Surprises of Fate

49 Capítulo 48 - Henry.


Notas iniciais
Oi gente! Tô aqui caindo de sono, quase dormindo por cima do notebook mas to aqui pra postar para vocês porque sei que se eu não postar agora só segunda-feira. Queria agradecer por todos os comentários, eu amei cada um deles... E chegamos a nossa meta yeaaaaah!!! Um super obrigado para Isa Salvatore, Gabrielle e Isabella Blanco que fizeram SOF passar das 30 recomendações! Ah gente, e tem uma recomendação aqui que contabilizou mas não apareceu então quero dizer obrigado a essa pessoa linda que recomendou e que não mandei o seu spoiler pois não sabia quem era! O hot que foi prometido vai acontecer no capítulo 50. Capítulo mais esperado de Surprises of Fate está aqui, quero que vocês aproveitem muito e amem cada palavrinha que tem. Esse capítulo é muito importante para mim, como vocês eu esperei muito por ele. Escutem a música lendo o capítulo!!!! Enfim, boa leitura!

You make me dream

What i´m looking your eyes

You give me the feel

I´ve been looking for

Oh... You give my soul

When You Came Into My Life — Scorpions

Sinceramente eu não poderia reclamar da minha vida nesse exato momento, eu tinha tudo que queria. Uma casa, um filho saudável a caminho, uma família que me amava incondicionalmente, meus amigos e claro meu... Bem, ainda não consegui achar um título para o Damon diante dessa situação, infelizmente ele não tinha voltado a ser meu namorado porém era como se estivéssemos em um relacionamento mais sério do que um simples namoro apesar de não estarmos nos tocando como eu desejo. Realizada com certeza é um adjetivo que pode ser empregado a mim.

Meus nove meses estão completos e meu bebê pode chegar a qualquer momento, e isso está deixando todos ao meu redor extremamente ansiosos e cuidadosos o que faz com que muitas vezes eu fique uma verdadeira pilha de nervos. Se antes Damon não me largava um minuto se quer agora uma respiração mais profunda era motivo de pânico completo. Minha médica já tinha me deixado totalmente informada sobre algumas contrações que eu iria sentir nessa reta final, mas isso não significava que eu estava em trabalho de parto no entanto meu moreno não conseguia lidar muito bem com isso.

FLASHBACK ON

Eu sabia bem como era exaustivo um final de mês na empresa e entendia como Damon estava cansado, mas ele tentava de todas as formas não transparecer isso apenas para está comigo no fim do dia.

Damon, você precisa descansar, vá para casa nada de ruim vai acontecer comigo a Mary está aqui lembra?

O moreno revirou os olhos e continuou retirando sua gravata e o relógio, o fato dele não ter nenhum pertence aqui me irritava de uma forma sobre humana isso já tinha sido motivo de uma pequena briga. Ele afirmava que se trouxesse alguma roupa para cá estaríamos novamente nos apressando e cometendo um erro, no começo de tudo eu achei extraordinariamente fofa sua atitude agora eu já a odeio.

Não, Elena. Vou ficar aqui com você.

Então você deveria ter trago suas coisas para cá como já pedi e implorei — suspirei.

— Não vamos começar com isso novamente ok? — aproximou-se do meu corpo com sua camisa social aberta me dando o privilégio de ver seu peitoral musculoso e seu quadril maravilhoso com aquelas entradas que me deixavam em um estado de combustão — Eu amo você.

Seus lábios encostaram levemente nos meus me deixando com ainda mais vontade dele e com certeza meu rosto mostrou toda a minha vontade pois um sorriso malicioso apareceu em seu rosto.

Damon e eu jantamos sentados no chão da sala, ele apenas com sua calça social e seu peitoral totalmente a amostra fazendo com que muitas vezes eu esquecesse do jantar e ficasse apenas o admirando literalmente de boca aberta. Eu nem poderia acreditar que aquele homem era meu.

Uma dor incômoda surgiu no pé da minha enorme barriga e foi impossível conter uma careta, tinha plena consciência que isso era apenas uma preparação para quando o momento realmente chegasse, mas contorcer os dedos do pé pela dor era inevitável.

Lena, o que foi? Está sentindo algo? em segundos o moreno já estava do meu lado com uma expressão de preocupação.

