Surprises of Fate
53 Epílogo.
Notas iniciais
— Eu já disse Nina Salvatore, você não vai! — revirei os olhos ao escutar mais uma vez o de sempre.
Quando não era Damon impedindo nossa filha de sair, o irmão mais velho assumia o posto do pai e mais novo ajudava.
— Você não manda em mim, seu idiota! — retrucou a minha garota.
— Se você não obedecer o Henry, eu vou dizer ao nosso pai! — Ian sorriu presunçoso.
Nina bateu os pés no chão e veio em minha direção com uma cara magoada. Sentou-se em um dos bancos da cozinha e ficou em silêncio observando meus movimentos, minha menina agora tinha quinze anos e se tornou uma mulher belíssima deixando o pai e os irmãos de cabelo em pé. Henry tinha ganhado do pai a liberdade de vigiar os passos da irmã, mandar e desmandar na pobre coitada por ter dezoito anos. E tinha o Ian com treze anos... Bem, ele adorava importunar a Nina.
—Mãe... — escutei o seu suspiro e olhei em sua direção — Eu não acho justo eu não poder sair com as minhas amigas quando o Henry pode namorar e voltar para casa apenas no outro dia.
— Também não acho querida, você vai sair hoje — sorri e ela retribuiu — Apenas deixe seu pai chegar.
—Não, mãe! Assim eu não vou sair mesmo, ele vai ter os surtos de ciúmes novamente.
Mordi meu lábio inferior tentando controlara a risada ao lembrar o pequeno show que meu marido deu ao descobrir que Nina estava saindo com um garoto da sua escola, eu pensei que ele iria enfartar. Minha atenção foi desviada quando meu marido abriu a porta e a minha garota soltou um gemido e baixou cabeça na mesa.
Damon para mim continuava perfeito, com umas rugas aqui e ali, mas continuava lindo.
— Olá meus amores! — meu moreno beijou meus lábios e encarou a figura da filha debruçada sobre a mesa — O que aconteceu aqui?
—Aconteceu que seu filho mais velho quer dar um de macho alfa igual a você sobre a Nina! —reclamei — Ela quer sair com as amigas, dê a permissão Damon.
— Não —disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. Ouvi Nina choramingar e me olhar implorando por mais uma tentativa.
Henry e Ian entraram na cozinha e cumprimentaram o pai. Henry era a cópia fiel do meu marido e cada dia que se passava tornava-se tão namorador como o pai há alguns anos, eu já tinha perdido as contas de quantas namoradas ele já teve.
— Pai, a Nina queria sair... Não autorizei — falou sorrindo orgulhoso.
—Muito bem, garoto.
— Parem com isso,ela vai sair sim e nenhum de vocês três vai impedir! — apontei meu dedo para os meus três homens — Eu não gosto quando você troca de namorada como troca de roupa Henry ou quando dorme na casa delas, mas não te impeço! Ian, você pensa que eu não sei sobre o seu namorico com a Emma? Deixe o Klaus saber disso... — meu garoto de olhos castanhos arregalou os olhos e corou bruscamente por descobrir que eu sabia do seu pequeno segredo — Então deixem a Nina se divertir!
— Elena, você sabe como esses garotos de hoje são! Eu não quero ninguém encostando na minha menina! — Damon ralhou.
— Oh céus, porque eu tive que ser a única filha menina? — Nina choramingou mais uma vez — Porque você não nasceu menina seu pentelho? Iria dividir isso comigo — apontou para Ian que apenas riu debochado do sofrimento da irmã.
— Mãe eu já disse que ela pode sair comigo e com a Giulia — a nova namorada do Henry agora é a filha da Rebekah, Matt com certeza não está sendo muito agradável.
—Para que? Para eu ver você comendo a boca da minha amiga sem uma pausa? Dispenso ser tocha olímpica irmãozinho!
Revirei os olhos e massageei as têmporas, eu estava a ponto de explodir com todos eles. Damon me encarou e viu como eu estava, talvez por isso dessa vez ele tentou ser razoável.
— A Nina vai sair hoje — suspirou mostrando que não era da sua vontade. Nina arregalou os olhos e seu sorriso lindo surgiu iluminando seus olhos extremamente azuis — Mas seu irmão vai levar você e suas amigas até o ponto de encontro e quando ele estiver voltando da casa da Giulia ele vai buscar você.
— Oh papai, eu te amo, obrigado! Fique tranquilo, a Mel também vai — minha garota pulou nos braços do pai o fazendo rir.
—Você não me tranquilizou em nada falando que sua prima vai.
— Mas pai, eu ia dormir na Giulia hoje!
— Rebekah e Matt sabe disso? — perguntei irônica — Mesmo se soubessem, hoje você volta para casa e vai buscar sua irmã.
— Mas mãe...
— Henry... — lancei meu olhar que o deixava mudo e ele apenas assentiu ainda de cara amarrada.
Nina correu para o quarto para terminar de se arrumar e eu finalmente pude sentar no sofá curtindo um pouco do silêncio que dominou a casa, meu marido juntou-se a mim me puxando para seu peito beijando minha cabeça por fim.
— Não gosto da ideia da minha menina está fora do meu campo de visão — suspirou derrotado — Esses rapazes só querem se aproveitar dela.
— Nina não é mais uma criança, amor. Ela sabe se cuidar.
Ian aproximou-se de nós e nos deu um beijo, colocando uma mochila nas costas.
— Posso saber para onde o senhor vai? — perguntei.
— Para casa da Tia Caroline, ela me convidou para passar o final de semana lá — abriu um sorriso radiante e eu sabia que aquele sorriso não era por causa da minha amiga e sim por sua filha — Pedi para Henry me deixar lá quando estiver saindo com a Nina.
— Tudo bem, comporte-se e não faça nada para que Klaus se irrite e te mande de volta para casa.
— Mãe!!! — corou bruscamente fazendo eu e Damon rir.
— Aproveite garoto, lembre-se das nossas conversas ok? — encarei meu moreno incrédula e balancei a cabeça em negação — Não faça nada que o papai não iria fazer.
— Eu sei — piscou.
— Vamos pentelho! — Nina gritou da porta — O floquinho de neve vai nos levar — gargalhou enquanto Henry a beliscava por causa do apelido de criança.
— Já disse para parar, pirralha! — Henry gritou — Vamos antes que eu desista!
— Tchau meus amores! — disse recebendo um tchau de cada um.
Assim que a porta foi fechada eu suspirei fundo me encostando novamente no meu marido, meu coração ficava apertado quando eu não tinha nenhum dos três perto de mim.
— Hum... Temos a casa só para a gente, o que acha de relembrar os velhos tempos, morena fogosa? — Damon me deitou no sofá enquanto mordia meu lóbulo.
— Eu acho perfeito, moreno selvagem!
Fale com o autor