Surprises of Fate

9 Capítulo 8 - A brilliant idea and a girl's night.


Notas iniciais
Olha quem voltou mais cedo! hahaha. Vocês estão com sorte, já que o início das aulas do meu curso foram adiadas para começo de fevereiro! Então, bem-vinda as novas leitoras e queria agradecer muito a quem comentou! Aqui tá o capítulo novinho, e que é ponto de partida pra tudo que vai rolar entre Delena! Leitoras fantasmas, comentem! Eu não mordo! ! E quem quiser recomendar já pode hahaha também vai me deixar bastante feliz e me fazer voltar mais rápido. Recomendações ganham spoiler por MP. xx amores!

POV Damon

Hoje estavam todos voltando ao trabalho depois das duas semanas de recesso, todos animados contando como foi suas respectivas festas. As ruas de Nova Iorque estavam lotadas, pessoas tomando café da manhã em padarias, uma multidão andando rapidamente pelas calçadas e o trânsito de matar como sempre, todas estavam com suas vidas de volta. Minha família tinha ido embora ontem e eu já sentia falta deles. Estava parado em um engarrafamento a cerca de 20 minutos, e eu agradecia mentalmente por ter saído mais cedo de casa. Aos poucos os carros iam se movendo lentamente, e eu pude seguir para o meu destino.

Por sorte consegui chegar dentro do horário na empresa, cumprimentei alguns colegas que chegavam ao mesmo momento e segui em direção a minha sala. Estranhei o fato da sala da Elena está em um absoluto silêncio, já que na maioria das vezes ela falava altíssimo no telefone ou estava sempre em uma reunião.

Acomodei-me em minha cadeira e comecei o meu trabalho, as semanas de folga no final do ano são maravilhosas, mas o trabalho acumulado na volta não é nada agradável. A manhã foi uma grande correria, tive que me virar em dois já que a Elena não veio, o que eu realmente estranhei já que ela nunca falta ao trabalho, a não ser quando é uma coisa muito séria. Desviei meus pensamentos da frustrante Elena, e me encaminhei a uma reunião que foi marcada de última hora com alguns funcionários.

Entrei na sala de reunião que já estava com algumas pessoas, e vi Caroline e Rebekah conversando sérias em um canto, percebi que a Caroline estava um pouco triste e a Rebekah digamos que estava um pouco espantada. Sentei em uma das várias cadeiras que rodeavam a enorme mesa, e fiquei as observando. Poucos minutos depois, alguns representantes entraram na sala e a reunião começou. Como todas as outras reuniões sempre trataram do mesmo assunto, estabelecer metas já que estávamos assumindo mais uma empresa e toda a área de marketing da tal empresa estava em nossas mãos.

Caminhei lentamente para a minha sala e vi as duas loiras na minha frente ainda conversando sérias, decidi me aproximar um pouco sem que elas percebessem a minha presença.

— Caroline, eu juro que ainda tento entender esse ciúme do Alef com ela. Não tem lógica, o Cary e ela sempre foram melhores amigos sem nenhuma segunda intenção, já que ele é GAY! — falou jogando as mãos para o alto.

— Muito menos eu Bekah. E até parece que ele não sabe que o Cary é louco por ele, e ela sempre falou que ele não ia ter responsabilidade ou obrigação nenhuma. — então entendi que elas estavam falando da Elena. Redobrei ainda mais a minha atenção a conversa, saber sobre algo novo da Elena sempre é bom, talvez possa me ajudar na missão impossível que é ter ela na cama durante uma noite.

— O que acha de irmos lá para casa hoje? Ela ta bem mal, precisa do nosso apoio — Car falou com um tom de voz mais baixo.

— Claro, vamos sim. Era o sonho dela ter esse bebê, não posso imaginar como ela está. — Caroline e Rebekah entraram no corredor onde suas salas ficavam.

Entrei na minha sala, me sentando no pequeno sofá que tinha ali. Então o tal amigo da Elena desistiu de ser o doador dela? E ela não veio porque está mal com isso? Céus, isso era mais importante do que eu imaginei.

