Surprises of love
13 I wanted it all.
Stefan
Eu não devia me envolver de verdade, não assim desse jeito, não tinha planejado tornar isso tão real, havia um limite a ser respeitado e eu o ultrapassei completamente no momento em que me permiti me perder naqueles olhos azuis, naqueles lábios, em cada curva daquele corpo perfeito. Sim perdido é a palavra que define minha situação, e não tinha volta. Eu tentei ser forte, tentei resistir a cada impulso do meu corpo que implorava pelo contato com o seu, mas no final foi inevitável, quando a vi indo embora da festa discretamente para que eu não percebesse, me dei conta que precisava falar com ela, me despedir ao menos, e mesmo com meus instintos gritando para eu deixar pra lá, que era melhor assim, fui até ela, precisava dizer tudo que estava entalado em minha garganta, depois que ela soubesse todos os meus motivos para rejeitá-la, finalmente poderia deixa-la livre de mim, mas quando a vi entrando naquele quarto, tão linda naquele vestido verde, com aquele olhar assustado, sabia que nunca seria capaz de deixa-la ir embora. Eu era um cara controlado a maior parte do tempo, mas não com ela tão perto, me olhando com aquele olhar que só ela tem, me mandando jogar tudo pro alto, eu era forte, mas não tão forte. Então fiz o que qualquer cara sensato faria no meu lugar: parei de lutar e mergulhei de cabeça.
E agora ela estava em meus braços me fazendo delirar com cada caricia sua, cada olhar, cada vez que sussurrava meu nome, se eu pudesse congelar esse momento e o fazer eterno, eu o faria, sentia como se pudesse morrer se nossos corpos se separassem agora, estava encharcado de suor, exausto, e sabia que Caroline também estava, mas a fome que sentia por ela não diminuía, pelo contrario, parecia aumentar a cada segundo, a medida que sentia o gosto doce de seus lábios, o seu cheiro me inebriando, a medida que sentia seu corpo derreter sob o meu, o jeito como ela afundava a cabeça nos travesseiros, seus olhos fechados com força, sua respiração escassa, quase inexistente, aquilo era totalmente viciante, não conseguia parar mesmo que meu corpo sinalizasse que estava no limite. Quando finalmente minhas forças acabaram e me deixei desabar ao seu lado, a puxei para mim a aconchegando em meus braços, simplesmente pela necessidade de manter contato físico.
–Mas o que você está fazendo comigo afinal, que tipo de feitiço você me lançou? –Reclamei ainda ofegante, fazendo um esforço absurdo para me manter acordado, não queria dormir, não queria perder nada desse momento.
–Te perguntaria a mesma coisa, mas não tenho energia pra isso. – Um sorriso travesso se formou em seus lábios. –Você acabou comigo. –Ela disse preguiçosamente se acomodando melhor em meu peito, sua respiração voltando ao normal lentamente, “eu poderia ficar acordado a noite inteira só para ouvi-la respirar, eu poderia me perder nesse momento para sempre”, pensei enquanto acariciava seu rosto, um minuto depois ela já havia adormecido, eu deveria fazer o mesmo, mas na verdade tinha medo de dormir e amanhã descobrir que tudo não passou de um sonho, e se depois de tudo ela simplesmente seguisse sua vida longe de mim e se pra ela foi só uma noite e nada mais? Não, ela não faria isso, não depois dessa noite, ela não era esse tipo de garota.
Sacudi a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos, deixei meu corpo completamente satisfeito relaxar e o cansaço se apoderar de mim, amanhã tudo ficaria bem, tinha que ficar.
Caroline
Não foi um sonho, o sol já iluminava tudo e ele ainda estava aqui ao meu lado me beijando da mesma forma desesperada, me fazendo perder qualquer linha de raciocínio coerente. Reuni tudo o que sobrou de mim, cada fagulha de força de vontade para conseguir desprender nossos lábios.
