Notas iniciais
Olá! Agradecemos de coração todos os comentários e aqui está o novo capítulo. Esperamos que gostem e não deixem de comentar e favoritar a história, pois é um incentivo a mais para a gente Anthonny & Brad Estamos pensando em criar um grupo no Facebook para vocês interagirem sobre a historia e nos perguntarem o que tiverem de duvidas e curiosidades. Nos digam o que acham dessa ideia Boa leitura!

Capítulo 4: A Equipe

Pablo, que ainda sobre o efeito das frutas que comera por imprudência, ainda encontrava-se sentado e encostado na palmeira enquanto via os garotos levantarem o acampamento, se é que ele poderia chamar aquilo de acampamento. Aos olhos do loiro tudo aquilo parecia apenas uma bagunça e eles não faziam nada certo, porém o resultado final acabou agradando-o um pouco. Seu corpo estava dormente e não respondia aos seus comandos e tinha que tomar muito cuidado para não tombar para um de seus lados, pois dessa maneira ele teria que, novamente, depender da ajuda dos garotos, coisa que feria seu orgulho ao máximo.

Já não bastava a situação ridícula com o javali onde ele foi salvo por Eron que deu uma de Olliver Queen e depois quando o branquelo ficou cuidando dele pelo simples fato de ser enfermeiro e bem... Tinha Jordan, mas esse não lhe fizera nada além de lhe importunar e irritar pelo simples fato de abrir a boca para falar alguma coisa. Até o fato do oriental respirar lhe estressava. Na verdade o fato de ele não poder comandar tudo o que estava acontecendo era o seu maior estresse e por conta disso que o loiro acabava por descontar suas frustrações nos outros.

Eron já havia terminado de amontoar os gravetos e folhas secas para fazer a fogueira, depois de ficar quase meia hora cavando um buraco na areia para jogar os itens e acende-los. Jordan separava quatro marmitas para poder esquentá-las enquanto Brandon forrava os lençóis restantes sob a “nova casa”, estendendo-os na areia e colocando os dois cobertores e os travesseiros em cima dos mesmos.

― Você está melhor? ― Eron perguntou timidamente à Pablo que lhe mandou um olhar cético.

― Eu pareço estar bem? ― O loiro devolveu com acidez.

― Desculpa, eu só estava preocupado. ― O moreno desviou o olhar.

― Isso é tudo culpa sua. Se você não tivesse me enchido o saco sobre não poder pegar comida das malas, isso não teria acontecido. ― Pablo tentou dar de ombros, porém acabou apenas revirando os olhos por não poder mexer o corpo.

― Não era certo. A gente tem que dividir a comida. Você gostaria que a nós três comêssemos enquanto você fosse buscar as coisas? ― Eron disse chateado.

― Vamos deixar uma coisa bem clara aqui, magrelo: eu estou pouco me fodendo para você e pra eles. O único motivo de eu estar com vocês é que eu não sou idiota o bastante para ficar sozinho perambulando por essa droga de lugar. Eu só estou com vocês porque vocês são úteis pra mim e pode ter certeza que no momento em que não forem mais, eu irei cair fora. ― Pablo disse grosseiramente, fazendo Eron arregalar os olhos diante de sua frieza.

― Que bom saber que você pensa dessa maneira. ― Jordan se aproximou com fúria em seus olhos enquanto Brandon, de braços cruzados, balançava a cabeça negativamente. ― Já que é dessa maneira, por que a gente não cai fora agora e deixa ele aqui? Aos meus olhos ele não tem nenhuma utilidade pra mim nesse momento e pra vocês? ― Continuou encarando Brandon que apenas suspirou desanimado e em seguida direcionando seu olhar para o moreno que apenas abaixou o olhar.

― Cala a boca seu japonês filho da puta. Vocês sabem que sem mim, vocês não durariam um dia. ― O loiro vociferou. – Eu sou o melhor aqui, sei mais coisas do que vocês podem imaginar. No mínimo vocês deveriam ser mais gratos, isso se vocês tivessem um pingo de bom senso.