Nada querido, apenas um desconforto que é normal nesse estágio da gravidez. sorri tentando o tranquilizar, mas outra onda de dor me fez apertar sua mão que estava na minha.

Isso não é normal, vou ligar para a sua médica. Céus, talvez o bebê esteja querendo nascer.

Você não vai ligar para ninguém o fuzilei com o olhar Isso é normal, são contrações preparatórias para quando chegar realmente o dia, acalme-se.

Mas Lena...

Revirei os olhos com a sua insistência, era um verdadeiro problema quando ele colocava algo na cabeça.

Apenas converse com o seu filho que ele vai se acalmar, você sabe que tem um poder sobre ele.

FLASHBACK OFF

Lembrar desses episódios de neurose do meu moreno me faz rir, ver a preocupação estampada nos seus olhos faz meu peito inflar de tanto amor por ele. E hoje, eu precisava que meu dia fosse totalmente perfeito com ele, o seu primeiro aniversário que iríamos passar “juntos” tinha que ter um gosto especial.

Todos os nossos amigos estavam organizando uma festa surpresa para ele,infelizmente eu não poderei ir devido ao meu enorme tamanho e claro a chances de a qualquer momento eu entrar em trabalho de parto, então eu teria o dia inteiro com ele só para mim e a noite ele era dos nossos amigos. Depois de implorar bastante eu tinha conseguido a façanha de fazer ele dormir na minha casa, eu queria ser a primeira a lhe dar os parabéns e aproveitar cada minuto desse dia.

Pedi ajuda a Mary para fazer um café da manhã com tudo que se pode ter, pães, geleias, suco, café e frutas eram alguma das coisas que tínhamos colocado. Como todo mundo, Mary não queria que eu me esforçasse muito então levou a bandeja até o andar de cima e quando chegamos em frente ao meu quarto ela me entregou lançando-me um sorriso enorme mostrando que estava feliz com a minha atitude. Ao entrar no quarto me deparei com o meu homem dormindo profundamente apenas de boxer, seus cabelos que não estavam tão grandes como de costume ainda caiam levemente sobre sua testa e sua boca rosada deixava escapar um pequeno ressono. Coloquei a bandeja no lado onde eu dormi e sentei-me na ponta da cama ao seu lado, afastei com os dedos seus cabelos pretos do seu rosto e comecei a distribuir pequenos beijos no seu pescoço, nas suas bochechas que tinham uma rala camada de barba que eu particularmente amava e beijei seus lábios fazendo-o soltar um gemido baixo e em seguida um sorriso.

— Eu ainda vou ter o privilégio de acordar o resto dos meus dias assim, sabia? — Damon abriu seus olhos, me deixando corada. Eu sabia ao que ele se referia, e ao escutar aquilo dele um arrepio gostoso tomava conta do meu corpo e uma ansiedade para que aquele momento chegasse logo me deixava inquieta.

— Mal posso esperar por isso — sorri sincera — Feliz aniversário, amor.

Damon fechou os olhos e fez uma careta enquanto resmungava, eu sabia que ele não gostava muito de comemorar seu aniversário sabe-se lá por que, porém eu não poderia perder a oportunidade de compensá-lo pelo menos um pouco por tudo que o fiz passar. A dor por ter o distanciado de mim por causa da Katherine ainda continuava aqui e eu queria fazer tudo por ele.

— Vamos, anime-se aniversariante, não é todo dia que se faz 31 anos! — gargalhei e ele revirou os olhos — Trouxe seu café da manhã, vem.

Levantei pegando a bandeja do outro lado da cama e colocando sobre ele que já estava sentado.

— Talvez hoje meu dia não seja tão ruim, eu realmente adorei a coisa de ser acordado por você daquele jeito e ganhar café da manhã na cama — sorriu — Eu poderia me acostumar com isso todos os dias.

— Você quer explorar sua mulher grávida? — fingi que estava incrédula mordendo o lábio inferior para não rir.

— Eu quero explorar minha mulher de outro jeito totalmente diferente, e tenho certeza que ela vai adorar ser explorada dessa forma...

— Pare de me provocar! — bati no seu ombro.

