Surprises of Fate
34 Capítulo 33 - All of this is real?
Notas iniciais
A semana transcorreu normalmente, na maioria dos dias fiquei na casa do Cary com ele e o Alef que fizeram questão de me dá várias ideias de decorações para quartos tanto de menino como de menina, devido a isso o que eu tinha em mente sobre comprar um apartamento para mim antes mesmo do meu bebê nascer, voltou. Eu amava morar com a Car, mas agora com a chegada do bebê tudo iria ficar mais complicado e mesmo que ela diga que iria adorar ter um bebê em casa é como se fosse uma necessidade minha ter o meu próprio lugar, para arrumar do jeito que quiser, bagunçar quando bem entender e claro, fazer o quarto do meu bebê sem nenhuma preocupação de está tirando alguém do quarto de hóspede do meu apartamento e da minha amiga. Por isso, durante esses dias pesquisei alguns imóveis que estivessem à venda e que me agradasse, mas eu estava em uma enorme dúvida entre casa e apartamento, por isso selecionei alguns imóveis dos dois tipos para decidir qual eu iria visitar daqui a alguns dias, talvez eu pedisse a opinião do Damon... Ou não.
Como Cary me sugeriu essa semana eu o evitei de todas formas possíveis, tanto é que a última vez que o vi foi no começo da semana no dia que a sua mãe apareceu de surpresa na casa dele. Claro que ele tentou entrar em contato comigo de várias formas, todos os dias eu ligava para o meu prédio e o porteiro afirmava que o rapaz de olhos azuis vinha todos os dias a minha procura e saía transtornado ao constatar que eu ainda não estava em casa, o meu celular estava lotado com mensagens, chamadas não atendidas, caixa postal e até emails dele, mas eu fazia uma força tremenda para não cair na tentação de responder alguma mensagem ou ligação dele. Eu precisava desse tempo, para pensar.
Mas hoje eu estou voltando para casa e obviamente Damon vai está na minha porta pouco tempo depois do seu fim de horário de expediente e hoje eu iria conversar com ele normalmente, não que eu estivesse com raiva dele ou alguma coisa do tipo, mas de vez em quando um pouco de espaço sempre é bom. Arrumei minhas coisas e antes de ir para o trabalho Cary me deixou em casa e ao me ver chegar, o porteiro me entregou algumas correspondências — a maioria de Damon, por incrível que pareça — e falou que estava feliz com a minha volta pois não iria precisar repetir sempre a mesma coisa para o rapaz que saia transtornado daqui todos os dias desde que fui embora, aquilo me fez gargalhar pois eu não sabia quem era o mais dramático; meu namorado ou o porteiro.
Entrei em meu apartamento e rapidamente abri as janelas para aquele cheiro chato de lugar fechado se dissipar e me sentei no sofá para abrir as correspondências, algumas eram para a Caroline e as minhas quase nenhuma era importante, como o meu porteiro disse a maioria era do Damon. Abri uma e pude ver sua letra bem desenhada no papel.
Elena você me prometeu que não iríamos nos afastar, porque você fez isso? Porque não me atende ou responde alguma mensagem das tantas que eu te mandei?
Não faz isso meu anjo, eu estou com saudades de você! Me liga, por favor...
Seu Damon.
Foi impossível não sorrir com a sua assinatura, mesmo de vez em quando querendo matar o “meu Damon”, eu não podia negar o quanto o amava. Abri os outros recados e basicamente era o mesmo do primeiro, o último me fez gargalhar alto pelo seu desespero afirmando que só não iria colocar a polícia de Nova Iorque atrás de mim, pois sabia que eu estava com o Cary e o que mais o desesperava era por não saber o endereço do meu amigo.
Pela primeira vez na semana resolvi ligar para ele e até da sua voz eu já estava com saudades, quem dirá dele por inteiro.
—Elena? Céus que saudades que eu estava de você, não faz mais isso, por favor, meu anjo eu sei que eu errei mas...
— Damon? Será que eu posso falar?
— Desculpe, pode.
— Dam, eu não fiz isso por mal ou por qualquer outra coisa. Eu só precisava de um tempo para pensar e eu só iria conseguir fazer isso de verdade se eu estivesse longe de você —suspirei.
