Surprises of Fate
28 Capítulo 27 - New family member and a toxic relationship.
Notas iniciais
POV Elena
Faz exatamente quatro dias que eu fiz meu primeiro ultrassom, onde eu escutei pela primeira vez o coração do meu pequeno serzinho e que me senti ainda mais mãe. E claro, quatro dias que estou sem falar com o Damon, realmente aquilo que aconteceu naquele consultório me deixou bastante abalada, afinal ele disse que iria se esforçar para adaptar-se a essa nova situação, mas ao contrário disso ele apenas fugiu da situação em questão.
Talvez eu esteja forçando demais a barra ou cobrando uma coisa que ainda está muito recente para ele, mas eu não imagino alguém se adaptando a algo sem estar presente em certas situações. Damon todos os dias tenta falar comigo, indo a minha sala no trabalho ou aqui em casa e em todas às vezes eu encontrei um modo de dispensá-lo ou a Caroline se encarregava disso. A vontade que eu tinha era de pular nos braços dele e deixar tudo isso para trás, mas ele precisa saber que se ele realmente quer está comigo consequentemente vai conviver com o filho e sobre hipótese alguma vai ignorá-lo da forma que ele fez na consulta, pois eu prefiro abrir mão dele a ver o meu pequeno ser ignorado pelo próprio pai, prefiro dar algumas explicações a ele ou a ela quando estiver maior sobre a situação do seu pai do que vê-lo sofrer por uma rejeição.
Levantei preguiçosamente da minha cama e lentamente caminhei até a cozinha sentindo minha barriga roncar, mostrando que meu bebê já estava precisando ser alimentado.
— Vamos mamãe, pare de preguiça, prepare algo para comermos, estou com fome — falei imitando voz de criança enquanto acariciava minha barriga ainda lisa e olhava para as prateleiras da geladeira em busca de algo. Peguei uma salada de frutas que a Car tinha feito ontem e coloquei em um recipiente médio, já que aquele tamanho era compatível com o tamanho da minha fome.
Sentei no sofá e comecei a comer lentamente minha salada de frutas, já que tudo que eu comia causava enjoos e para evitar ainda mais ânsias, preferia comer lentamente. Meu celular que estava ao meu lado soou e pude perceber que era uma mensagem, abri rapidamente e como sempre uma nada doce tia Jenna me fez cair na gargalhada.
“Sabia que você ainda tem família menina?
Você é uma desnaturada! Estou com
saudades querida.”
A mensagem da minha tia fez algo vim em minha mente, eu ainda não tinha contado a ninguém da minha família que estou grávida, céus eu sou mesmo uma desnaturada. Com tudo que me aconteceu durante essas semanas, ficou impossível de conversar com a minha mãe ou com a tia Jenna. Terminei meu café da manhã e busquei o numero da minha mãe pela agenda telefônica do celular.
— Elena? Não acredito que é você! Finalmente lembrou que tem uma família? — minha mãe sabia ser bem dramática quando queria, com certeza marca dos Gilbert. — E você só ligou porque a Jenna mandou mensagem, Elena eu já disse que você precisa...
— Mãe, calma! Eu não me esqueci de vocês, mas a senhora não imagina a quantidade de coisas que aconteceram comigo. — suspirei.
— Oh céus, você está bem meu amor?
— Estou mãe, mas tenho algumas novidades para contar a você e a todos daí. A tia Jenna esta por perto?
—Está aqui querida.
— Então coloque no viva voz — sorri e segundos depois escutei a voz da minha tia juntamente com a da minha mãe. — Então...
—Fale logo, Elena!!! — minha tia soou impaciente sendo repreendida por minha mãe.
— Eu estou grávida.
Silêncio. Silêncio. Mais silêncio.
— Mãe? Tia? — silêncio — Vocês podem fazer o favor de falar, estão me deixando nervosa.
— Não querida, não fique nervosa! Isso pode fazer mal para o meu neto. Ou neta! Céus, eu vou ser avó! De novo! — choramingou.
— E eu tia-avó de novo, estou me sentindo uma idosa! — Tia Jenna falou dramaticamente.