Damon pegou algumas torradas e passou a geléia de morango que eu tinha pedido a Mary para comprar especialmente para ele, pois sabia que era a sua preferida, depois de colocar algumas na minha boca e me entregar um copo de suco ele finalmente começou a comer. Talvez não fosse normal isso que eu sentia, mas eu tinha uma vontade imensa de está sempre abraçada com ele, como se a qualquer momento algo pudesse acontecer e ele me deixasse. O abracei lateralmente encostando minha cabeça em seu peito, de bom grado ele passou seu braço ao meu redor me trazendo ainda mais para perto de si e continuou desfrutando do seu café. Eu me sentia tão segura quando estava com ele...

— E então, o que o aniversariante quer fazer? — apoiei meu queixo em seu peito e o encarei.

— Ficar com a mulher mais linda do mundo nessa cama sem fazer nada — beijou minha testa e sorriu — Vou levar a bandeja lá em baixo, não saia daqui.

Antes mesmo de eu falar alguma coisa, ele já tinha colocado sua calça e saído com a bandeja. Encarei o teto sorrindo e mordi meu lábio inferior ao lembrar que a Mary iria entregar as roupas que eu pedi para ela buscar na casa dele hoje mais cedo, ele iria reclamar, com certeza.

— Elena Gilbert! — ele entrou de testa franzida e fazendo cara de bravo —Você é mesmo impossível!

Sorri meiga e o chamei para cama batendo no lado vazio da cama, Damon tirou novamente sua calça agora colocando uma calça de moletom que tinha vindo na bolsa junto com as outras roupas.

— Então, você não quer fazer nada mesmo? O dia está lindo e acho que um banho de piscina seria ótimo, não? — perguntei enquanto brincava com meu dedo em seu peitoral.

— Você não está muito cansada? Podemos ficar só aqui e será o melhor aniversário da minha vida...

— Não estou, vamos.

*

Depois de ter passado a maior parte do tempo na piscina com o Damon, mesmo que fosse apenas sentada apreciando a vista dele de sunga branca eu estava cansada. Nos minutos que eu estava sozinha consegui passar uma mensagem para nossos amigos mais próximos para almoçar aqui em comemoração ao aniversário do meu moreno já que eu não poderia está na festa à noite. Finalmente quando subimos para tomar banho, pude falar com a Mary enquanto ele estava no banheiro pedindo para fazer um almoço maior e mais elaborado.

Não demorei muito no banho, como eu não tinha entrado na piscina meu cabelo ainda estava em ordem. Ao sair do banheiro pude escutar Damon falando no telefone e pelo pouco que consegui captar era a sua mãe e o resto da sua família lhe mandando um parabéns coletivo o fazendo gargalhar pois a Mel se negava a falar com todo mundo, queria parabenizar o tio exclusivamente. Desci silenciosamente sem interromper sua conversa e o cheiro que vinha da cozinha fazia meu estomago emitir sons engraçados, a senhora Wills estava concentrada em seu trabalho que não me viu chegar.

— Mary, ainda tem aquela barrinha de cereal? — abri alguns armários à procura do lanche.

— No armário de cima, Lena.

Depois de pegar duas, sentei-me ali e observei toda a dedicação da senhora a minha frente, muitas vezes eu me preocupava com ela por achar que a explorávamos demais e raramente ela ia para casa, até conversei com a mesma sobre o assunto no entanto ela admitiu que amava está ali cuidado tanto de mim como do Damon. Meus pensamentos foram interrompidos pela campanhinha tocando, fiz sinal para Mary que eu mesma atendia e fui para a sala.

— Novidade seria se eu chegasse aqui e você não estivesse comendo — Caroline sorriu meiga e me abraçou. Todos os outros entram junto com a loira me abraçando e claro, dando a maior atenção para a minha barriga.

— Meu deus, como eu estava com saudades de você sua vadia! — Cary me abraçou forte e beijou meu rosto. Ele estava a mais de dois meses viajando a trabalho e devido a isso não teve como comparecer ao chá de bebê do Henry.

— E eu de você seu cretino!

Abracei o Alef que agora estava com os cabelos mais curtos e parecia está mais bronzeado. Enquanto falava com Finn e Anne a respeito da festa surpresa do Damon, Mary trazia alguns aperitivos para meus amigos.

