Survive

2 Capítulo 2


“Ficar acordada. Ficar acordada. Ficar acordada.” Eram os únicos pensamentos que eu tinha em mente. Estávamos fazendo a ronda de sempre, e como sempre, eu estava morrendo de sono.

– Ei pirralha, não é pra você dormir não, ainda temos que ir caçar. – Era a quarta ou quinta vez que Jack me dizia isso. – Se você for dormir, vai pelo menos chamar alguém pra te substituir, pelo menos assim, vai ser útil em alguma coisa.

Já nem ligava mais pra ele, estava olhando a floresta densa e escura. Até que, vi duas luzes, não podiam ser fogueiras, porque estavam se movimentado, então, o que seriam?

– Jack! – Gritei. – Tem alguma coisa vindo pra cá. E não são zumbis.

Ele veio até mim, e ficamos acompanhando o movimento das luzes. Até que finalmente ele disse:

– São faróis, acho que de carro.

– Faróis? Como assim faróis? – Ele dizia isso com a maior tranquilidade, como se fosse a coisa mais normal do mundo, o que hoje em dia, não é mais.

– Eu não sei. – Continuou ele. – Mas está vindo pra cá. – Continuamos olhando, até que o que parecia ser um carro ficou uns metros de onde nós estávamos.

– Eu vou lá, você deixa a arma carregada, e esteja pronta para atirar caso necessário. – Jack disse num tom sério.

Apenas assenti e o vi andando até o carro. Ele ficou por lá alguns minutos, e voltou dizendo:

– Eles querem ficar no acampamento, tenho que ver com Ben sobre isso. Você pode ficar aqui?

– Ok. – Respondi.

– Qualquer coisa, grite, esperneie e atire, sendo neles ou nos zumbis ok?

– Uhum.

Fiquei olhando Jack se afastar em direção Ben, cada vez mais longe. Fiquei pensando, aquele garoto chato, que eu odiava com todas as minhas forças, que era super-popular e atlético na escola e fingia que eu nem existia, agora é isso: um irmão super protetor. Sai dos meus pensamentos por uma voz feminina gritando.

– Ei você aí! Vem aqui! – Gritava a voz que vinha do carro. – Que foi? Tá com medinho do escuro? – Continuava.

Sabe, não é que eu tinha medo do escuro, eu apenas não gostava.

Fui até lá, mas fiquei um pouco longe do carro.

– Quem são vocês? – Perguntei.

– E isso lhe importa? – Disse uma voz masculina.

– Se vão ficar aqui, importa sim. – Retruquei.

Ficamos nos encarando durante uns minutos. Havia três pessoas, uma mulher, loira, e de longe, parecia bonita. E dois caras, um moreno e um loiro, ambos, bonitos.

– Qual o seu nome? – Perguntou o loiro.

Paralisei. Mas não foi por causa da pergunta. Senti o medo percorrer pelas minhas veias. Eles haviam chegado, mas que droga. Eram muitos. Os três me olhavam, e eu apenas comecei a gritar:

– Corram! – Mas que droga, como eles nos acharam? Comecei a correr para o acampamento o mais rápido possível, escutando os passos atrás de mim. – Jack! Jack! Eles chegaram. – Oh merda, porque o acampamento tinha que ficar tão longe? Podia ouvir os zumbis caminhando em nossa direção, por sorte, alguns filmes falavam sobre sobrevivência da Era do Zombies, e eles estavam certos em algumas teorias, e errados em outras como a de que Zombies correm; bom depende, mas pelo que podia perceber nenhum ali corria. Estava tudo escuro, não olhava aonde eu pisava, apenas seguia o instinto. Mas que péssimo instinto. Eu havia caído, e comecei a rolar no chão, e quando parei, senti uma dor forte no meu tornozelo, e sangue escorrendo da minha testa, mas que droga. Minha ultima memória, foi ter visto Jack vindo em minha direção, e depois desmaiei.