— Custava pelo menos avisar a onde estava Lena? — perguntou pacientemente.
— Se eu avisasse você iria atrás de mim e nada daria certo. Estou mentindo?
— Não — falou baixo, me fazendo sorrir — Anjo, eu vou buscar você assim que sair daqui da empresa ajeite sua mala.
— Que mala Damon?
— Vamos viajar amanhã. Quando eu chegar conversamos, porém deixe suas malas prontas — como sempre, ele não me deu direito de resposta e desligou.
Eu poderia imaginar para onde era a tal viagem, mas se for exatamente o que eu estava pensando, iríamos precisar conversar seriamente sobre isso. Eu vi como ele ficou com a minha presença e a da mãe dele em um mesmo ambiente e eu não posso imaginar como iria ser um ambiente com toda a família dele e perguntas de todos os gêneros surgindo tanto para ele como para mim. Resolvi não acatar sua “ordem” para arrumar as malas, pois até ele chegar à única certeza que eu tenho é que eu não vou para essa viagem.
*
Meu dia voou, fiz algumas compras para o meu apartamento e aproveitei para levar algumas roupas para lavanderia que usei durante meu curto período de hospedagem na casa do Cary, buscando horas depois. Sem a presença da Caroline, o apartamento ficava horrivelmente silencioso e aquilo me deixava inquieta de uma forma que eu procurava qualquer coisa para me distrair, sem nenhum sucesso nessa procura. Preparei um banho quente para mim, e enquanto a água tomava o espaço da minha banheira eu fiz a mesma rotina de todos os dias desde que descobri que estava grávida; no momento do banho eu tirava todos os dias uma foto da minha barriga para registrar o crescimento. E o resultado já estava ficando maravilhoso, as primeiras páginas de um álbum enorme que a Caroline me presenteou já estava devidamente preenchida com as fotos de todos os dias da minha gravidez até agora, eu fazia questão de todos os dias imprimir na minha própria casa a foto diária e colocá-la em seu espaço no mesmo momento. As fotos a partir de agora já mostram como minha barriga está grandinha e a cada dia crescendo mais, e eu posso perceber nitidamente o crescimento repentino que minha médica tinha citado na minha última consulta. Finalmente consegui tirar uma foto que me agradasse, e mergulhei em minha banheira depois de colocar a câmera sobre a minha cama.
Como demorei um pouco para acertar o ângulo da foto diária, não pude demorar tanto no banho, pois sabia que a qualquer momento Damon chegaria. Ao terminar, coloquei uma roupa confortável e sequei meu cabelo que já estava tomando seu comprimento de antes, a franja lateral que fiz um pouco antes de viajar para casa dos meus pais no fim do ano já se perdia pelos meus cabelos impossibilitando de destacá-la.
A campainha tocou e eu já sabia quem era automaticamente meu corpo tremeu de ansiedade. Ansiedade para ver novamente aqueles olhos azuis me fitando, ansiedade para sentir o calor do seu corpo contra o meu quando ele me envolver com seus braços fortes em um abraço. Caminhei rapidamente pelo curto espaço que nos separava ao abrir a porta e encarar aqueles olhos azuis que tanto me desestabiliza pude perceber quão grande era a minha saudade dele, Damon rapidamente acabou com a distância entre nós e me abraçou fortemente me fazendo abraçar sua cintura enquanto suas mãos faziam um carinho delicioso em meus cabelos.
— Meu deus, você não pode imaginar como eu estava com saudades de você — nos afastou um pouco e acariciou meu rosto com seu polegar — De tudo meu anjo, do seu cheiro, do seu corpo pequeno transmitindo esse calor que é meu vício — me abraçou novamente.
Talvez fossem os hormônios e a saudade que eu estava dele, mas naquele momento eu estava com uma imensa vontade de chorar e dizer a ele o quando eu o amo.
— Você está muito romântico e os meus hormônios não estão ajudando — funguei — Vamos entrar os vizinhos não vão achar nada legal tudo isso no corredor.
