Surprises of love
15 Yes , I accept
Notas iniciais
Caroline
Acordo com deliciosos beijos em meu pescoço descendo lentamente até meu ombro, e essa é a melhor sensação do mundo. Abro os meus olhos lentamente deixando-os se acostumarem com os raios de sol que invadem meu quarto, sinto as mãos de Stefan apertarem minha cintura, deixo um leve suspiro escapar quando ele roça o nariz em minha nuca me causando deliciosos arrepios.
–Eu amo seu cheiro sabia? Seu cheiro, o toque de sua pele na minha, o jeito como você se encaixa perfeitamente em meus braços, tudo em você me encanta. -Ele sussurra no meu ouvido me apertando mais em seu abraço acomodando deliciosamente seu queixo na curva do meu pescoço. Não respondo, fico totalmente imóvel, incapaz de esboçar qualquer reação.
–Você dormiu bem? -Ele pergunta, claramente tentando iniciar um diálogo. Continuo muda e ele me vira, forçando-me a encara-lo, observo seu lindo rosto que agora estampa uma expressão preocupada, aquelas ruguinhas que eu amo surgem em sua testa perfeita e isso é minha ruina, não posso mais me mexer ou raciocinar, eu sequer consigo respirar, fico totalmente perdida em seus ardentes olhos verdes. Eu o amo, tenho tanta certeza disso, e céus, como isso me assusta, esse sentimento é tão intenso que me sinto sufocada, como isso é possível? Há um mês ele era apenas o ex da minha melhor amiga, sim, apenas o educado, encantador e incrivelmente bonito ex namorado de Elena, e agora ele está em minha cama com seu olhar fixo em mim fazendo meu coração acelerar. “Fuja Caroline, não deixe ele entrar debaixo de sua pele, se apossar do seu coração e aprisionar sua alma, você sabe como isso termina”. Grita meu subconsciente aterrorizado. É tarde de mais, ele já esta dentro da minha pele, grito de volta.
–Fala, alguma coisa, você está me deixando assustado. Ele fala, sua voz adoravelmente rouca típica de quem acabou de acordar, seus olhos me fitam esperando uma resposta.
–Sim, eu dormi bem. Respondo simplesmente tateando a cama a procura de um lençol, agarro um usando-o como uma toalha improvisada e levanto-me da cama o mais rápido que posso.
Ele bufa e passa as mãos pelos cabelos de forma impaciente.
– Vamos começar tudo de novo? Achei que depois de ontem a gente...
–Olha só Stefan, o que aconteceu ontem, foi bom, muito bom, mas eu estava bêbada e...
–Não começa, você sabia muito bem o que estava fazendo, porque não admite que gosta de mim tanto quanto eu gosto de você? Sua voz subiu duas oitavas. Droga ele está ficando irritado.
–Acho melhor você ir embora, minha mãe deve chegar logo, não quero passar pela situação embaraçosa de ter que explica-la porque tem um cara na minha cama. Falo sem ter coragem de encara-lo.
–Eu não entendo porque está fazendo isso, achei que finalmente tínhamos nos acertado. Ele murmura suavemente.
–Não posso acreditar que foi pra cama comigo apenas porque estava sob efeito do álcool. Ele diz melancolicamente. Fecho os olhos tentando recuperar o controle, mas é tarde demais.
–Tem razão, não foi por causa da bebida, eu quis ficar com você Stefan. Confesso, noto um pequeno sorriso se formar em sua boca perfeitamente esculpida.
–Foi um momento de fraqueza, um erro que não vai se repetir. Emendo, ele bufa irritado.
–Porque você acha isso um erro? — Ele segura meu olhar, mas não sei se o que vejo em seus olhos é raiva ou frustração, talvez os dois.
–Porque você só está buscando desesperadamente um jeito de superar Elena, e por algum equivoco acha que eu posso ajuda-lo, mas não posso. Você ainda a ama, eu sei disso e não posso estar com você sabendo que é nela que você pensa quando me beija, sinto muito mais não dá, eu não consigo. Despejo de uma vez tudo o estava me atormentando. Ele sorri sem humor.