— Mas então meu amor, você já foi ao médico? De quanto tempo você está? Elena, você está se alimentando direito?
— Mãe, calma, respira. Sim, eu estou comendo, até demais para falar a verdade — sorri — Eu estou de um mês e duas semanas e sim eu fui ao médico, e mãe... Eu escutei o coração do meu bebê — comecei a chorar, malditos hormônios — e eu nunca me senti tão realizada como naquele momento, ali a ficha caiu que realmente existia alguém dentro de mim e que depende inteiramente de mim. — funguei tentando segurar as lágrimas que caiam livremente sobre o meu rosto.
— Oh querida, eu sei como você se sentiu, não há nada mais especial que isso. Aliás, existe, quando você vê o rostinho dele ou dela pela primeira vez, é mágico! — sua voz era pura nostalgia. — Mas filha, bem... E o pai do seu filho?
Eu sabia que com certeza essa pergunta iria chegar, até porque isso é uma coisa óbvia, se existe filho existe pai. E minha cabeça estava uma total loucura, uma parte de mim queria abrir todo o jogo com a minha mãe, contar toda a verdade sobre a minha história com o Damon, mas por outro lado eu tinha um receio enorme sobre sua reação e isso era o que mais me incomodava.
— Bem mãe... É um pouco complicada essa parte.
Minha mãe sempre foi uma excelente amiga, sempre conversamos abertamente sobre tudo, de primeiro beijo até a minha primeira vez, ela quis estabelecer uma relação de amizade entre nós e que nunca escondêssemos algo uma da outra e a forma que ela sempre recebeu todas as minhas histórias, me deixou muito a vontade, nunca julgando ou algo do tipo, me dando conselhos e alertando sobre os perigos que tal atitude poderia trazer. E isso influenciou na minha decisão de contar tudo a ela sobre eu e Damon, todos os detalhes desde o início foram contados até os que para mim não tinha tanta importância eu sentia a necessidade de contar a ela, de deixar tudo esclarecido e como sempre ela me escutou.
Eu sabia que tia Jenna estava ao seu lado, escutando tudo que eu estava contando, mas eu confiava nela tanto quanto confiava na minha mãe. Depois de longos minutos contando os mínimos detalhes as duas mulheres do outro lado da linha, a única coisa que eu escutei quando finalmente eu parei de falar, me fez rir de surpresa.
— Minha filha, que loucura. Nem a sua tia Jenna se meteu em uma dessa — pude sentir o seu sorriso — Mas querida, agora falando sério. Isso pode te trazer consequências não tão boas Elena, como pode te trazer coisas boas. Pelo o que eu entendi, o tal Damon tem algum bloqueio em relação à paternidade, certo? Isso pode se agravar mais ainda durante a gravidez e com o nascimento da criança ou ele pode cair na real e ver que não tem nenhum segredo em ser pai, basta apenas ter amor e carinho de sobra pra dar a esse pequeno ser. Porém, isso pode levar tempo filha, bastante tempo, e aí vai depender de você querer arriscar ou escolher parar por aí mesmo e evitar algum dano maior futuramente.
— Mãe...
—Eu sei querida, você gosta dele e tem esperanças de que com o passar do tempo e com a convivência ele mude e passe a amar loucamente o filho, mas como eu sempre digo a você, sempre é bom você pensar na possibilidade negativa, não criar expectativas você sabe que quando criamos expectativas o baque é maior. Não estou dizendo para você deixá-lo, porque eu percebi apenas pelo seu jeito de falar, que você realmente o ama, mas eu não quero que você acabe se magoando Elena e agora não é apenas você, existe uma vida dentro de ti e tudo que te acontece afeta a criança. E como você disse querida, seu filho agora é sua prioridade, claro que você queria o pai dele junto com você, vivendo todos esses momentos, mas eu peço a você que tome cuidado com tudo isso e que caso você perceba que não vai dar certo e que não tem jeito dele conseguir perder esse medo sobre a paternidade, pule fora.
— Eu sei mãe, eu já tenho tudo isso em mente. Sei que a possibilidade dele realmente querer assumir o bebê como filho e ser realmente um pai é extremamente difícil, mas eu ainda tenho esperanças...
