Surprises of Fate

27 Capítulo 26 - Nothing good attitudes.


Notas iniciais
Oi meus amores. Eu quero pedir desculpa por só está postando uma vez na semana, mas como eu dizia no início que iria chegar uma época que só ia poder postar um único capítulo por semana, infelizmente chegou essa época. A vida de estudante não tá fácil e pra piorar ainda estou sem notebook, e adivinhem? O computador da minha mãe também está dando problemas, a parte dos números não está pegando então imagina meu desespero? Enfim, queria agradecer a todos os comentários, chegamos quase aos trinta e isso me deixou pulando de felicidades, que tal chegar aos trinta nesse? Com trinta vocês ganham dois spoilers, lembrem-se. Mande 12 muuuuuuito obrigado pela sua recomendação, eu amei, de verdade. Agora vamos falar sobre o capítulo; A partir desse capítulo, vocês vão ficar querendo me matar em todos eles mas saibam que tudo que acontecer vai ter um porquê. Talvez queiram bater ou matar um certo personagem cabeça dura por algumas atitudes, mas tentem entender o porquê dele está fazendo isso. Vocês vão entender melhor o que eu quero dizer quando lerem o capitulo. Então vou parar de enrolar aqui. Boa Leitura.

Hoje seria o dia que eu veria meu filho pela primeira vez, minha primeira consulta com a minha ginecologista — agora minha obstetra também, já que ela também atendia nessa parte — onde vamos fazer a primeira ultrassom e da início a todo o acompanhamento médico. Não posso negar que minha ansiedade afetou o meu sono durante essa noite e o máximo que consegui dormir foram duas horas. Iria ter que ir sozinha, pois Caroline tinha uma reunião hoje na parte da manhã e Damon, bem... Ele não é uma opção. Sei que poderia contar com a presença do Cary, mas optei em não atrapalhar o seu dia de trabalho para me acompanhar a uma consulta que eu posso muito bem ir sozinha.

Fiz toda a minha higiene e resolvi preparar algo leve para comer como café da manhã já que com a falta de sono durante a noite, isso contribuiu bastante para o aumento do meu enjoo matinal. Peguei algumas torradas juntamente com um requeijão e um copo de suco de laranja, isso teria que me satisfazer e ao mesmo tempo não me fazer colocar tudo para fora. Tudo estava perfeito esses dias para mim, tudo no trabalho esta correndo bem, minha gravidez é super tranquila, tirando os enjoos fortes que na maioria das vezes tenho a impressão que por pouco não coloco meu estômago para fora, e claro meu namoro com o Damon. Fazia pouco mais de uma semana que estávamos juntos e eu estou amando cada momento que passamos juntos durante esses dias, pude conhecer mais do meu moreno, seus gostos, suas ideias e até das coisas que ele mais odeia.

Apesar de que para tudo ficar completo em minha vida, teria que ter uma pequena ajuda dos céus, já que para Damon aceitar que ele tem a capacidade de ser um ótimo pai e criar um filho com todo amor e carinho seria preciso uma grande ajuda do cara lá de cima. Posso está sendo uma pessoa totalmente iludida em pensar nisso, mas em algum momento algo pode acontecer que sirva de lição para o moreno que ele pode ser um ótimo pai, só basta ele querer.

Terminei meu café da manhã, organizei a cozinha e fui para o banheiro escovar meus dentes para seguir caminho até a clínica. Talvez se arrependimento matasse eu já estaria morta, porque com certeza eu me arrependi amargamente de ter colocado aquela escova em minha boca pois isso só fez com que tudo que eu tinha comido lentamente durante o café para não me causar ainda mais enjoos, fosse para o sanitário. A única coisa ruim que eu estava achando em minha gravidez até agora, era o fato dos enjoos serem muito fortes e raramente eu comer algo e conseguir segurar. Sei que isso é uma coisa normal na gravidez e que o quesito enjoos varia de mulher para mulher, algumas com enjoos fracos ou às vezes nem sentem nada, e algumas com enjoos fortíssimos — eu por uma sorte do destino estou nesse grupo.