— Nossa, que invasão foi essa? — Damon perguntou enquanto descia as escadas — Vocês passaram o dia comigo ontem e já estavam com saudades? — apontou para Finn e Klaus que reviraram os olhos.

— Damon, parabéns! — Caroline o abraçou pelo pescoço. Eu adorava a amizade deles, saber que minha melhor amiga era amiga do homem que eu amava me deixava tranquila por não ter o problema de fazer eles se gostarem.

— Obrigado loirinha — beijou a bochecha dela. Depois de uma enxurrada de parabéns, Damon me abraçou e sussurrou um obrigado.

Estava faltando apenas Rebekah e Matt para almoçarmos, aquilo com certeza era de se preocupar, pois minha amiga e sua pontualidade inglesa odiavam atrasos. Pedi para Klaus ligar para ela e ele informou que em poucos minutos eles estariam chegando... Damon não saiu do meu lado nem por um segundo e muitas vezes eu tinha que fugir para Klaus e Finn conversarem a sós com ele.

Como a porta estava apenas encostada, assim que chegaram Matt e Rebekah entraram e eu pude perceber que a cara da minha amiga não estava muito agradável.

— Ei Bekah! O que aconteceu? Você parece não está muito bem...

— Preciso te contar algo, aliás a todo mundo — sorriu — Já que está todo mundo reunido aqui hoje, eu queria contar uma coisa muito importante para mim e para o Matt.

— A Rebekah está grávida. — Matt sorria abertamente não conseguindo conter a felicidade.

— Oh céus, Henry vai ter mais um amigo — disse enquanto abraçava minha amiga.

Todos parabenizavam o casal, Klaus e Finn exigiram que agora Matt casasse com a irmã deles, pois ele a engravidou fazendo todos rirem do ciúme dos dois irmãos.

— Rebekah anuncia que está grávida e claro é meu aniversário, acho que o dia não pode ficar melhor — Damon sorriu.

Mary serviu o almoço no jardim e almoçamos tranquilamente, eu adorava está com todos os meus amigos reunidos apenas minha família toda reunida era melhor do que isso. As pequenas cólicas me incomodavam um pouco me fazendo ficar em silêncio em alguns momentos e atrair a atenção do moreno ao meu lado perguntando se eu estava sentindo algo.

Depois do almoço consegui conversar com Anne em particular e ela me contou qual era o plano para levar Damon até a sua casa onde seria a festa surpresa, Finn ligaria para ele informando que algo de errado estava acontecendo de errado na sua casa pois Oliver que trabalhava na nossa empresa e morava em frente a Damon tinha o ligado afirmando que algo suspeito acontecia lá.

Não demorou muito para todos irem embora, na mesma rapidez que a casa ficou cheia também ficou vazia.

— Lena, obrigado! — Damon beijou minha testa.

— Por nada.

*

— Eu já disse que não deve ser nada demais, Finn! A casa está trancada desde ontem pela manhã — Damon revirava os olhos enquanto falava.

Finn já estava o tentando convencer a mais de dez minutos, e o moreno se negava a ir na casa para ver o que estava acontecendo e aquilo me irritava porque mesmo inconscientemente ele estava evitando a festa dele.

— Eu acho que você deveria ir Damon, não custa nada — sussurrei ainda deitada na cama. Aquela cólica tinha voltado e agora mais forte, porém não comentei nada com o homem a minha frente que se soubesse sobre isso não iria sair daqui nem amarrado.

— Certo Finn, mas eu mato você e o Oliver caso for alguma besteira.

Damon encerrou a chamada e começou a colocar uma roupa rapidamente, resmungando alguma coisa.

— Eu volto logo, Lena.

Ele beijou minha testa levemente e saiu pegando suas chaves. Fechei meus olhos respirando fundo e acariciando minha barriga em busca de um pouco de alívio para aquelas dores, além do inchaço com certeza esse incomodo constante era a pior parte da retal final da gravidez. Resolvi tomar um banho na tentativa de amenizar, mas não funcionou, pra falar a verdade só piorou.

