Surprises of Fate
30 Capítulo 29 - Gilbert Family
Notas iniciais
Já estava tudo pronta para seguirmos para o aeroporto, por sorte conseguimos passagens ainda para hoje e em um ótimo horário. Depois de me surpreender bastante com o Damon se oferecendo para ir comigo para casa dos meus pais, ele me deixou em casa para arrumar minhas malas e no final da tarde estaria aqui para irmos. Caroline encarregou-se de arrumar toda a minha mala, que era super pequena, já que iríamos passar apenas dois dias. Enquanto minha amiga arrumava a minha mala, percebi que assim que voltasse de viagem eu iria precisar comprar algumas roupas maiores, já que a maioria dos meus shorts e calças já não cabia mais em mim devido a minha barriga de três meses. Cada dia estava maior e mais redondinha, meu bebê estava totalmente saudável e crescendo rapidamente, anotei mentalmente sobre a minha consulta na segunda-feira totalmente animada pelo fato de uma possibilidade de descobrirmos o sexo do bebê.
— Lena, o Klaus já está aqui! — Caroline gritou da sala — Pode mandar o Damon vim.
Klaus e Caroline iria nos levar ao aeroporto, já que Damon não queria deixar novamente seu carro no estacionamento do aeroporto, nem queria ir de táxi e Klaus se ofereceu para nos levar já que de lá iria sair com a minha amiga. Rapidamente terminei de me arrumar e liguei para meu moreno, avisando que já estava pronta e que nosso motorista por um dia já estava a nossa espera. Sai do quarto puxando a pequena mala de rodinhas e levando a minha bolsa para a sala, me deparando com Caroline e Klaus se beijando loucamente.
— Minha nossa, vocês nunca cansam? — perguntei fazendo os dois se soltarem rapidamente.
— Não senhorita Gilbert, por acaso você se cansa do Salvatore? — Klaus perguntou cínico me fazendo corar. — Nossa Elena, cada dia que eu te vejo sua barriga está maior! Aposto que vai ser um menino. — falou enquanto passava a mão na minha barriga.
— Também estou achando — Car sorriu — Já posso imaginar o meu afilhado, ele vai ser lindo.
— Eu acho que já está na hora de providenciarmos o nosso sweet. — Klaus falou ainda analisando minha barriga. Caroline começou a tossir sem parar me fazendo gargalhar pela sua reação exagerada, a campanhinha tocou e a minha amiga saiu correndo para atender tentando livrar-se da situação embaraçosa que ela e o namorado se encontravam.
Klaus conversava comigo animadamente sobre a sua vontade de ser pai e que não via a hora de ver a Caroline grávida, para poder mima-la ainda mais e poder tocar na sua barriga e sentir seu filho mexendo. Como todas as pessoas ele tentou sentir o meu bebê mexendo, mas apenas eu conseguia sentir e isso o deixou decepcionado. Enquanto Klaus tentava de todos os jeitos sentir meu filho mexendo, Damon entrou na sala com apenas uma mala e ao ver a cena que se passava naquele momento inclinou um pouco a cabeça observando.
— Posso saber por que está alisando desse jeito a minha namorada Klaus? — falou sério, mas seus olhos demonstravam divertimento.
— Não estou alisando a sua namorada e sim o filho de vocês — Damon arregalou levemente seus olhos ao perceber que Klaus se referiu ao bebê como nosso — Estou tentando sentir ele mexer, mas nada acontece.
— Você não vai sentir Nik — Caroline revirou os olhos — Todo mundo sabe que no primeiro trimestre e começo do segundo só a mãe sente.
Depois de mais algumas tentativas do Klaus e reclamações da Caroline, Damon levou minha mala e a sua para o carro do nosso amigo e dentro de poucos minutos todos nós estávamos acomodados seguindo para o aeroporto. Todo o caminho meu moreno me abraçou e deixou eu tirar um pequeno cochilo apoiando meu rosto em seu peito, enquanto ele reversava seus carinhos entre minha cintura e meus cabelos.
— Ei meu anjo — Damon sussurrou no meu ouvido e plantando um pequeno beijo em meu rosto — Chegamos ao aeroporto, vamos.