Enquanto meu filho tentava fazer com que a sua mãe colocasse seu estômago pra fora, escutei a porta do apartamento ser aberta e me amaldiçoei por ter o mau costume de não trancar e deixar o apartamento vulnerável desse modo. Os passos aumentavam cada vez mais em direção ao meu quarto, à porta do banheiro estava encostada e eu podia ver a sombra da pessoa pelo pequeno espaço que tinha ali.

— Lena? Você tá aí? — a voz de Damon ecoou enquanto leves batidas eram dadas na porta. — A porta do apartamento estava aberta, e hm... Eu entrei. — podia perceber que ele estava sorrindo pelo tom da sua voz.

— Estou aqui Dam — abri a porta e me virei para a pia em busca de tirar aquele gosto horrível que estava em minha boca. Senti os braços de Damon passarem por minha cintura, e beijos molhados sendo distribuídos pelo meu pescoço enquanto eu secava o meu rosto com a toalha branca que estava ao meu lado.

— Quantas vezes vou ter que repetir para você trancar essa porta? Só durante a semana passada entrei quatro vezes aqui sem ninguém perceber — Damon falava com o tom de repreensão e eu apenas revirava os olhos enquanto ficava de frente a ele — Não revire os olhos mocinha. — sorriu — Enjoos novamente? — Meu moreno tinha visto boa parte das minhas visitas ao banheiro na semana passada.

— Sim — o abracei pelo pescoço ainda sentindo minhas pernas bambas pelo enjoo — Eles nunca passam.

Damon entrelaçou nossas mãos e me puxou de dentro do banheiro, caminhando para a sala e em seguida me deitando no meu sofá. Minhas pernas estavam sobre as suas coxas e ele fazia um carinho leve em minhas pernas desnudas já que eu estava de short, apesar de já está convivendo com o Damon há quase três meses a reação do meu corpo ao seu toque era o mesmo, me arrepiava por completo e um frio gostoso na barriga tomava conta e me proporcionava sensações extremamente boas.

—Preciso ir Damon — levantei rapidamente e isso acabou me fazendo ter uma tontura forte me fazendo sentar novamente no sofá.

— Lena, você tá muito fraca. — Meu moreno falava enquanto tirava alguns fios do meu cabelo que caiam em meu rosto e passava a sua mão quente sobre a minha testa. — Não acha melhor ligar para a sua médica e adiar essa consulta?

— De forma alguma. Eu quero ver o meu filho hoje. — respondi irredutível — Só preciso achar a chave do carro e alguns...

— O que? Você vai dirigindo? Ficou maluca Elena? Você está fraca, tendo enjoo direto e ainda quer ir dirigindo? Nem pensar, eu vou levar você pra essa bendita consulta.

— Não, você vai trabalhar e eu vou para a minha consulta.

— Eu vou levar você, não trabalho hoje pela manhã. — Sorriu e eu o encarei sem entender — Hora extra alguma hora vão servir para alguma coisa, certo? Vá pegar o que precisa, estou te esperando bem aqui meu anjo.

Revirei os olhos e caminhei até meu quarto pensando em como isso iria dificultar ainda mais a minha vida. Saber que Damon vai está na sala de espera enquanto eu estou vendo nosso filho lá dentro, sozinha, vai me machucar demais mesmo eu sabendo que isso iria acontecer desde o início, mas a esperança de isso acontecer nunca desapareceu. Peguei minha bolsa e alguns documentos que seriam necessários e voltei novamente para a sala, Damon encarava algum ponto imaginário na parede e não percebeu a minha aproximação.

— Vamos logo moreno, pare de sonhar, estou louca para ver o meu bebê.

*

Chegamos ao consultório da Dra Milles trinta minutos depois e com a pequena viagem do meu apartamento até aqui fez novamente meu enjoo voltar com força total. Damon estava tenso ao meu lado e eu tinha quase certeza que isso tinha haver com o ambiente em que ele estava, e para que ele estava aqui. Suas duas mãos estavam apertando uma à outra e eu podia ver o quanto estavam úmidas como se toda essa situação estivesse lhe trazendo algum medo ou algo do tipo.