― Em primeiro lugar, só pra constar, eu sou coreano seu burro. E depois se você sabe tanta coisa quanto você diz por que você não colocou nada em prática? Pois pelo o que eu me lembre se dependesse de você a gente já estaria morto. Primeiro teve o lance lá na agua onde você teria deixado o Eron se afogar se não fosse por mim. Depois teve a maravilhosa cena na floresta onde você quase nos matou com a brilhante ideia de tacar a pedra no javali e que se não fosse o Eron você estaria morto nesse momento. E pra fechar com chave de ouro, com o seu grande senso de sobrevivência e sua inteligência soberana e o conhecimento sobre “tudo”, você quase morreu comendo aquelas frutinhas que por sorte, ou não, não eram venenosas. E depois quer ser o nosso Líder. Você não é tão especial quanto pensa. ― Jordan cuspiu as palavras deixando Pablo com o rosto vermelho em fúria e se o loiro não estivesse paralisado, ele provavelmente iria avançar em direção ao oriental.

― A culpa é toda minha. ― Eron disse com a voz baixa. ― Se eu tivesse falado que sabia como montar a tenda antes de irmos pra floresta procurar abrigo, a situação com o javali não teria acontecido e ele não teria se machucado. E ele só comeu as frutinhas porque eu disse pra ele não mexer na comida antes de vocês chegarem pra poder dividir igualmente. Se eu não tivesse me intrometido, ele não estaria desse jeito. ― O moreno se levantou e se afastou dos três caminhando apenas para tomar distância.

― Qual é o seu problema cara? ― Brandon falou irritado, perdendo o controle de seu humor pela primeira vez desde o avião.

― Qual é o meu problema? Sério mesmo? ― O loiro soou incrédulo.

― Tudo o que você fez desde que o avião caiu foi infernizar a vida do Eron. ― Disse apontando para o moreno que estava longe.

― Cala a boca. Se não fosse por mim ele nem vivo estaria. ― Pablo rolou os olhos.

― Grande coisa, afinal se não fosse por mim, você estaria morto dentro do banheiro do avião. ― Jordan falou por cima.

― Tudo o que você fez foi infernizar ele. Primeiro disse que preferia que ele tivesse morrido em vez da Mandy. O garoto salvou sua vida, te carregou pra cima e pra baixo quando você estava com a perna ruim, trocou de lugar com a gente nas tarefas só pra te fazer companhia e veio perguntar se você estava bem mesmo sabendo que você provavelmente o ofenderia. Mesmo depois de tudo o que você fez e disse, ele se importa com você e é dessa maneira que você retribui? Está na cara que ele não é uma má pessoa e que ele tem um bom coração. Como você pode continuar tratando ele dessa maneira? ― O branquelo falou indignado.

― Não enche. ― Pablo desviou o olhar.

― Não sei nem porque você perde o seu tempo. ― Jordan disse em descrença. ­­­­­­―­­ Esse babaca vive no mundo do seu umbigo e nada vai tira-lo disso.

― Pelo mesmo motivo que o Eron. Querendo ou não estamos presos aqui e o resgate provavelmente só virá amanhã. Gostando ou não o melhor a se fazer é ficarmos unidos, mesmo que com alguém como ele. ― Brandon suspirou se afastando.

— Você deveria ser grato. ― Diz Jordan olhando no fundo dos olhos de Pablo. ― Se não fossem por eles dois, eu já teria te jogado no mar há muito tempo.

— Tenta a sorte. ― O loiro provoca dando um sorriso de lado.

— Não me provoque. ­― O oriental sorriu de lado.

Jordan apenas seguiu o branquelo antes de lançar um último olhar desaprovador para Pablo que apenas ignorou. O loiro era teimoso demais para dar o braço a torcer e reconhecer o seu erro, porém as palavras de Brandon lhe impactaram de certa forma, mesmo que minimamente. Lá no fundo ele estava grato pela ajuda que estava recebendo, mas não queria demonstrar, as palavras de Brandon ficaram soando em sua cabeça até que o loiro resolve sacudir a sua cabeça e voltar para o mundo que gira em torno do mesmo, não havia motivo para ficar se preocupando com eles afinal o resgate chegaria amanhã certo? Então não havia motivo para manter contato com eles, pois quando sair dali não manteria contato com nenhum deles.

Eron estava sentado na areia com seus joelhos dobrados enquanto seu queixo descansava sobre os mesmos e seu olhar acompanhava as pequenas ondas se quebrando na costa. O sol descia lentamente, porém de maneira perceptível deixando os céus num tom alaranjado assim como a agua que refletia o Astro Rei.

Os outros dois se aproximaram do moreno em passos lentos, olhando para o mesmo com uma expressão tranquila e encorajadora.

― Você está legal? ― Jordan iniciou o diálogo.