–Eu honestamente não entendo porque você insiste em colocar Elena nisso. Stefan passa as mãos pelos cabelos novamente e me olha intensamente, seu maxilar trincado. Sim com certeza ele esta irritado.
–O que eu tenho que fazer para você entender que estou com você apenas porque quero estar com VOCÊ? Porque me sinto bem com VOCÊ, porque cada átomo do meu corpo pede por isso, e não porque estou desesperado para esquecer minha EX. Ele diz enfatizando propositalmente cada palavra.
–Você ainda gosta dela, só admita. Tento parecer indiferente, mas minha voz sai fraca, denunciando o quanto isso me afeta.
– Então é isso Caroline, vai desistir sem tentar apenas porque tem medo? -Há certa decepção em sua voz e isso me corta fundo. Ele da um passo na minha direção, instintivamente dou um passo para trás.
–Stefan, não! Por favor. Eu suplico. Ele suspira impaciente.
–Eu quero tentar, realmente acho que isso pode dar certo, que nós podemos dar certo. Stefan da mais um longo passo em minha direção, tento me afastar novamente, dou mais um passo para trás e fico encostada na parede, ele caminha até mim seus olhos estão negros novamente, meu coração para, tento fugir, mas estou encurralada, ele se aproxima cautelosamente, sem tirar seu olhar hipnotizante do meu, engulo em seco, porque ele tem que agir dessa maneira tão... Quente?
Em um segundo ele está na minha frente, sua mão acaricia meu rosto delicadamente deixando um rastro de calor em minha pele, involuntariamente fecho os olhos e curvo meu rosto para desfrutar melhor de seu toque.
–Eu não estava pensando em Elena ontem a noite, era só você Caroline, porque é tão difícil aceitar isso?
–Porque eu vejo o jeito como olha para ela, como seus olhos brilham, você nunca olhou para mim assim. Ele revira os olhos e passa a língua por seu lábio inferior sacudindo a cabeça, agora tenho plena convicção que ele está irritado.
–Mas que droga Caroline! Por que não para de procurar obstáculos onde não tem? Ele grita me assustando.
–Eu não estou criando obstáculos, Stefan, simplesmente não posso ignorar os que existem.
–Eu quero ficar com você, só com você. Ele volta a me encarar, seus olhos verdes em chamas, ele coloca as mãos na parede uma de cada lado de mim me cercando, me deixando sem escapatória, ele esta tão perto, tão desconcertantemente perto, prendo a respiração enquanto ele se aproxima mais, seus olhos que antes queimavam os meus desviam para minha boca, minha respiração está quase inexistente agora, “minha nossa, ele vai me beijar, e sei que não vou resistir se ele o fizer” meu corpo treme em antecipação pelo que está por vir, sinto-me fraca.
–Stefan, não, for favor. Suplico, mas ele não me da ouvidos e me beija, um beijo profundo e necessitado. Faço um esforço sobre humano para tentar resistir enquanto ele continua pressionado sua boca na minha de forma alucinante, tento empurra-lo, mas é tarde, meu corpo já se rendeu, ele segura meu rosto entre suas mãos e aprofunda o beijo, qualquer linha de raciocínio em que tento me segurar escapa por entre minhas mãos e em um segundo estou agarrando seus cabelos, sinto-o sorrir entre meus lábios, em seguida sua boca está em meu pescoço, um suspiro escapa de minha garganta, ao que tudo indica ele já conhece meu ponto fraco. Stefan me levanta com facilidade fazendo minhas pernas ficarem ao redor de sua cintura, “nossa como ele faz essas coisas sem a menor dificuldade?” Questiona meu subconsciente totalmente maravilhado com suas habilidades, e quando dou por mim estamos de volta a minha cama. Seus beijos descem e sobem pelo meu pescoço e sinto meu corpo derreter quando ele desce mais, seus dedos ágeis desfazem rapidamente o nó que havia feito no lençol, sua boca agora está no espaço entre meus seios, enquanto suas mãos seguram firme minha cintura, cada célula do meu corpo estremece, em seguida ele faz um longo percurso de beijos pela minha barriga, deixo um gemido sufocado escapar. “Mas que droga, como ele pode ser tão bom nisso?” E logo ele está devorando minha boca novamente, me sinto tonta e desorientada quando ele prende meu lábio inferior com os dentes puxando-o lentamente, meu corpo se contorce de prazer.