Peguei minha carteira e celular, e sai para minha hora de almoço. Como sempre fui ao pequeno restaurante que tinha a uma quadra dali, caminhei vagarosamente observando as pessoas na rua, e o céu nublado anunciando que ainda hoje cairia um temporal. Sentei em uma mesa um pouco isolada dentro do estabelecimento e fiz meu pedido. Durante todo o trajeto até aqui, tive vários pensamentos loucos e incoerentes.

Eu estava sendo maluco o suficiente para pensar que essa seria a grande oportunidade de conseguir ficar com a Elena. Sei que isso parece obsessão, mas o meu desejo pela Elena é forte demais, desde da primeira vez que a vi chegando com seus saltos altos na empresa imaginei ela nua na minha cama. Eu a queria por uma noite, como todas as outras, mas a sua resistência a se entregar a mim, deixava a “batalha” ainda mais interessante para uma pessoa como eu que adorava uma boa disputa e ainda mais se eu a vencesse.

Sei que tudo que estou pensando é uma grande loucura, mas tenho certeza que as chances dela negar isso são quase nulas. Eu poderia dá a ela o que ela tanto queria, e eu poderia ter o que eu sempre quis, todos sairiam ganhando com isso. Céus... Eu estava ficando louco em pensar nisso, mas ficaria mais louco ainda se não tivesse o corpo daquela morena pra mim. Algumas pessoas até pensam que eu tenho algum sentimento por ela, mas óbvio que não, é apenas tesão de tê-la pra mim, e poder ouvi-la gemer loucamente o meu nome em baixo de mim.

Almocei pensando nessa grande loucura, precisava dividir essa minha ideia com alguém. Voltei para a empresa rapidamente e fui direto a sala do Finn, ainda faltava pouco mais de 15 minutos para a minha hora de almoço acabar, então dava tempo. Bati na porta e escutei um “entre” do Finn.

— E aí cara! Ta com cara de que fez merda ou pretende fazer! — Finn é um dos meus melhores amigos e com certeza me conhece muito bem.

— Preciso da sua ajuda — falei me sentando em uma cadeira em frente a sua mesa.

— Damon nem me envolva em suas loucuras. Sabe que agora estou com a Anne. — Sim, o Finn e a Anne estão namorando.

— Eu quero apenas sua opinião sobre algo que pensei. — revirei os olhos.

— Então fala logo.

— Você sabe que a Elena tava atrás de um doador para ser o pai do seu bebê certo? — Finn afirmou se inclinando em minha direção — Então, eu escutei uma conversa da Caroline e da Rebekah dizendo que o tal doador dela desistiu e esse foi o motivo dela não vim hoje, estava mal com tudo isso.

— Sério Damon? Você escutando conversa das meninas? E ainda por cima da minha irmã? — Finn balançou a cabeça em negação e massageou suas têmporas respirando fundo.

— Então, eu tive uma ideia — Finn parou de massagear suas têmporas e me encarou com os olhos arregalados — Eu achei que poderia muito bem ajudar a Elena com isso, e de quebra ganhar o que eu quero que no caso é o que mais me interessa nessa coisa toda.

— Damon pelo o amor de deus... — Meu amigo falou exasperado — Que porra de ideia é essa?

— Eu vou me oferecer para ser o doador da Elena — sorri triunfante.

— Caralho Damon, você enlouqueceu de vez? Me diz? — Finn levantou da sua cadeira e começou a andar pela pequena sala.

— Finn, pensa comigo. Eu vou dá o filho que a Elena quer, e ainda vou ter ela em minha cama por no mínimo três meses até ela engravidar. — sorri.

— Damon, primeiro de tudo é: A Elena não vai aceitar essa loucura. Segundo, ela ia fazer a inseminação em vidro. Terceiro, você não tem responsabilidade para ter um filho! E desde de quando você quer ter um filho? Pelo o que eu me lembre seu discurso era “De criança na minha vida só a Mel, e meus futuros sobrinhos”, pra onde foi tudo isso? — sentou do meu lado.

— Cara, juro que te conheci menos dramático. A Elena está louca pra ter esse filho, você sabe, a empresa sabe, o mundo sabe então as chances de ela aceitar a minha proposta é quase 100% já que agora ela está sem doador. Sei que ela ia fazer inseminação em vidro, mas dormi comigo não é nada mal —sorri sarcástico — E pelo o que eu sei, e ouvi da conversa da Caroline, essa criança iria ser total responsabilidade da Elena, eu apenas seria o doador sem obrigações nenhuma.