Liguei a TV para me distrair e novamente a dor foi cessando, eu sabia que ela não tinha ido embora completamente já que em poucos minutos ela estaria de volta como sempre. O problema é que os intervalos estavam ficando cada vez menores e aquilo estava me deixado em alerta, eu não podia acreditar que o Henry tinha escolhido justamente o dia do aniversário do pai para nascer. Levantei-me da cama no intuito de procurar a Mary para perguntar algumas coisas a ela, e ao sentir a água quente escorrendo pelas minhas pernas tomei uma respiração profunda. Ok, realmente tinha chegado à hora e todos os livros que eu li para me ajudar quando chegasse esse momento desapareceram da minha mente e o nervosismo tomou conta de mim.

— Mary! — gritei do meu quarto antes de entrar no closet pegando uma mala que eu tinha preparado a poucos dias para mim. Abri a porta e segui para o quarto do Henry para pegar a mala dele, abri seu closet e peguei a pequena bolsa que estava preparada a mais de um mês — Mary! — chamei novamente.

— Oi, o que aconteceu Lena? — sua respiração estava acelerada por ter subido rapidamente as escadas.

— O Henry vai nascer, a bolsa estourou. Peça um táxi , por favor. — Voltei para o quarto colocando a bolsa verde do lado da minha.

— Céus! Acho melhor ligar para o Damon, Lena! — uma nova contração surgiu me fazendo sentar na cama e me contorcer de dor, puxando uma respiração forte como eu tinha aprendido em um programa de TV.

— Mary, não dá tempo. Eu ligo para ele assim que chegar ao hospital — puxei novamente a respiração e apertei o lençol da minha cama pela dor vendo a ponta dos meus dedos ficarem brancos.

Mary ligou para o táxi e correu para o quarto onde guardava suas coisas trocando de roupa para me acompanhar até o hospital. Quando o carro chegou, ela desceu primeiro levando as duas malas e com a ajuda do senhor que dirigia o táxi me ajudou a descer as escadas e me acomodar no táxi.

Depois de ter fechado a casa e ter pego tudo que eu iria precisar, Mary entrou no carro e pediu para nos levar ao hospital no centro da cidade. Quando estava no espaço de tempo entre uma contração e outra eu conseguia conversar normalmente com ela, e reafirmar que eu estava ansiosa demais para esse momento, mas quando a contração voltava seu braço sofria devido a eu apertar loucamente ele enquanto choramingava. Após alguns minutos de choros baixos e conversas, chegamos ao hospital.

No caminho eu tinha pedido a Mary para ligar para a doutora Mills avisando que estaria indo para lá e por sorte hoje era o plantão dela. Preenchi algumas papeladas e em seguida encaminharam-me para um quarto para a observação, pelas minhas contas a contração estava de quinze em quinze minutos, ou seja, eu não estava nem perto de ter meu bebê.

— Mary, pega meu celular, por favor? Preciso ligar para Damon. — ela assentiu e depois de alguns minutos procurando em minha bolsa me entregou o aparelho. Eu sabia que a essa hora Damon estava com todos os nossos amigos na sua festa, não queria atrapalhar porém o nascimento do nosso filho com certeza é mais importante.

— Damon? — o barulho estava enorme e eu mal conseguia escutar sua voz.

Lena! Eu não acredito que você ajudou a fazer essa festa — disse rindo — Obrigado! Eu queria que você estivesse aqui... Aconteceu alguma coisa? Daqui a pouco estou indo para a sua casa.

— Não agradeça a mim pela festa, e sim ao Finn. Você não precisa ir para minha casa, o melhor agora é vim para o hospital.

O que?! Céus o que aconteceu? — Damon já era puro nervosismo e eu escutava ele pedindo que desligassem o som para poder falar comigo, o volume da música diminuiu e eu finalmente pude escutá-lo com clareza —Lena você está bem?

— Estou ótima, mas nosso bebê vai nascer — fechei os olhos e gemi alto pela nova contração que chegava, a dor ficava cada vez pior e o espaçamento das dores diminuía a cada minuto — Mas acho que você deveria se apressar porque eu tenho a leve impressão que não vai demorar muito para ele querer vim ao mundo — sorri.

Meu deus! Eu não acredito que meu filho vai nascer e eu não estou aí — gritou exasperado. A chamada ficava cada vez pior e eu presumi que ele já estava dirigindo o que me deixou irritada.

— Damon eu não acredito que você está dirigindo e falando comigo ao mesmo tempo! — com certeza aquilo saiu como um berro já que Mary me olhou espantada — Hospital central, quarto 204, avise que é o pai do bebê e que vai me acompanhar. Agora desliga isso que eu quero você vivo aqui!