Ainda estava cansada e com sono, minha noite e minha manhã foram bastante movimentadas — sorri lembrando dos motivos de tanta movimentação — e minha gravidez é baseada em sono e comer sem parar, então isso contribui bastante para me deixar cansada sempre. Damon carregava nossas malas enquanto conversava com Klaus um pouco mais a frente de mim e da Caroline, minha amiga estava abraçada comigo afirmando que já estava sentindo saudades e estava triste por não poder ir comigo dar boas vindas ao Erick.
Faltavam alguns minutos para o nosso voo ser chamado, Damon aproveitou para fazer nosso check-in enquanto Caroline me entregava o presente do Erick e me fazia várias recomendações sobre como eu deveria ter cuidado para não me emocionar e não prejudicar minha gravidez, e claro, sobre a minha obrigação de tirar foto do mais novo Gilbert. Klaus continuava com a missão de deixar a Car em uma situação embaraçosa sobre a história da gravidez, falando que todas as amigas delas estavam grávidas ou já tinha seus filhos e agora faltava apenas ela. A pobre Anne e a coitada da Rebekah foram usadas como escudos quando a loira afirmou que nem todas as amigas delas já tinham filhos, pois faltava a Anne e a Rebekah. E para minha grande surpresa, Klaus afirmou que Rebekah já estava conversando seriamente sobre o assunto com Matt e Anne... Bem, por Finn ele casaria hoje mesmo com ela.
Depois de alguns minutos de conversa, nosso voo foi chamado fazendo todos nos despedirmos um dos outros e eu e Damon, que até então estava calado sobre essa história de gravidez, seguirmos para o portão de embarque. Todos os procedimentos foram feitos e dentro de instantes estávamos procurando nossos acentos e nos acomodando.
— Vem, deita aqui. Você está morrendo de sono — Damon me chamou, passando seu braço em minha volta. Voltei para a posição que estava no carro vindo para cá, relaxando completamente nos braços do meu namorado.
Tive que sair da minha posição de conforto por alguns minutos para todos os procedimentos de segurança, mas assim que já estávamos voando, deitei novamente no peito dele. Eu podia sentir como Damon estava tenso apenas pela sua postura rígida, e eu sabia que ir para a casa de uma namorada e saber que toda a família dela vai está lá e esse vai ser o primeiro contato dele com todos é bem complicado e ainda por cima quando a situação é como a nossa onde já tem outros fatores envolvidos como um bebê.
— Damon — chamei-o enquanto apoiava meu queixo em seu peitoral, ele voltou sua atenção a mim e me incentivou a falar — Por favor, não fique tenso desse jeito. Sei que estou pedindo uma coisa extremamente difícil já que você vai conhecer meus pais e com certeza está nervoso, mas lembre-se que eu vou está sempre com você amo... — porra, que mania chata essa de querer chamá-lo desse jeito, podia sentir todo o meu rosto esquentando e um vestígio de sorriso aparecia nos lábios de Damon.
— Do que você ia me chamar? — ele sorriu convencido.
— De nada ué — mordi meu lábio inferior — Enfim, eu não vou deixar ninguém te colocar em uma situação desconfortável. Alias, mais desconfortável do que tudo isso já vai ser para você — suspirei.
— Meu anjo, entenda, eu vou gostar de conhecer seus pais. Mas sei que a partir do momento que eu conhecer toda a sua família, eu vou ser visto com outros olhos. Olhos de responsabilidade.
— Eu te entendo, mas eu vou te ajudar.
Nossa conversa foi encerrada e não conversamos mais durante a viagem já que dormi durante todo o tempo de percurso e novamente fui acordada pelo meu moreno, enchendo meu rosto de beijos me fazendo sorrir abertamente.
— Você dormiu durante a viagem? — perguntei abraçada a ele enquanto esperávamos a liberação das nossas malas.
— Um pouco.
— Mentiroso — soquei seu peito — Conheço sua cara de quando está mentindo. — fiz bico e me virei para a esteira de onde as malas vinham. Damon me virou para ele e me puxou para perto do seu corpo.
