Surprises of Fate

22 Capítulo 21 - What are you doing to me Elena Gilbert?


Notas iniciais
Olá meninas! Então, não tenho uma noticia muito boa para dar a vocês... Meu carregador do notebook queimou gente, ou seja, sem notebook. Podem escutar o meu choro? Então, estou sem notebook por tempo indeterminado, usando o da minha mãe pra escrever e postar, então caso eu demore vocês já sabem o que é, não é nada legal depender da disponibilidade dos outros. Mas então, chegamos aos 300 comentários! Cara, estou tão feliz por isso, vocês não imaginam e ainda mais porque recebi um comentário da leitora linda que fez uma conta só pra comentar a história, isso deixa qualquer um feliz. Obrigado meninas, de verdade! Capítulo todo POV Damon, aproveitem! Boa Leitura!

Já estou na Espanha a mais de duas semanas e amanhã estou voltando para New York. Nunca senti tanta saudade da minha casa, da minha cama, de tudo, e principalmente de uma morena de olhos cor de chocolate que estava me fazendo uma falta tremenda.

Nesses dias que passamos aqui, eu e Finn quase não paramos em nosso quarto do hotel, eu estava totalmente exausto, mesmo que eu estivesse no silêncio absoluto, eu conseguia escutar as pessoas falando nos eventos em que eu fui e os flashs incomodando meus olhos das tantas entrevistas que tive dar, e eu tinha certeza que tudo isso era meu corpo implorando por um pouco de descanso. Hoje é nosso último dia aqui e todos os eventos se encerraram ontem, ou seja, estou totalmente livre para dormir o quanto quiser. Em outros tempos, com certeza eu iria aproveitar esse dia de folga para explorar Madri — preciso admitir que o Sr Sullivan nos proporcionou um grande conforto nesse hotel cinco estrelas e nessa cidade maravilhosa —e visitar os melhores bares que tem por aqui, e claro os melhores bordeis. Mas no momento, nada disso está me atraindo, o cansaço do meu corpo está falando mais alto e tudo que eu imagino é passar o dia deitado na cama, como estou no momento.

Finn está capotado na cama ao lado, chegamos muito tarde do nosso último jantar ontem e ele estava tão exausto quanto eu. Talvez eu não esteja me importando tanto de sair hoje porque o meu parceiro de farras agora é um homem comprometido com uma mulher só e abandonou a vida que levávamos antes, e eu... Bem, acho que essa minha fase também está passando, e sei que está mais do que na hora já que em pouco tempo estou fazendo trinta e um anos.

Levantei da cama e caminhei um pouco sonolento até o criado mudo que tinha do outro lado do quarto em busca do meu celular, ao olhar à hora percebi que dormi mais de doze horas seguidas, é eu realmente estava cansado. Peguei uma toalha e fui para o banheiro, precisava de um banho para tentar despertar um pouco, apesar de ter dormido bastante ainda me sentia cansado. Liguei a ducha e senti a água quente correndo pelo meu corpo, e o sono que ainda estava em mim até pouco tempo deixava meu corpo com o cair da água. Enquanto eu sentia todos os meus músculos relaxarem, todos os eventos que fui essa semana me vinheram a mente e como eu desejei que a Elena estivesse ao meu lado naqueles dias, para me fazer companhia naquela coisa extremamente chata e claro para apresentar o trabalho tão duro que ela fez com a Caroline. Dei o meu máximo para sair tudo perfeito, mas tenho certeza que minha morena iria fazer aquilo tudo ficar mais dinâmico e divertido.

Eu estava sentindo falta dela, do seu corpo pequenino e do seu sorriso que iluminava qualquer lugar em que ela estivesse. Não que eu estivesse apaixonado por ela — ainda não tinha certeza sobre isso, mesmo depois da conversa com o Stefan — mas eu tinha um carinho enorme por ela e a sua presença me fazia bem. Desliguei a ducha e enrolei uma toalha em minha cintura e fui para o meu quarto, Finn ainda estava dormindo, tudo bem que ele estava cansado mas já estava demais.

— Acorda bela adormecida — falei irônico enquanto jogava um travesseiro em seu rosto. Peguei minha roupa na mala que já estava pronta e me vesti rapidamente enquanto Finn resmungava algo que não consegui decifrar.