–Huum, Stefan acho que tá na hora da gente levantar. –Consigo murmurar antes que sua boca volte a se encaixar na minha.
–É mesmo? – Ele continuou me beijando.
–Hum rum, nosso avião sai em menos de uma hora. Então temos que nos apressar. – Tentei levantar, mas ele me puxou de volta para a cama.
–Quem disse que eu vou deixar você sair dessa cama?
Um minuto depois ele estava me beijando de novo.
–Você sabe que não podemos ficar o dia todo na cama não é?
–Sei, e eu não estava pensando em ficar só nessa cama com você o dia todo.
–Não? –O olhei desconfiada.
–Não! –Um sorriso brincalhão surgiu em seus lábios. –Eu também pensei no chão. Ele me deu um beijo rápido. –Debaixo do chuveiro. –Seus lábios agora estavam em meu pescoço. –No sofá. –Ele girou na cama colocando seu corpo sobre o meu, seu rosto assumiu uma expressão pensativa. – Talvez até no balcão da cozinha. E lá estava aquele sorriso sacana, que eu tinha certeza que só eu conhecia.
–Stefan! O repreendi, mas não pude segurar uma risada.
–Desculpe, você deve achar que eu sou algum tipo de ninfomaníaco, mas é que... – Ele parou por um segundo sua expressão brincalhona ficou séria de repente, ele me olhou intensamente, fazendo o ar fugir dos meus pulmões. – Eu queria isso há tanto tempo, você não faz ideia de quantas vezes imaginei esse momento.
–Sim, você realmente está parecendo um ninfomaníaco. –Disse sorrindo tentando parecer descontraída, para que ele não percebesse o quanto suas palavras estavam me deixando nervosa.
–Não isso, quer dizer o sexo também, mas não era o que eu mais desejava, eu queria tudo isso, Caroline, nós dois assim juntos, essa sensação de estar fazendo a coisa mais correta da sua vida, de estar no lugar onde sempre deveria estar, eu queria isso. Ele tocou meu rosto, me fazendo estremecer automaticamente. Eu queria tudo.
Fiquei sem palavras, não planejava me envolver tanto assim, e nem em meus sonhos mais loucos imaginei ouvir essas palavras dele, eu queria gritar, queria beijá-lo, queria ser dele novamente, hoje e todos os dias da minha vida. Eu queria dizer isso a ele, mas antes que eu pudesse responder qualquer coisa, antes que eu pudesse ao menos entender o real significado de suas palavras, ele me toma em seus braços novamente, cobrindo meu corpo com o seu e adeus pensamentos racionais, me abandono mais uma vez enquanto ele desliza por meu corpo, vislumbro um sorriso em seu rosto, e me sinto ridiculamente satisfeita por ser eu a causadora desse sorriso, ergo a cabeça para encará-lo, meus olhos implorando por ele, e ele está dentro de mim antes que eu possa pensar em qualquer coisa, sou dele novamente e tenho certeza que nunca mais serei a mesma depois disso, mas eu não me importo, sinto-me trêmula, vulnerável, mas ao mesmo tempo segura com seus braços fortes em volta de mim, olho para o relógio, na mesinha ao lado da cama anunciando que estamos realmente atrasados, mas não poderia me desvencilhar de seus braços agora, nem se minha vida dependesse disso, não sei como ele consegue ser tão bom nisso, mas ele é, e sinto que poderia ficar assim com ele eternamente. “Como Elena pode abrir mão de tudo isso?” Me perguntei quando ele tombou ao meu lado me puxando para seu peito como ele fazia sempre que estávamos na cama, mesmo antes de acontecer qualquer coisa entre nós. Elena! Senti meu coração se apertar, ele é o Stefan da Elena, ou pelo menos era, e eu havia dormido com ele, e foi a melhor noite da minha vida. “não se apaixone pelo ex de sua melhor amiga, e o mais importante: não vá para a cama com ele”, essa era a regra mais básica do código de amizade, e eu havia passado por cima dela, e havia gostado disso, quanto mais pensava nisso mais terrível me sentia.
