Survive

5 Entre capítulo - Welcome to the new age - Amy


Notas iniciais
Então pessoas, como esse capítulo tá pequeno demais eu vou chamá-lo de "entre capítulo" (só uma desculpa esfarrapada por não conseguir escrever mais :P) e se a Storm quiser, podemos fazer mais desses .-.
Leiam, amores o/

"Eu estou acordando. Eu sinto isso em meus ossos. O suficiente para fazer meu sistema explodir. Bem-vindo à nova era."


Assim que absorvi o impacto no chão olhei para Tina, ela era apenas um borrão. Tentei levantar minha mão para alcançá-la, mas minhas forças se foram. Certo, pular foi uma péssima ideia. Minha cabeça tombou para o lado e vi duas silhuetas se dirigirem a nós.

– Amy?! Levanta, tem gente vindo. – ouvi alguém chamar por meu nome.

– Jamie, ela não dá conta de levantar! – bradou Kyle. – Pegue-a e eu levo a Christina.

Os braços de Jamie me envolveram e o chão desapareceu sob mim. Pude ouvir Kyle praguejar e correr para o carro. Primeiro ele colocou Tina e me deixou recostada nela. Então Jamie passou para o banco da frente e o carro deu partida.

A inconsciência me dominou.


(...)


A primeira coisa que registrei quando acordei foi o travesseiro sob minha cabeça. Forcei minhas pálpebras a se abrirem. Me sentei no colchão, minha cabeça girava como se alguém tivesse pisado nela. Pude ouvir um exaustor de chuveiro em algum lugar. Senti alguém mexendo em meu tornozelo, estiquei a cabeça para olhar e era Peg. Ela passava um tipo de pomada em um machucado e enrolou um pedaço de bandagem em volta de meu tornozelo. Ela olhou para mim e sorriu.

– Onde estamos? – perguntei.

– Em um hotel. Os Buscadores estão por todos os lados, vocês devem ter feito uma bagunça enorme. Tinha muito vidro no seu braço. Te dei o Corta Dor, mas o efeito já deve ter passado. – Olhei para os meus braços e havia mais bandagens ensanguentadas. – Pode tirá-las. Já deve ter curado.

Desenrolei as bandagens manchadas e a pele estava perfeitamente normal por baixo. Não me surpreendi, eu já sabia como funcionava.

– Você se machucou menos porque caiu sobre sua amiga.

– Onde está ela?

Uma batida soou na porta. Peg se levantou e abriu a porta, Tina entrou. Ela estava sem nenhum curativo, mas já devia ter sido curada.

– Drizzle. – chamou ela. Estiquei meus braços e pela segunda vez no dia ela me acolheu. Fiquei sentada em seu colo e encostei minha cabeça em seu ombro.

– Vou deixar vocês sozinhas. – disse Peg e saiu.

Nós ficamos em silêncio por um tempo e uma lembrança veio em minha mente.


Eu e Matt estamos na festa que os pais de Tina deram, ela chega e nos abraça. Matt irá pedir Tina em casamento hoje à noite, fui com ele comprar o anel de noivado. Assim que sentamos eu vejo dois homens vestidos de preto passarem pela porta. Cutuco meu irmão com o cotovelo.

Matt, quem são aqueles homens?pergunto.

Aonde?

Estendo a mão e aponto para a porta. Ele segue a direção de minha mão e olha para os homens, seus olhos se estreitam.

Tina, vem cá.chama ele.

Tina anda até nós e vê a expressão de Matt.

O que foi?pergunta ela.

Veja os olhos deles.diz ele.

Tina também estreita seus olhos para ver melhor, e então seus olhos se arregalam.

Estão do mesmo jeito que os do repórter.diz ela.

O que está acontecendo?pergunto. E como resposta um dos homens fala alto:

Nós viemos em paz, por favor não resistam.

As pessoas ficam sem entender, inclusive eu. Até que um deles pega um tipo de spray e borrifa na pessoa mais próxima, então ela desmaia. Todos começam a correr e Matt me ergue em seu colo. Enlaço minhas pernas em sua cintura e meus braços em volta de seu pescoço. Ele segura a mão de Tina e com o braço disponível me sustenta em seu tronco.

Ele corre conosco para dentro da casa, olho por cima de seu ombro aqueles homens desacordando várias pessoas. Passamos pela porta e então ele fala para Tina abrir o porão, ela solta a mão dele e vai na frente. Nós descemos uma escada e eu o aperto mais ainda, sinto que ele vai embora.

Ele me desce de seu colo e se abaixa em minha frente.

Drizzle, você vai ficar com a Tina até eu voltar.diz ele.

Mas eu quero ir com você.choramingo.

Não, é perigoso lá fora. Eu vou, mas eu vou voltar, ok?

Balanço a cabeça positivamente e o abraço. Ele retribui e levanta os olhos para Tina.

Cuide dela, é uma das coisas mais importantes da minha vida.diz ele e a beija.

Então ele se vira para a escada. Eu agarro a cintura de Tina.


– O que foi? – perguntou Tina.

– Lembrei do dia da invasão. Quando Matt nos deixou no porão. – sussurrei.

– Você podia ter morrido. – murmurou ela.

– Ele tá vivo. – balbuciei.

– Não, Amy. Tem um parasita no corpo dele.

– Ele está resistindo. Te chamou de Tina, não foi?

Ela assentiu.

– Ele titubeou por um momento. – confessou ela.

– Entrei no quarto dele, estava do mesmo jeito. As fotos, as medalhas... Aliás... – coloquei a mão no bolso do short e tirei uma caixinha preta de veludo. – Estava no criado-mudo. Ele ia te dar no dia da festa, fui com ele no dia para comprar. – estendi a caixinha para ela sobre a palma da mão aberta.

Ela a pegou com a mão trêmula e a abriu. O anel ainda estava lá dentro, intacto.

– Maldita invasão. Por que tinha que ser naquele dia? – sussurrou ela.

– Você pode chorar, Tina. Não tem que ser de gelo o tempo inteiro. – murmurei. – Vem, vamos pra varanda. – envolvi seu pulso.

– Ai! – exclamou Tina. Vi que minhas unhas estavam cravadas na pele dela, mas eu não estava fazendo aquilo. – Amy, me solta.

Pare!, pensei.

A mão afrouxou o aperto e Tina franziu o cenho pra mim.

Se o seu irmão consegue voltar, eu também consigo, uma voz conhecida sussurrou em minha mente, completamente frágil.

A diferença entre você e ele, é que ele tem força suficiente para voltar. Você é fraca, mal suportou seu último hospedeiro.

Se sou tão fraca, por que está falando comigo ainda?

Tina abriu a boca para me perguntar algo mas a porta do banheiro se abriu.

Notas finais
Quero reviews para o meu mini-capítulo :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.