— Claro Elena, em nenhum momento falei para você perder as esperanças ou parar de batalhar pelo que você quer, apenas disse que às vezes você tem que abrir mão de algumas coisas para o seu próprio bem. Algumas atitudes assim podem parecer masoquistas, já que você tá abrindo mão de algo que você ama e quer, mas isso é um método de prevenção, de evitar algum dado maior em seu emocional. Mas lute por ele querida, se você ver que ele realmente vale a pena, lute por isso, lute para tentar construir sua própria família mas por favor não torne isso o centro da sua vida. Lembre-se que algumas pessoas só se tocam que realmente ama algo ou uma pessoa quando perde, e eu espero que esse não seja o caso de Damon.
— Mamãe, obrigado por me escutar e sempre me aconselhar mesmo quando estamos longe uma da outra — sorri. — Eu vou seguir seus conselhos, o máximo que eu consegui.
— Por nada querida, eu quero que você seja feliz. Com o Damon ou sem o Damon, mas que você e o meu neto ou neta sejam felizes.
— Tudo bem, mãe. Cadê a tia Jenna?
— Está aqui chorando com a sua história, você sabe, a sua tia é bastante romântica e isso me irrita bastante de vez em quando.
— Lena, nos enviei fotos da sua barriga sempre que poder, queremos acompanhar tudo mesmo distantes. Espero que você venha logo nos visitar. — Tia Jenna falou enquanto sungava, mostrando que ela realmente estava chorando.
— Eu envio sim. Mãe e Tia preciso desligar, a Car acabou de acordar e combinei de sair com ela hoje.
— Tudo bem filha. Curta bastante sua gravidez e por favor, lembre-se sempre do que conversamos. Espero conhecer o homem que conseguiu conquistar o coração da minha menina.
— Eu também quero que você o conheça mãe. E ah, conte a todos daí sobre a minha gravidez, mas ao contar sobre o Damon, bem... Faça aquilo que sempre faz, edite as informações, não quero o papai bravo com ele, ante mesmo de conhecê-lo.
— Tudo bem querida, eu sei o que fazer, estou me sentindo no tempo do seu primeiro namorado novamente — comentou sorrindo me fazendo sorrir também — Agora vá se divertir com a sua amiga, mas tome cuidado.
— Certo mãe, tchau.
Desliguei a chamada e Caroline estava sentada ao meu lado com seu rosto ainda amassado por ter acabado de acordar. Deitei-me sem eu colo sem pronunciar nenhuma palavra e minha amiga entendeu como sempre o que eu queria, apenas um colo de amiga enquanto tentava pensar em algo que estava atormentando minha mente.
POV Damon
A sensação que eu estava sentindo nesses malditos quatro dias era um enorme vazio, como se algo estivesse faltando — e realmente estava. Elena estava me evitando todos esses dias, não importa quantas vezes eu fosse em seu apartamento ou em sua sala no trabalho, em todas eu era dispensado pela própria ou pela Caroline.
Sei que prometi que iria me esforçar para me adaptar a ideia de ser pai, mas apenas em pensar nessa pequena palavra toda a insegurança que eu tenho sobre o assunto volta fortemente e eu acabo agindo daquele modo. Procurava de todas as formas possíveis e impossíveis de encontrar um jeito em que ela me desculpasse mas para mim em todas elas eu iria levar um grande e sonoro “não”. E, com certeza a ideia que tive em pedir ajuda ao Finn foi totalmente idiota, já que fazia pelo menos dez minutos que ele estava em um discurso de como a minha atitude foi horrível e como a Elena deveria está magoada, ou seja, não ajudou em nada e aumentou ainda mais a minha inquietação.
— Cara, sério, você fez merda. — Finn me fuzilava enquanto eu estava com meu rosto apoiado em minhas mãos.
— Eu sei Finn, mas toda essa mudança realmente assunta. — suspirei.
— Amigo, você precisa entender que para ficar com a Elena você também vai ter que amar o seu filho, e isso não tem mistério nenhum, é seu filho!