— Me deixa dormir seu filho da puta, vai se foder — resmungou enquanto eu batia novamente. Virou para o outro lado da cama e cobriu todo o corpo com o edredom.

Joguei meu travesseiro em cima da minha cama e fui escovar meus dentes. Estava torcendo para o restaurante do hotel ainda está fornecendo algo a essa hora da tarde, caso contrário teria que procurar algo na rua mesmo. Voltei para o quarto e procurei o controle do ar condicionado pela bagunça que estava aquele lugar, o dia hoje em Madri estava bastante quente e era impossível dormir sem que o ar estivesse ligado. Achei o controle e o desliguei, peguei minha carteira que ainda estava na calça de ontem e meu celular e encarei a proteção de tela que passava todas as fotos que tinha na memória do aparelho e sorri com a que apareceu no momento, era uma foto da minha morena apenas com uma blusa social minha, seus cabelos estavam em um coque e ela soprava beijos em minha direção. Lembro que no dia em que tirei essa foto, foi uma briga já que ela ameaçava não tocar em mim naquela noite caso eu não apagasse, no final consegui prender ela na minha cama e distraí-la com um belo oral. Sorri abertamente lembrando. Certamente ela não faz à mínima ideia que essa foto ainda está aqui, e vai continuar aqui, já que ela está perfeita demais para ser apagada ou algo do tipo.

— Que calor infernal. Vou reclamar para o gerente desse hotel que esse ar condicionado não está funcionando, onde já se viu isso?

Tentei segurar o riso enquanto Finn reclamava, encarando o aparelho e tentando o ligar de todas as formas possíveis, o que era impossível já que só ligava no controle.

— Damon, você viu porque parou? Funcionou normalmente a noite inteira e só agora veio parar.

— Sei lá, talvez sem querer eu apertei no controle e ele desligou. — Gargalhei.

— Cara, vai se foder! Você tem problemas! — bateu a porta o banheiro fortemente enquanto eu sentava na cama ainda rindo. Liguei novamente o ar e me deitei.

Liguei a TV e o jornal estava justamente passando a cobertura que fizeram ontem na festa, em vários momentos eu e Finn aparecemos onde demos entrevistas. Fiquei muito bem na TV. Sorri sozinho.

O celular do Finn começou a tocar em algum lugar do cômodo, joguei os lençóis que estavam sobre a cama e achei o aparelho em baixo do travesseiro, ao olhar a pequena tela do celular foi inevitável não rir. O nome “Amor” piscava incessantemente.

— Oi Anne — sorri — É o Damon, seu namorado está no banho.

Oi Damon! Ah sim, ele está perto de sair?

— Só um momento Anne, vou perguntá-lo.

Avancei até a porta e bati fortemente, apenas para irritar um pouco mais meu amigo.

— Finn, olha a An...

— Vai pra puta que pariu Damon, será que nem tomar banho eu posso?

— Ah tudo bem, vou falar a Anne que você mandou ela ir pra puta que pariu.

Afastei-me da porta e coloquei novamente o aparelho no ouvido.

— Olha Anne, o Finn está um pouco irritado, vamos dizer assim.

— Eu escutei tudo — riu — Você continua provocando ele?

— Ah faz parte, você sa...

Finn abriu a porta do banheiro já vestido e puxou o celular da minha mão.

— Me dá essa porra aqui seu imprestável — me fuzilou com o olhar — Oi meu amor, me desculpe, Damon hoje tirou o dia para me encher.

Sorri debochado o encarando.

Peguei a minha chave do quarto e avisei ao Finn que estaria no restaurante do hotel, ele apenas acenou e continuou falando com a sua namorada. Entrei no elevador, e fora eu só tinha duas pessoas naquele recinto, como eu estava em um dos últimos andares demorava eternos minutos até chegar ao térreo. Meu pé batia sem parar contra o piso de ferro, fazendo um barulho ecoar e as pessoas me encararem.

Chegando ao térreo, caminhei rapidamente em direção ao restaurante e me sentei em uma mesa mais reservada. Como já estava no meio da tarde e àquela hora não teria mais almoço, pedi um sanduíche natural e um suco de laranja, Finn chegou no momento em que eu estava finalizando o meu pedido e pediu a mesma coisa que eu.

— Ainda bem que voltamos amanhã, estou morrendo de saudades da Anne.