― Eu estava pensando na minha mãe. Ela deve estar muito mal achando que eu estou morto. ― Eron disse com um sorriso triste enquanto uma lágrima escorria por sua bochecha.

― Não fica assim não. Provavelmente o resgate virá nos buscar amanhã e tudo irá dar certo. ― Brandon falou tentando soar o mais convincente possível, embora até ele estivesse duvidando do que dissera.

— Tem razão. ― Da um pequeno sorriso de lado. ― Ignorando toda essa situação estamos na praia não é mesmo?

— Esse é um bom jeito de pensar. ― Diz Jordan que acaba se encolhendo de dor.

— Está tudo bem? ― Pergunta Brandon correndo para examina-lo.

— Apenas uma pequena fisgada na minha coxa, um dos ferimentos da queda do avião.

— Eron, vai na mala pegar o kit médico, vou desinfeccionar esse machucado antes que inflame.

Eron se levanta rapidamente e vai pegar o kit e por um momento ele olha para onde Pablo está, ele não está prestando atenção no que está acontecendo na praia, ele apenas estava olhando para o horizonte. Eron sabe que no meio de toda aquela confusão existe uma pessoa sensível talvez. O loiro olha nos olhos de Eron fazendo-o se assustar e continuar procurando o kit e virando as costas rapidamente e em seguida entregando para Brandon.

— Eu quero que isso sirva para você também Eron, se vocês sentirem alguma coisa e se o machucado de vocês ficarem com uma aparência estranha, preciso que vocês me avisem, vocês podem acabar pegando uma infecção e até o resgate chegar pode acontecer muita coisa. ― Diz Brandon suavemente e os dois concordam.

― Vamos comer? Eu não sei vocês, mas eu estou morrendo de fome. ― Jordan falou tentando mudar o rumo da conversa, afinal aquele assunto também mexia com ele. Qualquer coisa sobre o resgate era muito delicado, pois no fundo todos tinham medo de que talvez eles não fossem encontrados.

― E como vamos fazer? ― Brandon indagou pensativo.

― As marmitas estão embaladas em alumínio. A gente só precisa acender a fogueira e colocar elas bem próximas que assim elas ficam quentes e a gente come. ― Eron disse se levantando.

― Então mãos à obra. Ainda bem que a gente tem um isqueiro, pois eu não ia ter coragem de ficar esfregando dois gravetos até acender o fogo. ― O oriental brincou fazendo os outros dois sorrirem.

― O sol já está se pondo. Até que é uma bela visão não é mesmo? ― Eron disse apontando para o horizonte.

― Realmente. É uma vista muito bonita. Poderia até ser um local para se acampar e curtir a natureza, caso a gente não estivesse nessa situação. ― Jordan concordou.

― O que vamos fazer em relação à ele? ― Brandon suspirou encarando para Pablo que atualmente olhava para os três com uma expressão fechada.

― Está ficando frio e ele estava reclamando de fome. Vamos acender a fogueira e trazer ele pra tenda para que a gente possa comer juntos. ― Eron sugeriu fazendo Jordan e Brandon lhe encarar surpresos.

― Depois de tudo o que ele falou você ainda se preocupa com ele? Qual é o seu problema? ― Jordan perguntou indignado. – Para de ficar sendo gentil com aquele babaca, ele não vai parar de te atacar.

― Não é culpa dele. Ele está estressado com a nossa atual situação. Não podemos deixar ele petrificado sob aquela palmeira e muito menos deixar ele com fome. ― Eron deu de ombros, conformado.

― Isso não é desculpa. A gente está na mesma situação que ele e nem por isso a gente está agindo como um bando de panacas pensando apenas no próprio umbigo. ― Jordan insistiu.

― Ele tem razão Jordan. A gente não pode deixar ele lá. ― Brandon falou à contragosto. ― Ele é um idiota insensível mas ainda está com a gente. ― O branquelo explicou, fazendo o oriental revirar os olhos.

― Que seja. Vamos logo acender a fogueira e esquentar o nosso rango. ― Jordan disse dando de ombros. ― Vocês que se virem com esse troço aí, eu não quero nem me meter.

― Quanto tempo você acha que ele vai ficar paralisado? ― O moreno perguntou preocupado.

― Não creio que muito. Pelo que eu entendi, ele vomitou as que ele comeu então seu organismo logo estará limpo. ― Brandon respondeu pensativo enquanto Jordan começa a rir.