— Não, eu não dormi. Preferi ficar olhando pra você dormindo, é um dos meus passatempos preferidos. — sorriu.
— Cala a boca! — corei bruscamente com o seu jeito fofo e escondi meu rosto em seu pescoço. Damon apenas sorriu em seguida depositou um pequeno beijo no meu pescoço, fazendo um arrepio passar por minha espinha.
Pegamos nossas malas e fomos em busca de um táxi para nos levar para Mystic Falls pois pousamos na Virgínia e a minha pacata cidade ficava mais ou menos a uma hora de carro dali. Depois de alguns minutos tentando achar um táxi vago já que o aeroporto estava com uma grande movimentação devido ao feriado prolongado que se iniciaria hoje, entreguei o endereço da minha antiga casa ao motorista e nossa pequena viagem começou.
Eu tentava distrair meu moreno com algumas histórias da minha família, e parece que aquilo estava funcionando já que ele estava mais relaxado e me perguntando constantemente sobre tudo da minha infância e adolescência. Contei sobre minha ótima adolescência, dos meus vários namorados na escola e como eu deixava meu pai com cabelos brancos antes da hora e Damon afirmou que essa parte preferia não saber me fazendo rir com a sua carranca.
Quando o táxi chegou em frente a casa da minha mãe, o céu escuro de Mystic Falls já se fazia presente e o tão típico nevoeiro da cidade já estava deixando as ruas com aparência de vazias e perigosas. Damon pegou nossas malas e pagou ao táxi, por fim parando ao meu lado também encarando a grande casa a nossa frente.
— Não precisa ficar tenso ok? Vem — entrelacei nossas mãos e Damon puxava sua mala e eu a minha.
Sorri ao chegar à varanda da minha casa, tantos momentos bons foram vividos ali, nossos finais de semana em família, eu e Jer discutindo e nossos pais sempre reclamando, e, com certeza as noites em que eu trazia o meu namorado do momento para cá e ficávamos nos pegando sem nenhum receio. Aquilo me fez rir alto pensando como fazemos coisas quando somos adolescentes e que ao ficarmos mais velhos se torna tudo tão fútil e superficial que nos arrancam risadas, Damon me encarou com expressão de pergunta em seu rosto e eu apenas balancei a cabeça negando que não era nada demais. Apertei a campanhinha da casa e escutei passos se aproximando da porta e segundos depois minha mãe estava nos encarando entorpecida.
— Céus, Elena! — me abraçou fortemente me fazendo largar da mão do meu namorado para retribuir com intensidade seu abraço que eu sentia tanta falta — Oh princesa que saudades de você, mas o que faz aqui a essa hora?
— Vim para conhecer meu sobrinho, oras. Queria ser uma das primeiras a vê-lo. — sorri e lembrei que Damon continuava ao meu lado, parado com suas mãos no bolso observando toda a minha demonstração de afeto pela minha mãe. — Mãe, esse é o Damon. Meu namorado. — sorri abertamente. Damon aproximou-se da minha mãe e beijou sua mão, totalmente galanteador fazendo minha mãe suspirar. Tudo bem, mas uma que se rendeu aos encantos dele.
— Prazer senhora Gilbert — falou todo educado me fazendo rir colocando a mão sobre a boca. Ele me lançou um olhar repreensivo e minha mãe nos observava sorrindo.
— Oh então você é o tão famoso Damon, o homem que roubou o coração da minha menina.
— Mãe! — corei bruscamente com as palavras da minha mãe, o que ele vai achar de mim? Que eu não paro de falar dele para ela e que sou perdidamente apaixonada por ele? Tudo bem que era a pura verdade, mas ele não precisava saber.
— Deixe sua mãe Lena — sorriu cínico — Então, acho que sim senhora Gilbert.
— Vamos entrar, aqui fora está muito frio — Damon pegou nossas malas e seguimos para a sala nos sentando no enorme sofá. — E ah Damon, nada de senhora, apenas Miranda, você é meu genro e pai do meu neto, para que essa formalidade toda?
Damon ficou um pouco rígido do meu lado e apenas sorriu concordando com a minha mãe, que logo percebeu que o problema sobre a paternidade ainda não tinha sido resolvido completamente.
