pronta para passar por isso mais uma vez e duvido que algum dia eu chegasse a ficar.
- Eu estou aqui, Bella. – ele garantiu. – eu nunca mais vou partir.
Balancei meu quadril contra ele.
- Amanhã... você... Ohh Edward – ele se movimentou contra mim. – FARMÁCIA.
- Sim, Sra Cullen.
Eu não entendi o porque, mas ouvir Edward me chamar de Sra. Cullen me trazia uma sensação de euforia. Não era o meu sobrenome predileto, pelo contrário, mas a forma como ele pronunciava... soava como eu sempre desejei ouvir.
- Sra. Edward Cullen. – disse olhando em seus olhos.
- Minha! – ele confirmou aumentando a intensidade de suas estocadas. – Minha, Bella, só minha.
Não demorou muito para que eu sentisse o êxtase me tomar mais uma vez me fazendo enterrar minhas unhas contra as costas de Edward e chamar seu nome incansáveis vezes.
Edward se movimentou mais algumas vezes contra mim e antes que eu conseguisse protestar ele estava fora de mim, com os olhos cerrados e as mãos presas fortemente as minhas pernas.
Oh, Deus, vê-lo em meio a um orgasmo era a visão mais linda de todo o meu universo.
Pude sentir seu liquido escorrer por uma de minhas coxas e desejei que ele não tivesse conseguido. Certamente a sensação dele explodindo dentro de mim seria magnifica.
- Amanhã... – ele começou ofegante, ainda de olhos fechados. – médico.
- Isso significa que teremos mais? – pedi sorrindo maliciosamente para ele.
Ele engatinhou até estar ao meu lado e se deitou me puxando para perto. Repousei minha cabeça em seu peito, fazendo pequenos círculos com meus dedos em sua pele.
- Oh, Bella, você não acha mesmo que agora que eu voltei a tê-la vou te dar algum descanso, não é? – ele afundou sua cabeça em meus cabelos.
- Você me decepcionaria se fizesse isso, Sr. Cullen.
Rimos juntos.
- Eu te quero Bella, ainda mais do antes. – ele enrolou meu cabelo em seu punho e delicadamente o puxou fazendo com que eu o olhasse. – Eu te amo! Eu nunca deixei de te amar. – ele garantiu. – Eu não posso perdê-la, mais uma vez, Bella.
Afundei meu rosto em seu peito e o abracei com força.
Oh, Edward, eu também não quero perdê-lo. Por favor, não vá embora de novo. – implorei em minha mente.
- Eu vou reconquistar o seu amor, Bella. – sua voz soava decidida enquanto ele me abraçava de volta.
- Você já o tem. – funguei contra sua pele.
Os braços de Edward me prenderam com mais força e o senti soluçar.
- Eu não vou perdê-la de novo, Bella. Eu vou provar que mudei... Eu quero a sua confiança de volta.
- Oh Edward... – meus olhos repletos de lágrimas encontraram os dele. – Eu quero tanto dá-la a você. Por favor, não me decepcionei mais uma vez.
Edward se pôs mais uma vez sobre mim.
- Eu não vou. Eu prometo, Bella, eu não vou. – ele beijou minhas lágrimas acariciando minhas bochechas gentilmente.
- Não sou uma pessoa perfeita. Há muitas coisas que eu gostaria de não ter feito. Eu continuo aprendendo... Nunca quis fazer aquelas coisas a você. – Edward começou a cantar baixinho em meu ouvido. – Por favor, Bella, me perdoe! Porque eu jamais vou ser capaz de perdoar a mim mesmo.
Oh, Edward, se você soubesse que em meu coração você nunca precisou de perdão.
- Encontrei uma razão pra mim. Para mudar quem eu costumava ser... Uma razão pra começar tudo de novo. E a razão é você! – ele continuou cantando. Seus braços me prendendo a ele, sua voz embargada e falha e ainda assim a voz mais linda que eu já ouvi.
Minhas lágrimas se juntavam as dele.
Edward ergueu sua cabeça e a intensidade com a qual ele me olhava me roubava o ar. Eu podia sentir, em torno de mim, o amor que irradiava dele, assim como a força do meu amor por ele se intensificando.
- Sinto muito por ter te machucado. É algo com que tenho de viver diariamente. E com toda a dor que te causei, espero poder levá-la embora e ser aquele que segura todas as suas lágrimas.
- Eu vou tentar... – disse baixinho. – eu quero tentar. Eu.. quero, quero tanto Edward, confiar...
- Encontrei uma razão pra mostrar um lado meu que você não conhecia. Uma razão para tudo o que faço. E a razão é você.
Levei meus lábios mais uma vez até os de Edward e o beijei com calma, tentando transmitir a ele, através do nosso beijo, tudo o que eu sentia: Amor incondicional por ele, felicidade por estar em seus braços mais uma vez, saudade e o medo, o medo irracional que ainda habitava meu coração, medo de que tudo se repetisse.
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...O FIM ESTÁ PRÓXIMO!
Notas finais
Para as leitoras que ainda não estão no meu group, seria uma honra recebê-las... Basta procurar por Fanfics by Tatiana Oliveira ou o meu perfil, Tatiana Oliveira Fanfics.
Nos vemos daqui 15 dias... Ou antes, se rolar da fic ter mais 100 reviews, ou seja, um total de 536. Topam?
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Só caso não esteja claro... estamos nos aproximando do fim.
Por favor, me deixem saber o que acharam.
xoxo
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