— Finn, você não entende que isso é muita pressão para mim? Um cara que antes não queria relacionamento sério com ninguém e nem cogitava a possibilidade de ter um filho. E agora tudo aquilo que eu não queria está acontecendo, claro que a questão do relacionamento sério fui eu que quis, a Elena me conquistou e virou uma necessidade para mim. E sobre o bebê, céus, eu não sei como agir — levantei da cadeira e comecei a andar por toda a sala — eu não sei como ser pai Finn, você entende? Uma pessoa que vai depender de mim para tudo, que dependendo de tudo que eu falar e orientar ele ou ela pode se tornar uma pessoa de boa índole como também pode se tornar uma pessoa má.
— Damon, por favor, não viaja. A criança sempre vai seguir os exemplos dos pais, e eu tenho certeza que você e a Elena vão educar perfeitamente esse bebê, então não vem com essa desculpa.
— Finn, uma vida vai depender de mim. Isso é assustador, é uma responsabilidade enorme. Eu não sei lidar com tudo isso.
— Para isso que existe os meses da gravidez, para criança se formar e para os pais se adaptarem. Pelo o amor de Deus Damon, você tá me fazendo parecer uma mulher te dando esses conselhos.
— Eu estou com medo.
—Ainda continuo sem entender o porquê, mas apenas te digo algo; você está perdendo tempo enquanto está aqui com esse medo idiota, porque agora você deveria está com a sua namorada e com o seu filho, ou você acha que vai conseguir se adaptar a essa situação assistindo tudo de longe? Ou você vai apenas cair na real que ama seu filho desde agora quando perder ele e sua namorada?
— Finn...
— Damon, você pode até não achar que ama seu filho agora, mas sim você já o ama. E eu realmente não quero que você seja daquelas pessoas que só veem o que está na cara quando perde. Mas com essas atitudes, tudo está te levando a isso. E quando você perder os dois, eu vou está aqui pra te dar apoio como sempre, mas também vou está aqui para passar na sua cara que você perdeu a mulher da sua vida e seu filho por ume merda que você fez ou por esse medo idiota.
— Cara, obrigado. Quem tem um amigo assim, não precisa de inimigo.
— Ao contrário Damon, eu tomando essa atitude eu estou sendo muito mais que um amigo para você. Pode acreditar. Agora eu acho bom você ir para a casa da sua namorada e encontrar um jeito de pedir desculpa e tentar não fazer merda novamente.
— Tudo bem, eu vou lá.
–-
Ao invés de comprar flores como todos os homens que fazem merda compram, preferi comprar chocolates para ela já que isso iria agradá-la mais na situação em que ela está. Em todo o caminho planejei algo para falar, mas assim que fiquei em frente a porta do seu apartamento tudo que eu tinha pensado tinha evaporado, apertei a campanhinha e esperei alguns segundos até a porta ser aberta. Ela estava linda, vestindo uma calça de moletom e uma camisa branca que eu logo reconheci que era minha e seus cabelos estavam amarrados em um rabo de cavalo. Ao perceber que eu encarava a blusa que ela estava vestindo, seu rosto adquiriu um tom levemente avermelhado e seus olhos se desviaram dos meus encarando algo no chão.
— Damon, eu não quero conversar com você.
— Elena, por favor, me deixe falar com você. — Peguei a caixa de bombons e estendi em sua direção — Toma, trouxe para você e para o bebê.
Seus olhos rapidamente se encontraram aos meus quando eu falei sobre o bebê, e um sorriso tímido apareceu em seus lábios.
— Você não vai me comprar com chocolates.
— Eu não estou querendo te comprar, apenas conversar. — Elena abriu espaço e me deixou entrar.
Sentei em seu sofá e em poucos minutos ela estava ao meu lado, sentada com as pernas cruzadas em cima do sofá e comendo o chocolate que eu tinha trazido para ela. A cada chocolate que ela mordia, seus olhos se fechavam e sua expressão era de puro prazer, sua língua passava pelos seus lábios limpando os resquícios de chocolate que ficam por ali.
— Se você não parar de fazer essa cara e não colocar essa língua dentro da boca eu vou te agarrar agora Elena. Você querendo ou não, com raiva ou não. — falei sério e a morena na minha frente que estava de olhos fechados abriu os olhos assustada e me encarou.