Desliguei a chamada sem o dar oportunidade de responder.

*

— Elena, sua dilatação já está no ponto certo, vamos para a sala? — minha médica perguntou sorrindo e eu estava prestes a matá-la por sorrir daquele jeito enquanto tudo em mim doía.

— Doutora, eu preciso esperar apenas um pouco, o pai do bebê já está chegando — minha voz saiu sufocada por um gemido.

— Não podemos esperar Elena, isso pode prejudicar você e o bebê...

Fechei meus olhos e me perguntei por que Damon demorava tanto para chegar, eu precisava dele comigo naquele momento e sei que ele não iria se perdoar de forma alguma se perdesse isso. Batidas na porta foram escutadas e abri meus olhos me deparando com um moreno corado, cabelos mais desgrenhados do que o normal e bastante cansado, um suspiro de alívio tomou conta de mim.

— Perdão pela demora, sou o pai do bebê! — Damon entrou no quarto sorrindo.

Minha médica o encarou e sua expressão mostrava o quanto ela estava confusa, com certeza ela lembrou do seu primeiro contato com o Damon onde ele afirmava que não era o pai do bebê, apenas um amigo.

—Você não é aquele da primeira consulta que não era o pai do bebê? — encarou o moreno.

— Eu era um completo idiota, mas eu sou o pai do bebê.

Meu gemido alto interrompeu a conversa entre os dois e a atenção novamente voltou para mim, depois de me colocarem em uma maca fui direcionada a sala de parto e Damon vestia a roupa adequada para acompanhar e fazia toda a higiene necessária. Quando ele finalmente sentou ao meu lado, sacou uma câmera que eu não fazia ideia de onde tinha surgido e começou a filmar tudo, sua atenção estava dividida entra mim e o aparelho em sua mão que tremia sem parar.

— Vamos lá, Elena! Sua contração está chegando em poucos segundos — minha médica me encarou — No 3, tudo bem?

Respirei fundo algumas vezes e quando a dor me invadiu apertei a mão do Damon com toda a força que eu conseguia, com certeza sua mão iria sair dolorida dali.

— Um, dois, três! Agora, Elena! — uma dor horrenda sucumbiu meu corpo me fazendo arquear as costas e as lágrimas rolarem pelo meu rosto — Mais uma vez!

Depois de mais algumas tentativas eu já me sentia exausta, sem força para nada, mas eu precisava de mais um pouco para finalmente conhecer o meu filho.

— Vamos amor, falta pouco para nosso pequeno nascer — Damon sussurrou.

— Elena, mais uma vez ok? — concordei com a cabeça — Pai, se não for desmaiar e quiser filmar isso seu filho vai nascer agora.

Indiquei com a cabeça que era pra Damon ficar perto da minha médica, ele beijou minha testa e seguiu com a sua câmera. A expressão no seu rosto mostrou que não era uma visão nem um pouco agradável e se eu não estivesse com tanta dor com certeza teria rido.

— Agora Elena!

Usei todas as minhas forças, o pouco que eu tinha foi depositado naquele momento e forças que eu nem sabia que existia surgiu me fazendo chorar pela dor e pela felicidade por ter escutado a recompensa de tanta exaustão. Meu bebê tinha nascido. Seu chorinho fino invadiu a sala e ao encarar meu moreno ele chorava sem nenhum pudor, a câmera já estava na mão de enfermeira que sorria com a cena. Doutora Mills perguntou se Damon queria cortar o cordão umbilical e assim que ele concordou ela indicou o lugar correto.

Outra enfermeira trouxe uma manta azul e enrolou meu pequeno entregando ao moreno que ainda chorava feito uma criança que tinha perdido um doce. Ao pegar o embrulho tão pequenino, Damon o encarava com uma espécie de encantamento como se aquele ser fosse a coisa mais importante da sua vida e foi impossível não chorar com aquela cena.

— Ei Damon, eu quero conhecer meu filho — sorri entre lágrimas atraindo a sua atenção. O olhar que ele me lançou era uma mescla de sentimentos, ali tinha amor, agradecimento e o mais importante o espírito de paternidade que tinha tomado conta de Damon ainda mais se aquilo fosse possível.