— Você ficou mais gay ainda depois que começou a namorar.

— Vai dizer que você não está com saudades da sua “morena”. Cara, você pensa que eu não observei esses dias você olhando feito um idiota para o celular enquanto via várias fotos dela? — sorriu irônico. Nem negar aquilo eu podia, já que era verdade.

— Ah não enche Finn!

— Quando você vai admitir que está apaixonado por ela cara? Tá na cara! E a propósito, como a relação de vocês vai ficar assim que ela engravidar?

— Finn, eu tenho um carinho pela Elena, é diferente de está apaixonado. E sobre isso eu não sei, mas o combinado foi cada um seguir seu caminho assim que conseguíssemos o que queríamos.

— E como você está em relação a isso?

— Tá bancando o psicólogo ou é só curiosidade mesmo? — revirei os olhos — Não sei, não estou ligando se ela demorar um pouco mais para engravidar é mais tempo para aproveitar aquele corpo delicioso.

— Só o corpo? Duvido, você quer aproveitar o corpo, o carinho, a presença e tudo mais.

Nossos pedidos chegaram na hora que eu iria responder, e agradeci mentalmente a isso. Comemos conversando, Finn falando que assim que terminasse iria sair em busca do anel perfeito para a Anne, é pelo visto a coisa é bem séria.

Voltei novamente para o meu quarto, em quanto Finn ia a busca do anel perfeito para a namorada, ele estava bastante gay de uns tempos para cá. Terminei de ajeitar a minha mala, colocando tudo o que ainda estava espalhado pelo quarto, apenas deixando fora a roupa que usaria amanhã e o meu passaporte.

Talvez a Anne já tenha contado a Elena que estaremos voltando amanhã, mas fazia dois dias que não nos falamos e no fundo eu sabia que estava com saudades até do timbre de voz da morena fogosa. Peguei meu celular e olhei a hora, aqui já era dezessete horas e lá era onze horas com certeza Elena já está acordada essa hora, disquei seu número e esperei alguns segundos até minha morena atender.

Alô — falou com a voz sonolenta. Puta merda, ela ainda esta dormindo?

— Não acredito que você ainda estava dormindo, pelas minhas contas aí já é onze horas senhorita Gilbert. — sorri.

Damon! —respondeu empolgada, parecendo despertar mais do seu estado sonolento — Bem... É que esses dias estou bastante sonolenta, depois explico o porquê disso, mas... Já sabe quando volta?

— Sim. Estou voltando amanhã, você vai poder matar a saudade desse corpinho lindo. — provoquei.

Convencido! Você que deve está morto de saudades do meu corpo maravilhoso, não negue. — E o pior que estava mesmo, morrendo de saudades.

— Talvez Gilbert, talvez. — brinquei — Então, a Anne vai para o aeroporto esperar pelo Finn, qualquer coisa se quiser ir, combina com ela.

Então quer dizer que você está pedindo para eu ir te buscar no aeroporto moreno selvagem? Quem te viu quem te ver em...

— Não estou pedindo, apenas informando. Meu voo chega ás nove da manhã.

Tudo bem, vou está lá, você deve está com saudades e não sou tão má a ponto de fazer você esperar mais para me ver. —gargalhou alto.

— E o convencido sou eu, certo? — ironizei — Enfim, preciso desligar. Até amanhã meu anjo.

Mordi a língua, tenho que parar com esse costume de chamá-la de meu anjo. Tudo isso é culpa do Finn, a convivência com ele falando sempre com a Anne desse modo acaba me afetando. Pude ouvir o sorriso baixo da minha morena ao ouvir o modo que a chamei.

Tudo bem. É... Até amanhã moreno. — E a chamada foi encerrada.

Joguei o celular na cômoda e me deitei na cama sorrindo. O que 5 minutos no telefone com a minha morena não faz?

O que você está fazendo comigo Elena Gilbert?

Notas finais
O que acharam do capítulo? Comentem bastante, lembrando que próximo capítulo tem Damon chegando da Espanha e sabendo de uma certa novidade hahahaha. Então comentem bastante e recomendem, que vou me desdobrar pra escrever em qualquer lugar que seja e quando tiver um tempo livre no notebook da minha mãe, eu posto para vocês. E ah, Feliz Dia das Mulheres para todas as minhas leitoras, nós somos heroínas meus amores! Amo vocês. xx