Surpresas Na Ilha

11 Um mal entendido, um desafio


Notas iniciais
Genteeeeeeeee, desculpa, eu não sei quanto tempo eu demorei pra postar mas eu sei que demorei MUITO. gomen, espero que gostem. Minha primeira One-shot: http://fanfiction.com.br/historia/349547/Apenas_Mais_Um_Conto_De_Fadas

Autora ON

Depois de Levy estudar muita Solid Script e runas ela conseguiu criar runas térmicas e fazer roupas com a Solid Script. Agora acabou essa palhaçada de formigueiro.

Mirajane teve a ideia de fazer uma noite de jogos só com os adultos, então os nekos e Wendy estavam fora, eles ficaram cuidado das duas crianças enquanto o resto preparava doces e arrumava a grande sala da casa da Mira, depois de umas 18:00 tudo ficou pronto, então todos foram pra casa tomar um banho pra depois voltar. Umas 20:00 já estavam todos reunidos, o jogo seria jogo da verdade. (N/A:Nem preciso avisar a merda que vai dar né, é pior do que +4 em Uno! ).

Giraram a garrafa pela primeira vez e Lucy fez uma pergunta para Gray.

Lucy: Quando foi que você percebeu que a Juvia gostava de você?

Gray:Antes de nós virmos pra cá eu notei isso, mas só ia contar quando voltássemos. –disse corado

Mestre: Ok então, que chato! – girou mais uma vez. Levy para Bickslow

Levy: É verdade que você e a Lissana já tinham um lance antes da ilha?

Bicks: Sim. Um pouco antes na verdade. – a garrafa foi girada de novo. Lissana para Natsu.

Erza: Vish, deu treta.

Mira: Olha o que você vai falar hein Lissana.

Lissana: É verdade que a Lucy era apenas uma substituta minha?

Natsu: Olha Lissana... esse papo de novo não.

Lissana: Olha nos meus olhos e diga! – aumentou o tom de voz – Eu sempre quis ter a oportunidade de perguntar isso na frente de todos, vamos, responda!

Natsu: Argh! –bufou- ok, não Lissana, ela não é uma substituta sua, ela é ela e você é você!

Lissana: Mentira! Eu ouvi você falar com Gray um tempinho depois de Edolas, que agora a Lucy não ia mais me substituir! Admite! Admite que você só falou com ela pela aparência, eu ouvi tudo!

Lucy: Do que ela está falando Natsu? – disse com os olhos cheios d’água

Natsu: Não é nada disso Lucy... – foi interrompido pela loira

Lucy: Então explica, de onde ela tirou isso tudo!

Lissana: Eu vou repetir tudo o que eu ouvi: Natsu disse para o Gray que você era a minha substituta, Gray perguntou quando que ele contar isso pra você e ele disse: Ah isso eu não sei, só sei que vai ser logo. Isso Lucy, isso que eu ouvi, depois chegou mais gente onde eles estavam e eu saí.

Lucy: Natsu, isso é verdade? Você disse isso mesmo? – disse já chorando

Natsu: Disse mas... – foi interrompido de novo

Lucy: Mais nada! Não quero ouvir mais nada! A substituta tá indo embora, me deixem sozinha. – a loira levantou e saiu porta afora, apenas com um cobertor, ele não iria protegê-la do frio.

Lucy saiu correndo pra fora da casa da Mira e Lissana recebeu vários sermões e ouviu muito de seus irmãos e de seu namorado. Enquanto isso Natsu e os outros procuravam desesperadamente pela maga celestial, a visão do lugar não estava boa, estava havendo uma tempestade de neve, estava de noite e ninguém fazia ideia de onde a loira estava. Natsu começou a se desesperar e correu floresta adentro, seguindo o cheiro da amada.

Lucy ON

Depois de ouvir aquilo tudo eu fiquei muito triste, eu sabia de boatos que eu era substituta da Lissana, até me senti ameaçada quando ela voltou, agora saber por ela que eu não passo de uma substituta? Saí correndo, perdida em meus pensamentos e soluçando em choro, quando me dei conta, estava perdida, parei de correr e comecei a andar normal, de repente eu perco o chão e vou com tudo em direção a uns galhos nele. Acho que machuquei meu pé, ele está doendo muito, está escuro e eu só tenho um cobertor que não me protege nada dessa neve. Senti meus lábios ficarem roxos, meu pé, que antes eu sentia o sangue quente escorrer por ele, agora nem mexer eu conseguia, eu tremia dos pés a cabeça, aos poucos fui perdendo a visão e desmaiei.

