Surprises of Fate
2 Capítulo 1 - Dreams and Plans
Notas iniciais
Acordei com o meu despertador alarmando e falando as notícias do trânsito no momento em Nova Iorque. Procurei forças para levantar da minha cama que estava tão convidativa a ficar nela durante o dia inteiro, mas precisava trabalhar. Me arrastei preguiçosamente em direção ao banheiro com o intuito de tomar um banho gelado e tentar tirar todo esse sono que estava impregnado em mim, abri o chuveiro e dei um pequeno grito por conta da temperatura que a água se encontrava. Enquanto tomava banho, pensava em como ia convencer o meu melhor amigo Cary, gay, a ser meu doador de esperma. Sim, eu quero ter um filho. Já estou com 28 anos e meu relógio biológico está apitando me convencendo cada dia a mais que eu estou na hora de ter o meu bebê. E para isso eu teria que convencer Cary a me ajudar, eu não estava namorando ou coisa do tipo, e queria criar o meu filho sem depender de homem algum. Claro que eu poderia ir a uma clínica e escolher um doador com todas as características que eu quisesse, mas não queria correr o risco de acontecer algum problema e meu filho ter um genes de um serial killer.
Terminei meu banho ainda tentando bolar um plano de como conversar e convencer o Cary a fazer isso por sua bela amiga, eu preciso disso. Escolhi uma saia preta justa, e uma blusa de seda branca, finalizando com meu scarpin preto. Sequei meus cabelos e o amarrei em um rabo de cavalo no topo da cabeça, e fiz uma maquiagem simples. Caminhei em direção a cozinha do meu apartamento e encontrei a minha melhor amiga, Caroline tomando seu café da manhã. Moro com a Caroline desde do tempo da faculdade, ou seja 10 anos. Não posso reclamar da minha amiga, ela é uma companheira e tanto.
– Bom dia amiga – beijei sua bochecha. Caminhei em direção a geladeira e peguei um pouco de suco de laranja e sentei-me no balcão ao lado da Car.
– Bom dia Lena – falou me oferecendo panquecas. Peguei duas e despejei mel por cima delas do jeito que eu gostava. – Você ainda vai morrer por comer essa coisa tão doce pela manhã — Car encarou minha comida fazendo uma careta.
– Não vou não – falei colocando um pedaço de panqueca na boca, fechando os olhos e gemendo.
– Você é estranha amiga – Car continuou tomando seu iogurte. – Então, você ainda está com aquela ideia maluca de tentar convencer o Cary a ser o pai do seu bebê?
– Sim! Preciso que o Cary me ajude, eu preciso ter meu bebê Car – falei a encarando.
– Lena, já te disse que seria mais fácil ir a uma clínica especializada nisso e ir ao banco de doadores e pronto! Seu bebê vai sair do jeito que você quer, apesar de ainda achar isso estranho. – Car dizia que não gostava da ideia de poder escolher todas as características do seu filho, dizia que parecia que estava jogando the sims.
– Já te falei que não quero que meu filho seja um serial killer por erro de alguém – falei terminando minha panqueca.
– Então boa sorte amiga, você vai precisar.
– Vou chamar o Cary pra jantar aqui hoje, pra conversamos sobre isso. Você pode ficar? Por favor? – fiz cara de pidona.
– O que eu não faço por você e pelo meu futuro sobrinho?
– Obrigado amiga – beijei sua bochecha – Mas vamos logo porque se demorarmos mais vamos acabar chegando atrasadas. – Eu e Caroline trabalhamos na mesma empresa de marketing, a 5 anos e eu não tinha do que reclamar do meu emprego.
Como todos os dias, fomos no carro da Caroline que foi tagarelando do nosso apartamento até a empresa falado sobre o Klaus, seu namorado. Ela estava empolgada porque iria conhecer a família dele esse final de semana, e passar as festas de final de ano na casa dos pais dele.
– Então Lena, você ta lembrada que amanhã é a festa de final de ano da empresa, certo? – Céus, eu não estava nem lembrada dessa porcaria de festa! Não sou muito fã das festas da empresa, já que quase sempre é a mesmice de todos os anos, com empresários chatos e interesseiros sempre querendo tirar proveito da situação. E além de tudo tem o cretino do Damon Salvatore, que em todas as festas da empresa, não perde a oportunidade de flertar comigo e tentar me levar pra cama. Damon é aquele típico galinha, que não para com uma mulher um dia sequer, que só faz usar e jogar fora, não posso negar que o cretino é lindo, olhos azuis, pele branca, cabelos pretos, e um corpo... escultural. Mas o que tinha de bonito, tinha de safado, e desse tipo de homem eu quero distância.
– Urgh Caroline, pra que você foi me lembrar dessa festa chata? Todos os cinco anos que nós fomos foram a mesma coisa, precisamos mesmo ir? – perguntei desanimada – E ainda tem o porre do Damon que vai ficar me perseguindo.
– Óbvio que temos que ir Elena Gilbert, pega mal se não formos – falou batendo os dedos impacientes no volante – E sobre o Damon, você é uma burra por ainda não ter pegado aquele homem. O cara te dá o maior mole e você aí fazendo graça.
– Caroline, você conhece a fama do Damon? Sim, conhece. Não quero ser mais uma na cama dele, já falei sobre isso.