— Ainda não acredito que ele tenha sido tão burro. ― O oriental acaba tirando risos dos meninos.

Eron foi até uma das malas buscar o isqueiro para em seguida acender a fogueira, o que não foi muito complicado, embora tenha demorado um pouco para que que a chama se firmasse. Jordan aproximou as marmitas do fogo que dançava no buraco cavado na areia e em seguida suspirou olhando para Pablo que assistia cada movimento dos três sem proferir palavra alguma.

― A gente tem mesmo que trazer ele? ― O oriental disse com a voz manhosa. ― Está uma paz tão grande aqui e nós três estamos nos dando tão bem.

― Temos. ― Brandon disse mantendo sua voz firme. ― E você vai comigo. ― O branquelo finalizou apontando para Jordan que fez uma careta.

― Mas nem fodendo. ― Disse com os braços cruzados. – Eu prefiro morrer aqui.

― Eu posso ajudar. ― Eron se ofereceu.

― Nem pensar. Você já fez o bastante por ele. Vamos lá Jordan. Tem que ser nós dois. Ele é muito alto. ― Brandon insistiu puxando o oriental pelo braço que caminhou com o branquelo à contragosto.

― O que vocês querem? ― Pablo falou ríspido quando os dois se aproximaram.

― O fogo está se apagando e a gente pensou em te jogar sobre ele pra poder se aquecer. ― Jordan disse de maneira sarcástica, ou nem tanto, fazendo o loiro lhe fulminar com o olhar. ― Afinal você teria que servir para alguma coisa.

― Está escurecendo, esfriando e a gente já vai comer. Vamos te levar pra tenda. ― Brandon interveio antes que os dois começassem a discutir.

― Eu estou bem aqui. Me deixem em paz. ― O loiro falou carrancudo.

― Cala a boca. ― Jordan disse segurando no braço direito de Pablo com brusquidão, sendo acompanhado por Brandon que segurou firme em seu braço esquerdo. ― Não pense que eu estou feliz fazendo isso então fica quietinho. ― Continuou em seguida sem empolgação alguma.

― Devagar aí seu panaca. A minha perna ainda está doendo e você está machucando o meu braço. ― Pablo vociferou, porém Jordan apenas revirou os olhos.

― Isso é um bom sinal. Seu corpo está voltando a ter tato. ― Brandon respondeu, segurando Pablo de maneira mais suave.

― Então ele já pode andar e eu estou segurando ele atoa? ― O oriental disse indignado, fazendo menção de soltar o loiro.

― Não! ― Brandon e Pablo falaram juntos.

― Você não acha que se eu pudesse me mexer eu teria deixado vocês me arrastarem dessa maneira. ― Pablo disse com ironia, onde sua expressão era carregada em fúria.

Jordan não respondeu e Brandon ficou em silencio. Os dois carregaram o loiro para frente da barraca e Eron enfileirou as quatro malas para que o maior tivesse algum apoio para se escorar já que ele não conseguia ficar sentado por conta própria sem tombar para os lados.

― Acho que as marmitas já estão quentes o suficiente. ― Eron falou retirando as mesmas de perto do fogo, se arrependendo em seguida por queimar a ponta de seus dedos no processo. ― Argh... ― Gemeu com dor.

― Mas é um idiota. ― Pablo murmurou.

― Quem é você pra falar alguma merda. Olha a sua situação. ― Jordan interveio.

― A diferença é que eu não sabia que aquela droga de frutinha era zuada, mas até uma criança de cinco anos sabe que o alumínio esquenta no fogo. ― Pablo revirou os olhos.

― Eu estou legal. ― Eron disse sem graça quando Brandon se aproximou para avaliar seus dedos.

― Então vamos comer. ― O branquelo suspirou aliviado. ― Você realmente não consegue se mexer? ― Indagou encarando Pablo.

― Claro que consigo. Eu só estou aqui fingindo que sou uma pedra para bancar o idiota. ― O loiro falou sem humor. – É muito divertido você deveria tentar também.

― Nem precisa de muito esforço pra isso. Você já é um idiota naturalmente. ― Jordan alfinetou fazendo o loiro revirar os olhos.

― No cu. Vai tomar no cu. ― Pablo falou indiferente.

― E como ele vai comer? ― Eron perguntou preocupado.

― O Jordan pode dar comida na boca dele. ― Brandon deu de ombros.