— Damon ela é sua colega de trabalho cara!

— A Anne também é — rebati.

— Mas eu tenho um relacionamento sério com ela! Não venha comparar meu namoro com essa loucura que você quer fazer. Já imaginou o que isso aqui vai virar quando as pessoas descobrirem que você é o pai do filho da Elena? — me encarou sério.

— Eu não vou ser o pai da criança, apenas o doador! — falei nervoso.

— Damon é a mesma coisa, o bebê vai ter seu sangue seu imbecil! Você não pensa? E tem a grande probabilidade da Elena criar um afeto por você, já que vocês vão ter uma “relação” — falou fazendo aspas com o dedo.

— Elena não é tão fácil assim Finn, ela não é daquelas que se apaixonam rapidamente.

— Mas caso ela aceitar, e se você a engravidar, ela vai criar um afeto por você ter dado a ela o que ela sempre quis! Brother escuta o que eu to falando, você vai se ferrar e vai magoar a Elena nessa merda toda.

— Não vai acontecer nada demais, apenas vou ser o doador dela e vamos seguir as nossas vidas. — falei calmamente.

— E a sua família? Você acha que essa conversa não vai chegar aos ouvidos deles?

— Só se você abrir a porra da sua boca! Porque se a Elena aceitar poucas pessoas vão saber disso.

— Não concordo com essa loucura. Vai acabar em merda.

— Confia em mim Finn, vai da tudo certo e eu vou ter a Leninha por um tempo — pisquei sorrindo.

— Quando você pensa em propor essa loucura toda a Elena? — revirou os olhos.

— Amanhã depois do trabalho. Vou para a minha sala, meu horário de almoço acabou faz dez minutos — sai da sala do meu amigo mais leve por ter dividido a minha ideia com alguém, mesmo que ele não concordasse com isso.

O resto do meu dia foi tranqüilo, trabalhei bem menos a tarde e sai mais cedo que eu esperava. Quando sai uma forte chuva caia, e as rajadas de vento levavam as folhas caídas das árvores e fazia todos buscarem seus carros rapidamente, ou algum lugar para esperar aquela tempestade diminuir. Entrei correndo no meu carro, e dei partida seguindo para a minha casa. No caminho tentava arquitetar tudo que iria dizer a Elena, e o que não poderia dizer de forma alguma. Algo dentro de mim diz que ela vai aceitar essa proposta, e que isso ainda vai render um pouco de diversões para nós antes dela engravidar, pensei sorrindo.

POV Elena

Meu dia foi uma verdadeira merda, passei o dia inteiro na cama assistindo maratona de Friends e comendo guloseimas. Meu celular estava totalmente lotado de ligações e inúmeras mensagens de texto do Cary, eu realmente estava o evitando. Sei que estou sendo imatura em fazer isso, ignorar o meu próprio amigo porque ele não fez uma vontade minha e pela primeira vez escolheu outra pessoa como prioridade.

O dia passou lentamente, e eu apenas levantei da minha cama duas vezes. Uma para tomar banho, e a outra para arrumar algo para almoçar. Caroline me ligou no meio da tarde, avisando que a Bekah viria aqui para casa com ela, e dormiria aqui para fazermos uma “noite do pijama”, céus... Mulheres com quase 30 anos fazendo festinhas típicas de adolescentes de 13 anos, seria cômico se não fosse deprimente.

Arrumei algumas coisas que estavam foram do lugar que eu e a Caroline tinha bagunçado ontem assim que chegamos de viagem, e eu não tinha tido ânimo para organizar essas coisas. Mergulhei em pensamentos sobre como iria ser minha vida daqui pra frente, talvez eu devesse desistir da ideia de ter um filho, e seguir a minha vida como sempre, me dedicando ao trabalho e tudo mais. Também teria o Erick, eu poderia mimá-lo muito — já que sou tia e madrinha do pequeno — sorri com o pensamento. Mas aquela voz do meu inconsciente gritava loucamente dizendo que não seria igual se o filho fosse meu, e eu sabia disso. Ou talvez eu pudesse deixar de lado esse meu medo, e ir ao banco de doadores, as chances de acontecer algo errado é uma em um milhão, mas sempre tive esse receio. Talvez não fosse tão ruim assim...