Puxei a mão dele e ao fechar a porta, senti meu corpo sendo pressionado na porta e a boca macia que eu tanto amava sendo esmagada contra a minha. Nossas línguas se entrelaçavam desesperadamente, tentando de todas as formas possíveis matarem aquela saudade que se fazia presente ali era como se aquele contato fosse tão necessário quanto o oxigênio é para nós. Minhas mãos estavam perdidas no emaranhado negro que era o cabelo de Damon, puxando os fios finos entre meus dedos o fazendo gemer sobre a mina boca me deixando ainda mais necessitada dele. Meu moreno apertava minha cintura com certo cuidado, mas mesmo assim me puxando cada vez mais para si.
— Não quero parar te beijar nunca mais — Damon sussurrou contra meus lábios me fazendo sorrir. — Vamos para minha casa? Cadê suas malas, pequena?
— Então, precisamos conversar sobre isso — nos afastamos e cada um sentou em um sofá e eu tinha certeza que aquilo, pelo menos por mim, era pra evitar que ao invés de conversar fizéssemos outra coisa — Eu estou ciente de que esse final de semana vai ser tudo aquilo na sua casa, mas eu não acho uma boa ideia eu ir com você — Damon começou a falar, mas eu apenas levantei a mão pedindo para ele me deixar prosseguir — Eu sei que a sua mãe chamou Dam, mas eu vi o quando você ficou desconfortável com a presença de nós duas em um mesmo ambiente agora imagina sua família inteira te enchendo de pergunta e tudo mais?
— Elena, eu admito que fiquei nervoso naquele dia com você e a minha mãe na minha casa, mas... Agora ela já te conhece e quer você lá, e eu também quero que você vá... Eu já conheci sua família, agora é a vez de você conhecer a minha — suspirou — mesmo que isso vá me deixar louco e sem reação quando todos começarem com as perguntas, mas eu sei que você vai me ajudar como fez quando eu estava na sua casa.
Ao escutar aquilo um sorriso involuntário brotou no meu rosto e aquela chama de esperança reacendeu mesmo com a minha consciência afirmando que aquilo só iria trazer conseqüências nada agradáveis.
— Damon... Eu vou. Mas por favor, não venha com suas mudanças repentinas de humor porque elas acabam comigo se algo te chatear converse comigo, tudo bem? — ele balançou a cabeça em afirmação — E antes de qualquer coisa quero te dizer; se você fizer algo que me magoe saiba que só fará uma vez porque nunca mais iremos voltar.
— Nós estamos indo para casa da minha mãe ou para algum tipo de campo de batalha?
— Não se faça de louco! — cerrei os olhos — Você sabe do que eu estou falando!
— Eu sei bebê, pode confiar em mim. Agora vamos arrumar sua mala...
Seguimos para o meu quarto e enquanto eu separava algumas roupas eu indicava para o Damon onde estavam minhas malas que eu iria usar. Dobrei todas as roupas e coloquei-as em cima da cama enquanto preparava a minha pequena bolsa que iria dentro da mala, com alguns produtos de higiene necessários e em uma um pouco maior as minhas maquiagens. Ao voltar para o quarto, me deparei com as minhas roupas devidamente arrumadas na minha mala apenas esperando por mim para fechá-la e vi um Damon com a minha câmera fotográfica nas mãos olhando minhas fotos.
— Que namorado eficiente que eu tenho, arrumou toda a mala — beijei seus lábios e em seguida coloquei as duas bolsas com meus produtos na mala, por fim fechando-a com um pouco de dificuldade devido à quantidade de roupas e sapatos que estava levando.
— Você está maravilhosa em todas essas fotos meu anjo — sorriu abertamente. Foi impossível não retribuir o seu sorriso.
Damon me devolveu a câmera e eu a guardei em sua bolsa de proteção colocando na minha bolsa de mão, pois mesmo não estando em casa todos os dias eu iria tirar a minha foto. Tranquei tudo e ao sair do meu apartamento meu moreno entrelaçou nossas mãos e apertando a minha de uma forma que me passava algum tipo de confiança, ao nos ver com sorrisos no rosto e o modo como estávamos andando o meu porteiro sorriu abertamente como se aprovasse nossas “pazes” e ao avisar para ele guardar alguma coisa que chegasse para mim durante esse final de semana rapidamente ele deduziu que eu iria viajar, e desejou tanto a mim como para Damon uma boa viagem. Eu gostava desse porteiro.