— Lena, como sua barriga tá linda — minha mãe sorriu abertamente enquanto colocava suas mãos em minha barriga — Já está mexendo?
— Quase nada, eu quase não sinto nada — suspirei — Mas cadê todo mundo?
Raramente a casa dos Gilbert estava nesse total silêncio, sempre tinha alguém falando ou a risada da tia Jenna nada discreta ecoando por toda a casa.
— Todo mundo no hospital esperando o Erick nascer.
— Céus, a Bonn ainda está em trabalho de parto? — minha mãe confirmou, e minha cara não deve ter sido nada legal quando imaginei o quanto ela estava sofrendo para tê-lo, eu realmente esperava que não sofresse tanto assim. — Já faz quase oito horas que ela está em trabalho de parto! — constatei depois de ter feito mentalmente as contas.
— Sim, quase isso. Vocês deram sorte, eu já estava de saída, só vim em casa buscar algumas roupas para o Jer que vai passar a noite lá. Todos ficaram lá porque ele está a ponto de ter um colapso nervoso — sorriu — Seu quarto continua do mesmo jeito, você pode se acomodar com o Damon lá.
— Eu quero ir para o hospital com você Mãe, quando o Jer ligou ele estava bastante nervoso e me pediu para vim para cá, então quero estar com ele.
— Mas você e o Damon não estão cansados? A viagem foi longa querida, quando o bebê nascer eu ligo para você.
— Não mãe, eu quero ir. Você quer vim Damon? Caso prefira ficar em casa, te mostro onde tudo aqui fica.
— Não anjo, eu vou com você. Apenas me mostre onde é seu quarto para guardar nossas malas.
Mostrei para Damon onde ficava meu quarto, e o banheiro já que ele estava querendo usá-lo. Desci para a sala encontrando minha mãe sorridente me encarando.
— Você não estava aumentando nada quando disse que ele era lindo.
— Mãe! Não fale essas coisas na frente dele, seu ego infla. — revirei os olhos — Ele é um idiota.
— Que você ama.
— Mãe, por favor — coloquei um dedo nos meus lábios mostrando que ela falou demais — Se você não lembra, ele ainda não sabe.
— Tudo bem, não está mais aqui quem falou.
Damon desceu as escadas trazendo mais um casaco para mim e para ele, já que o clima aqui estava bem frio. Bonnie estava no hospital central de Mystic Falls então chegaríamos rapidamente, durante todo o trajeto minha mãe foi fazendo uma pequena entrevista com o Damon enchendo-o de perguntas e me deixando totalmente constrangida. Mas até agora meu namorado respondia com muita boa vontade porque ao tentar livrá-lo do interrogatório da minha mãe, ele disse que não estava ligando.
Minha mãe estacionou o carro e seguimos para a recepção do hospital. Apenas a minha família já deixava o ambiente lotado, todos estavam sentados com a maior cara de apreensão e no meio estava meu irmão andando de um lado para o outro, deduzi que ele estava desse jeito há alguns minutos, pois minha tia reclamava com ele alertando que ele iria abrir um buraco no chão. Assim que ele virou para responde-lá, com certeza de uma forma nada agradável, ele me viu e seu sorriso enorme me deixou extremamente feliz por saber que era tão importante para ele.
— Baixinha — sorriu me abraçando fortemente — Eu estou tão nervoso, a Bonnie já está há tantas horas lá dentro e...
— Calma, vai dar tudo certo. Isso é normal Jer, acalme-se, não queremos mais ninguém da família precisando ser carregado lá pra dentro — falei fazendo-o rir.
— Oh Deus, como você está linda grávida. Sua barriga já está grandinha, estou tão feliz, vou ganhar um filho e um sobrinho. Como poderia ficar mais feliz?
Depois de alguns segundos de conversas e de cumprimentos puxei a mão de Damon e o trouxe para mais próximo de mim.
— Gente, esse é o Damon. Meu namorado. — senti os olhos do meu pai e de Jeremy observando Damon dos pés até o ultimo fio de cabelo com o seus olhares críticos e ciumentos.