― O quê? ― Pablo e Jordan gritaram espantado ao que suas vozes soaram uníssonas.

― E por que eu? ― O oriental disse emburrado. ― Eu acabei de carregar ele, eu não quero mais ficar perto dele.

― Porque eu já o ajudei demais cuidando dos ferimentos, machucados e também a história das frutinhas. Eron o carregou pra cima e pra baixo quando ele machucou a perna e já vai ser torturado o suficiente tendo que dormir junto com ele. Chegou sua hora de se sacrificar um pouco. ― Brandon disse com um sorriso divertido ao ver a expressão de horror no rosto do menor.

― Eu prefiro passar fome, sério. ― Pablo disse emburrado.

― Eu também prefiro deixar ele passar fome. ― Jordan insistiu manhoso. ― Olha só, nós dois concordamos, vamos fazer isso.

― Toma vergonha na cara. É só dar comida na boca dele. ― Brandon deu de ombros.

― Quer trocar comigo Eron? ― O oriental pediu esperançoso, porém antes do moreno concordar, coisa que ele estava prestes a fazer, o branquelo interveio.

― Negativo. Não tem escapatória. ― Brandon negou.

― Puta que me pariu. ― Jordan bufou frustrado, porém aceitando sua tarefa.

O oriental pegou a marmita com cuidado e Eron lhe entregou um garfo. Ele se aproximou das malas em que Pablo estava apoiado e se sentou na sua frente olhando feio para o loiro que lhe encarava com a mesma expressão.

― Olha o aviãozinho. ― Brandon brincou, fazendo os dois lhe encarar com um olhar ameaçador, enquanto Eron sorria com a brincadeira.

Jordan nem ao menos verificou a temperatura da comida e já foi enfiando o garfo com a comida quente na boca do loiro que arregalou os olhos, que chegaram a marejar, por conta da temperatura extremamente alta.

― Está quente, caralho. ― Pablo reclamou baforando a comida tentando amenizar a dor.

― Para de frescura e engole logo. ― Jordan disse com má vontade.

O loiro, tomado pela raiva, cuspiu a comida sem nem ao menos ter mastigado em direção à cara do oriental que lhe encarou incrédulo por conta da atitude.

― Será que nem pra comer vocês dão uma trégua? ― Brandon disse frustrado com a cena.

― Esse idiota cuspiu a comida em mim. ― Jordan disse com nojo, abandonando a marmita do loiro sobre a areia e se levantando.

― Você me deu comida quente e ainda por cima queimou a minha língua e o céu da minha boca, parido de meretriz. ― Pablo vociferou.

― Quer saber? Eu é que não vou fazer isso. ― Jordan levantou suas mãos aos céus em sinal de desistência e seguiu para buscar sua própria marmita.

― Nem vem Jordan. Ele tem que comer. ― Brandon advertiu.

― Tudo bem. Eu dou comida pra ele. ― Eron disse com prontidão.

― Problema resolvido. ― Jordan disse agradecido.

― Não Eron, é pra ele fazer isso. ― Brandon disse impaciente.

― Não tem problema, é sério. Pelo menos a gente evita discussão e todo mundo sai feliz. ― O moreno deu de ombros.

― Eu vou matar esse japonês quando eu voltar a me mexer. ― Pablo disse irado.

― Se acalma. Bebe um pouco de agua para aliviar a queimadura. ― Eron disse enquanto tirava o plástico do copo descartável com agua e levava o mesmo à boca do loiro que bebeu com um pouco de dificuldade por conta de sua situação.

Os quatro ficam em silencio. Jordan e Brandon jantavam tranquilamente em torno da fogueira enquanto Eron dava comida na boca do loiro tranquilamente, tomando cuidado ao esfriar a mesma para que ele não se queimasse novamente. O moreno cumpria com seu “trabalho” com atenção e dedicação, enquanto Pablo finalmente saciava sua fome, já que ele não comia desde os petiscos do avião, tirando as frutinhas.

Depois de terminar de alimentar o loiro, Eron pegou sua marmita e comeu a mesma rapidamente, afinal ele também estava faminto, pois só comera no aeroporto na companhia de sua mãe. Pablo havia sussurrado um obrigado constrangido para Eron, para que os outros dois não escutassem e o moreno assentiu com um sorriso nos lábios.

Notas finais
Não sejam acanhados e nos digam o que acharam. O proximo capítulo sai em breve e várias surpresas os aguardam.