–Não vou deixar você fugir de mim entendeu? Ele pergunta me encarando. Eu apenas aceno com a cabeça concordando, extasiada demais para conseguir pronunciar qualquer coisa.
–Nunca... Ele murmura no meu ouvido.
–Você é minha agora... Sinto meu sangue queimar dentro das minhas veias com suas palavras, como ele consegue ter esse efeito sobre mim?
–Só minha. Ele sussurra entre meus lábios. Sinto que vou entrar em combustão a qualquer momento.
–Sim sou sua. Concordo ciente de que isso é a mais pura verdade. Sou dele e não tem volta.
–Prometa que não vai tentar se afastar novamente. Sua voz é quase uma suplica isso é demais pra mim.
–Eu não vou a lugar nenhum. Sussurro ofegante, sinto-o sorrir contra minha pele. -Eu prometo. Respiro entrecortadamente sem conseguir desviar o olhar do dele, me sinto presa, hipnotizada, ele é tão bonito, seus olhos verdes agora negros de desejo, sua boca perfeitamente esculpida entreaberta, seu cabelo desgrenhado lhe dando um ar tão sexy. Como esse belo homem está nesse momento dizendo que me quer? Isso deve ser um sonho, ou uma alucinação, não pode ser real. Minha razão alerta, mas não dou ouvidos.
Ele desaba ao meu lado e me acomoda em seu peito, aquela sensação de estar no meu lugar favorito no mundo me invade, eu o amo, sim eu amo esse homem estupidamente bonito e irritantemente bom de cama, e ele está aqui agora, entre tantos lugares onde ele poderia estar, com tantas outras pessoas, ele escolheu estar aqui comigo, no meu quarto na minha cama, e ele parece feliz, exausto, mas feliz. Stefan Salvatore na minha cama, quem diria? Deixo uma risada escapar.
–O que é tão engraçado senhorita Forbes? Ele pergunta lutando para manter seus olhos abertos.
–Você! Realmente está acabado. Ele libera seu deslumbrante sorriso preguiçosamente torto.
–Sim, eu estou, e a culpa é sua.
–Minha? Faço-me de inocente. Como posso ser eu a culpada?
–Você é culpada por me deixar tão viciado em cada centímetro do seu corpo, não consigo me cansar de estar com você, e honestamente eu não quero me afastar, nunca mais, mesmo que sempre acabe esgotado, como agora por exemplo. Ruborizo imediatamente.
–Bem parece que você causa o mesmo efeito em mim.
–Eu duvido julgando pelo fato de você está tão disposta enquanto eu estou um caco. Ele sorri novamente, nesse momento me parece tão jovem, tão a vontade, nunca achei que o veria assim um dia, ele sempre foi tão serio. Um sorriso estupido surge em meus lábios, não consigo parar de sorrir feito uma idiota.
–Então, você acredita em mim agora? Stefan me pergunta com uma expressão divertida em seu belo rosto.
–Não sei, talvez eu precise de mais algumas demonstrações. Falo sugestivamente enquanto minhas mãos sobem por seu peito e em seguida deposito um beijo em seu pescoço subindo ao seu queixo, parando no canto de seus lábios. ele sorri, só agora me dei conta do quanto amo seu sorriso.
–Você por acaso está tentando me matar? Eu preciso reabastecer minhas energias antes de continuar demonstrando o quanto você me enfeitiçou. Ele tenta parecer sério, mas há um brilho em seus olhos verdes denunciando o quanto está feliz, um sorriso bobo insiste em surgir nos meus lábios ao vê-lo assim.