— Então esse é o pai do meu neto ein! — meu pai sorriu e apertou a mão de Damon que estava tentando ao máximo não ficar tão tenso.
Depois daquele momento constrangedor, todos começaram conversar tentando distrair o máximo possível o Jer e sempre que eu podia tentava introduzir Damon a conversa já que ele estava um pouco deslocado. As perguntas que eram voltadas para ele, basicamente foram às mesmas que a minha mãe fez no carro e ele respondia normalmente enquanto eu descansava apoiada em seu peito, quando o assunto era o nosso filho, ele tentava de todas as formas não ficar tenso, mas era perceptível como a sua entonação mudava e como sua postura ficava rígida. Eu tentava contornar de todas as formas e sempre mudar o assunto, mas meu pai e Jer e sua mania de inspeção não deixa fugirmos desse tema, o que me fez olhar para a minha mãe em pedido de socorro.
Como se fosse um anjo, Alaric chegou e assim que Damon e ele se viram, trocaram um longo abraço como se fossem amigos a muito tempo. Depois de um tempo, eu descobri que eles eram realmente amigos de longa data, já que estudaram juntos desde pequenos até o fim do ensino médio, onde cada um tomou um rumo. Damon agora estava bem mais relaxado com a presença de Alaric, e a conversa entre eles e o meu pai fluía tranquilamente, já o coitado do Jeremy continuava andando pela recepção.
— Família de Bonnie Gilbert? — um médico surgiu e Jeremy só faltou pular em cima dele de tanta ansiedade.
— Aqui! Eu sou o marido dela, doutor. — embolava as palavras por tamanha pressa que tinha em falar — Como ela está? E o meu filho?
— Calma rapaz, sua esposa está ótima. Seu filho também está ótimo e forte, tem 51 centímetros e pesa 3,950 quilos, é um belo garoto — o senhor sorriu.
Todos na recepção era pura felicidade, Jeremy não sabia se conter e pedia para ver o filho e a esposa, dizendo que tinha passado tempo demais esperando e só iria se acalmar ao ver os dois. O doutor o levou primeiro ao berçário para ver o pequeno Erick, enquanto transferiam a Bonnie para um quarto e em seguida Jeremy pôde falar com a esposa.
Nós não poderíamos vê-la hoje, como seu parto foi super demorado e cansativo ela estava exausta e assim que Jeremy falou com ela aplicaram um sedativo para que ela pudesse descansar completamente. Como só poderíamos ver os dois amanhã, todos voltaram para casa exaustos apenas querendo descansar, a maioria por ter passado o dia plantado com o Jeremy no hospital, e eu e Damon pela viagem.
Chegamos em casa e meus pais pediram desculpas a Damon por não poder ficar mais tempo com ele o conhecendo melhor mas o cansaço era maior, e explicamos a ele que entendíamos perfeitamente pois também estávamos tão cansados quanto eles. Assim que entramos no meu quarto, Damon seguiu para o banheiro para tomar banho e eu ajeitei minha cama para dormimos e separei uma camisola para tomar banho assim que Damon saísse. Meus pés estavam doloridos e um pouco inchados pelo tempo que fiquei de salto, mesmo que ele fosse baixo já estavam deixando meus pés terrivelmente doloridos e fiz uma nota mental para adicionar a minha lista de compras, algumas sapatilhas.
Damon saiu vestindo sua camisa de mangas longas e sua calça de moletom que pendia perfeitamente em seu quadril, deixando-o extremamente sexy. Para quem é acostumada ver ele dormir sempre de cueca ou até mesmo nu, vê-lo todo vestido para dormir chega a ser cômico, mas o frio que estava fazendo era impossível até pra ele que é quente por si só. Passei por ele dando um beijo em seus lábios o fazendo sorrir e segui para o meu banheiro ainda quente pelo banho demorado do Damon.