Lucy OFF/Natsu ON

Depois de sair correndo seguindo o cheiro dela, ele ficava cada vez mais forte e comecei a escutar o seu choro, mesmo com meu braço em chamas eu não conseguia enxergar direito, estava nevando muito e estava muito escuro, de repente seu choro parou e eu corri ainda mais, foi bem difícil achá-la. Eu encontrei ela deitada sobre uns galhos entre uma árvore bem grande, mesmo enrolada no cobertor estava com os lábios roxos e pálida. Rapidamente peguei ela em meu colo e saí em direção a casa onde estavam esperando por nós, percebi uma grande quantidade de sangue coagulado em seu pé, o mesmo também estava roxo, apertei ela contra meu peito e corri ainda mais, sentia sua respiração fraca sobre ele. Em 10 minutos nós chegamos na casa da Mira, Juvia havia saído para chamar Wendy, que chegaram junto conosco.

Natsu OFF/Autora ON

Natsu a colocou sentada num divã improvisado perto da lareira, em pouco tempo Erza chegou com água quente, panos e curativos para seu pé, Wendy disse que ela havia torcido apenas, mas o jeito que ela caiu sobre os galhos provocou um corte profundo.

Depois de um tempo ela já não estava com lábios roxos e seu pé estava devidamente enfaixado.

Natsu: Nee, Wendy...

Wendy: Já até sei, sim, o bebê está bem, fique tranquilo, leva ela pra casa, ela deve acordar amanhã. Cuide dela. Boa noite Natsu-kun

Natsu: Boa noite, arigato Wendy.

Nisso ele carregou a maga celestial até em casa, e a deitou na cama de casal e a cobriu, como já estava tarde se deitou também e dormiu abraçando-a.

No dia seguinte Natsu acordou aos gritos, era a azulada e seu namorado na porta chamando-os.

Levy: Natsu !!!

Gajeel: Salamander!

Natsu desceu as escadas correndo e tropeçando, abriu a porta e se deparou com o dragon slayer de ferro com vários papéis e livros na mão e a maga solid script com Leana no colo.

Natsu: O que aconteceu?

Levy: Fiz uma descoberta, nós podemos sair daqui!

Natsu: Como é que é?

Levy: É, olha – disse colocando os papéis em sua frente – hoje nós fomos andar na praia e eu comecei a jogar pedrinhas na água, teve uma que quicou e foi além de onde a barreira estava,ela foi quebrada Natsu!

Natsu: Sério? Mas como vamos sair?

Levy: Eu tenho um plano, já falei com o resto, só faltava você, nós vamos começar a construir um barco e vamos voltar, o problema é que com a falta de materiais nós vamos demorar muito, uns 6 meses no máximo, o pessoal já começou a fazer isso, concordamos em você só começar a ajudar depois que a Lucy estiver bem.

Natsu: Ok, assim que ela ficar bem eu ajudo, qualquer coisa pode vir pedir.

Levy: Hai, na verdade...

Natsu: O que você quer?

Levy: Você pode olhar a Leana hoje? É que nós vamos para o outro lado da ilha hoje, só devemos voltar tarde.

Gajeel: Quebra essa olhos puxados.

Natsu: Mas nesse frio? Enlouqueceram? Deixa com a Juvia, ela vai ficar com o Don-chan né, então.

Gajeel: Aé, já ia esquecer, ela pediu pra você ficar com ele também.

Levy: É mesmo, faz isso, vai ser como um treino, onegai.

Natsu: Hai... fico com eles. Agora dei pra ficar de babá, vê se pode.

Gajeel: Não é você que acorda de madrugada pra trocar fralda.

Levy: Ainda né Gajeel, ainda.

Natsu: É mesmo, ainda não caiu a ficha...

Gajeel: Vamos indo Levy, temos que ir na casa do Gray avisar pra ele deixar o Don aqui.

Levy: Hai, tchau Natsu, arigatou. Cuide da minha amiga.

Natsu: Vou cuidar, pelo visto da sua filha também. — Levy riu

Natsu pegou Leana dos braços da Levy e subiu até o quarto com ela, percebeu que Lucy ainda não havia acordado então desceu até a cozinha e ficou lá esperando Gray e Don-chan chegarem.

Natsu ON

Depois de verificar a temperatura da Lucy eu desci com a Le-chan e fui fazer o café da manhã e esperar o cueca gelada chegar com o Don-chan. Eu estava super ansioso para contar para a Lucy que vamos poder sair daqui. Fico imaginando a nossa chegada, ninguém deve imaginar que eu casei, ou que o Gajeel e a Levy estão juntos, nem coisa parecida. Em poucos minutos ele chegou com Don-chan e uma sacola enorme

Natsu: Pra que tudo isso?

Gray: Ai te coisas da Leana também, tem fralda,roupas, mamadeira, receita da papinha, essas coisas todas, tchau olhos puxados.

Natsu:Não, esper...- fui interrompido pelo fechar da porta da minha casa. Ele me deixou sozinho com duas crianças pra tomar conta e eu ainda nem tomei o café da manhã.

Don: Tio Natchu – o pequeno já estava começando – cadê a tia Luchy? Eu quero brincar.

