Surprises of Fate
37 Capítulo 36 - Katherine Pierce Part I
Notas iniciais
Após deixar Elena em seu apartamento segui para o trabalho já que os meus dias de folga acabariam hoje pela manhã. Combinei com a minha morena que nos veríamos amanhã, pois hoje após o expediente eu iria sair com o Finn para conversar com ele e contá-lo todas as novidades.
Eu estava realmente animado com tudo o que aconteceu nesse final de semana, depois daquela conversa com Stefan toda a inquietação que eu sentia se dissipou não posso negar que ainda tenho certo receio em decepcionar a minha namorada, mas ao ver como ela está radiante com tudo que aconteceu e com as minhas atitudes em relação ao nosso bebê qualquer medo que possa surgir logo desaparece.
Passei em casa apenas para deixar minha mala e retornei ao caminho da empresa, chegando em poucos minutos. Fui direto para a minha sala e ao chegar lá liguei para a sala do meu amigo, mas ninguém atendeu ao procurar saber a onde ele se encontrava com a Anne ela me informou que estava em uma reunião importante fora da cidade com alguns estrangeiros. Voltei para a minha sala e comecei a colocar em dia alguns projetos que estavam pendentes e sobre a minha responsabilidade.
A tarde se passou rapidamente, pessoas entravam e saiam da minha sala com documentos que precisavam da minha aprovação, mais alguns projetos chegando que me deixavam completamente ocupado. Em alguns minutos que tive de pausa consegui mandar uma mensagem para Finn perguntando se ele estava disposto a ir comigo em um bar aqui perto depois do trabalho para conversamos um pouco e ele em uma resposta curta aceitou, deduzi que ele estava tão atolado no trabalho quanto eu. Ao voltar para a tela inicial do meu celular, observei a foto que estava ali; a que eu e Elena tínhamos tirado no aniversário da Melissa onde eu beijava a barriga dela e ela acariciava meus cabelos com um sorriso enorme. Por incrível que pareça eu conseguia agora sentir uma liberdade para fazer aquilo, demonstrar amor por ela e pelo nosso bebê e percebi que o Stefan estava mais do que certo quando afirmou que era uma das melhores sensações quando aceitava que iria ser pai. Eu estava vivendo aquilo.
Quando enfim eu tinha terminado tudo, me despedi de todos e caminhei para o estacionamento quase vazio em busca do meu carro. O bar onde combinei de encontrar Finn era bem perto dali e em questão de poucos minutos eu já estava estacionando na frente do local bem arborizado, apesar de ser uma segunda feira o movimento ali era bem grande. Sentei-me no balcão e pedi uma porção de fritas e um refrigerante, uma coisa bastante rara já que há algum tempo atrás eu pediria um bom uísque, mas como eu estava dirigindo preferi evitar o álcool. Não que eu me preocupasse com isso, pois sabia o meu limite, porém eu sabia que a minha morena odiava quando eu fazia disso e apesar dela não está aqui eu prefiro evitar. Você está um verdadeiro pau mandado.
O tempo se passava e nenhum sinal de Finn e aquilo já estava me deixando impaciente, eu estava cansado pela viagem e apenas combinei de vim para cá com ele porque realmente queria contá-lo tudo o que aconteceu já que ele me ajudou bastante desde o início do meu relacionamento com a Elena. Peguei meu celular e pude vê que uma hora já tinha se passado, meu amigo nunca se atrasava por tanto tempo e devido a isso resolvi ligar para ele.
— Finn, cadê você cara? Já estou plantado aqui a mais de uma hora — eu estava quase gritando por conta do som algo que estava naquele ambiente.
— Damon você vai ter que me desculpar, mas eu não vou poder te encontrar, Anne recebeu a noticia que uma de suas tias faleceu e ela não está muito bem — sua voz mostrava o quanto estava aflito e exausto.
— Céus Finn, eu entendo! Você quer que eu vá para ir ou algo do tipo?
— Não precisa — suspirou — Ela só precisa descansar um pouco para absorver tudo isso, eu espero que você não se importe de conversarmos amanhã...
— De jeito nenhum, fica tranqüilo. Diga a Anne que eu estou mandando um forte abraço para ela!
— Obrigado irmão! Eu vou falar sim, até amanhã.
— Até! — guardei meu celular no bolso e pensei em como meu amigo e Anne deveriam está mal.
Anne sempre foi minha amiga desde que entrei na empresa, quando chegue ela já estava há dois anos, pois depois do seu estágio lá mesmo o senhor Sullivan a efetivou. Ela foi uma das únicas mulheres na empresa que desde o inicio foi apenas minha amiga sem nenhuma segunda intenção fazendo assim nosso laço ser bastante forte e depois que ela começou a namorar o Finn isso só aumentou.
