Surprises of Fate
40 Capítulo 39 - Stirring for dad.
Notas iniciais
Duas semanas depois...
Depois de duas semanas de choro, lenços e mais um pouco de choro hoje eu tinha um motivo em especial para sorrir. Aquele sorriso que eu já nem lembrava mais que existia, mas como sempre o meu filho foi responsável em me dar mais essa alegria, eu tinha acabado de sair do consultório da doutora Mills e finalmente meu bebê tinha decidido mostrar a todos o que ele era.
Meu Henry. Meu menino que eu sonhei durante vários anos, onde imaginei todas as fases que uma mãe vive com o filho e eu não poderia está mais feliz por saber que eu iria passar por tudo aquilo. Com o sorriso maior do que o meu rosto entrei em meu carro e segui até a empresa.
Minhas férias acabaram no início dessa semana e em parte ate gostei disso, eu já não agüentava mais ficar em casa sem nada para fazer ou pensando em coisas que eu queria que sumissem da minha mente. Mas por outro lado, com a volta para a empresa eu estava o vendo todos os dias e encarar aqueles olhos azuis — agora tão sem vida — me deixava sem chão. Ele não parecia o mesmo Damon com quem eu passei tanto tempo, seus olhos não tinham brilho nenhum, sua feição parecia que tinha envelhecido no mínimo dez anos a barba por fazer e as olheiras profundas contribuíam para isso.
Desci do carro e enquanto entrava na empresa mandava uma pequena mensagem avisando a Caroline que dessa vez tudo deu certo e finalmente eu descobri o sexo do meu bebê. Minha amiga tinha voltado no final de semana e com ela toda a família Mikaelson, Finn, Rebekah e Klaus pareciam está radiantes por ter a família perto deles, todos estavam acomodados em uma enorme mansão aqui mesmo em Nova Iorque. Ao saber de todos os acontecimentos de quando ela estava fora, Car ficou tão transtornada quanto eu e se sentiu muito culpada por eu ter passado tudo isso basicamente sozinha — claro que tinha o Cary, mas na maioria das vezes ele não tinha condições de passar muito tempo comigo por conta do trabalho e da sua vida pessoal.
Não demorou muito para a resposta da minha amiga chegar e como previ ela já estava surtando por mensagem avisando que em pouco tempo estaria na minha sala com as outras meninas, precisava apenas pegar algumas coisas que tinha trago para mim no carro. Eu já estava com medo dela. Entrei em minha sala e me acomodei em minha cadeira, meu filho parecia está sentindo o quanto eu estava feliz, pois estava mexendo sem parar e eu conseguia sentir perfeitamente as mudanças de posições dele com a mão em cima da minha barriga. Talvez Damon fosse gostar de finalmente sentir isso.
Expulsei esses pensamentos da minha mente e rapidamente comecei a trabalhar, por mais que eu estivesse com bastante coisa para fazer eu adorava o meu trabalho. Uma leve batida soou pela porta e ao ver a figura que se encontrava ali foi impossível não franzir o cenho em surpresa.
— Oi senhor Sullivan — sorri — Sente-se.
Meu chefe sentou-se na cadeira em frente a minha e me encarou com um sorriso tranqüilo.
— Já disse para você me chamar de Richard, Elena. Não vejo pra que tanta formalidade — riu enquanto eu sentia meu rosto corar. Richard sempre foi um ótimo chefe para mim desde o momento que eu entrei na empresa, aprendi muita coisa com ele por sua enorme experiência no mercado de marketing. Ele era bastante conhecido por seus trinta anos no mercado de trabalho como o proprietário da melhor empresa de marketing da região.
— Desculpe senhor... Desculpe Richard. Mas então, temos mais algum projeto importante em nossas mãos? — sempre que eu recebia a visita do meu chefe era para me informar que eu tinha mais um projeto importante em minhas mãos.
— Dessa vez não querida, é uma coisa um pouco mais séria. Mas antes de eu te fazer qualquer pergunta do assunto, gostaria de saber o porquê desse sorriso enorme em seu rosto já que desde que você voltou ainda não tinha visto um desse.