Natsu: A tia Lucy ta dodói lá em cima no quarto, eu vou terminar de comer e levo vocês para verem ela.

Don: Ok, já acabou?

Natsu: Ainda não.

Don:Ok.

Natsu: Quer um pedaço?

Don: Não, já acabou?

Natsu: Já passei da metade, me da 5 minutos.

Don: Ok –ele foi se sentar na cadeira de madeira na minha frente enquanto eu devorava o último sanduiche

Natsu: Vamos. –coloquei ele no meu ombro e peguei a Le-chan pra podermos subir. Chegando no quarto eu pedi para eles ficarem em silencio pra não acordá-la, com certeza ela iria ficar com raiva de mim, mesmo não sabendo de toda a história.

Don: Tia Luchy. Tia Luchyyyy! Tio acho que ela não quer acordar.

Natsu: Daqui a pouco ela acorda, o que você quer fazer?

Don: Lê uma historinha pra mim? – concordei e sentei na poltrona com ele e com a Leana sentados no meu colo e comecei a inventar uma historinha qualquer, em poucos minutos os dois estavam dormindo e eu fiquei encarando a minha loira até que peguei no sono também. Acordei com o Don-chan cutucando a minha bochecha.

Don: Tio Natchu, tá acordado? Ela ta com cheirinho. – e apontou para a bebê que estava no meu colo.

Natsu: Parece que alguém deixou um brinde na fralda.- brinquei. Tirei ele do meu colo e levantei com ela no colo e descemos a escada para a sala.- Fique aqui rapidinho, vou dar um banho nela.

Don: Tá. Tio to com fome.

Natsu: Tá, já vou preparar o almoço de vocês.

Aquela tarefa de dar banho em uma criança toda cagada não era feita pra mim, mas era treino, não tinha escolha.

Com o maior cuidado do mundo eu tirei a roupa que ela estava usando e peguei uma nova na tal sacola, junto om uma fralda. Quando eu abri aquela fralda parecia uma bomba de fedor, principalmente pra mim que tinha o olfato aguçado. Joguei aquela fralda na pia e peguei a outra limpa. O banho foi a parte mais fácil comparado com aquele cheiro.

Natsu: Pronto, cheirosinha! – até que eu tinha jeito. A Lucy já tinha me explicado mais ou menos como funcionam as fraldas.- E então eu coloco esse alfinete aqui e... Voilá! Pronto Leana, limpa e cheirosa, agora vamos comer.- eu fui para a cozinha e peguei na sacola deles a bolsinha com uma receita doida de comida. –Don-chan, o que você acha de uma sopa?

Don: É igual a da titia?

Natsu: É sim, ela me ensinou igualzinho.

Don: Então tá bom.

Em uns 40 minutos eu preparei a tal sopa, tinha pra mim, pra Lucy e para eles. Depois de alimentado ele sentou na sala e começou a brincar com um carrinho de madeira feito pelo próprio Gray enquanto eu colocava Leana no berço com uns brinquedinhos de metal que Gajeel fez. Já que eu ia ficar cuidando de Lucy levei Don-chan pra cima também. Já estava anoitecendo quando ela começou a acordar, ela e olhou primeiro com um olhar bondoso e depois com um olhar triste.

Lucy: Por quê? Por que você disse aquilo?

Natsu: Deixa eu contar a conversa toda. Ela ouviu tudo errado. Eu disse que já que ela voltou e eu vou continuar com você os outros vão parar de pensar que você é a substituta dela. Na verdade eu nunca amei ela que nem eu amo você, aquilo era amor de criança. Você acha que se você fosse mesmo substituta eu teria me casado com você? – disse segurando suas mãos.

Lucy: Não...- disse baixinho

Natsu: O que? Eu não ouvi.

Lucy: Não!

Natsu: Ah bom. Como se sente?

Lucy: Com fome.

Don: Tia Luchy! Você acordou!

Lucy: É, e o que você e a Le-chan estão fazendo aqui?

Natsu: É que eles conseguiram quebrar a barreira, nós vamos conseguir ir embora! Então eles foram mais pra dentro da floresta pegar material para um barco.

Lucy: E por que você não foi?

Natsu: É que eu tinha que cuidar de você, estão eles aproveitaram que eu ia ficar e deixaram as crianças aqui.

Lucy: E você deu conta?

Natsu: Aham, consegui direitinho. Tirando a parte em que eu fiquei apavorado em trocar a fralda da Leana foi tudo bem.

“Onde há esperança, há possibilidades. Onde há amor, há felicidade. Apesar das poucas dificuldades, eles conseguiram ficar quase 5 anos num mesmo lugar, com as mesmas pessoas e a mesma rotina. Eles poderiam ter enlouquecido sem seus amigos e seus amores. A partir de agora eles vão iniciar uma nova batalha.”

Notas finais
mereço reviews? me esforcei muito galera.