Surpresa Para A Mamãe

2 Um anjo chamado Catherine


Notas iniciais
Caras amigas e leitoras, eu perdi tudo! Meu notebook foi roubado e fiquei sem nada. Mas uma longa busca me recompensou! Recuperei quase tudo e aos poucos estou corrigindo, melhorando, editando e postando fics outra vez. Um beijo, e dedico essa capitulo a todas que leram e comentaram e esperaram anciosas por mais aventuras do pequeno Gil (fruto dos meus sonhos GSR's mais intensos).

“Catherine.”

Pegou o celular e ligou para a mulher que sempre fora sua amiga e cúmplice.

“Willows.”

“Cath, sou Grissom.”

“Oi Gil, com esta tudo bem? Não esta conseguindo falar com a Sara?”

“Cath, esta tudo bem. Não diz nada pra Sara, estou com um problema, será que você me ajudar?”

“Estou às suas ordens.”

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“Eu o Gil estamos fazendo um bolo de aniversario para a Sara e... bem ouve um acidente e agora estou sem batedeira.”

“Você quer a minha? Eu vou ver como faço para ela chegar ai.”

“Há alguma forma de improvisar sem ela? Para eu adiantar o que der.”

“Bem, mecanicamente falando, você pode quebrar um galho com o liquidificador.”

“Sempre soube que ligar para você seria a melhor solução. Obrigada Catherine e nós te esperamos aqui amanhã no café da manhã com o pessoal.”

“Estaremos todos ai. Boa sorte.”

Quando olhou novamente para o filho sentiu que lágrimas de desespero queriam brotar dos seus olhos. Gil estava profundamente entretido com a tarefa de se lambuzar completamente com uma parte do caramelo que estava derramado sobre a mesa, a outra parte estava no pote jogado ao chão com Hanck praticamente com as patas e focinho dentro.

“Meu Deus! O que eu fui inventar?”

Só restava tentar lavar as mão do garoto, banho só depois do bolo pronto.

“Filho, você quer ajudar o papai a fazer a surpresa da mamãe não é?”

“Quelo sim papai.”

“Vamos lavar as suas mãos e eu prometo que deixo você confeitar o bolo comigo.”

A promessa acalmou os ânimos travessos do garoto que agora olhava pacientemente o pai despejar os ingredientes no liquidificador. Em fim, a massa do bolo ficou pronta, enquanto ascendia o forno, Grissom se descuidou do filho dando espaço para o garoto aprontar mais uma das suas. Dessa vez a vitima fora o recipiente do fermento que foi esvaziado dentro da massa já pronta.

“Mais massa? Não precisa mais filho, vou misturar mais uma vez e colocar no forno.”

Era hora de preparar a cobertura e o recheio, já que o caramelo estava inutilizado.
Ainda bem que o tempo do microondas era cronometrado e não houve danos pelo esquecimento do chocolate que ele tinha colocado antes. Seguiu as dicas do rotulo de chantily e esse também estava pronto.

O forno que também tinha tempo automático começou a apitar prematuramente chamando a atenção de Grissom. Ele apressou-se em desligar a chama e abrir a porta, para ver uma erupção no interior do forno.

“O que oi que eu fiz dessa vez? Ahh não!!!”


Foi nesse exato momento que Grissom, ao tentar correr para apanhar uma tigela, foi ao chão violentamente mais uma vez. Gil adorava as encenações de queda que o pai fazia para ele, mas dessa vez até a criança permaneceu em silencio. Levou alguns segundos para que recobrasse a voz.

“Caiu papai?”

Gemendo, sem forças sequer para levantar ele respondeu à pergunta inocente “Sim, Gil. Papai...ahhh...caiu.”

“Ta dodói?”

“Doi tudo.”

Gil deitou-se na mesa colocando a cabeça para fora com a intenção de olhar para o pai.
Grissom sentiu vontade de abraçar seu filho quando notou o olhar preocupado no alto da mesa. Precisava resistir, faltava pouco. Tinha que pedir socorro a Catherine outra vez.
Às três e meia da manhã Catherine estava na porta com dois bolos nas mãos. Não sabia se ria ou ajudava seu amigo de tantos anos ao vê-lo abrir a porta como o personagem do ladrão no filme Esqueceram de mim .

“Grissom, o que aconteceu aqui?”

“Catherine, você é de casa, por favor entre mas não conte nada a Sara.”

“ A parte da surpresa ou a parte da cozinha dela esta destruída?”

“As duas coisas.”

“Gil?” A loira começou a rir da aparência do menino.

“Tiiiiiiiiiiia Cath!”

“Meu amor a titia Cath esta com medo de te abraçar” Catherine não parava de rir e

Gil, sem saber que ele fazia parte da piada, começou a rir com ela.

“Dá para a senhora se conter?” A voz continha sinceridade e a amiga achou melhor atender o pedido.

“O que realmente você vai fazer com esses dois bolos sem cobertura?”

“O meu bolo não deu certo mas a cobertura esta perfeita. Assim Sara vai pensar que também fizemos o bolo.”

“Acho que vou trazer meu próprio pedaço de bolo.”

“Não ouse Catherine!”

“Tudo bem, tudo bem. Gil, deixa a titia te dar um beijo antes de ir por que senão a sua mãe vai desconfiar da minha ausência.”

Catherine saiu dali rindo muito no carro, essa era de verdade uma surpresa para deixar Sara de queixo caído.

Gil Grissom, um dos melhores entomologista do país, foi um dos melhores supervisores criminalista de Las Vegas, pai de um menino de três anos e casado com uma mulher perfeita, mas fora incapaz de manter a organização na própria cozinha. A visão do caos era perturbadora. Já eram 4 horas da madrugada, tinha que correr.
Mas estava difícil se manter de pé depois de duas quedas e um furacão chamado Gilbert.

“Gil, vou cumprir a promessa, você vai decorar o bolo da mamãe da maneira como quiser.”

Após colocar o chocolate no meio para juntar os bolos e cobrir com chantily, Grissom pegou os confeitos coloridos e espalhou sobre a mesa à disposição do pequeno.

O ajudou apenas na hora de segurar na mão dele para rascunhar as palavras no topo do bolo.

Meia hora depois Grissom já não se importava mais com a aparência do bolo, da casa, do filho ou de qualquer outra coisa. Seu organismo havia se esquecido de como era viver acordado na madrugada desde que deixara o laboratório.

Também não era assim, esse cansaço era por causa das agitações de Gil. Colocou o filho no chão e se arrastou ate o sofá na intenção de diminuir a dor nas costas. Esticou-se todo e sentiu o filho acariciando seu rosto, talvez tentando acordá-lo.

“Vem aqui, dessa vez você não vai sumir.”

Pegou a garoto e deitou no sofá e percebeu que o garoto também estava cansado. Gil deitou a cabeça no peito do pai carinhosamente demonstrando o quanto estava exausto também. Grissom acariciou os cabelos do menino.

“Deus, obrigado por esse presente. Na verdade, por dois presentes: a Sara e o meu filho. Amo minha família...”

Adormeceu por fim acariciando o filho com a alegria imensa de ser pai. Hank pulou na outra extremidade do sofá.

Notas finais
Espero coments, desculpe a demora mais uma vez.