Ele trouxe o pequeno embrulho para mim e o depositou no meu peito, Henry parecia está se adaptando ao ambiente seus olhinhos tentavam a todo custo ficar abertos e sua boca rosada emitia sons típicos de bebê, se eu já amava aquela criança antes mesmo de vê-lo agora que eu podia ver seu rostinho, e todo o resto que era perfeito meu coração inflava ainda mais de amor por ele. Seus cabelinhos pretos ainda sujos contrastava com sua pele branca que por um breve momento ainda estava avermelhada, ele era perfeito.

— Damon... — sussurrei encarando o moreno que olhava a cena encantado. Ele se aproximou mais de mim e do Henry, beijou minha testa e a cabeça do nosso pequeno.

— Eu não tenho palavras pra te agradecer meu amor! Eu amo tanto vocês, obrigado Lena — beijou levemente meus lábios — Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter recebido!

— Então pais, vamos precisar levar o homenzinho para os exames, mas prometo que vocês ainda vão está com ele hoje pois a Elena precisa amamentá-lo — doutora Mills sorriu.

— Tudo bem, mas eu preciso fazer uma coisa antes — Damon pediu.

Ele tirou seu celular do seu bolso e pediu para colocar o Henry de uma forma que seu rostinho aparecesse na foto, em poucos segundos nós tínhamos nossa primeira foto. Damon anexou à foto em um sms e escreveu a seguinte mensagem “Nosso Henry chegou! O melhor presente de aniversário que eu poderia receber sou o cara mais feliz do mundo!” por fim selecionando vários contatos.

Depois que levaram o meu pequeno, os últimos procedimentos foram feitos em mim e o cansaço depois de todo aquele esforço me levou a inconsciência.

*

Abri os olhos com dificuldade e ao olhar ao redor reconheci ser o quarto que estava antes do parto, minha atenção se prendeu a cena diante de mim. Damon segurava nosso filho e conversava animadamente com ele como se ele estivesse entendendo tudo, Henry parecia está acordado pois suas mãozinhas mexiam inquietas.

— Eu sei que você esta com fome amigão, mas vamos esperar a mamãe acordar, você a cansou muito — sorriu para a bolinha branca em seus braços — Acho que você vai conquistar o corações de muitas meninas com esses olhos azuis, torça para ser uma menina o bebê da tia Bekah, pode ser uma pretende sua.

— Damon! Meu filho acabou de nascer e você já quer arrumar namorada para ele! — fingi irritação. O moreno me encarou e sorriu abertamente se aproximando da minha cama.

— Filho, fique feliz a mamãe acordou! Meu filho vai conquistar vários corações desde cedo, amor. — sorriu convencido — Ele tem meus olhos — piscou malicioso.

Ao encarar minha pequena bolinha que já estava em meus braços, pude observá-lo agora do jeito que eu queria. E ele é a cópia fiel do Damon, desde os olhos até os lábios finos e rosados, os cabelos pretos também demonstravam que fisicamente ele não iria parecer nem um pouco comigo e internamente eu estava radiante. Ele era meu mini Damon.

— Ele é sua cara, que injusto isso — sorri irônica para o moreno que estava sentado ao meu lado.

— Acho que o nariz é seu — Damon passou o seu dedo indicador sobre a bochecha do nosso bebê — E essas bochechas também.

Talvez ele estivesse certo, mas para mim tudo nele era Damon. A enfermeira que estava na hora do parto entrou sorrindo no nosso quarto e avisou que iria me ajudar na primeira amamentação, em pouco tempo eu tinha pego o jeito de como alimentá-lo.

Antes mesmo de pedir ou perguntar, meu moreno informou que toda a minha família já sabia sobre o nascimento do Henry e que estariam embarcando amanhã pela manhã para Nova Iorque, a sala da recepção estava com todos os nossos amigos, todos ansiosos para conhecer o mais novo integrante da turma. Antes de liberarem a visita, minha médica me passou todos os dados do Henry mostrando que ele era totalmente perfeito... Nasceu com 3,950kg e com 50cm, e Damon adorava ver no prontuário a data enorme do nascimento: 08/12/2014.