Como era uma sexta-feira o trânsito estava mais caótico do que o normal nos fazendo passar algumas horas dentro do carro, Damon aproveitou para me contar como foi a semana —horrível, palavras do próprio — dele e me pediu para contar como foi a minha. Contei sobre a minha ideia de comprar uma casa ou apartamento assim que voltássemos de Louisiana e ele concordou afirmando que seria realmente estranho eu continuar morando com a Caroline, depois de muito tempo finalmente conseguimos pegar um desvio de todo aquele trânsito e chegar à casa do Damon por um caminho que poucas pessoas conheciam e usava.
Entrei em sua casa e como sempre estava devidamente arrumada, penso como seria a vida de Damon sem a senhora Wills que faz um papel de mãe para ele. Damon deixou minhas malas em seu quarto e me guiou até a cozinha para jantarmos, a onde encontrei a Mary — sim, esse é o nome da senhora Wills — sorrindo como um anjo para mim até dela eu estava com saudades e pude perceber que esse sentimento era recíproco pelo seu abraço. Ela afirmou que a minha barriga estava realmente maior e que eu realmente tinha nascido para ser mãe pois essa gravidez estava me deixando ainda mais bonita, Damon tinha ido tomar banho e não escutou essa conversa e instantaneamente eu lembrei do seu elogio a mim nas minhas fotos diárias. Mary me contou como Damon ficou ranzinzo e impaciente durante todos esses dias que eu passei longe, sobre os vários rascunhos de bilhetes que encontrou espalhado por seu quarto enquanto ela limpava. Eu não conseguia imaginar ele tendo essas atitudes, ás vezes ele parecia tão frio sem se importar com nada, e ouvir de alguém que ele fez todo isso é definitivamente... Estranho.
Depois de mais alguns minutos meu moreno chegou agora exalando o cheiro do seu perfume masculino que eu tanto adorava, enquanto conversávamos a espera do jantar Damon me abraçava por trás beijando meus cabelos a todo o momento e me apertando cada vez mais ao seu corpo já que eu estava sentada nos bancos da cozinha americana de sua cozinha e ele estava em pé atrás de mim. Era incrível a paz que eu sentia quando estava com ele, parecia que nada mais importava a não ser nós dois e a nossa bolha particular e eu adorava isso, Mary serviu nosso jantar e se despediu de nós nos desejando boa viagem.
Damon agora sentado ao meu lado, não largava da minha mão nem para jantar e eu estava realmente estranhando aquilo ele estava romântico de mais desde o momento em que abri a porta do meu apartamento para ele. Ao terminamos lavei os pratos que sujamos e segui para o quarto onde ele estava terminando de arrumar sua mala minúscula em comparação com a minha, deitei-me em sua cama observando cada movimento leve do seu corpo e percebi que não existia se quer um milímetro que eu não amasse naquele ser humano definitivamente tudo nele me atraia. Ao perceber como eu estava o observando um sorriso malicioso surgiu em seu rosto, ele fechou rapidamente sua mala e em seguida deitou-se ao meu lado de frente para mim. Ficamos nos encarando sem pronunciar nenhuma palavra, naquele momento nada precisava ser falado nossos olhos transmitiam tudo.
Ele aproximou-se mais do meu corpo, me puxando contra si e nossas respirações agora se misturavam uma à outra. Eu o desejava tanto, estava com tantas saudades do jeito que ele me tocava que quebrei o nosso momento e o beijei com todo o meu amor, Damon retribuiu no mesmo momento entrelaçando nossas línguas e reivindicando aquele local que estava sentindo tanto a sua falta esses dias. Meu moreno agora se encontrava sobre mim com seus braços apoiados sobre a cama sem depositar seu peso sobre meu corpo, suas mãos másculas acariciavam meu corpo da forma que eu mais gostava; com cuidado e ao mesmo tempo de um jeito que me deixava sem fôlego. Sua boca quente agora estava distribuindo beijos pelo meu colo agora descoberto, pois minha camisola já estava em algum lugar daquele imenso quarto, Damon deu leves mordidas na parte exposta do meu seio me fazendo gemer e o puxar ainda mais para mim, consegui tirar sua blusa com sucesso e minhas mãos foram diretamente para suas costas usando minhas unhas para arranhar sua pele branca recebendo em troca um urro de prazer.
