"Precisamos nos mover." Disse a ruiva. Ela parecia estar determinada a continuar.

"Daphne, não podemos confiar nessa mensagem! Isso pode ser uma armadilha."

"Não vamos saber se não tentarmos, Fred. E essa pode ser a nossa única oportunidade de saber a verdade."

"Ainda não estou muito muito confiante sobre isso."

Os dois ficaram em silêncio; cada um pensando no argumento do outro. Fred não poderia deixá-la seguir viagem sozinha se ela estivesse disposta a prosseguir; e Daphne ansiava saber de toda a história que a polícia não revelou à ela, mas não poderia deixar seu namorado naquela situação. Um dos dois tinha de ceder.

Mais alguns minutos se passaram e ele finalmente falou.

"Tudo bem, mas escute. O primeiro sinal de perigo extremo, nós vamos esquecer de toda essa história."

Ela sorriu: "Obrigada, Freddie. Agora, precisamos saber qual o lugar que essas coordenadas nos levarão."

"Vamos fazer assim: eu procuro o lugar e vejo o avião, e você arrume suas coisas."

Foi necessário alguns minutos até que Fred conseguisse achar a localidade; logo depois ainda teve de procurar um serviço que os levasse até lá, sendo que mal sabia se o lugar possuía um aeroporto. Enquanto isso, Daphne terminava de arrumar sua mala. Ela preferiu levar apenas uma bagagem, pois não sabia o lugar para onde ia, então optou pelo básico, algo raro para ela.

Ao final do dia, já estava tudo pronto, praticamente; as malas dos dois, o serviço contratado, e as coordenadas já estavam sob o conhecimento deles. Agora, já era hora de dormir e a ansiedade já tomava conta de Daphne.

"Está tudo bem, Daph?" Perguntou o loiro, ao falar à porta do quarto dela. Ele já estava pronto para dormir e apenas foi até lá para vê-la.

"Você não vem?" Retrucou Daphne, já deitada na cama.

O loiro respondeu sorrindo e balançando a cabeça.

"Seria mais fácil se eu pegasse meus pertences e me mudasse para seu quarto."

"Então vá dormir."

"Eu não disse que não queria vir."

O loiro então se aproximou dela, e deitando ao seu lado esquerdo, Daphne se aconchegou em seus braços.

"Está nervosa?" ele sussurrou.

"Estaria mentindo se dissesse que não..." ela respondeu.

Fred olhou para cima "Também estou nervoso." e em seguida beijou a testa de Daphne.

Os dois se beijaram antes de ficarem numa posição para dormir; passado o tempo, ambos caíram no sono.

No dia seguinte, já acordados e prontos para sair, eles ajeitaram os últimos detalhes antes de pegarem um táxi e seguirem até o aeroporto.

"Não tive um pesadelo desta vez, o que me anima." ela falou enquanto entregava sua mala para Fred.

"Precisa dormir comigo mais vezes, não vê? Estive com você essa noite e você dormiu como um anjo."

"Cale a boca!" Daphne começou a rir e deu um leve tapa em seu ombro.

"Vamos logo, o táxi já chegou."

Os dois entraram no táxi e chegaram até o aeroporto. E após meia hora de espera, sentados em um banco, dois homens apareceram: um aparentando ter quarenta e cinco anos e o outro mais jovem, com uma idade que mostrava ser de vinte anos.

"Você deve ser o piloto." Fred disse, se levantando e apertando a mão do mais velho.

"Steve Thompson, muito prazer." ele apertou a mão do casal e logo em seguida falou: "esse aqui é Matthew, meu co-piloto.

"Olá." Disse timidamente o jovem de cabelos castanhos.

"Prazer em conhecê-los, eu sou Daphne Blake, esse aqui é Fred."

"Você deve ser o homem que nos contratou." Steve assentiu.

"Isso mesmo."

"Então o senhor já tem as coordenadas do lugar para onde vamos, não é?" O piloto perguntou.

"Sim, já as tenho."

"Então vamos partir." completou Matthew.

Eles foram até a parte onde se localizavam os aviões, e então os dois avistaram o avião em que iam partir. O modelo era um Jumbo cinza, um pouco envelhecido, mas que parecia ser confiável. Sem mais perguntas todos os quatro entraram no avião.

Steve e Matthew seguiram até a cabine do piloto, e Fred os seguiu, deixando Daphne sentada em seu lugar.

"Vou lhe falar as coordenadas." Fred falou se aproximando dos dois.

"Tudo bem." Steve respondeu.

"Apenas me responda uma coisa: essas coordenadas nos levam até uma ilha, não é mesmo?"

"Deixe que eu as coloque no painel."

Fred começou a repetir os números enquanto Matthew os digitava no painel. O loiro reparou na cabine notando que haviam modernos equipamentos, fazendo contraste com o visual exterior.

"Pronto, tudo certo."

"Obrigado." Fred assentiu e voltou para seu lugar, sentando ao lado de Daphne.

"Fred?" Ela perguntou.

"Sim."

"Você disse que o lugar para onde vamos é uma ilha?"

Fred respondeu normalmente. "Sim, eu havia lhe dito isso antes."

"Oh, me desculpe. É que eu lembrei de algo, mas é melhor esquecer."

"Tudo bem."

O avião começou a se mover, levantando voo logo depois. A viagem teria o tempo previsto de treze horas, até a ilha. E quem sabe, Daphne finalmente poderia descobrir os segredos por trás da morte de Michael.

Notas finais
Então pessoal, para quem leu este capítulo no outro site, deve notar que ele foi estendido e um pouco alterado (mas nada que mude o rumo da história, como disse antes), e que a próxima parte eu tirei. Esta parte virá no próximo capítulo, e também será um pouco alterada, tudo para melhorar os erros e dar mais 'conteúdo' para a fic, obrigada.