Realmente eu estava uma pessoa nada agradável esses dias, era como se fosse um modo automático que tinha começado a funcionar em mim: trabalhar, atender clientes, almoçar e trabalhar novamente. Isso resumia meu dia na empresa.
— Realmente peço desculpas pelo meu mau humor esses dias, Richard. Mas sobre a minha felicidade um pequeno serzinho é responsável — sorri e coloquei minhas mãos sobre a barriga — Eu descobri que meu bebê é um menino!
— Céus que maravilha Elena! — rapidamente ele levantou-se e me abraçou fortemente — Que bom que você está fazendo sua mãe sorrir garotão, espero que faça o seu pai também — disse enquanto passava a mão em minha barriga, ao escutar aquilo vindo do meu chefe automaticamente fiquei tensa e no mesmo instante ele percebeu. — Desculpe por isso Elena, mas é justamente sobre isso que eu vim falar. Sente-se, você não pode se cansar.
Sentamos novamente em nossos lugares e a caneta que estava na minha mão o tempo todo sofreu um pouco com as batidas que eu fazia dela contra a mesa por conta do nervosismo.
— Elena, eu sei que não posso me intrometer em sua vida pessoal ou na de outro funcionário, mas... Você sabe o que está acontecendo com o Damon? Ele é o meu melhor profissional, mas eu nunca o vi tão desligado, desmotivado com o trabalho. — suspirou.
Escutar aquilo fazia meu coração apertar ainda mais, pois eu sabia que como eu Damon amava o trabalho que tinha e saber que ele não estava mais rendendo naquilo me deixava desnorteada.
— Richard, para ser sincera eu não sei mais de nada que envolve o Damon, nosso contato agora é apenas profissional. — mordi a parte interna da minha bochecha tentando segurar aquela vontade de chorar que surgia quando eu falava dele.
— Está explicado o porquê dele está assim — sorriu triste — Eu sei que vocês não estão mais juntos Elena, mas tente conversar com ele sobre isso, eu não posso perder um profissional como o Damon...
—Eu vou tentar falar com ele. — suspirei, antes mesmo de acontecer eu já sabia que essa conversa seria dolorosa demais para mim.
— Obrigado Elena, eu sei que não vai ser fácil para você —apenas concordei com a cabeça e Richard se retirou da minha sala sem pronunciar mais nada.
Mesmo com tudo que aconteceu eu não queria que Damon se prejudicasse no trabalho, ainda o amo demais e não poderia vê-lo destruindo com tudo o que conquistou durante longos anos. De qualquer forma essa conversa seria profissional e eu iria tentar não levar nada para o lado pessoal, iria ser apenas uma colega de trabalhando alertando outro sobre algo que está acontecendo de errado no ambiente de trabalho de ambos.
Meus pensamentos foram interrompidos por três loiras invadindo a minha sala com vários balões coloridos e sacolas de lojas infantis. Sorri abertamente com as minhas amigas enquanto elas amarravam os balões por toda a minha sala e colocava as sacolas em cima do sofá.
— Chegamos para comemorar mamãe! — Car falou enquanto me abraçava — Trouxemos todas as nossas compras para o bebê que fizemos ao longo desses quatro meses escondido de você.
— Então nos diga; É menino ou menina? — Rebekah perguntou enquanto batia palmas e irradiava curiosidade juntamente com Anne.
— Menino! — sorri e as três me abraçaram fortemente me fazendo desequilibrar e cair em cima do sofá ainda rindo da animação delas. Definitivamente eu as amava incondicionalmente.
Durante essa semana elas que conseguiam me fazer esquecer um pouco dos problemas e eu as amava ainda mais por isso.
— Eu disse que seria um menino, acertei em comprar muita roupa de menino — Car bateu palminhas enquanto tirava alguns embrulhos das sacolas — Trouxe roupas para o meu sobrinho de Londres porque desde pequeno ele vai arrasar os corações.
Aquilo me fez gargalhar e o meu Henry parecia gostar daquilo tudo que estava acontecendo, pois não parava mais de se mexer.