A campainha tocou anunciando que as meninas tinham chegado. Abri a porta e as duas entraram sorridentes carregando pizzas e refrigerantes e um pouco molhadas devido a tempestade que caia lá fora.

— Animada para a nossa festa do pijama? — Caroline me perguntou enquanto guardava as latinhas de refrigerante em nossa geladeira.

— Como estou — falei cheia de ironia — Vocês não percebem como tudo isso é ridículo? Três mulheres de quase 30 anos fazendo “festinha do pijama”?

— Não tem nada de ridículo, você está precisando de uma boa marota de series, muita pizza, chocolate e conversa com as amigas — Bekah sorriu.

— Quem sou eu pra negar isso? — sorri forçado.

Subi para tomar um breve banho e colocar meu pijama, mas não para entrar no clima da coisa e sim porque estava planejando dormir enquanto minhas amigas assistiam as suas series. Sai do banheiro e vesti um pijama de cetim, e passei meu creme favorito de morangos por minhas pernas. Eu podia ouvir as risadas das meninas na sala, e eu realmente tinha ótimas amigas que trocaram suas noites com os namorados, apenas pra ficar comigo porque tinha tido um “dia ruim”.

Voltei para a sala um pouco mais “animada” depois de pensar sobre como tenho ótimas amigas. A sala estava organizada para o nosso momento de relaxar, sofás empurrados, almofadas e lençóis pelo chão e todas as nossas guloseimas também no centro da sala. Deitei em uma almofada que tinha ali, e fiquei esperando minhas loiras voltarem. Depois de um tempo as duas voltaram do quarto já vestidas e com os boxes de series na mão, escolhemos ver primeiro Dr. House, já que todas nós éramos fãs da serie.

Percebi que meu humor melhorou relativamente, com certeza estava bem melhor do qual eu me encontrava pela manhã. Não podíamos estender muito a nossa noite por motivos que todas as três iriam trabalhar amanhã. Assim que resolvemos tirar a serie, começamos conversar sobre varias coisas, Caroline disse que o Sr Sullivan não reclamou por conta da minha falta hoje, apenas perguntou se eu estava bem. Me passaram todas as novidades que teve na empresa hoje, como nossa nova empresa que iríamos lidar até a parte das fofocas que incluía o início do namoro de Finn e Anne.

— Então, ele a pediu em namoro no dia primeiro a noite quando chegamos de Londres. Eles foram jantar e ele a pediu, Anne me contou que ele foi muito romântico, o que acho impossível — Rebekah zombava do Finn.

— Eu acho que o romantismo é uma marca dos Mikaelson — falei sorrindo.

— Também acho — Car falou suspirando com certeza lembrando-se do Klaus.

— Meninas, eu estou pensando seriamente em ir a um banco de doadores. Já que meu doador desistiu eu não queria desistir do meu filho, óbvio que eu preferia se fosse alguém conhecido. — respirei fundo e soltei o ar, cansada de tudo isso.

— Você sabe que eu sempre vou te apoiar Elena, e esse é seu sonho. Então vamos apoiar! — sorriu olhando pra Rebekah e em seguida pegando a minha mão.

— Obrigado por estarem comigo meninas, nesse momento. Não sei o que seria de mim sem vocês. — Abracei as duas fortemente.

— Amigas servem para isso Lena — Bekah beijou minha bochecha. — Enfim, vamos dormir? Amanhã temos que trabalhar — falou fazendo beicinho.

Seguimos para o meu quarto arrumando a minha cama, onde dava para nós três dormimos tranquilamente, já que minha cama era maior que uma king size. Deitamos as três rindo das besteiras que a Bekah falava do Finn dando rosas a Anne, e rapidamente caímos na inconsciência.

Notas finais
E aí, o que acharam da ideia do Damon? Será que a Elena vai aceitar? Comentem gente, quanto mais comentários mais rápido eu volto! Já estou com uma boa quantidade de capítulos prontos, então vai depender de vocês! E lembrem, quem recomendar ganha spoiler! Então, até logo! Espero que o mais rápido possível. Amo vocês!!