— Eu estava morto de saudades de você — meu moreno falou enquanto beijava o meu rosto.
— Eu também — falei ofegante por sentir Damon apertando meus seios que estava totalmente livre por eu está usando uma roupa para dormir alguns minutos atrás.
Damon apertou meu seio direito e o levou a sua boca, sua língua fazia uma carícia deliciosa em meu mamilo e aquilo me deixava em puro êxtase, senti seus dentes puxando para si aquela parte que estava tão sensível me fazendo gemer alto. Quase um grito. Sua atenção agora estava no meu seio esquerdo, repetindo o mesmo processo e agora o sugando com ainda mais força me fazendo apertar seus braços com uma força enorme. Sua boca foi descendo pelo meu corpo, intercalando beijos em todas as partes e ao sentir seus lábios quentes e macios depositando um beijo em minha barriga redondinha um tremor dominou todo o meu corpo e meus olhos se encheram de lágrimas por aquela sensação, respirei fundo tentando controlar ás lágrimas e afundei minha mão em seu cabelo enquanto sentia-o retirar minha calcinha com todo cuidado. Meu moreno beijou a parte interna da minha coxa me deixando ainda mais molhada por ele, todo esse tempo sem ele e os hormônios a flor da pele me deixava a beira do precipício, senti sua língua quente em mina intimidade e puxei com ainda mais forças seu cabelo enquanto gemia e sentia meu quadril se elevar automaticamente. Damon me segurou contra cama, enquanto sugava meu clitóris ou simulava estocadas com a sua língua seus dedos acariciavam o meu quadril onde suas mãos estavam me segurando me deixando ainda mais louca por ele.
Meu corpo era apenas sensações, por completo. Os tremores já me dominavam, eu sentia que minhas pernas a qualquer momento iriam virar gelatina e ao sentir tudo apertando daquela forma pude perceber que eu estava muito perto de chegar ao meu ápice, meu moreno como ótimo conhecedor do meu corpo teve a mesma certeza com isso retirou sua língua habilidosa da minha intimidade e agora introduzia um dedo em mim enquanto me beijava desesperadamente, nosso beijo era interrompido pelos meus gemidos baixos e Damon ficava ainda mais excitado ao me escutar. O ritmo dos seus dedos aumentou me fazendo chegar a um orgasmo arrebatador, que me deixou sem fôlego algum.
Enquanto eu me recuperava, Damon retirava sua calça juntamente com sua cueca e voltou a sua posição sobre mim. Ele retirou alguns fios rebeldes que caiam sobre o meu rosto e esperou a minha respiração se normalizar enquanto me encarava com um sorriso lindo, ao perceber que eu já estava com o fôlego recuperado e pronta para recebê-lo ele começou a me torturar com seu membro rígido, passando pela minha intimidade sem me completar fazendo assim eu implorar por ele.
— Não me torture! — sussurrei.
— O que você quer anjo? — perguntou em meu ouvido, enquanto mordia meu lóbulo.
— Você Damon, por completo — apertei-o ainda mais contra mim, roçando novamente nossas intimidades fazendo ambos gemerem.
Damon introduziu seu membro em mim lentamente me fazendo choramingar de tanto prazer, após alguns segundos parados esperando minha permissão ele começou a movimentar-se devagar me fazendo sentir toda a sua extensão, ele saia vagarosamente de dentro de mim e entrava por incrível que pareça ainda mais lento. Aquilo aumentava cada vez mais as sensações que eu sentia e eu sabia que ele estava se segurando para não transar loucamente comigo, eu podia sentir que ele queria. Elevei meus quadris de encontro ao seu aumentando ainda mais nosso contato o fazendo gemer e me beijar desesperadamente enquanto prendia minhas mãos sobre minha cabeça, como apenas com uma mão ele segurava meus dois pulsos com a outra ele puxou uma de minhas pernas para o seu quadril, agora aumentando mais a velocidade das suas estocadas com isso nossos gemidos agora eram mais sonoros.