Eu a contrário dele estava totalmente feliz — apesar do enjoo — iria ver o meu pequeno pela primeira vez, escutar o seu coração batendo e ver que aquilo tudo realmente era real e estava acontecendo, e que sim, eu iria ser mãe e não era nenhuma peça pregada pela minha imaginação.

— Olá Elena, pode entrar! — A Dra Milles estava no começo da sala de espera, ao lado da sua porta com um sorriso enorme em minha direção.

Levantei depressa empolgada pela ideia de ver o meu filho e esqueci que não estava em boas condições para fazer isso, e novamente a tontura que senti hoje pela manhã se fez presente me fazendo dá alguns passos para trás.

— Elena! — Damon segurou minha cintura fortemente — Eu já falei para você parar de se levantar dessa forma.

— Bom, talvez seja melhor você entrar com ela, senhor. — minha médica falou simpaticamente. Senti no mesmo momento Damon ficar totalmente tenso atrás de mim e sua respiração ficar mais forte contra o meu pescoço.

— Não precisa Dam, já estou melhor — sussurrei.

— Não, você não está. Bem... Eu vou. — suspirou fundo enquanto suas duas mãos iam ao seu cabelo, em um ato de nervosismo.

Seguimos para a sala da Dra Milles, e nos sentamos enquanto a senhora elegante pegava algumas pranchetas e anotava meu nome em todas elas, Damon estava inquieto ao meu lado, seus pés batiam incessantemente no chão me fazendo colocar a mão em sua perna e o repreender com o olhar para fazê-lo parar.

— Então bem-vinda nova mamãe — a senhora loira sorriu abertamente — E o papai deve está nervoso em? Percebi pelo receio na hora de entrar.

E naquele momento tudo parou, Damon arregalou os olhos e me encarou como se me pedisse socorro, eu estava totalmente paralisada já que foi a primeira vez que alguém chamava Damon de “pai” e apesar de sonhar que ele um dia seja isso para o nosso bebê, foi uma sensação totalmente estranha em escutar aquele adjetivo ser empregado a ele. E inconscientemente acabei sorrindo pelo tratamento que ele tinha recebido agora e só sai do meu transe quando escutei a voz rouca ao meu lado respondendo a médica.

— Bem, eu não sou o pai do bebê, sou apenas um amigo da Elena — sorriu. A meio segundo atrás eu estava paralisada por achar totalmente fascinante a pequena palavra “pai”, que apesar de ser pequena tem um significado enorme, ser empregada a ele e agora eu estava paralisada por ele ter negado normalmente qualquer parentesco com o nosso bebê.

Eu realmente preciso colocar na minha cabeça que para ele o bebê nunca vai ser “nosso” e sim “meu”, que ele nunca vai admitir que é o pai do pequeno que cresce aqui dentro —mesmo que ela tenha dito que iria se esforçar pra se adaptar a essa situação — e que nunca poderemos um dia ser talvez uma família.

— Oh perdão pelo meu engano — minha médica falou totalmente corada.

— Imagina, isso acontece, como você iria adivinhar que ele não é o pai? — sorri tentando esconder a dor que eu estava sentindo naquele momento. Damon me encarou pálido pelo tom de voz duro que eu respondi a Dra Milles e mexeu-se desconfortavelmente na cadeira.

— Então, vamos lá ver o seu bebê Elena? Você pode ir atrás daquele bioma e colocar a roupa adequada que também está lá.

Levantei da cadeira deixando minha bolsa ali e caminhei até o loca indicado. Troquei rapidamente de roupa e voltei para a sala, à doutora apontou para a maca que tinha ao seu lado e ao lado dos equipamentos necessários para o ultrassom. Damon continuava sentado no mesmo lugar e seus olhos estavam fixos em cada movimento que eu fazia e eu buscava olhar para qualquer ponto do consultório menos para os seus olhos.