Ao fazer contato com o meu corpo, a água quente relaxava todos os meus músculos me deixando ainda mais com sono e fazendo o cansaço se tornar ainda maior. Terminei meu banho rapidamente, sem coragem alguma para matar a saudade da minha banheira enorme e segui para o meu quarto, ao abri a porta me deparei com uma visão totalmente tentadora do meu moreno deitado em minha cama, com os braços atrás da cabeça fazendo assim seus braços musculosos ficarem ainda maiores. Suspirei fundo e segui para a minha mala, procurando meu moletom surrado ao perceber que aquela camisola era muito pouco para o frio que estava fazendo, depois de me vestir adequadamente, deite-me ao lado de Damon e puxei as grossas cobertas até o pescoço tentando me esquentar o máximo possível. Percebendo o quanto eu estava tremendo, o moreno me puxou para seus braços e o seu corpo quente me abraçou me fazendo relaxar completamente instantaneamente.
— Você sente tanto frio — beijou meus cabelos me fazendo o abraçar ainda mais.
— Não, você que é muito quente — Damon me olhou malicioso pela minha frase, interpretando do jeito que o beneficiava. — Não é desse jeito seu safado. — ele fez bico me fazendo sorrir e beijar repetidas vezes seus lábios. — Então, o que achou da minha família?
— São pessoas maravilhosas. Adorei todos eles. — sorriu.
— Desculpa pelo meu pai e Jeremy não falando sobre outra coisa a não ser o bebê — suspirei — Eles são impossíveis.
— Vou buscar me adaptar a tudo meu anjo, vou tentar, mas não prometo tudo bem? — acariciou meu rosto enquanto me encarava.
— Certo, você se saiu tão bem hoje. — sorri.
— Obrigado — falou sorrindo timidamente — Agora vamos dormir, amanhã sua cunhada e seu sobrinho estão chegando. Pelo que entendi seus pais querem fazer algo no domingo antes de irmos.
— Tudo bem senhor mandão. Boa noite Dam...
— Boa noite pequena — beijou meus lábios e me puxou ainda mais para si.
*
Todos nós estávamos sentados a mesa tomando nosso café da manhã, como sempre os horários de refeições em minha casa eram bastante agradáveis já que era um dos únicos momentos em que podíamos nos reunir durante o dia. Ontem devido ao horário que chegamos, Alaric e Jenna também se acomodaram aqui, ou seja, a mesa nunca ficava em silêncio. Damon estava bem mais a vontade que ontem, sempre conversando com Alaric e até arriscando alguma coisa com o meu pai — sua tensão voltava apenas quando o assunto era nosso bebê — e o senhor Grayson com certeza já tinha percebido isso e insistia em tocar sempre no mesmo assunto.
Jeremy chegou pouco tempo depois comunicando que como tudo ocorreu bem no parto da Bonnie — apesar do longo tempo em que ela passou em trabalho de parto — seria liberada hoje e que queria todos presentes para dar boas vindas ao mais novo Gilbert. Eu, minha mãe e Tia Jenna ficamos encarregadas de preparar um belo jantar e os homens de comprar algumas bebidas para todos nós.
Como nosso dia foi bastante corrido, não tive tempo para conversar com o Damon e perguntá-lo se algo estava o incomodando ou se meu pai tinha o atacado novamente quando eu não estava ao seu lado. Tudo isso é novo para o meu moreno, a ideia de conhecer a família da namorada, de ter responsabilidades e de ser pai, eu queria o ajudar a perder todo o receio que ele tinha sobre isso. Conversei bastante com a minha mãe e a minha tia sobre tudo que aconteceu durante esses meses, e as duas afirmavam que talvez ele estivesse se adaptando e sugeriram não forçar mais a barra como fiz há alguns meses atrás.
O dia se passou rapidamente, e quando vimos já estávamos com tudo pronto e os tão esperados convidados chegaram. Bonnie estava radiante, em seu colo um pequeno embrulho verde chamava a atenção de todos fazendo assim ele se assustar um pouco e reclamar, Jeremy como pai coruja pediu para que todos sentassem para não assustarem novamente o seu filho, arrancando risadas de todos. Minha amiga sentou-se ao meu lado, me dando uma visão privilegiada do garotinho que estava em seus braços, ele era lindo, uma verdadeira cópia do meu irmão apenas herdando da mãe os olhos castanhos claros quase verdes. Seus cabelos castanhos eram lisinhos e sua boquinha era exatamente igual ao do Jeremy, minha mãe afirmava que estava vendo novamente o meu irmão recém nascido.