— O que vamos fazer com as roupinhas de meninas que compramos? — Anne perguntou — Apesar de termos comprado mais coisas para menino ainda tem bastante coisa rosa aqui — mostrou um vestido rosa extremamente lindo.
— Guardamos para o próximo bebê da Lena — Bekah sorriu maliciosa.
— Ou para o de vocês, ainda desconfio que vou receber uma notícia de alguma de vocês.
As meninas logo trataram de mudar de assunto quando a atenção da conversa virou-se para elas e aquilo me fez sorrir internamente, pois eu sabia que elas queriam viver esse momento tanto quanto eu. Caroline tirou de dentro de um embrulho um macacão branco de marinheiro tão pequeno que parecia que ninguém poderia caber ali por menor que fosse, tudo era tão pequenino e delicado e em pensar que o meu bebê seria ainda mais delicado que aquilo e tão pequeno quanto as roupas me deixava ainda mais ansiosa para pegá-lo e o encher de carinho.
Os sapatinhos que eram cópias fiéis dos sapatos masculinos adultos cabiam na palma das nossas mãos e eram todos perfeitos, uma blusinha de mangas compridas me chamou a atenção ao pegá-la e vê o que tinha escrito na frente um sorriso enorme surgiu em meu rosto “Cuidado ao olhar, tenho uma mamãe ciumenta”. Eu já morria de ciúmes do meu bebê agora e ao imaginar uma multidão querendo pegar, tocar e beijá-lo já me deixava em um nível de ciúmes altíssimo.
— Agora você pode imaginar um bebê de olhos azuis e cabelos castanhos dentro dessa coisa linda aqui? — Bekah segurava uma roupinha verde que vinha com uma calça de tecido fino, uma blusa de mangas compridas da mesma cor e um gorrinho branco. Ao imaginar meu bebê ali dentro uma onda de emoções tomou conta do meu corpo, eu poderia ver perfeitamente ele com sua pele extremamente branca destacando naquelas peças e seus olhinhos azuis me encarando atentamente enquanto sua pequena mão tentava de todo jeito tirar o gorrinho branco que cobriam os poucos cabelos castanhos.
— Eu posso imaginar perfeitamente — funguei.
Acho que eu não iria precisar comprar roupas para o Henry durante no mínimo dois anos, quando eu pensava que finalmente tinha acabado uma sacola ainda lacrada e cheia de roupas surgia. E eu agradecia por minhas amigas terem um ótimo gosto, todas as roupinhas eram perfeitas e meu menino iria ser um verdadeiro príncipe. Anne me mostrava um mini coturno que tinha comprado e aquilo automaticamente me fez lembrar o Damon, ele adorava usar coturnos com qualquer tipo de roupa até mesmo com a parte de cima do terno enquanto usava calças jeans.
De repente, a porta da minha sala abriu tirando a minha atenção e a das meninas do monte de roupas que se formou em cima do pequeno sofá para a imagem abatida que estava parada ali. Como sempre meu coração acelerou e aqueles olhos azuis encarando a minha sala por inteiro e por fim parando nas roupas que estavam fora das sacolas me deixou apreensiva. Eu iria contar a ele que o nosso bebê era um menino, ele era o pai e tinha o direito de saber disso mesmo depois de toda a situação que passamos.
— Desculpa entrar assim — falou constrangido — Eu bati na porta e não escutei resposta, fiquei com medo que... Algo tivesse acontecido com você e o nosso bebê.
— Nós vamos saindo Lena, mais tarde voltamos aqui — Caroline disse, enquanto Rebekah e Anne já saiam da sala.
Assim que as meninas saíram e fecharam a porta, Damon encarou novamente a sala repleta de balões e as roupas espalhadas por ali dando um sorriso triste no fim da sua avaliação. Caminhou lentamente até o sofá e encontrou o coturno que Anne estava me mostrando antes de ele chegar, ao ver o tamanho na palma da sua mão ele sorriu abertamente e ao me encarar pude ver seus olhos totalmente marejados.