–Então quer dizer que eu o enfeiticei senhor Salvatore?
–Sim, completamente. Stefan responde sua expressão é tão tranquila, seus olhos estão fechados e um leve sorriso dança em sua boca maravilhosamente desenhada.
–Bem, eu ainda não acredito. Digo, ele abre os seus olhos buscando os meus, posso ver um brilho de malicia neles.
–Então quer dizer que terei que me esforçar um pouco mais para convencê-la?
–Acredito que sim. Respondo, ele sorri, aquele sorriso cafajeste que nunca imaginei que pudesse ver em seu rosto, seus olhos brilham com obscura intenção.
–Agora mesmo senhorita Forbes. Stefan diz e volta a me beijar e é isso, já não estou mais em sã consciência.
Stefan
Nunca pensei que pudesse ser tão feliz novamente, o amor pra mim tinha uma má reputação, talvez porque sempre sai machucado de todos os meus relacionamentos, tinha prometido a mim mesmo que nunca mais voltaria a me apaixonar, que nunca mais entregaria meu coração a ninguém, mas não pude cumprir minha promessa, Caroline chegou de mansinho na minha vida e me fez ver o quanto eu estava errado, o amor é algo bom afinal, e mesmo que eu acabe machucado novamente dessa vez terá valido a pena, tenho certeza disso.
Estou nesse exato momento parado na porta da cozinha de Caroline observando com um sorriso bobo no rosto enquanto ela se enrola tentando preparar o café da manhã, desejando que isso se repetisse todos os dias, eu iria adorar acordar todos os dias ao seu lado, se bem que eu deveria ficar com a parte das refeições já que ela não parece ter muita afinidade com a culinária.
–Achei que você tinha dito que iria tomar um longo e demorado banho. Caroline diz quando finalmente nota minha presença, ela está usando minha camisa, e devo admitir que nela fica muito melhor.
–E eu achei que você tinha dito que sua mãe chegaria logo. Ela desvia o olhar para os pés, parecendo envergonhada.
–Er, na verdade minha mão está viajando e só volta na sexta.
–Então você só disse aquilo pra me dispensar de uma vez? Uau agora me sinto usado.
–Me desculpe Stefan, eu só queria que você fosse embora porque eu não consigo pensar direito quando você está por perto. Você sempre tira minha concentração. Ela murmura.
–Quer dizer que tiro sua concentração?
–Sim, e isso não é legal.
–Tudo bem, se você não quer que eu tire sua concentração eu posso me ocupar tirando de você outras coisas, como a sua roupa por exemplo.
–Stefan! Tá vendo é disso que eu estou falando, você fala essas coisas e me olha desse jeito e adeus pensamentos racionais.
–Eu estou brincando Care, não vou te atacar na sua cozinha, se bem que você está muito tentadora senhorita Forbes.
Ela sorri.
–Você pode parar? Estou tentando preparar o café, e você esta me atrapalhando.
–A culpa é sua, quem manda ficar tão sexy com a minha camisa? Ela cora.
–E eu acho que a torrada ficará pronta mais rápido se você ligar a torradeira. Digo sorrindo, ela tão adorável.
–Ah não, eu sou péssima nisso. Ela me olha emburrada.
–Tudo bem amor, eu faço o café, eu não me importaria em cozinhar para você todos os dias, e ao contrário de você, eu sou bom nisso, viu a gente se completa. Você é a parte que faltava em mim e vice-versa.
–Hum, parece que estou namorando um poeta.
–Não, eu sou apenas um homem apaixonado e... Espera você disse namorando?
–Sim eu disse, se a sua proposta ainda está de pé, a resposta é sim, eu aceito tentar. Desde que você salve o café da manhã de ser uma tragédia.
–O café da manhã é tudo o que eu preciso fazer para te convencer?
–Sim, no momento é apenas isso.
–Pois não senhorita, fico honrado em servi-la. Digo puxando-a para meus braços, me sentido o cara mais feliz e mais sortudo mundo.
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