Depois de todos terem o pegado e o mimado muito, peguei meu sobrinho e aquela sensação materna me dominou completamente. Olhando para Erick tudo que eu imaginava era o momento em que eu estaria assim com o meu bebê e que agora eu tinha toda a certeza do mundo que ele em poucos meses estaria assim, sendo amado por todos e principalmente sendo o meu porto seguro. Damon estava estático ao meu lado, apenas observando todo o meu jeito com o Erick e seus olhos demonstravam receio, medo e um pouco mais de medo.
— Ele não é lindo? — sorri perguntando ao meu namorado que apenas concordou com a cabeça forçando um sorriso, comprovando a minha suspeita sobre ele está morrendo de medo. — Não vejo a hora de poder pegar o nosso filho também, de ver exatamente como ele é — E ao terminar de falar, vi que tinha se referido ao bebê como nosso, e sabia que Damon não estava preparado para isso. — Desculpe — sussurrei.
— Não foi nada — respondeu tão baixo quanto eu.
— Você quer pegá-lo? — Bonnie perguntou simpática a Damon. O moreno arregalou os olhos e negou timidamente com a cabeça.
— Ah Damon, pegue o Erick, isso vai ser de experiência pra quando for o seu e o da Lena — Jeremy falou sorrindo debochado.
— Concordo plenamente. — meu pai se pronunciou. Fechei os olhos envergonhada, constatando o que eu senti desde do começo, eles estavam testando o Damon como fizeram como todos os meus outros namorados.
— Papai e Jer, deixem o Damon em paz. Ele tem receio em segurar bebês tão novinhos assim, eles são tão molinhos — sorri olhando para o biquinho que meu sobrinho fazia — Ele vai ter tempo o suficiente para isso, por favor.
Minha mãe concordou comigo, mudando de assunto e chamando todos para a sala de jantar. Jeremy levou o bebê conforto para a mesa colocando-o sobre uma cadeira ao lado da Bonnie, possibilitando a visão dela sobre o Erick enquanto eles jantassem. Relativamente o jantar transcorreu tranquilamente, claro que meu pai e o idiota do meu irmão não perdiam a oportunidade de colocar meu moreno em maus lençóis fazendo assim eu e minha mãe sair em defesa dele sempre repreendendo os dois homens que pareciam mais duas crianças.
Após o jantar, meus pais resolveram que a comemoração iria se estender um pouco mais e iríamos fazer algo no jardim dos fundos, mas como Bonnie ainda estava muito cansada preferiu se retirar juntamente com o Erick que dormia profundamente, antes dela ir para o quarto que Jeremy estava esses dias entreguei o meu presente e o da Caroline fazendo minha amiga rir pela blusa que tinha dado ao meu sobrinho onde tinha escrito “Sou da Titia” e o ursinho que a Caroline tinha mandado fazer exclusivamente para o Erick, que vinha com o seu nome bordado na blusa em que o urso usava.
Depois de entregar todos os presentes, fui para o quintal encontrando todos conversando animadamente e meu moreno estava se saindo bem, conversava educadamente com todos e suas conversas mais longas eram com o Alaric, o que já era de se esperar.
Iríamos viajar amanhã um pouco antes do almoço então não poderíamos curtir muito durante a madrugada, nos despedimos de todos e subimos para o meu quarto. Damon estava calado, tomou seu banho e permaneceu em silêncio enquanto eu me trocava após tomar banho, ele parecia pensar em algo que não o deixava relaxar totalmente e eu tinha certeza que esse algo era o meu pai e o Jeremy. Deitei-me ao seu lado e automaticamente ele me puxou para o seu peito como todas as noites em que dormíamos juntos, mas apesar disso, o silêncio permaneceu.
— Desculpa pelas cenas de hoje Dam, meu pai e meu irmão sabem como ser inconvenientes quando querem. — suspirei triste.