— Então... Vai ser um menino? — perguntou com a voz embargada.
— Sim — encarei sua reação e ao vê-lo chorar na minha frente foi impossível controlar as minhas lágrimas.
Damon colocou novamente o sapato a onde estava e ao se aproximar de mim me abraçou fortemente, eu não tinha forças para sair daqueles braços, eu estava com tantas saudades daquele corpo, daquele cheiro que a situação foi bem-vinda. Meu rosto molhado pelas lágrimas estava apoiado em seu peito enquanto ele beijava meus cabelos e sussurrava desculpas a todo momento, como eu queria beijá-lo e dizer que tudo que aconteceu iria ficar para trás...
— Me perdoe Lena, por não está ao seu lado nesse momento tão importante, eu queria muito está com você na hora que tivesse descoberto o sexo do nosso filho... Ser um dos primeiros, a saber, mas como sempre eu estraguei tudo e perdi a oportunidade. — disse enquanto encarava meus olhos.
Seus braços me trouxeram novamente para o seu peito e eu voltei para ali de bom grado, eu ainda estava com raiva dele e não iria perdoá-lo nem tão cedo por tudo que aconteceu, mas nós precisávamos daquele momento. Damon fazia um carinho em meus cabelos, relaxando meu corpo totalmente nos braços dele e quando eu já estava totalmente desligada de tudo que acontecia ali eu senti o bebê mexendo fortemente como aconteceu durante todo o período que as meninas estavam aqui e eu sabia que dessa vez Damon tinha sentido. Os braços do moreno rapidamente se desprenderam de mim, me afastando totalmente dele e seus olhos procuravam os meus para confirmá-lo se realmente era aquilo que ele imaginava.
— Eu sei que você não foi o primeiro, a saber, que nosso bebê era um menino mas... Eu queria que você fosse o primeiro a senti-lo mexer, apesar de tudo que aconteceu — Damon me encarava de olhos arregalados, seu olhar foi direto para minha barriga e como se pedisse permissão para colocar as mãos ali me encarou.
Peguei sua mão e caminhei até a minha cadeira, me acomodei ali e levantei a minha blusa fazendo com que a minha barriga de quatro meses — um pouco maior do que as barrigas desse tempo de outras mulheres — ficasse exposta. Puxei suas duas mãos para ali, Damon ajoelhou-se entre as minhas pernas e ficou esperando algum movimento, mas nada aconteceu.
— Fale com ele, sua voz deixa ele agitado — falei. Era incrível como ao escutar a voz do pai, Henry mexia sem parar como se tentasse mostrar que estava ali e que o escutava. Era impressionante.
— Oi filho, que tal você mexer um pouco para o papai? — Damon alisava minha barriga em busca de qualquer movimento — Vamos garotão, estou ansioso para sentir você...
Puxei a mão de Damon um pouco para direita onde eu sentia que ele estava se mexendo, ao sentir aquela sensação o moreno me encarou embasbacado e com um sorriso que se aumentasse um pouco mais não iria caber no seu rosto. Meu rosto já estava repleto de lágrimas novamente, eu sonhei com essa cena todos os dias da minha vida e apesar de toda a situação que está acontecendo não deixa de ser um dos momentos mais doces da minha vida.
— Céus, Lena... Isso é incrível — me encarou com os olhos marejados — Eu estou... Eu não sei que adjetivo empregar a esse momento, flutuando é pouco para definir como estou aqui.
— Ele ama sua voz... — sussurrei.
— E eu o amo — beijou minha barriga — Ei campeão, quando você estiver prontinho para sair daí vou está te esperando aqui para jogarmos um pouco de vídeo game e eu te ensinar a conquistar umas menininhas — revirei os olhos com aquilo — Você já decidiu como ele vai se chamar? — perguntou enquanto sorria ao sentir ele mexer mais uma vez.
— Henry.
Damon me encarou como se estivesse analisando se eu realmente estava falando a verdade sobre o nome do bebê. Desde o momento em que ele falou que gostava desse nome para menino eu me apaixonei totalmente, eu não poderia imaginar nosso bebê tendo outro nome a não ser esse que o próprio pai escolheu.