Depois de terminar o meu lanche bem adolescente, continuei sentado ali pensando o que eu iria fazer agora que não iria ter mais a companhia do meu amigo. Obviamente a primeira coisa que se passou por minha mente era ir para casa da Elena, mas eu sabia que àquela hora ela já estaria dormindo por conta do cansaço e eu não queria acordá-la mesmo estando com a chave. Enquanto eu pensava se voltaria para casa agora ou me renderia e iria para o apartamento da minha morena, senti uma mão delicada em meu ombro e ao me deparar com a pessoa que sorria abertamente para mim fiquei totalmente surpreendido.
— Katherine?
— A própria Salvatore — me abraçou fortemente e eu retribuo. Katherine fez faculdade comigo e durante algum tempo tivemos um relacionamento bem estranho e como ela queria um namoro de verdade acabamos terminando.
— Desde quando você voltou para os Estados Unidos? Que eu me lembre à última vez que nos vimos você estava embarcando para o Canadá...
— Estou apenas de férias aqui, vim visitar a família. Semana que vem estou voltando para Toronto.
Katherine pediu uma bebida para ela e depois de muita insistência da sua parte resolvi acompanhá-la em apenas uma dose enquanto contávamos o que tinha acontecido com as nossas vidas nesse período de tempo em que não nos vimos.
*
— E daí ele disse: Você não é a Lucy? — Katherine ria sem parar enquanto chegávamos a minha casa. Ela contava sobre uma experiência nada agradável que teve com um homem enquanto estava de férias em Lisboa.
Como eu não queria beber mais e eu sabia que se continuasse com Katherine ali iria acabar cedendo resolvi chamá-la para ir a minha casa, sem pensar duas vezes ela aceitou. Quando contei que estava em um relacionamento sério com uma mulher e iria ser pai a minha antiga amiga não acreditou e ao mostrar a foto em meu celular sua cara foi de total perplexidade. Ela ao contrário de mim continuava solteira e não pretendia se prender a ninguém nem tão cedo, palavras da própria.
Entramos em minha casa e era impossível não rir com Kath imitando Finn na faculdade no seu tempo de nerd, ela o imitava perfeitamente e em apenas lembrar de suas feições naquela época uma gargalhada explodia por meus lábios. Servi uma dose de uísque para ela e outra para mim, a conversa se estendeu por bastante tempo por fazer mais ou menos dez anos que não nos víamos.
Eu podia perceber que Katherine já estava um pouco bêbada, resolvi guardar as bebidas e deixá-la apenas contando suas histórias. Em certos momentos eram perceptível as suas segundas intenções em algumas coisas que ela fazia questão de relembrar do nosso passado e aquilo realmente estava começando a me incomodar.
— Kath, não me leve a mal, mas amanhã eu tenho que trabalhar cedo... — levantei do sofá e encarei meu sapato um pouco constrangido pela situação. Mas eu não queria arranjar problemas por nada.
— Que isso gatinho — sorriu maliciosa — Não me importo, mas precisamos nos despedir corretamente. Por dez anos atrás e por hoje também.
Aproximou-se do meu rosto e colocou os braços em volta do meu pescoço, no mesmo momento retirei-os dali e me afastei.
— Nada disso Katherine, somos apenas amigos. Eu amo a minha namorada e eu vou ter um filho com ela, que por sinal também o amo. Não confunda as coisas —aquela situação já estava me deixando nervoso e eu não estava com um bom pressentimento sobre aquilo, e o arrependimento por tê-la trazido aqui já dominava todo o meu ser.
— Tudo bem— falou pegando sua bolsa e caminhando para a porta. Franzi o cenho por ela ter aceitado isso tão rápido, atitude bem estranha para Katherine Pierce, mas resolvi não falar nada já que estava aliviado por me livrar dela logo.
A acompanhei até a porta destrancando-a e ao dá passagem para ela sair, fui surpreendido por seus lábios sendo prensados ao meu. Ao me dá conta do que estava acontecendo a empurrei e passei a mão em meus lábios, acho que nunca me senti tão sujo por conta de um beijo. Um sorriso triunfante se instalava no rosto de Katherine e a minha vontade era estapear aquele rosto e retirar dali aquele sorriso.
Quando finalmente iria expulsá-la dali, pude ouvir um barulho de vidro caindo ao chão e em seguida um soluço alto. Ao olhar para trás pude ver a pessoa que eu menos queria naquele momento; Elena estava ali vestida com uma blusa minha, seu rosto banhado em lagrimas e soluços eram escutados. Seu olhar era de pura decepção, tristeza, raiva, angústia, ao vê-la daquele jeito e saber que ela tinha visto aquela cena ridícula meu coração automaticamente quebrou, pois eu sabia o que iria acontecer. Ela me avisou.
— Tchau Damon — Katherine falou cinicamente — Acho que você é a Elena certo? Tchau — sorriu debochada.
A empurrei para fora e fechei a porta em sua cara e andei rapidamente até onde a minha morena estava, os soluços altos ainda saiam pelos seus lábios e seus olhos vermelhos me encaravam.
— Meu amor, me deixa explicar tudo para você? Não interprete mal, pelo o amor de deus! — me aproximei do seu corpo tentando abraçá-la e ela desviou do meu toque.
— Não toque em mim Damon! Nunca mais!
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