Minha mente vagou para cinco anos atrás, Elena foi até minha casa, seu rosto estava radiante, e um sorriso bobo iluminava seu rosto, segundo ela tínhamos que ter uma conversa de meninas, logo descobri o motivo de tanta alegria, ela me disse que tinha conhecido o cara mais perfeito da face da terra, revirei os olhos, achando que ela estava exagerando, mas agora olhando para ele dormindo ao meu lado, tão estupidamente bonito, admito que ela não poderia estar mais certa. Fechei os olhos e me recordei que naquela mesma noite o conheci: Stefan Salvatore, lembro-me da minha expressão de fascinação quando meus olhos se depararam com ele, mas logo sufoquei todo e qualquer sentimento que poderia surgir quando ele deu o seu belo sorriso para minha melhor amiga. Senti uma pontada de tristeza ao me dar conta que ele nunca me deu um sorriso como aquele, simplesmente pelo fato de que eu nunca causaria nele o que Elena causava. Entre nós nunca haveria uma atmosfera de amor tão intensa como quando eles estavam juntos, um amor como aquele não acaba assim, eu sabia bem disso. Levantei sua mão que repousava em minha cintura lentamente, mas meu movimento o fez acordar.
–O que está fazendo amor volta pra cama. –Ele murmurou preguiçosamente segurando minha mão me impedindo de me afastar mais. Espera ai, ele me chamou de amor? Sua voz estava rouca, seus olhos lutando para de manterem abertos fazendo surgir aquelas malditas ruguinhas que eu tanto amava. Tive que me concentrar para não me perder naquelas orbes verdes, cada átomo do meu corpo me ordenou a voltar para seus braços naquele mesmo minuto.
Mas ao invés disso, tirei delicadamente sua mão da minha e me levantei da cama o deixando confuso.
–O que foi, fiz algo errado? –Ele perguntou se sentando na cama, “Não, você nunca faz algo errado, você é perfeito” pensei enquanto tentava me vestir o mais rapidamente possível.
–Não é isso, é só que nós estamos realmente atrasados. –Disse sem conseguir encará-lo
–E daí, podemos pegar o próximo voo. Ou podemos passar mais alguns dias aqui. Lexi não vai se importar, eu garanto.
–Passagens sem reembolso, sinto muito.
–Se é por isso, eu pago passagens novas.
–Eu agradeço, mas eu tenho mesmo que estar em Mystic Falls ainda hoje.
–Ok, eu já entendi, você não quer ficar, não é? –Sua expressão ficou séria, pude detectar uma sombra de tristeza em seus lindos olhos verdes. ah, aqueles olhos verdes, seria tão fácil me deixar levar por eles.
–Stefan, eu...
–Tudo bem, não tem que me explicar nada, é melhor eu preparar alguma coisa pra gente comer, afinal vamos ficar quatro horas em avião.
–Ótima ideia, estou faminta. –Concordei, me dirigi ao banheiro, me sentindo a garota mais estupida do planeta,” porque mesmo eu não volto para aquele quarto e me jogo nos braços dele?” – Questionei-me, mas eu já sabia a resposta: medo, medo da reação de Elena, dos nossos amigos e principalmente, medo de mim, estava apavorada pela intensidade dos sentimentos que brotaram no mais profundo do meu ser, se eu me permitir envolver mais do que já estou e ele não sentir o mesmo, e se ele ainda tiver sentimentos por Elena? Há um mês atrás ele estava em bar bebendo por ela, por não suportar a dor de tê-la perdido.
Eu já havia me decido, não iria insistir em outro erro, era melhor parar por aqui enquanto ainda estava segura, não suportaria outra rejeição, isso poderia me destruir. não passaria por isso de novo, nunca mais.
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