– Então não reclame quando ele ficar te enchendo a paciência na festa, você sabe que ele não vai desistir. – Caroline estacionou o carro na frente da Sullivan Marketing e caminhamos em direção ao saguão do prédio. Cumprimentei Anne da recepção e subi em direção a minha sala.
– Nos vemos na saída Car – dei um tchauzinho a ela. Entrei no elevador e fiquei aguardando todas as pessoas entrarem. Estava encarando meu celular, com uma foto da Bonnie, minha amiga, grávida de 4 meses toda sorridente com meu irmão Jeremy do lado. Eles tinham acabado de me enviar com a legenda “Olha tia Lena como já estou grandão”. Sim, uma das minhas melhores amigas de Mystic Falls também era minha cunhada, casada com meu irmão mais velho. Mystic Falls foi a cidade que eu nasci, cresci e vivi até meus 18 anos quando me mudei para Nova York para fazer minha faculdade. Fazia quase um ano que eu não visitava eles, minha mãe me ligava todos os dias para reclamar sobre isso. Estava distraída passando as fotos dos dois sorridentes quando senti baterem no meu braço. Levantei meu olhar e encontrei aqueles olhos azuis me encarando.
– Olá Leninha – Damon sorriu torto.
– Já disse pra não me chamar de Leninha – falei sussurrando já que o elevador estava lotado.
– Porque Eleninha? – sorriu mais uma vez. Ele sabe como ser irritante. Fingi que não escutei o ignorando e guardando meu celular na bolsa. – Você nunca vai me dá uma chance? – perguntou descaradamente. O encarei incrédula, cretino, perguntar isso dentro de um elevador cheio de clientes e sócios era a cara dela.
– Não – respondi curta. Graças a deus o elevador parou no meu andar, saí apressadamente tentando fugir daquele encosto que eu sabia que me acompanhava, já que sua sala é do lado da minha. – Damon, você ainda não entendeu? Não vou transar com você, pronto!
– Fiquei sabendo que você ta procurando doador de esperma pra ter seu filho – sorriu. O que? Como ele sabe disso? – As notícias correm Leninha – disse como se lesse meus pensamentos.
– Não se meta na minha vida – entrei na minha sala batendo a porta com força. Ele nunca vai me deixar em paz?
Hoje não saí para minhas horas de almoço, eu e a Caroline combinamos de trabalhar na hora do almoço pra sair mais cedo daqui e dá tempo de ir ao shopping comprar nossos vestidos pra amanhã. Minha animação estava uma coisa ótima para não dizer ao contrário, mas Caroline disse que eu precisava sim de um vestido novo, e quem sou eu pra bater de frente com Caroline Forbes?
Trabalhei feito uma louca hoje, já que a empresa iria parar e só voltaria no dia 03 de Janeiro, depois das festas de final de ano, tive que deixar tudo resolvido e programado para os dias que isso aqui ia parar. As 15:00hs já tinha terminado tudo e poderia sair, Caroline já me esperava no saguão conversando animadamente com a Anne.
– Olá Anne – sorri – Vamos Car?
– Vamos — colocou os óculos escuros – Tchau Anne, até amanhã na festa.
Pegamos o carro da Car e fomos em direção ao shopping, minha amiga estava animada dizendo que precisava comprar algo perfeito e que aproveitaria e faria algumas comprinhas para a viagem com o Klaus. Chegamos no shopping e olhamos algumas vitrines e entramos em algumas lojas, mas nada nos agradava.
– Caroline, você pode me dizer, como diabos o Damon sabe que eu estou querendo ter um filho e que estava procurando um doador de esperma? – falei me lembrando da conversa ridícula que eu tive com o cretino hoje de manhã.
– Como eu posso saber Elena?
– Porque só você sabia Car!
– Talvez eu tenha deixado escapulir para a Rebekah – falou corando. Rebekah era uma ótima colega de trabalho, mas tinha a língua maior do que a boca, então estava explicado.
– Logo pra Bekah, Caroline? Por isso que até o Damon já sabe – balancei a cabeça em negação.
– Desculpa Lena, de verdade. – me encarou.
– Tudo bem – Não tinha mais o que fazer mesmo.
– Mas como você sabe que o Damon sabe? – perguntou confusa. Expliquei todo o acontecimento da manhã enquanto ela ria da nossa briga de sempre – Vocês ainda vão casar, e eu vou ser a madrinha.
– Você ta é ficando louca – encarei um vestido na vitrine – É esse Car! – O vestido era lindo. Um frente única todo apertado no corpo e que era coberto por pequenos brilhos que davam um requinte. Entramos na loja e pedimos o vestido para mim provar, e como eu pensava, ficou perfeito.
– Amiga, ficou lindo. Damon vai pirar – falou rindo.
– Meu deus, porque você só fala nele? Não vai rolar nada como sempre – continuei me encarando no espelho.
– Se você diz – disse com tom desdenhoso. – Olha, achei o meu também. – O da Caroline era a cara dela, um rosa tomara que caia todo trabalhado na renda, super delicado. O cinto fino dourado que tinha na cintura dava o toque final.
– Lindo Car, sua cara. – falei sorrindo. Fomos em direção ao caixa pagar nossas compras. Escolhemos algumas outras roupas e uns sapatos.
– Estou morta, preciso de um banho – Car reclamava fazendo careta.
– Vamos eu ainda preciso ligar para o Cary.
Sim, de hoje não passava. Eu precisava falar com o meu amigo sobre o bebê.
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