Ele soltou meus pulsos e agora meus braços estavam em volta do seu pescoço e a minha outra perna também estava em sua cintura, o envolvendo completamente e deixando-o chegar ainda mais profundo em mim. Eu estava explodindo de tantos sentimentos, me sentia extasiada por tamanho prazer que aquele homem estava me proporcionando e por sentir que meu amor aumentava cada dia mais por ele. Damon agora não estava com o cuidado do início, ele estocava fortemente enquanto sussurrava em meu ouvido o quanto me desejava e o quanto estava com saudades de está novamente em seu abrigo. Eu. E aquelas palavras serviram como último estilo para eu chegar ao orgasmo, totalmente suada, cansada, porém satisfeita. Damon continuava em busca de sua liberação e a cada gemido que ele dava aquilo me deixava novamente excitada, querendo me entregar novamente para ele. Pude sentir minha intimidade apertando o membro do meu moreno o fazendo gemer alto contra o meu pescoço, e ao sentir explodindo dentro de mim foi impossível não explodir novamente com ele e evitar que as palavras saíssem.
— Eu te amo Damon. — ao constatar o que eu tinha dito, fiquei completamente imóvel e fechei os olhos me amaldiçoando por dentro.
Damon estava completamente imóvel sobre mim, eu sentia sua respiração desregular em meu pescoço e eu queria me esconder, pois não queria ver o seu rosto com a expressão de pena por mim, ou ver em seus olhos o quanto eu sou iludida. Meus olhos ainda estavam fechados e eu senti que ele agora estava me encarando e eu iria continuar de olhos bem fechados apenas esperando que ele levantasse e me deixasse aqui, sozinha e sensível.
— Elena abre os olhos — seu tom de voz estava sério, aquilo me deixou ainda mais segura para não abrir os olhos. Neguei com a cabeça e senti o seu suspiro forte, ele ainda estava dentro de mim e acho que nunca quis tanto que ele se retirasse dali. — Por favor, Elena olhe para mim.
— Olha Damon, me desculpa ta! — abri os olhos e uma avalanche de emoções tomava conta de mim ao encarar aqueles olhos — Eu não queria me apaixonar por você, sei que fui uma grande idiota por ter deixado isso acontecer, mas eu não consigo! —Meu rosto já estava banhado em lágrimas, ele saiu de dentro de mim, mas permaneceu sobre o meu corpo —Eu sei que esse não era o combinado e que eu estraguei tudo mas não é culpa minha, se você acabar tudo por aqui eu vou entender não é sua obrigação ficar comigo e não quero ninguém ao meu lado por pena, então eu vou embora e...
— Para, por favor! Ninguém aqui vai embora, ninguém vai deixar ninguém — falou calmamente, me fazendo o encarar assustada — Você não é nenhuma idiota, você não estragou nada, porque se for assim eu também estraguei tudo.
Meus olhos se arregalaram por suas palavras e meus olhos se encheram de lágrimas e um soluço escapou pelos meus lábios.
— Não chore meu amor, por favor — ele me pediu com o cenho franzido. Ao escutar o modo como ele me chamou uma onda de emoções tomou conta de mim e eu não conseguia mais segurar meu choro, soluços altos atravessavam minha garganta e eu podia sentir como o meu bebê estava agitado dentro de mim devido o meu choro descontrolado — Elena, eu amo você.
Naquele momento o mundo parou para mim; eu não conseguia acreditar no que eu estava ouvindo, com certeza tudo aquilo era uma grande ilusão onde eu esperava que ele falasse aquilo para mim, mas na realidade ele deve ter me deixado aqui e eu estou delirando. Eu olhava para ele e o seu sorriso me deixava ainda mais derretida. Aquilo realmente era um sonho e ao acordar vou me sentir devastada porque tudo isso não passou de um sonho idiota produzido pela minha imaginação fértil e pelos meus hormônios de grávida.
— Elena — ele acariciou meu rosto com as costas de sua mão — Você está me assustando, fale alguma coisa.
— Não é real. — falei com a minha voz falha.
— O que não é real amor? — minhas entranhas se apertaram ao escutar novamente aquela palavra sendo pronunciando por ele, para mim.
— Tudo isso.
— Claro que é Elena, eu estou aqui e você também. Nada disso é sonho ou algo do tipo, será que para eu te amar só pode ser em sonho?
Meus olhos voltaram a ficar repletos de lágrimas e a única coisa que eu conseguia fazer era abraçá-lo fortemente enquanto os soluços tomavam conta novamente do meu corpo. Eu não podia acreditar que era o meu Damon afirmando que me amava com todas as letras, eu guardei por tanto tempo esse sentimento por puro medo de não ser recíproco e agora... Ele me ama.