Suspirei fundo enquanto ela voltava a comer os chocolates sem a expressão que estava me deixando louca a alguns segundos atrás.
— Elena, por favor, me desculpa. Eu sei que fui um idiota no dia da consulta, mas tudo isso pra mim é novo, você sabe mais do que ninguém sobre esse bloqueio quando o assunto é paternidade que eu tenho e eu preciso que você fique ciente que eu ainda vou fazer muita coisa que com certeza vai te deixar com vontade de me matar ou acabar tudo comigo, mas às vezes eu faço inconscientemente e quando vejo já acabei magoando você. Nossa relação vai ser totalmente tóxica, principalmente pelo meu lado já que eu tenho certeza que sempre vou tá fazendo algo pra te magoar e eu não sei se vou querer ver você chorando ou sofrendo por alguma atitude minha, eu tenho medo que por algum motivo eu acabe me sentindo pressionado e tome uma atitude totalmente errada, fazendo assim você sofrer. Se eu não fosse tão egoísta, eu terminaria com você nesse exato momento, antes mesmo de você me desculpar ou não.
Elena que escutava tudo atentamente enquanto comia os chocolates, arregalou seus olhos ao escutar minha última frase e colocou a caixa na mesa de centro e se aproximou de mim.
— Damon, não...
— Mas eu sou egoísta Elena, e não quero terminar com você. Sou egoísta a ponto de ficar com você, sabendo que vou te fazer sofrer. Porque eu nunca vou ser o homem certo para ti, por vários motivos.
— Você só precisa se acostumar Damon, mas para isso você precisa viver todos esses momentos comigo, como você vai se adaptar a algo se não acompanha ou presencia nada? Você prometeu a mim que iria se esforçar no dia em que eu aceitei ficar com você, e eu realmente quero que um dia você ame ele ou ela — colocou a minha mão em sua barriga me deixando totalmente estático com aquela atitude — como eu já amo. E eu sei que você vai conseguir, mas não faça nada que me magoe demais, você sabe, não coloque a confiança que eu tenho em você no lixo.
E eu sabia exatamente o que ela queria falar com aquilo.
— Eu vou me esforçar Elena.
— Tudo bem. — Aproximou-se ainda mais do meu corpo e me abraçou. Eu estava com saudades daquele corpo pequeno e quente contra o meu, eu não sabia ao certo o que Elena tinha feito comigo para eu criar tanta dependência dela, não conseguir mais imaginar nada sem ela. — Nós gostamos do chocolate, obrigado — sussurrou no meu ouvido me fazendo sorrir — E eu estava com saudades.
— Eu também estava meu anjo — beijei seus lábios levemente e a abracei novamente.
— Que tal assistirmos um filme? Ou você tem algo para fazer? — perguntou.
— A única coisa que eu tenho para fazer hoje, é me ocupar com uma certa pessoa — sorri, e ela corou me fazendo rir ainda mais — Coloque o filme Lena. Você tem pipoca de micro-ondas?
— Tenho sim, está no armário da esquerda.
Enquanto a minha morena escolhia o filme, coloquei dois pacotes de pipoca para estourar e peguei alguns refrigerantes que tinham na geladeira. Lembro que isso não está na dieta saudável da Elena mas como prestei atenção nos cuidados que ela deveria tomar, lembrava muito bem que a doutora disse que ela poderia comer algumas guloseimas, mas não todos os dias.
Quando tudo estava pronto levei para a sala e ela já estava sentada no sofá com algumas cobertas sobre ela. Beijei sua testa e coloquei as nossas besteiras em cima da mesinha, em seguida tirando meu sapato e minha jaqueta, finalmente me aconchegando junto a ela em baixo das cobertas enquanto ela deitava em meu peito e dava play no filme.
Aquela cena me fez sorrir involuntariamente, caso eu falasse a alguém que estaria assim com uma única mulher e tentando me adaptar a ideia de ser pai, a pessoa com certeza iria rir de mim e perguntar se eu estava drogado. Mas, a realidade hoje é essa, eu realmente queria tentar mudar por aquela mulher que estava deitada em meu peito.
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