— Sem problemas Elena. — falou frio. Não, não! Definitivamente eu não quero voltar pra etapa em que ele fica frio comigo quando se trata do bebê.
— Não faz isso Damon —me desprendi de seus braços e me sentei na cama. Um nó já se formava em minha garganta, podia sentir perfeitamente meus olhos molhados e a vontade de chorar descontroladamente se apossando de mim — Não se distancia de mim assim, eu sabia que isso iria acontecer, céus! —funguei enquanto passava a mão pelo meu rosto tentando secar as lágrimas intrometidas que caiam.
— Meu anjo, não, por favor não chore. Me desculpe, eu não sei como agir Elena— me abraçou fortemente e minhas lágrimas molhavam sua blusa — Isso tudo ta me assustando, percebeu que aqui eu não tenho nome? Sou conhecido como “o pai do bebê da Lena”? Isso me deixou um pouco perdido.
— Eu queria poder evitar isso, mas...
— Você não tem como, eu sei. Só preciso me acostumar, só não prometo que vai ser rapidamente — sorri pela sua frase. — Agora vamos dormir meu anjo, amanhã precisamos acordar cedo, temos uma longa viagem pela frente.
Nos deitamos e Damon me abraçou fortemente, me passando uma segurança que só ele era capaz.
*
— Nós vamos sentir saudades de você princesa. Eu prometo que vou te visitar logo ok? — minha mãe falava ao me abraçar. Meus pais tinham vindo deixar eu e Damon no aeroporto, e nosso vôo já tinha sido chamado.
— Tudo bem mamãe, estou te esperando.
Abracei meu pai que estava ao seu lado, que beijou minha cabeça e beijou minha barriga pequena se despedindo do neto.
— Damon querido, eu amei conhecer você. Me desculpa pelas atitudes chatas do Grayson, mas ele é um velho ciumento. — escutei minha mãe cochichando pra o Damon fazendo-o rir e me deixando com um sorriso enorme por poder escutar da minha mãe que ela tinha gostado dele.
— Ei rapaz, cuide bem da minha filha. Espero ver você em breve e não a faça sofrer, por favor. Vou está lá no dia que meu neto nascer só para ver como você vai se sair como pai — falou sério.
— Grayson! Pare com isso! O que conversamos ontem? — minha mãe o repreendeu revirando os olhos.
Damon estava calado, sorrindo forçadamente enquanto nossas mãos estavam entrelaçadas.
— Tchau mãe, pai!
— Tchau Miranda, Senhor Gilbert — meu moreno falou sério.
*
Chegamos em casa já estava escurecendo, Damon me deixou em casa já que eu precisava deixar a minha mala lá e descansar um pouco. Nos despedimos e eu busquei rapidamente meu banheiro para tomar um banho, eu precisava demais disso. Encontrei alguns recados que a Caroline tinha anotado para mim e um deles avisava que minha consulta tinha sido adiada para daqui a duas semanas devido a problemas pessoais da Dra Milles, insultei mentalmente a minha médica, pois a minha expectativa para ver o meu filho novamente e talvez descobrir o seu sexo já estava alta. Agora eu iria precisar esperar.
Tomei meu banho rapidamente e comi um pedaço de bolo que estava na geladeira e deduzi que tinha sido o Klaus que tinha feito, por incrível que pareça ele é um mestre quando se trata de culinária. Deitei em minha cama com a minha barriga exposta por está apenas com um top e a acariciava levemente enquanto pensava sobre tudo que tinha acontecido durante esse final de semana, foram tantas experiências, tantas conversas boas e outras não tão agradáveis que eu estava em uma completa confusão. Por um lado, amei o Damon ter conhecido minha família, isso deixou o nosso relacionamento mais sério e pelo visto ele gostou desse quesito, mas por outro lado a minha insegurança sobre Damon pai aumentou ainda mais ao ver como ele ficou nervoso com as atitudes ridículas do Jeremy e do meu pai, tenho medo de isso contribuir ainda mais para o afastamento dele com o nosso filho.
Dentre tantos pensamentos, o cansaço que eu estava sentindo me fez dormir profundamente esquecendo por ora todos os acontecimentos desse final de semana.
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