Deitei na maca e a Dra Mills depois de mais alguns justes em seus aparelhos, passou o típico gel gelado que se usa antes das ultrassoes e levou o pequeno aparelho até a minha barriga, passando levemente pelo local. Depois de alguns minutos ela apertou mais alguns botões e aquele barulho que eu tanto quis escutar ecoou pela sala, fazendo um barulho enorme. As lágrimas já transbordavam pelos meus olhos e o meu sorriso não poderia ficar maior do que já estava à sensação de saber que o seu filho está bem e que agora você realmente sabe com toda a certeza do mundo que existe um serzinho ali, pois escutou seu coração é uma coisa totalmente gratificante, que não pode ser comparado a nenhuma sensação no mundo. Talvez só uma coisa seja melhor do que isso, quando eu o encarar pela primeira vez.

— Seu bebê está ótimo mamãe, tem um mês e duas semanas e agora mede 6mm, tamanho de um grão de arroz — sorriu. Depois de mais alguns minutos de explicação sobre tudo que estava acontecendo com o meu bebê e comigo, ela limpou a minha barriga e em seguida fui colocar a minha roupa.

Sentei-me ao lado de Damon que continuava me encarando e eu o ignorava completamente, já que a atitude dele me irritou profundamente, pois o próprio prometeu se esforçar para conseguir se adaptar a tudo isso e o que eu mais pedi era para que ele era que não ignorasse o meu filho e foi exatamente o que ele fez. Ele tentou pegar minha mão que estava sobre o apoio da cadeira e retirei rapidamente ainda sem o encarar e cruzei meus braços abaixo dos meus seios.

— Então, como seus enjoos são fortes eu vou te passar um remédio que vai te ajudar nisso ok? — assenti assim que a Dra Mills terminou de falar, seria um sonho esse enjoo diminuir pelo menos a metade.

Depois de prescrever o remédio e me indicar alguns alimentos que eu deveria evitar e outros que eu poderia abusar, e claro marcar nossa próxima consulta me despedi da minha médica e Damon apenas acenou para ela.

Novamente ao sair da clínica ele tentou entrelaçar nossas mãos e mais uma vez retirei rapidamente e caminhei em silêncio até o carro enquanto eu podia ver Damon suspirando fundo e passando a mão em seus cabelos.

O caminho foi em total silêncio pelo menos da minha parte já que Damon a todo o momento tentava puxar um assunto comigo e eu apenas o respondia monotonamente ou o deixava na maioria das vezes sem resposta, e com isso ele finalmente cansou e ficou calado o resto do trajeto.

Damon estacionou em frente ao meu prédio e eu tirava o meu cinto o mais rápido que podia tentando sair daquele ambiente e principalmente sair de perto dele.

— Elena, pegue sua roupa e vamos lá para casa, de lá vamos trabalhar — sorriu meigo. Típico de homem quando sabe que fez merda.

— Não, obrigado. Vou com o meu carro.

— Mas você estava passando mal há pouco tempo.

— Como se você se preocupasse com o meu filho né? Pode deixar, vamos ficar bem, dispensamos sua preocupação. E eu realmente estou vendo como você está se esforçando para se adaptar a tudo isso, e agora eu vejo que as chances disso tudo entre nós dá certo são quase nulas.

Sai do carro batendo a porta com força e a última coisa que eu vi foi um Damon totalmente estático e de boca aberta.

Entrei rapidamente dentro do meu apartamento e me joguei no sofá buscando um pouco de ar. Céus, será que eu vou conseguir lidar com tudo isso de uma forma sensata e certa?

Notas finais
Alguém aí quer matar o Damon? Ou estão querendo me matar? hahahahaha Não fiquem bravas, tudo tem um porquê. Mas apenas um aviso; as coisas só tendem a piorar... Ou não. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ SPOILER DO CAPÍTULO VINTE E SETE — Estou mãe, mas tenho algumas novidades para contar a você e a todos daí. A tia Jenna esta por perto? —Está aqui querida. — Então coloque no viva voz — sorri e segundos depois escutei a voz da minha tia juntamente com a da minha mãe. — Então... —Fale logo, Elena!!! — minha tia soou impaciente sendo repreendida por minha mãe. — Eu estou grávida. Silêncio. Silêncio. Mais silêncio. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Então, o que acharam desse spoiler? Venham conversar comigo amores. E ah, quem quiser conversar comigo sem ser pelos comentários, pode ir lá no twitter, sou a @likenian Amo vocês meus amores. xx