— Elena... Você pode colocar outro nome nele, sei que deve ter várias ideias e que...
— Para Damon... O nome dele vai ser Henry, eu amo esse nome e foi você que escolheu você é o pai dele e todo o direito do mundo apesar de tudo.
— Obrigado Lena — me abraçou fortemente — Eu sei que você está achando que isso é fingimento da minha parte, mas eu realmente amo nosso bebê... E amo você.
— Peço desculpas por ter duvidado que você amava nosso filho Damon, eu posso perceber que você realmente se preocupa — suspirei — Mas eu ainda estou magoada demais, aquela cena não sai da minha mente e vai levar muito tempo para isso se dissipar...
— Eu entendo... Eu só peço que você não me afaste desses momentos com o Henry e que não deixe de me avisar nada que acontecer com vocês dois está longe de vocês dois está me matando e eu preciso pelo menos saber o que está acontecendo contigo e com ele. — acariciou meu rosto.
— Eu não vou afastar Damon, você é o pai dele e tem tanto direito quanto eu.
— Obrigado.
— Por nada. Mas eu quero conversar algo sério com você — disse enquanto ele sorria novamente por sentir o Henry mexer — Damon, é sério o que eu tenho pra conversar com você e se for esperar ele parar de mexer para me escutar vamos ficar até ele nascer aqui porque enquanto ele escutar sua voz ele vai está mexendo.
— Isso me deixa orgulhoso, ele me conhece — sorriu bobo e foi impossível não sorrir junto — Filho, papai vai conversar com a mamãe fique quieto aí porque caso contrário não vou conseguir me concentrar. — beijou minha barriga e deu a volta sentando-se nas cadeiras a minha frente. Como se obedecesse ao pai, Henry automaticamente ficou quieto enquanto conversávamos.
— Damon, Richard veio conversar comigo sobre você...
— Sobre mim?
— Sim... Damon não deixe a vida pessoal interferir na profissional, eu sei o quanto você ama tudo isso aqui e eu não quero ver você perdendo isso. Tente dormir mais, faça a barba e corte esse cabelo, você precisa a voltar ser o profissional que Richard contratou ele está sentindo falta disso.
— É difícil dormir quando a sua mulher e o seu filho estão longe de você, e o medo de algo ter acontecido com eles e você não saber te domina — me encarou.
— Damon...
— Mas eu vou tentar por você Elena, vou voltar a me concentrar no trabalho. Só te peço que não me afaste tanto de vocês dois, por favor... Isso acaba demais comigo e eu não tenho forças para continuar quando você e o Henry estão longe assim...
— Tudo bem, Damon. Eu vou deixar você por dentro de tudo que acontece comigo relacionado ao nosso bebê, mas volte a se concentrar no trabalho. — levantei da cadeira e arrumei a minha roupa — Agora vá, preciso voltar ao trabalho e você também.
Damon levantou-se e caminhou até a porta ao meu lado em total silêncio como se pensasse em algo.
— Obrigado Elena, por me deixar ser o primeiro a sentir o Henry, é importante para mim...
— Não precisa agradecer Damon — suspirei.
— Tudo bem, tchau Henry — beijou minha barriga — Papai vai trabalhar para comprar umas coisinhas para você, eu te amo — sorriu. — Tchau Lena, eu te amo — beijou minha testa e saiu da sala.
Fechei a porta e sentei-me no sofá junto com as montanhas de roupa do Henry. Céus, eu queria tanto poder esquecer tudo e voltar com o Damon, mas eu não consigo de forma alguma a imagem dele beijando outra ainda é nítida na minha mente e dói muito.
— Lena? — Caroline me chamou apenas com a cabeça para dentro da minha sala — Posso entrar?
— Pode. — sussurrei.
Minha amiga entrou e sentou-se ao meu lado me envolvendo com seus braços em um abraço apertado como se me confortasse.
— Quer me contar o que aconteceu? — perguntou pacientemente.
— Agora não, apenas me abrace...
Fale com o autor