Eu só iria ter mais meia hora com meu bebê antes dele voltar para o berçário, fiquei preocupada sobre a quantidade de pessoas que tem lá fora, mas Damon afirmou que agora só está Caroline, Klaus, Finn e Anne. Pedi para que ele fosse chamar todos para conhecer o Henry, eu estava tão exausta apesar de ter dormindo um pouco, mas queria ter esse momento com meus amigos.

A primeira a entrar no quarto quase correndo foi a Car, seus olhos se encheram de lágrimas ao me ver segurando o pequeno e ao olhar para ele ela já estava se debulhando.

— Oh céus, eu nem acredito que você realmente é mãe! E eu fui a primeira a saber que você estava grávida desse pequeno — me abraçou pelo ombro fazendo meu rosto ficar encostado com o seu — Você vai me deixar ser a madrinha, certo? — fungou.

— Quem mais poderia ser? — sorri.

Depois de todos no quarto nos parabenizar foi a vez do Henry passar de braço em braço, confesso que aquilo não me agradava muito devido a eu queria está com ele a todo momento mas todas essas pessoas faziam parte desse meu sonho de ser mãe e viram desde do começo o quanto eu desejava isso.

Enquanto Henry estava sendo paparicado pelos nossos amigos, Damon sentou ao meu lado e me abraçou beijando meus cabelos.

— Obrigado novamente, Lena! Por tudo!

— Eu que tenho que te agradecer por ter me dado esse presente maravilhoso, Damon. Eu te amo ainda mais se isso é possível.

— Lena, depois de tudo isso aqui hoje eu não me enxergo longe de ti... Eu quero está presente em todos os momentos do nosso filho, e agora chegou aquele momento que eu te pergunto se realmente você quer voltar a me ter ao seu lado.

— Que pergunta idiota Damon! Você sabe que por mim já estaríamos juntos desde daquele chá de bebê... Então quer dizer que somos oficialmente namorados novamente? — sorri abertamente.

— Sim, mas por pouco tempo querida, logo logo vamos mudar esse título.

Notas finais
E aí gente, gostaram? O pequeno príncipe chegou!! Venham comentar comigo o que acharam desse big capítulo! --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- SPOILER I "— Eu já estava com saudades de você meu amor — sorri para ele que me encarava atentamente enquanto sugava o polegar direito. A cada dia que passava ele ficava ainda mais parecido com o Damon, seus olhos azuis derretiam qualquer um que o encarasse e os cabelinhos ralos e pretos sobre a pele extremamente branca o deixava com uma aparência de boneco de porcelana. — E de mim, você não estava com saudades? — Damon perguntou fazendo beicinho arrancando uma risada minha. Ele ficava extremamente sexy fazendo aquilo e tudo me levava a comparar ele e Henry, mesmo sem ter consciência do que fazia meu pequeno adorava fazer um beicinho manhoso igual ao do pai que me deixava totalmente derretida." ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- SPOILER II "Damon me beijou firmemente, rapidamente invadindo minha boca com a sua língua quente encontrando-se com a minha fazendo com que um gemido baixo escapasse pela minha garganta devido ao contato. Eu estava com saudades do seu corpo sobre o meu, suas mãos perdidas em mim e sua boca trabalhando avidamente na minha. Meu corpo não era o mesmo que antes, apesar de não ter ficado com nenhum resquício de barriga agora eu possuía mais curvas e volume, minhas coxas agora estavam mais torneadas e meu quadril um pouco mais largo que antes, os meus seios estavam enormes devido à amamentação e Damon parecia aprovar aquilo, pois adorava encarar descaradamente quando eu usava um decote. Suas mãos apertaram minhas coxas me fazendo puxar seu corpo ainda mais contra o meu, ele intercalava beijos e sugadas pelo meu pescoço e colo me fazendo gemer baixinho... Eu já estava totalmente quente por ele, tudo em mim clamava por ele. — Damon..." ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Gostaram dos spoilers? Venham comentar também! Ah, curtiram a música? Espero que sim, Scorpions é uma das minhas bandas de rock preferida e eu tinha que colocar uma deles por aqui hahahaha. Chegamos a nossa meta, mas podem continuar favoritando e mandando recomendações ok? Quanto mais melhor, e já sabem... Recomendação = spoiler exclusivo nas MP. Então é isso, até mais! Amo vcs! xx