— Pare de chorar Lena — beijou meus lábios castamente — Pode prejudicar o... O bebê.
Céus, esse homem vai me destruir por completo algum dia. Não basta dizer que me ama e ainda resolve se preocupar com o bebê que ele tem tanto receio, tudo em um dia só, é demais para mim.
— Vamos tomar um banho? — me perguntou enquanto sentava ao meu lado. Eu ainda estava em estado de choque, continuava deitada apenas encarando aquele homem lindo ao meu lado que é totalmente meu e que me ama.
Balancei a cabeça em afirmação, ele me pegou no colo sem nenhuma dificuldade e me levou para o banheiro me sentado perto da banheira e abrindo as torneiras para enchê-la.
— Você prefere tomar banho de chuveiro ou de ducha? — perguntou calmamente enquanto fechava as torneiras aguardando minha resposta.
— Ducha. Vamos demorar demais se tomarmos de banheira, e amanhã acordamos cedo — falei o abraçando.
— Tudo bem, vem.
Damon abriu a ducha e ajeitou a temperatura deixando-a a água bem agradável. Fiz um coque em meu cabelo e entrei em baixo do jato morno me deliciando com a água e automaticamente relaxando todo meu corpo, meu moreno me observava sorrindo e como uma boba apaixonada aproximei-me do seu rosto e o beijei castamente, por fim sorrindo em seus lábios. Enquanto eu pegava alguns produtos da prateleira para passar em meu corpo, Damon estava em baixo da ducha e confesso que aquela visão era uma coisa totalmente privilegiada. Passei o sabonete liquido que Damon tinha comprado especialmente para mim, igual ao que eu tinha em minha casa e terminei rapidamente o banho enquanto ele ainda ficou na ducha.
Eu ainda estava em estado de transe, ainda não tinha caído à ficha de tudo o que assumimos para o outro em poucos minutos. Ao trocar os lençóis da cama e a encarar lembrei-me das suas palavras doces ditas para mim e um sorriso totalmente idiota tomou conta do meu rosto, quase o dividindo em dois. Coloquei os lençóis limpos na cama e levei os sujos para a área de serviço gigantesca da casa de Damon, eu ainda me perguntava para quer um homem que vivi sozinho quer um lugar tão grande. Voltei novamente para o quarto e o meu moreno já se encontrava deitado na cama apenas de boxer, como sempre.
— Venha aqui meu amor — ele abriu seus braços e como uma criança que ganha doce, corri para me acomodar naquele lugar que eu tanto amava. Deitei em seu peito enquanto seu braço possessivo me apertava contra ele. — Porque você não acreditou quando eu disse que te amava Lena?
— Porque eu tinha certeza que você não sentia nada por mim — respondi sincera — Achei que você estivesse dizendo isso apenas por pena.
— Meu deus Elena, como você pôde achar que eu não sentia nada por ti? Você acha que eu pedi para continuarmos juntos assim que você engravidou por quê? — levantei o rosto para encará-lo, seus olhos azuis me passavam segurança — Acho que te amo desde que te olhei pela primeira vez há cinco anos, quando você me deu o primeiro fora —riu lembrando-se do momento, me fazendo rir também.
Eu não poderia imaginar de forma alguma, palavras como essa sendo ditas por Damon, ele admitindo sem nenhum receio que me amava. Meus olhos estavam pesados de sono, e ao me ver bocejar ele nos colocou na posição de conchinha — que era bem mais confortável para mim, já que a minha barriga me impedia de ficar deitada de um modo confortável no peito dele — e abraçou minha cintura fortemente.
— Durma meu amor, amanhã acordaremos cedo e você precisa descansar — sorri com o seu tom de preocupação — Eu te amo Lena, nunca duvide disso.
— Eu também te amo Damon.
Pude sentir seu sorriso contra meus cabelos e a sua respiração ficar mais tranquila, em poucos minutos nós estávamos dormindo enroscados um no outro, tanto fisicamente como emocionalmente. Eu não poderia negar para mais ninguém, que eu amava Damon Salvatore com todas as minhas forças.
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